O que ou quem gostaríamos
de ler ou escutar
nestes primeiros dias
do ano novo?
Os jornalistas,
os poetas ou os
profetas?
Qual seria a fala,
ou a escrita,
de cada um deles?
Nestes primeiros dias
deste novo ano,
vamos ler, escutar
e falar muitas vezes:
Feliz Ano Novo.
O que vai escondido
dentro desta pequena
palavra?
Para nós, para cada
pessoa,
no dia 31 de
dezembro,
passamos para o dia
primeiro de janeiro,
como um continuar,
uma passagem natural,
como foi passar
de uma noite para
outro dia,
da semana passada.
Saímos de um ano
velho,
que passou,
e entramos num ano
novo,
que começa.
O ano que passou,
se transformou em
algo familiar,
conhecido, registrado
na memória
e nos livros de história.
O ano novo, está aberto,
desconhecido,
imprevisível,
porém, novo, e
receptivo.
É para lá que estamos
indo.
Como?
Uma primeira
experiência;
você não é novo, não
é nova.
O novo está lá fora.
Se você continuar
vivendo
como sempre viveu,
o novo não terá
chance
de visitar-te.
Você está habituado e
acostumado
com o que é
repetitivo, confortável,
rotineiro, familiar,
portanto,
está acostumado a
conviver
com o que é velho.
De repente,
um novo dia,
um novo ano
surge na sua frente.
E você recebe mais
uma oportunidade
para viver, diante de
novas possibilidades,
novas oportunidades
de mudanças.
O seu padrão de vida passada,
conquistada,
pode sofrer
alterações,
se aceitar as
condições,
que as novas
oportunidades
de transformação
se apresentam diante
de ti.
Diante do velho
padrão de vida,
sentimos segurança.
Agora perceba:
diante do novo,
os sentimentos que
aparecem
é de medo e de insegurança.
Perceba como reagimos,
como é a nossa
natureza,
diante de tudo o que
é novo:
desconfiados, inseguros
e medrosos.
A nossa experiência
e as nossas
convicções
sobre o passado, que
nos é familiar,
conhecido e vivido, é
de tranquilidade.
Diversa é a
experiência, ainda não vivida,
diante do futuro, do
novo, que vem vindo,
do estranho, que
desconhecemos.
Não temos domínio
sobre o futuro.
Não temos informações
suficientes
sobre o futuro.
E o futuro,
é o novo
que nos aguarda
ou o novo que
construiremos.
O velho passado,
conhecido e
explorado,
familiar e
domesticado,
nos deu tudo o que esperávamos?
Nos deu tudo o que
estivemos buscando?
Ou apenas nos
acomodou aonde chegamos?
O velho mundo
cumpriu todas as
promessas
que nos fez?
O Ano Novo,
se apresenta a nós,
criando expectativas,
criando sentimentos
desconfortáveis,
como que, provocando,
desinstalando,
convidando para novas
aventuras.
Não convém agir, ou
reagir,
hesitante,
angustiado,
rejeitando
o que é novo.
A todo momento
estamos diante de um
novo dia,
uma nova hora,
dormindo,
levantando-se de novo,
voltando, indo trabalhar,
de novo, passear,
cumprir obrigações,
sempre de novo.
É a esta visão,
do novo sempre
acontecendo,
que deveria latejar,
respirar
constantemente
em nosso pensar e
bater do coração.
Sem percebermos,
estamos mais diante
do novo
que a todo momento
nos visita,
do que diante do
velho passado,
que se distancia.
A pessoa humana
é um ser
constantemente aberto
e predisposto ao
novo.
E não percebemos,
porque nos apegamos,
inconscientemente, ao
que é velho,
conhecido e
repetitivo.
Esquecemos que
estamos capacitados
para sermos mais
exploradores
do que dominados,
escravizados.
Incoerentemente,
erradamente,
estamos mais abertos,
apegados,
pela memória, àquilo
que passou.
Incoerentemente,
erradamente,
estamos mais fechados
resistentes,
ao futuro, ao novo
que está sempre vivo,
apresentando-se
como oportunidade.
Como seres humanos,
sempre fomos competentes
em explorar o
desconhecido,
criando caminhos,
fabricando
ferramentas,
superando barreiras e
obstáculos,
ultrapassando
fronteiras,
viajando para fora do
nosso planeta,
procurando nosso
Criador no universo.
Queremos respostas
que o velho passado
não nos contemplou.
Por isso,
estamos abertos ao
Novo.
Do passado,
não há mais nada a
esperar,
que seja novo.
É do futuro,
que o Novo virá.
O novo, começou a
chegar,
neste dia primeiro.
O novo,
continuará a chegar,
em todos os momentos
dos novos dias que
virão.
Como perceber o novo,
que chega, sem
cessar?
- Sendo aberto,
receptivo,
prestando atenção a
tudo aquilo
que as Boas Notícias,
nos presentearam.
Não ser covarde,
mas corajoso.
O covarde, com medo,
se fecha nas
conquistas do passado,
e se torna insensível,
incapaz de esperar
algo novo.
O corajoso, é um
inconformado,
teimoso, aventureiro,
se movendo,
para o ainda não
conhecido,
ciente das suas
capacidades criativas.
A nossa mente
racional
imporá argumentos
desfavoráveis
à abertura diante do Novo.
A fé e a esperança,
por outro lado,
serão as rochas
sobre as quais
o novo será aceito,
acolhido
e construído.
Sem a fé e a
esperança
a mente é impotente,
incapaz de abrir-se
para o Novo.
“O
passado é um cadáver.
O
conhecido está morto.
O
desconhecido é a vida.
O
novo, o futuro,
é
a vida, em aberto.
Tudo
o que você conhece,
pertence
ao passado, já se foi.
É
parte de um cemitério.
Você
quer estar em um túmulo
ou
quer estar vivo?
Seu
presente
é
sempre uma transformação,
um
renascimento,
uma
ressurreição”.
Osho
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 03/01/2021
eneaspb@gmail.com
