sexta-feira, 29 de maio de 2026

1099.- Encontro, diálogo, intercâmbio de almas ... encanto.

Convite

para um encontro.

     um diálogo,

         intercâmbio de almas.

 

         A mensagem

         já está envelhecendo.

 

         O convite já foi refeito.

 

O encontro

   está para acontecer

      entre a minha e a sua alma,

        nas profundezas

          do nosso universo interior.

 

Você já deve ter percebido

em meus textos,

minha ânsia profunda,

por encontros profundos.

 

Desconhecemos as fontes íntimas

para que aconteça o desabrochar

das nossas incompletudes.

 

Quando nos encontramos,

há uma expectativa

a ser atendida.

 

Todo encontro,

entre eu e você,

é para ser transformado 

em algo extraordinário:

onde intercambiamos nossa alma,

num nível de profundidade.

 

Se não for isso,

então que aconteça apenas

a inspiração para a criação

de uma canção ou de uma poesia. 

 

Cada um de nós é para o outro,

um convite a um diálogo.

 

Você aceita dialogar comigo?

Quero dialogar contigo.

 

Eu estou indo, constantemente, até você.

Te ofereço meu e-mail e o meu telefone.

 

Você ainda não está vindo até aqui.

 

Então, diariamente, tomo de novo,

a iniciativa de acordar o que tens de melhor,

aí no teu universo interior. 

 

Estou acenando o lenço da paz,

fazendo-te um pedido, insistentemente.

Deixe-se amar. Permita-se crescer, evoluir.

 

Dê-me a oportunidade

para um encontro.

 

Eu sei que vai ser bom para nós dois.

 

Enquanto estou indo, 

só estou indo.

 

Se você não vier, não responder,

com seu olhar, abrir o coração,

soltar as amarras da alma,

não haverá encontro.

 

Estou pedindo, 

desarmado.

 

Você não está respondendo, 

portanto está armado(a).

 

Talvez bloqueado(a) 

por algum preconceito,

sei lá?

 

Você é orgulhoso (a)?

Do que?

 

Tuas resistências, 

teus ‘nãos’

são atitude de defesa.

 

Não haverá violência: 

não é da minha natureza.

 

Almas não possuem armas.

 

Não quer se expor?

 

Havendo encontro, 

haverá exposição,

intercâmbio de amor. 

 

Nos encontros, em minhas escritas,

você percebe o quanto me exponho.

 

Não me importo em expor-me,

pois não estou apegado a nada 

do que tenho e sou.

 

Então, te peço,

criemos, nós dois,

o clima para o encontro.

 

Pedir revela

o estado de espírito 

de quem não é orgulhoso.

 

O orgulho bloqueia, 

trunca e tranca o intercâmbio 

de riquezas gratuitas.

 

De novo te peço,

já meio cansado, sentado,

faminto como mendigo,

desejando o diálogo

como alimento.

 

Quero contigo dialogar.

 

Esse encontro, diálogo, intercâmbio,

poderá ser benéfico para nós dois.

 

Tenho certeza 

de que não seremos inimigos 

nem criaremos hostilidades 

para cultivarmos.

 

Abrir-se pode deixar escapar tensões, 

sair frustrações, entrar remédios, 

renovar o ar dos pulmões, rejuvenescer.

 

Desejamos conversar, no mesmo nível, 

frente a frente, sem considerar distâncias, 

línguas ou nações, gêneros ou espécies.

 

Desejamos conversar, desarmados, 

ninguém julgando ninguém, 

apenas aceitando, abertos, 

intercâmbios de culturas, 

pensamentos, filosofias de vida,

teologia de vida ...

 

Há tanto a intercambiar.

 

Nós dois buscando a verdade,

apenas a verdade,

nada mais.

 

A partir do sim,

do concordar nas expressões faladas,

com ou sem gestos faciais ou manuais,

permitir o abraço dos nossos corações.

 

Diálogo acontece a dois.

Se não houver diálogo,

ficarei apenas 

com meu companheiro Monólogo,

sem respostas,

sem eco,

sem ressonâncias.

 

Dialogando

preencheremos espaços vazios,

afastaremos preconceitos,

extinguiremos distancias,

eliminares as barreiras

e desprezaremos fronteiras.

 

Dialogando,

aproximaremos mais e mais

até que a intimidade chegue 

e fique muda,

apenas presente,

aconchegante,

compreensiva

e acolhedora.

 

Se você aparecer para comigo dialogo,

 entrelaçaremos nossos corações,

fundiremos nossos espíritos e,

depois, sem pátria,

dançaremos 

nos espaços siderais.

 

Então nosso encontro será único,

referência,

fonte de inesgotável saudade.

 

Vem, vem dialogar comigo.

Estou te esperando.

 

Nós dois sairemos ganhando.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com 41 98854 5166.

 

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quarta-feira, 27 de maio de 2026

1098.- Pare. Pare. Pare tudo o que está fazendo.


Silencie.

Volte o olhar para o seu corpo.

E perceba que a sua consciência precisa ser ativada.

 

Quase todos nós, terráqueos,

estamos vivendo

no automático.

 

Quase todos nós estamos vivendo

sem o uso da sensibilidade

e da percepção da realidade,

isto é, estamos vivendo

de forma inconsciente.  

 

Não estamos aqui só para fazer,

para trabalhar, para agir.

 

Estamos aqui para pensar,

avaliar, comandar, dirigir.

 

Estamos aqui para ser,

não tanto para fazer.

 

O nosso agir

deve expressar o que somos.

O nosso falar

deve revelar o que pensamos.

 

Estamos aqui para ser,

não tanto para interpretar

personagens fictícios ou irreais.

 

Depois que

tomamos consciência

de que sou alguém

e percebo com clareza,

que possuo as capacidades

para escolher,

para alimentar o meu ser

com propósitos, objetivos e ideais,

aí sim, estou vivendo,

com sensação de liberdade,

não de escravo.  

 

Perceba bem

que quase só damos atenção e alimentos

para o corpo.

O corpo está com fome, damos comida.

O corpo está com sede, damos água.

O corpo sente frio, nos agasalhamos.

O corpo sente calor,

procuramos dar-lhe refrescos.

 

Assim é também com a mente.

Estamos curiosos

e procuramos alimentar a curiosidade.

Se não sabemos alguma coisa,

perguntamos ao Google.

Ouvimos notícias. Comentamos.

Queremos entretenimentos,

vamos aos jogos.

 

Também o nosso psiquismo,

nosso ego, procura alimentos,

constantemente, e o alimentamos.

 

E o nosso ser, nossa essência,

nossa alma, nosso espírito,

com o que o alimentamos?

 

Pare.

Pare imediatamente

o que está fazendo,

porque, certamente,

não está alimentando

o teu ser profundo,

a sua essência, o teu ser.

 

Tudo o que não responde

a sua vida com sentido e significado

está te traindo, te esvaziando,

te desviando do teu centro,

da sua realidade sedenta

de nutrientes verdadeiros.

 

Pare. Faça silêncio.

Reflita. Medite.

 

Pare e questione-se.

 

O teu centro,

o teu eu superior,

é íntegro, inteiro.

Não é dividido.

Não é incoerente.

Não aceita mentiras.

Não age inconscientemente.

 

Toda vez

que deixamos de ser coerentes

conosco mesmos,

isto é, com a unidade do nosso ser,

fazemos experiências de divisão.  

 

Aí entra em cena as insatisfações,

a confusão mental, devaneios,

viagens virtuais,

as frustrações,

as decepções,

a ansiedade,

a insônia, a depressão,

ou seja, a perda de si mesmo,

 

Aquele ou aquela que se deixa dividir,

permite-se a perda de energias,

e enfraquece.  

 

Viver a vida com integridade,

com satisfação e alegria, com plenitude,

supõe o conhecimento de si mesmo,

conhecer e sentir, a necessidade interna

de unidade de si mesmo.  

 

Aí ganha-se clareza

na visão da vida e de si mesmo.

 

Ganha-se ou recupera-se o discernimento

para escolher aquilo que meu ser necessita.

 

É a essência que necessita ser atendida.

É o meu ser existencial que necessita de atenção.  

 

Você não precisa de nada: nem de roupa,

de nenhum bem material para ser.

 

Quanto mais pobre,

quanto menos dependente

e menos apegado às coisas ou pessoas,

mais livre se é, mais gente se sente,

mais alegria e densidade na arte de viver.

 

Mas, para ser, se sentir inteiro(a) e íntegro(a)

é necessário, extremamente necessário,

parar, fazer silêncio, procurar a paz,

a tranquilidade, para unificar o seu ser.

 

Olhar, prestar atenção em si mesmo.

 

Aí então a serenidade virá

e te dará olhos limpos

para recuperar o comando da sua própria vida,

e fazer escolhas realmente necessárias,

conscientemente.

 

     Um leitor mui amigo

     me colocou contra a parede

     dizendo que eu quase sempre

     revelo os problemas

     e raramente

     mostro as soluções.

 

Respondi afirmando

que a cultura da nossa sociedade

é planejada pelos exploradores

para nos tornar pessoas acomodadas,

sem iniciativas.  

 

Perguntei para ele

quais as finalidades do uso do celular?

 

E perguntei também

se ele usava o Google

para fazer perguntas

sobre questões importantes

para sua vida.

 

Perguntei quanto ele gastava

para assistir um jogo de futebol.

Perguntei se, em vez de gastar

para assistir um jogo,

não seria muito mais necessário para ele,

comprar um livro para ler?

Para investir em si mesmo?

 

E perguntei

se a filosofia, o conhecimento,

os questionamentos, as dúvidas,

as novas invenções e descobertas

tem ajudado ele e evoluir.

 

E perguntei

como ele aproveita o tempo livre.

 

E perguntei se ele tem amigos

com quem conversar seriamente sobre

os ideais da humanidade, da fraternidade,

sobre a grandiosidade do universo,

sobre o futuro da nossa civilização,

sobre as qualidades do ser humano.  

 

E perguntei se as conversas

que acontecem com seus amigos

não se limitam a futebol,

política, filmes e novelas.

 

Enchi a cabeça dele de perguntas.

 

Se ele foi atrás das respostas, não sei.

Só sei que até agora

não conversou mais comigo.

 

     Eis-me aqui, à sua disposição.

     Via e-mail eneaspb@gmail.com

     Gratuitamente.

 

     E, também, posso te emprestar livros,

     indicar livros, textos, fontes de pesquisas.

     Posso te enviar material impresso.

     Podemos conversar, neste nível,

     em algum parque aqui de Curitiba,

     enquanto caminhamos

     e praticamos a arte de viver, dialogando,

     convivendo com valores que nos preenchem

     de respostas e significados.

    

     Gratuitamente.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com   41 98854 5166

 

Criado e publicado no BLOG

e no FACE em 27/05/2026. 

 

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terça-feira, 19 de maio de 2026

1097.- Amor. Amar é completar o que falta no outro.



 

Se somos inteligentes

percebemos que temos em nós

as qualidades que faltam nos outros.

 

E, percebemos também,

que os outros possuem qualidades

que nos fazem falta.

 

Duvida?

Então leia até o final.

 

“Todo ser é bom, isto é,

é capaz de satisfazer

as necessidades de um outro ser

e de lhe comunicar

as perfeições que lhe faltam”.

Frase atribuída ao filósofo Aristóteles.

 

Para estender um pouco mais este argumento,

consideremos os estudos e princípios

que regem a Psicologia Diferencial.

 

Consideremos por exemplo o homem,

que possui uma carga masculina

igual ou superior a 70%.

 

E, a mulher é 70% feita

com qualidades femininas.

 

O homem masculino só possui em si

30% de cargas ou qualidades femininas.

 

A mulher só possui em torno de 30%

de cargas masculinas.

 

Então, ambos precisam

intercambiar suas qualidades

para ajustar o equilíbrios

entre si e entre ambos.

 

O homem tem o seu jeito de ser masculino.

A mulher tem o seu jeito de ser feminina.

 

Não há como questionar

as diferenças entre a masculinidade

e a feminilidade.

 

São diferenças visíveis e inquestionáveis,

mas encaixam-se perfeitamente,

complementando, respondendo

às carências um do outro.

 

O homem está sempre procurando,

e esperando da mulher,

os 30% de feminilidade

que lhe faltam para viver em equilíbrio.

 

A mulher está sempre procurando,

e esperando do homem,

os 30% de masculinidade

que lhe faltam para viver em equilíbrio.  

 

E é nesse intercâmbio de atrações

que os homens e mulheres convivem,

gostosamente, em harmonia,

satisfazendo suas carências.

 

         A partir do entendimento

         destes princípios da Psicologia Diferencial

         alguns podem dizer: 

         pronto. Só faltava essa.

 

Agora, com este conhecimento,

acabou a poesia do relacionamento

entre homens e mulheres.

Acabou o mistério.

 

Ou então, 

com o conhecimento deste princípio,

o homem e a mulher

passarão a viver

um grau de consciência mais elevado,

mais dignificado,

passando a se sentir responsável

pelo equilíbrio de uma e do outro.

 

Conhecendo esse princípio,

o homem e a mulher perceberão

que será necessário

colocar porções maiores de sensibilidade

para estar atentos

e procurar corresponder

às expectativas

que um tem para com o outro.

 

E é bem aqui

que entra a questão do amor consciente:

      Agora sei 

        que o outro tem necessidade de mim,

           como complemento.  

 

E, a mulher,

decide fazer isso para o homem,

gratuitamente,

em forma, de carinho, carícias,

sedução, afetos, atitudes maternas,

atenção, sutilezas, fineza,

cargas amáveis ...

todas, qualidades femininas.  

 

E é exatamente isso que falta ao homem,

   e se manifesta nele como sede insaciável,

      contínua, permanente.

 

O homem deseja, anseia,

espera que a sua mulher feminina,

na sua maior dose possível,

seja meiga, suave, carinhosa,

amável, tolerante, compreensiva,

aconchegante, ... 

exageradamente feminina.

 

Então, aí é que entra

   a capacidade acentuada de amar,

       da mulher.

 

É da mulher a responsabilidade

do clima amável e amoroso

no convívio entre o masculino e o feminino,

pois é ela que tem essa carga

em maior porcentagem.

 

E o homem,

como pode colaborar com a mulher,

naquilo que lhe falta de masculinidade?

 

Eu, homem, contribuo gratuitamente,

para minha companheira feminina,

as cargas e qualidades

que possuo como homem:

respeito, atenção, segurança,

fortaleza, firmeza,

colaboração nas tarefas do lar,

apoio, companhia, parceria, interesses,

foco na busca de soluções,

motivações, criatividade, surpresas,

reconhecimentos, agradecimentos,

elogios, presentes, flores,

palavras carinhosas,

serenidade diante das dificuldades,

declarações de amor contínuas,

explícitas ou implícitas.

 

A mulher, esperta, muitas vezes

tem que ser bem objetiva

e dizer claramente

o que está esperando dos homens

(menos sensíveis).

 

Lembrem-se homens,

as mulheres são muito mais carentes

de afetividade do que as mulheres.

 

Lembrem-se mulheres,

os homens são tão carentes de afetividade

quanto vocês, mulheres.

 

Nessa visão psicológica

se encontram os fundamentos

da complementariedade.

 

Em muitos casos,

a incompletude permanecerá

na vida do casal por muitos anos,

até que se compreenda

essa lei que rege o universo:

a lei do gênero.

 

Em tudo existe o lado

ou a fatia masculina

e o lado ou fatia feminina.

 

Essa lei é científica.

É um dos princípios que regem

toda a estrutura do universo:  

a busca insaciável pela unidade.

 

E o que é gostoso

neste intercâmbio vital

entre o homem e a mulher

é que tudo acontece

dentro da dinâmica gratuita do amor.

 

É o amor a dinâmica que perpassa

em todo o relacionamento

das pessoas, do casal, dos amigos,

quando se considera

que somos seres incompletos

e necessitamos uns dos outros.

 

Eu, confesso, preciso de ti.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com   41 98854 5166

 

Criado e publicado no BLOG

e no FACE em 19/05/2026. 

 

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