sexta-feira, 31 de outubro de 2025

1044.- Loterias. As dezoito vezes que NÃO ganhei na loteria.


Se perguntarmos
o que ocupa o pensamento da gente quase o tempo todo,
muitos respondem que o dinheiro, a segurança e o conforto
estão entre as coisas que mais buscamos.

Com este texto quero forçar o olhar e a reflexão
sobre o que já ganhamos, sem ambições financeiras,
sem jogar nas loterias.

O que já ganhei, o que já ganhamos?

1 - Tempo.
Ganhei tempo. Recebi tempo. Tenho tempo.
Administro o tempo. Estou no tempo,
mas não sou do tempo.

Estou no tempo, mas não sou do tempo.
O tempo não é definitivo. A eternidade sim.

Ganhei quando percebi
que estou no tempo
para conquistar e ganhar eternidade.

No tempo estudei, meditei
e conquistei percepções
de que é fora do tempo,
que está a meta final
da vida neste mundo passageiro.

2 - Terra/Mundo.
Ganhei a possibilidade
de nascer aqui na Terra,
neste mundo.

Nasci. Aqui sou. Aqui estou.

Estou na Terra, de passagem.

Tudo o que há na Terra
me ajuda a ser mais,
a ter melhores condições
e qualidade de vida.

Estou no mundo, mas não sou do mundo.

3 - Família.
Ganhei a vida. Estou vivo.
Ganhei pai, mãe, irmãs e irmãos,
esposa, filhos ou filhas e parentes, de montão.

4 - Saúde.
Ganhei saúde, mesmo que frágil,
mas sempre retornando ao equilíbrio da saúde.

Ganhei perfeições.
Sou perfeito com todos os órgãos
funcionando perfeitamente.

5 - Alimentação.
Ganhei condições para alimentar-me
e manter minha vida.

6 - Vestuário.
Ganhei recursos
para comprar e usar roupas
que me protegem do frio e do calor.

7 - Moradia.
Ganhei condições para ter uma casa,
um lar, um aconchego.

8 - Amigos.
Ganhei amigos, de montão.

Eles não me deixam solitário.

Nasci por amor. Vivo por amor.

Escolhi uma regra de vida
baseada no amor,
no relacionamento amoroso,
manso e afetivo.

Se é bom para mim é bom para os outros.

Escolhi conjugar o verbo amar
em todos os tempos e modos.

Achei que deveria colocar arte
no relacionamento humano.

Este foi um grande prêmio, acumulado.

9 - Alegria, bom humor.
Ganhei alegria.

Ganhei bom humor.

Eis aqui um grande prêmio
que não me deixa triste.

A alegria, o entusiasmo e o bom humor,
a música, a festa, a dança, os pique niques,
as pescarias, tudo isso são fontes de alegria.

10 - Comunicação.
Ganhei habilidades.
Consigo falar, ler, escrever, fazer-me entender
transmitindo mensagens construtivas,
personalizantes e divinizantes.

Consigo viajar e locomover-me.

Consigo sair por aí, mundo afora.

11 - Estudo/Conhecimento.
Ganhei todas as condições naturais
para estudar, conhecer, aprender e ensinar.

Tenho acesso
a todas as filosofias e ciências.

Estudei os cientistas,
os escritores, os filósofos.

Superei o comodismo e a ignorância.

12 - Trabalho.
Ganhei energia, força de vontade,
habilidades para aprender uma profissão.

Sou útil. Tenho capacidades. Tenho talentos.

Consigo criar ferramentas e equipamentos.

Consigo transformar qualquer matéria prima.

Sou criativo. Consigo produzir algo.

13 - Economia.
Ganhei valores materiais,
fruto do meu trabalho.

Sou aposentado.

Tenho meu salário.

Não dependo dos outros.
Com meus recursos,
com meus esforços e meu trabalho
consegui adquirir bens materiais.

14 - Religião.
Ganhei de graça minha salvação.

Recebi a graça de perceber
que Deus é Pai. Que sou filho.
Que sou amado.

Promessas foram feitas.

Tenho esperanças na Ressurreição
e na Vida Eterna.

Sou irmão de tudo o que foi criado.

Cultivo a fraternidade cósmica.

Temos um Pai Eterno
que cria para a eternidade.

15 - Segurança.
Ganhei segurança.
Exigi-me perseverança.

Ganhei paz comigo,
com os outros e com Deus.

Ganhei o gosto pela ordem,
pela disciplina, pelo esforço.

Ganhei coragem para vencer o medo.

Ganhei porque me alistei no exército
da não-violência.

16 - Político.
Ganhei o dom da liberdade. Sou livre.

Ganhei porque sou alguém na sociedade.

Ganhei porque decidi participar
na promoção e nas conquistas do Bem Comum.

Ganhei todo vez que me empenhei
na busca da unidade e na unificação das diferenças.

17 - Jurídico.
Ganhei a capacidade do discernimento.

Ganhei quando escolhi
o lado do Direito e da Justiça.
Cobrei e exigi-me fidelidade neste caminho.

Ganhei quando aprendi a tolerar, a perdoar.

Ganhei quando escolhi compreender
ao invés de criticar ou julgar.

Ganhei quando preferi
promover a igualdade,
sem privilegiar ou excluir.

Ganhei porque consigo ver,
escolher e lutar pelo Bem,
pela Verdade e pela Justiça
como algo coerente com a bondade da vida.

Ganhei e ganho sempre que respeito
e sou respeitado.

18 - Honra.
Ganhei dignidade porque escolhi o lado daqueles
que transpiravam ideais de promoção humana.

Ganhei porque sou e fui dono das minhas escolhas.

Ganhei porque não perdi minha dignidade.

Ganhei porque me mantive suficientemente humano.

Ganhei sempre que, antes de agir,
antevia as consequências,
e esse método me transformou
em alguém prudente e cauteloso.

Consegui ganhar, a custo de muitas perdas,
compreensão e sabedoria.

Ganhei humildade. Reconheci o meu devido lugar
entre todos os viventes. Sou mais útil sendo manso.

E posso me tornar um ser Eterno,
por obediência ao que é certo,
e por herança e bondade divina.

Avaliando todos estes ganhos,
cheguei à conclusão
de que ganhei na Mega Sena da vida.

Acertei dezoitos números.
Acertei dezoito pontos.
Acertei dezoito vezes.

Paguei o preço com as moedas
das dificuldades e obstáculos vencidos.

As vitórias compensaram-me.

Todas as vezes que joguei nas loterias,
esperando ganhar, perdi.

Gastei recursos
que poderiam ser investidos
no desenvolvimento
dos meus recursos pessoais.

O jogo, a ambição é uma grande ilusão.

Realidade, verdade mesmo,
é investir em si mesmo, nos outros,
e nos ideais relacionados acima.

Não foi sorte. Foi escolha. Foi decisão.

Ganhei educação e discernimento,
senso crítico e nível de consciência purificado.

Foram escolhas de valores imateriais.

Nestes investimentos
não tive nenhum prejuízo,
nem arrependimento,
nenhum remorso,
nenhuma culpa.
Não estou falido.

Tudo foi aproveitado.
Todos os valores utilizados.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

 

Para ler outros textos acesse meu blog

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Criado e publicado no Blog e no FACE em 01/11/2025.


1043.- Pobre, um estilo de vida, uma verdade.


Alguém quer ser pobre?

 

Querer ser pobre, é natural, é saudável?

 

É burrice ou é sabedoria?  

 

Antes que os preconceitos apareçam,

façamos algumas considerações.   

 

Você já parou para observar as riquezas

camufladas ou visíveis dos pobres?

- A simplicidade, a doçura, a serenidade?

- A aceitação da situação,

como se nada tivesse importância?

- A paz que irradia da sua fisionomia?  

 

Você já percebeu que o olhar do pobre brilha?

 

Você lembra se já teve encontros

com pobres orgulhosos, prepotentes?

 

Você sentiu algum sentimento

diferente diante de um pobre?

 

Se somos autênticos,

diante de um pobre vai transparecer

a verdade sobre nós mesmos.

 

Diante de um pobre nos confrontamos

com a realidade.  

 

Se o pobre vive no mundo real

e o rico no mundo virtual

qual dos dois está vivendo

com mais intensidade?

 

Os pobres são privilegiados.

 

- Eles têm a convicção

de que são guiados por Deus

e animados por Sua presença.

 

Os pobres são capazes,

capazes de amar,

não só de pedir,

mas também,

de agradecer.  

 

Pobres são pacientes nas provações.

 

Pobres são fortes nas adversidades.

 

Pobres são ricos em esperança.

 

Pobre é aquele

para quem só o Papai do Céu basta.

 

O pobre é um ser igual a nós,

talvez mais rico em sentimentos,

mais ricos na virtude da gratidão.   

 

Pobres são como os lírios dos campos:

sustentados, vestidos, alimentados

pelo Papai do Céu e por seus bons filhos da Terra,

conscientes da fraternidade universal.

 

Pobres são como as aves do céu, livres.

 

Pobreza humilde

é a mais elevada escola

do verdadeiro amor.

 

A pobreza

exerce poder de atração:

atrai a misericórdia divina

e desperta-nos para a compaixão.  

 

O modo mais seguro

de atravessar a vida

é sendo pobre.

 

A pobreza

não é questão de ter

ou não ter, é questão de ser.

 

O pobre

não é alguém difícil de suportar.

 

É uma tarefa sofrível,

de despir-se das máscaras

e mostrar-se tal qual se é. 

 

Ser pobre

é uma forma de viver

na leveza e na simplicidade,

desapegado e descomplicado,

sempre disponível para os outros,

nunca ocupado ou atarefado.

 

A verdadeira pobreza

está na essência da vida.

 

A verdadeira pobreza

relaciona-se com o Espírito,

que está além da pobreza ou da riqueza,

está na abertura para a Paternidade Divina.

 

O pobre

é o sacramento do Jesus Cristo que disse:

Tudo o que fizerdes ao menor (pobre)

dos meus irmãos é a Mim que o fazeis.

 

No pobre está disfarçado o Rico,

o dono do mundo. 

 

      Cultive a meta de ser pobre.

 

      Cultive a pobreza, de verdade.

 

      Mostre a sua nudez.

 

      Revele a sua fome do Absoluto.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

 

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Criado e pubicado no Blog e no FACE em 31/10/2025.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

1042.- Tempo. Tenho tempo de sobra


Estou no tempo, mas não sou do tempo.

O tempo está a meu dispor.

 

       Não jogue talento fora.

       Não jogue tempo fora.

 

Tenho tempo de sobra

Para ver, as belezas, atos de bondade.

Para escutar o silêncio.

Para ler o Evangelho.

Para buscar a verdade última.

Para passear com a paz.

Para amar e construir.

Para andar atrás dos valores eternos.

 

Tenho tempo de sobra

Para considerar o bem e o mal.

Pare verificar e escolher que caminho seguir.

Para refletir sobre o sentido da vida.

Para meditar as verdades da fé.

Para pesquisar a Eternidade.

Para decidir o que me resta fazer.  

 

Tenho tempo de sobra

Para, no tempo, concluir o meu eu

projetado para ser eterno.

 

Tenho tempo de sobra

Para perceber e refletir sobre os mistérios da vida.

Para decidir o meu futuro.

 

Tenho tempo de sobra

Para cultivar a esperança na vida eterna.

Para recusar tudo o que não me imortaliza.

Para preparar a minha morte.

 

Tenho tempo para amadurecer a fé.

Tenho tempo para procurar e encontrar esperanças.

 

Tenho tempo

Para aprender os ensinamentos do professor esforço.

Para aprender os ensinamento do professor sofrimento.

 

Tenho tempo de sobra para ler este texto até o fim.

Tenho tempo de sobra para repensar minhas escolhas.

Tenho tempo de sobra para redirecionar minha vida.

 

Tenho tempo de sobra para tomar de novo o comando da minha vida.

 

Tenho tempo de sobra para todas estas questões essenciais.

Tenho tempo de sobra para perceber quanto tempo tenho perdido.  

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

 

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Atualizado e repub no Blog e no FACE em 30/10/2025.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

1041.- Pensando alto, a partir da Eternidade. 2 Capítulo.

 

Nosso mundo não é fechado.

Existe uma abertura para a eternidade.

 

A religião, qualquer religião

é uma tentativa de conhecer o Deus dos Céus,

o Deus Eterno, o Deus da Eternidade,

que sempre existiu, antes do tempo ainda,

e que se aproxima e tenta entrar

em nosso mundo mental, espiritual, 

em nossa vida pessoal.

 

Convém dar condições de abertura,

de entrada do Deus Pai Criador em nossa vida,

afinal, somos suas criaturas, obras de arte divinas,

em suas mãos.

 

Nós, criaturas humanas fomos projetadas

para ser obra de arte, eterna,

maravilhosas, perfeitas.

 

É por aqui, com estes pensamentos,

que criamos a porta de entrada

da Eternidade no Tempo, na Terra,

em nossa alma, consciência ou espírito. 

 

Existe um forte dinamismo escondido,

que exulta de alegria em nosso íntimo,

quando tentamos nos enxergar

como obras de arte em construção.

 

É uma verdade inquestionável,

que não aceita outras interpretações,

e onde não cabem discussões.

 

É a visão positiva, otimista, sobre nós mesmos.

É uma visão realista também

porque estamos sempre caminhando, evoluindo.

 

E, a cultura do mundo quer-nos acomodados,

consumistas, e alienados

das nossas capacidades espirituais. 

 

Olhamo-nos como obras de arte incompletas,

não finalizadas, necessitando sempre de renovação,

ajustes, de conversões, de melhorias.

 

Sempre há algum retoque, ajuste,

embelezamento para fazer,

pois que ainda somos desconhecidos de nós mesmos,

tanto na matéria prima das nossas fragilidades

como dos talentos, das forças espirituais

que nos habitam.  

 

Desde o nosso nascimento,

já passamos por tantos ateliers de aperfeiçoamento,

mas não conseguimos preencher

todas as lacunas ou falhas que existem

em nossa natureza humana.

 

Talvez estejamos ignorando

o Modelo proposto para nossa identificação.

 

Pois está escrito que Nele, no Jesus Cristo,

no Homem, filho do Deus Eterno,

e por Ele, tudo foi feito.

 

E que Nele estão escondidos

todos os segredos das filosofias e das ciências.

 

Que Ele é o princípio, o meio e o Fim. 

 

Havendo um modelo perfeito, a continuidade,

o aperfeiçoamento e acabamento

das obras de arte certamente alcançarão

os resultados esperados.

 

Com a aceitação desse modelo eterno,

abre-se uma nova dimensão

para que a obra de arte, inacabada,

continue seu processo evolutivo,

ainda que, com resistências.

 

Mesmo percebendo suas capacidades,

experimenta limitações, insatisfações não atendidas,

fome e sede não saciadas ainda.

 

Aquela obra de arte precária, criada lá na família,

ainda espera ser uma obra de arte perfeita,

por carregar uma natureza divina

acoplada à sua natureza humana,

 a desabrochar a qualquer momento.

 

Toda obra de arte se sente incompleta, imperfeita,

esperando adquirir conhecimentos e oportunidades

para saciar essa sede infinita, de eternidade. 

 

Quando aceitamos e nos abrimos

para a dimensão da eternidade,

até o problema do sofrimento ganha sentido.

 

Quando aceitamos e nos abrimos

para a dimensão da eternidade,

até o problema da morte é resolvido,

com a promessa da vida eterna.

 

Aquele que é Artista e Eterno

só faz obras eternas, que duram para sempre.   

 

Para pensar a partir de um quadro de referência,

que seja a eternidade, entram em campo,

a consciência, a alma, o espírito.

 

Com essas faculdades

ou capacidades espirituais e eternas,

fazemos o discernimento valorativo,

impondo-se como um valor real Absoluto,

referencial, para avaliar todo o mundo relativo.

 

Tudo o que se passa na Terra e no Tempo

estão subordinados ou são decorrentes da eternidade,

do absoluto.

 

A obra de arte inacabada, relativa,

entra em contato com o seu Criador, Absoluto.

 

Abre-se a um mundo,

uma dimensão diferente,

misteriosa, que nos vem salvar

das nossas precariedades e limitações.  

 

Há intercâmbio e uma interdependência

da natureza humana com a natureza divina.

É que somos filhos do Eterno.

 

Com estas reflexões, a própria obra de arte

se atreve a entrar em contato com o Artista que o criou. 

 

Essa tentativa de contato acontece

não sem muita dificuldades,

pois tem de aceitar, assumir e vivenciar

um tipo de conhecimento

que abarca agora a dimensão invisível da fé,

ainda misteriosa na sua forma de entendimento

e expressão.

 

Mas não é algo irreal.

Não é fruto da imaginação.

E não é algo irracional, fantasia ou literatura vazia.

 

Com o apoio da razão, do conhecimento teológico,

dos Evangelhos e dos documentos da Igreja,

mais o testemunho dos mártires e santos,

registrados nos livros de História,

queremos acreditar nas revelações

e promessas feitas pelo Jesus Cristo,

aceitando-o e incorporando-o como modelo,

como Caminho, Verdade e Vida.

 

O Artista Papai do Céu, o Criador,

propõe um modelo eterno, o Jesus Cristo,

para nos identificarmos com as belezas dele

e para finalizarmos a nossa própria obra de arte,

agora, com todas as perfeições de uma obra digna.

 

A dimensão da Eternidade ou realidade religiosa,

religa-nos com as dimensões do Atelier do Artista Eterno.

 

Aceitando e abrindo-se para a primazia da Eternidade

como foco ou binóculo para olhar para o mundo,

abre-se a última dimensão

onde se encontram os nutrientes

para saciar essa fome e essa sede de completude,

a tão desejada obra de arte, finalizada, eterna,

carregada de incorruptibilidade.

 

A massa, a matéria que plasmou

a finalização dessa obra de arte,

é mística, isso é, uma mistura

de natureza material humana

com a natureza espiritual divina,

a própria natureza do Artista Criador.

 

Essa visão de mundo

a partir do óculos da eternidade,

da dimensão eterna, da atuação do Artista Supremo,

já é forte e real em muitas pessoas

que alcançaram um elevado nível

de desenvolvimento humano,

espiritual, e de idade.

 

A graça divina, a realidade do Deus Pai,

sublima, eleva a condição humana

até as alturas e perfeições da natureza divina.

 

Se houver abertura

e disponibilidade dos homens,

todos serão divinizados,

e a história se chamará História da Salvação.

E haverá um só Pastor e um só povo.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

 

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Criado e pub no Blog e no FACE em 28/10/2025.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

1040.- Pensando alto, a partir da Eternidade. 1 Capítulo.


 

Estamos dentro

de um grande Atelier de arte.

 

Deus, nosso Criador e Pai é o supremo Artista,

engenheiro, construtor das obras de arte

em andamento.

 

Ele começou a obra de arte,

mas deixou-a inacabada,

repassando para cada um

a responsabilidade para o acabamento.

 

Plantou em nós sementes de eternidade.

Forneceu um modelo de perfeição,

o seu Filho Jesus Cristo.

E disse: Vai. Segue-O.

 

    Este texto é uma tentativa

    de olhar para o universo, para o Planeta Terra

    a partir do olhar do Artista Supremo.

 

É um olhar teológico,

abrangente, totalizante, perfeito,

que abraça as dimensões materiais e espirituais,

o que está visível e o que existe nas dimensões invisíveis.

 

O Artista é o Deus Criador, que vive na Eternidade.

É eterno. É sábio. É perfeito.

 

Possui todas as perfeições.

 

O Atelier do Artista

é o Universo (multiverso)

que é infinito, na Eternidade.

 

Dentro da eternidade infinita,

estão os astros, a Terra e as galáxias,

que ocupam espaços.

 

Mas há espaços vazios.

 

Impossível determinar

se existe uma fronteira, um limite.

 

Dentro da Eternidade,

na Galáxia Via Láctea,

está a Terra, (ocupando Espaço),

em Movimento.

 

O movimento cria o tempo,

as estações,

os dias e noites.

 

Onde há movimento, há energia,

densidade, peso. Há atração.

Há a lei da gravidade.

 

Na Terra convivem PESSOAS.

 

Pessoas subordinadas à lei da gravidade,

do movimento, da energia, do tempo.

 

Estamos no mundo, mas não somos do mundo.

Estamos no tempo, mas não somos do tempo.

Somos da eternidade.  

 

Somos compostos de duas natureza,

uma humana, material e outra divina, espiritual.

 

A natureza espiritual,

por ter a sua origem na eternidade,

é aberta ao infinito,

e é a nossa vida sobrenatural,

que sobreviverá para sempre,

na eternidade.

 

Nós humanos, frágeis criaturas,

pela lei da evolução

temos a missão de conquistar

as perfeições do nosso Supremo Artista,

já que Ele nos criou à sua Imagem e Semelhança,

dando-nos seu Filho Jesus Cristo como modelo.

 

Nele, no Jesus Cristo

estão escondidos todas as fórmulas e senhas,

todos os segredos das filosofias e ciências.

 

Então, não somos órfãos,

abandonados às nossas próprias capacidades,

mas fomos criados com capacidades sobrenaturais

que necessitam ser descobertas e postas em prática.

 

São as necessárias novas ferramentas

para dar continuidade à nossa evolução

em direção às perfeições que nos atraem.

 

Todos estamos em fase de construção.

Somos obras de arte inacabadas.

 

Somos frágeis em nossa matéria prima

enquanto natureza humana,

mas somos deusinhos

pela nossa natureza divina,

acoplada, em germe, como semente,

em nossa natureza humana. 

 

Nossas responsabilidades:

 

- Descobrir e aperfeiçoar

nossos dons e capacidades

espirituais e artísticas, aprimorá-las,

aproximando-nos tanto quanto possível

do modelo proposto, Jesus Cristo.

 

Estamos envolvidos no Projeto Redentor

do Cosmos e da Humanidade.

 

Somos os frágeis artistas

cuidando da fragilidade dos outros artistas

que ainda não descobriram

que são personagens destinados

a interpretar papeis de filhos do grande Artista.

 

      No próximo texto (Capítulo 2)

      colocaremos mais alguns argumentos e princípios

      para apoiar e fundamentar

      o que até agora expusemos.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

 

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