segunda-feira, 22 de setembro de 2014

156.- Consciência do eu sou. A complexidade do "Eu Sou".



Tudo o que aprendi até hoje
foi importante,
serviu de base.

No momento presente
aparece um novo patamar,
um nível acima:
recomeçar do hoje,
do agora,
a formação da minha consciência.

Quem sou eu?
A resposta deve ser dada por mim,
a mim mesmo.

Respondendo para você que me lê,
digo ‘eu sou o que você vê’
e muito mais,
mais aquilo ‘que você não vê’.

Não aceite ir a lugar nenhum;
não aceite fazer nada;
não aceite convite para viajar ou sair,
ir a um encontro,
seja lá o que for,
não aceite nada
antes de te conhecer profundamente.

Se existir alguma insatisfação em você,
você não se conhece ainda.

Se você não estiver em paz
com você mesmo(a),
você ainda não está pronta
para viajar ou andar por aí,
com a consciência “Eu Sou”.

Se você não se conhece,
na sua profundidade,
na dimensão da sua consciência,
você estará apenas projetando
ou demonstrando muito
do que você não é:

- estará mostrando mais o seu ego,
seus interesses, suas inclinações,
teu exterior ...

A riqueza
da tua personalidade
ainda não floresceu.

Aquilo que de permanente
e eterno existe em você,
poucas pessoas,
pouquíssimas
consideram enquanto
estão na sua frente.

Pouquíssimas pessoas
se auto descobriram.

Pouquíssimas pessoas
estão despertas.

Pouquíssimas pessoas
estão realmente vivendo a vida.


As pessoas mais ou menos desenvolvidas
não precisam de palavras
para dialogar com você.


Basta a presença delas
na sua frente
e você sentirá,
perceberá,
muita coisa invisível
relacionando,
interagindo
com a tua frequência energética.


Após esta introdução, o que vamos escrever neste texto e nos próximos está relacionada com o Livro “Um novo mundo: O despertar de uma nova consciência”, Eckhart Tolle. Editora Sextante, 2007.

Quem somos?
A pessoa humana
é um complexo de aptidões.

É unidade
composta de campos diferentes,
distintos,
funcionamentos diferentes.

Somos na aparência,
na parte biológica,
como os animais.

Temos muito da animalidade,
como os instintos,
as necessidades básicas da alimentação,
buscamos tudo
o que possa ajudar
na manutenção da vida,
buscamos a proteção de uma casa,
segurança, convívio, agregação ...

Temos também a parte psicológica,
afetiva, sentimental.

Somos também acoplados com o espírito,
alma ou divindade.

Tudo isso
é vivido
dentro de um maravilhoso
princípio de UNIDADE.

Toda vez que a unidade
é comprometida,
há desequilíbrios e doenças.

A experiência fundamental
que sustenta a base da vida
e a normalidade da pessoa,
é a harmonia, a paz.

A paz
acontece quando a pessoa é una,
sente-se unificada.

O sentir-se una,
unificada,
significa estar presente a si mesma,
consciente.

Estar consciente
significa estar colocando
o facho de luz
naquilo que está acontecendo
comigo neste momento.

A pessoa humana é complexa.

Coexistem nesta complexidade,
quatro mundos,
quatro dimensões,
quatro níveis,
quatro percepções
ou quatro potencialidades:
os instintos,
os sentimentos,
os pensamentos
e a consciência.

Os três primeiros
são próprios da pessoa humana normal.

A consciência,
a vida consciente
é própria da pessoa humana
mais evoluída,
mais dona de si,
domina-se e administra-se
com autoridade
e competência.

Consideramos na nossa personalidade, em nosso eu: 

1 - OS INSTINTOS*
2 - OS SENTIMENTOS E EMOÇÕES*
3 - A MENTE, OS PENSAMENTOS*.
4 - A CONSCIÊNCIA ou o EU SOU.
      
Em todas as vivências daquilo que está relacionado abaixo ou nos próximos textos, nas experiências que fazemos com o nosso ego, está envolvida a mente e os pensamentos.

Mas não está aqui a última palavra ou aquilo que de mais especial existe no ser humano.

Quando observarmos as experiências que fazemos com a consciência, a mente e os pensamentos deixarão de exercer controle ou interferência. 

Se até aqui nós considerávamos a mente como o que de mais alto existia ... caiu por terra. Não é mais. 

Agora é a vez da consciência.

A evolução acontece.


Fim da primeira parte.


Prepare-se.


          Iremos longe
                e viajaremos
para profundidades. 



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 13/05/2016.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

155.- Herdeiros do novo mundo.



Se o Deus é o nosso criador,

Ele é nosso Pai

e é também o dono do mundo.

 

Se for o dono do mundo,

e nós somos seus filhos,

então somos os herdeiros.

 

Se somos os herdeiros,

sejamos agradecidos

e estejamos preparados

para receber

e administrar

os bens que nos cabem.

 

Somos herdeiros

de algumas capacidades divinas.

 

Se assim for,

já é eterna

a responsabilidade

que nos foi dada.

 

Como herdeiros,

herdamos os bens

e herdamos junto

a responsabilidade

pelos bens recebidos.

 

O que cabe a cada um

é administrar estes bens

e passar adiante os tesouros,

de tal forma

que todos os outros

possam beneficiar-se

destes valores.

 

Receber heranças humanas

é caminhar

em direção diferente

daquela de receber heranças divinas.

 

Como herdeiros

dos valores do nosso Pai dos céus,

recebemos algumas qualidades

e responsabilidades divinas.

 

Às responsabilidades grandes,

correspondem capacidades

proporcionais.

 

Em condições de igualdade,

iguais em tudo,

somos irmãos.

 

Somos todos iguais,

porque temos as mesmas tarefas,

os mesmos dons,

as mesmas condições.

 

Temos todos,

a liberdade para escolher.

 

Montamos uma família.

 

Escolhemos uma profissão.

 

Quer aceitemos ou não

as regras da vida,

estamos todos no mesmo barco

e com iguais responsabilidades

e condições.

 

As ferramentas são iguais para todos,

mesmo com profissões diferentes.

 

As pessoas humanas

têm a missão

de transformar a paisagem

e o cenário da terra

de tal forma

que adquira forma

e semelhança

com as ações do nosso Pai,

o Artista por excelência.

 

Será difícil

implantar a mentalidade divina,

paterna, misericordiosa,

carregada de justiça e amor,

mas deverá chegar o tempo

em que a facilidade seja natural.

 

A tarefa não será fácil,

pois teremos que transformar

esta nossa terra,

no céu querido

e desejado por nosso Pai.

 

Se não conseguirmos

esta façanha superior,

que pelo menos

possamos criar

algumas coisas

que sejam amostra

ou referências celestiais.

 

 Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 13/05/2016.

eneaspb@gmail.com 41 98854 5166

 

Publicado no blog Heipo World

em 19/11/2014 e atualizado

em 13/05/2016.



154.- Divino. Mundo divino. Entrando na dimensão do mundo divino.



     Estamos cá na terra.

 

 Mas, fomos criados e destinados

lá para cima, para o céu.

 

Não estamos nada habituados

com este tipo de pensamento

nem de conversas.

 

Mas, se existe, se o céu for real,

e aqui na terra é o lugar de pesquisas, 

estudos, elaboração de estratégias 

para irmos para o céu,

estamos perdendo um tempão eterno.

 

Estamos vendo poucas pessoas

envolvidas neste projeto.

 

 Acho que estamos aqui

para fazer alguns testes, treinamentos,

adquirir virtudes, treinar serviços,

desapegos, praticar a entreajuda,

aprendendo as lições básicas

da convivência como irmãos e irmãs.

 

Não conseguiremos chegar ao Pai de todos,

lá no céu, se não vivermos aqui na Terra,

como irmãos.  

 

Tenho certeza de que você já escutou

que cada ser humano

é filho do Criador do Céu

e da terra.

 

Ou melhor,

é filho do Criador de todo o Universo.

É filho do Deus que foi revelado como nosso Pai.

A Teologia é a única ciência que estuda este mundo em função do outro mundo, do céu.

 

Quase todas as ciências,

faculdades e universidades

preparam o cidadão para o aqui e agora,

como se fôssemos somente cidadãos

e filhos só da terra. 

 

 Existem muitas ciências,

ciências humanas.

 

Poucas ciências escapam

das fronteiras da terra.

 

Quase todas as ciências

construíram ferramentas

e instrumentos de validação

para este mundo no qual vivemos. 

 

Poderíamos avaliar

qual das ciências é a mais importante:

as ciências humanas

ou a sabedoria da ciência divina,

a Teologia? 

 

Não nos deixemos iludir

separando as duas ciências.

 

Convém unificar

todas as ciências

em busca da sabedoria do Criador.

 

Não nos tornamos divinos

deixando de ser humanos.

 

É sendo o máximo de humanos

que nos aproximamos do divino.  

 

Ainda somos humanos. 

 

E continuaremos sendo humanos

até a última hora. 

 

Não é fácil,

mas é um convite e um desafio,

e nos convém conhecer

a ciência divina,

a sabedoria

do nosso Pai dos céus,

e da Terra,

 

Se não quisermos continuar

curtindo a experiência de órfãos,

é conveniente e sábio

ousar entrar por este caminho. 

 

É difícil? É.

É a mais difícil aventura

dentro do contexto humano.

 

Porém, não é algo impossível. 

 

Nosso Deus não é um Ser desconhecido. 

 

Já existe muita história

sagrada e consagrada

neste nosso chão. 

 

Já existe a ciência humana 

chamada Teologia,

que se ocupa das coisas e mistérios

referentes à vida divina,

sobre o Reino dos céus,

sobre o Deus, o Criador.   

 

Não estamos mais no campo do medo

ou das adivinhações e superstições. 

 

Crescemos,

superamos muitas dificuldades

e evoluímos. 

 

Parece que estamos agora

diante de um muro:

o que há além do que vemos,

além do que nossos cinco sentidos percebem? 

 

Existe uma porta aberta para o infinito. 

 

Uma regra básica

ou um fio condutor

é importante definir percebermos

as pegadas invisíveis do espírito. 

 

A definição que conhecemos

do nosso Pai dos céus

é que Ele é um espírito

perfeito. 

 

Para pesquisar

essa dimensão espiritual,

além da razão,

convocamos a intuição, a fé,

a pesquisa e a contemplação. 

 

Não arriscamos chegar

muito próximo

para não explodirmos. 

 

Nem ousamos tentar

uma apreensão maior

dessa super-realidade,

porque nossa condição humana

não suportaria. 

 

A maturidade humana aperfeiçoa-se

ou consegue caminhar

para degraus mais elevados

na medida em que se abre

e se entretém

com as realidades divinas,

extracampo.  

 

Olhando e percebendo

como funcionam as pessoas,

quase sempre funcionamos

mais ou menos assim:

quando nos deparamos com limites

e desistimos de tentar superá-los,

acomodamos ou enterramos nossos talentos. 

 

Porém, quando nos abrimos

para uma realidade desconhecida,

nos aventuramos na trilha da fé,

numa situação psicológica

quase de insegurança,

não nos dando condições para a certeza,

porque a nossa racionalidade

não está equipada ainda

para caminhar dentro da dimensão invisível.  

 

Não alcança ou deixa escapar. 

 

É difícil clarear com palavras. 

 

Tentamos criar condições

para manter abertas as portas

ou as possibilidades para tal realidade. 

 

É necessário empenhar um esforço maior

para criar as condições psicológicas,

existenciais e sobrenaturais,

que possam ser eventualmente satisfeitas. 

 

Não vamos desistir

só porque não entendemos. 

 

Para a graça divina agir em nós,

temos que entrar com a parte que nos cabe,

isto é, aperfeiçoar a nossa natureza humana.

 

Existe um princípio teológico

que diz assim: "A Graça supõe a natureza",

isto é, tem que haver um prato vazio (natureza)

para que se possa encher

de alimentos (Graça divina).

 

O prato vazio é a natureza,

no prato raso cabe pouco,

e, em prato fundo, cabe mais.

 

É melhor e meritório

partir para esta proposta

e manter-se aberto e vivo

do que desistir

e enterrar possibilidades

 

comprovadamente realizadas

pela vida dos mártires, 

santos e grandes personalidades

da nossa história. 

 

Caminhar com insegurança e esperança

resulta em melhores condições psicológicas,

a longo prazo. 

 

Há mais entusiasmo,

alegria e paz, neste caminhar,

não porém, muita suavidade. 

 

Abrir-se e aceitar

a realidade da dimensão divina

inserida na nossa vida

desde toda a eternidade

é condição de fracasso

ou sucesso existencial. 

 

Basta comparar a literatura,

os livros, a vida das pessoas

que acreditaram e das pessoas

que não acreditaram. 

 

Convém estudar as duas categorias

e comprovar o que estamos escrevendo. 

 

Essa é a preocupação constante

de todas as pessoas envolvidas

no mundo da espiritualidade e da religião. 

 

Entrar pelas vias da Religião

é procurar a religação

da terra com o céu. 

 

Mas já sabemos qual é.

 

A resposta a esta tarefa

foi comunicada pelo Jesus Cristo.

 

Ele deu o exemplo e falou:

a vontade do meu Pai do céu e vosso Pai

é que todos vivam como filhos,

portanto como irmãos uns dos outros. 

 

Esta tarefa é muito simples. 

 

Não há nada de complicado.

 

Não é necessário procurar em nenhum lugar

e em nenhuma outra instância ou fazenda

ou astro celestial. 

 

Esta verdade já foi revelada.

 

Basta acreditar nela

como a senha

para entrar na posse

da herança. 

 

Temos dificuldades naturais

para enxergar claramente

alguns aspectos da vida humana. 

 

Haverá também dificuldades,

superáveis, para entrarmos na dimensão

do divino.

 

Existe uma neblina

que impede a visão clara

de certas realidades e dimensões

nas quais estamos envolvidos. 

 

A dificuldade está no fato

de que só enxergamos o que tocamos

e só tocamos o que enxergamos. 

 

A utilidade dos cinco sentidos

já foi quase que totalmente explorada

e aprendida.

 

A partir de agora

novas ferramentas

serão necessárias. 

 

Faz parte do campo da experiência

que só damos valor

ao que cai nos nossos sentidos

e que provocam experiências concretas,

palpáveis, olfativas, gustativas e sensitivas,

tudo dentro do campo

do aceitável como real. 

 

Nossas experiências

com os substantivos concretos

são fáceis de aceitar e compreender.

 

Nossas experiências

com os adjetivos

já exigem um pouco mais

de abstração e elasticidade mental. 

 

As realidades

ou mensagens invisíveis ou espirituais

exigem maior empenho

das nossas faculdades

racionais e espirituais. 

 

Ao experimentar estas limitações,

somos forçados a perceber

que existem algumas ferramentas

e capacidades novas

que precisam ser adquiridas e treinadas

para que comecem a surtir seus efeitos. 

 

Mas ainda estamos no campo do natural. 

 

Estamos percebendo

que realmente há uma nova dimensão

a escalar.

 

Estamos tentando sintonizar

a última dimensão,

religando-nos ao essencial e definitivo,

ao eterno e infinito. 

 

Tratando-se do nosso Pai do céu,

bondoso e misericordioso,

sua maneira de amar

supera a fraca natureza

da qual somos feitos,

pois que Ele é Deus, Pai amoroso,

e para este Deus nada é impossível. 

 

Eis aqui a porta

que se abrirá

após a superação

de todos os obstáculos humanos. 

 

Eis aqui a chave

da porta de entrada

para a vida espiritual e eterna,

com a qual conquistaremos

a realização das nossas capacidades

 e a consequente conquista da vida eterna. 

 

Mesmo que racionalmente

não vejamos nenhuma saída,

nenhuma porta

para os problemas radicais da humanidade,

a crença ou a fé

no Deus Pai Criador do Céu e da terra,

nos garante,

por intermédio das suas promessas,

uma vida eterna, superando,

aperfeiçoando e levando à perfeição

a nossa frágil natureza. 

 

Mas, convém lembrar o princípio:

a graça divina supõe

que exista uma natureza disponível,

aberta, em condições de receber

cargas de eternidade. 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski               

Atualizado em 13/05/2016

Atualizado em 17/06/2024

eneaspb@gmail.com

 

Publicado no Blog Heipo World 

em 19/11/2014 e atualizado em 13/05/2016