quinta-feira, 31 de julho de 2014

136.- Sol. Há apenas um SOL.


136.- Há apenas um sol:

  O SOL invisível, 
           que criou o sol visível. 

   O sol visível
        revela o SOL 
      invisível. 

Pequena é a palavra que te identifica.
Grande é a minha admiração por você.

Te coloco diante da escuridão
e vejo teu imenso valor.

Não posso partir
sem de ti me despedir.

Pude ver o teu tamanho.

Estudei a tua natureza.
Senti teu calor e a tua ausência.

Na tua presença me sentia vivo.

Na tua ausência me punha a pensar,
onde estavas que não te via?

E você se revelou humilde,
apenas como um simples elemento da criação,
entre tantos outros, dentro do vasto universo.

A tua grandeza e teus efeitos
falaram de Alguém que é maior do que você.

Como profeta, feitor e poeta 
te contemplo lá no céu.

Não consigo mirar-te com meus olhos.

Se fizer, ficarei cego.

Teu Deus, teu criador, também é assim:
Não consigo mirá-lo
Nem entendê-Lo 
sem que me arrebente.

 
Teu calor, quando estás próximo, 
me queima.

Te posicionas suficientemente longe
para não causar estragos;

Te revelas suficientemente perto
para aquecer e manter a vida.

Sol que ilumina.
Sol que faz o dia ficar visível.

Sol que me faz ver a grandeza
do Deus Pai, na tela da natureza.

Sol que me faz sentir tua falta
quando você se esconde
e tudo se esfria.

Sol que pinta o céu ao se despedir
no final de mais um dia.

Sol que me cegas 
por tamanha grandeza.
Sol que me cegas 
por tanto brilho e tanta luz.

Quão imenso tu és,
obra das mãos do nosso Pai Criador.

Quão grande TU ÉS.

Quisera ser como tu, astro maior,
já lá no céu, a iluminar, 
a clarear, a aquecer,
a ser referência 
no universo sem fim,
sinal da grandeza e da beleza,
aceno, convite para mim.

Sol, tu me falas do Criador.
o Sol da minha vida.

Quando sinto Sua presença
aquecido, vigoroso, me transformo.

Quando fico na sua ausência
necessito de fé para crer
que continuas atrás das nuvens,
e que estás iluminando 
o outro lado do mundo
para que não fique no escuro.

Te vejo mesmo de noite
atrás do horizonte,
no oriente
das outras gentes.

E, meditando, muito sol faz mal 
para qualquer vivente.

Às vezes deixa-me no escuro
para aumentar a sede pela procura,
para de novo me surpreender
quando na aurora você renasce.

Não sei definir ou expressar
quando, nos raios da tua manifestação,
revela-me sua leveza, doçura e calor.

Tocando, aquecendo meu ser,
é o teu olhar que sobre mim pousa.

Sinto-me então, como a menina
que se deixou encantar
pela “secada” de um conquistador.

Tu és o Sol da minha vida.
Possibilitou o desabrochar 
da vida em mim.
 
Obrigado, amém e aleluia.

 
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com   41 98854 5166

Atualizado em 12/05/2016.
Atualizado em 29/05/2026

135.- Finito cabe dentro do infinito. 135


 
Minha fragilidade humana
limita
o que de eterno há em mim.


Tenho ideais mais fortes 
do que eu mesmo sou,
e, experimento em mim 
a limitação.


Tenho sonhos infinitos
que querem rasgar
os limites que experimento.


O que há de finito em mim,
serve de panela, de balde, de copo
para recepcionar o infinito.


Quão pequeno sou,
tentando deixar absorver
“o maior” dentro do que posso conter.


Posso explodir, arrebentar,
de dentro para fora.


Pode ser que a qualquer momento
se não me arrebento,
coisa grande vai acontecer.


Esta ardença, querença,
teimança ou queimança,
morde, urtiga, convida,
atrai, e se impõe.


Não há como resistir.

É uma força de atração.


Sou bastante animal,
um tanto humano.

Desejo mais um tanto,
ultrapassar meu tamanho.

Algo em mim impulsiona,
energiza  e  anima
a condição humana
em direção a algo mais,
além do que vejo,
sinto e percebo.

 
Algo condiciona meu ser frágil
a ser e a expressar-se
mais do que meu pobre ser
consegue suportar.

Posso, não posso,
somente eu,
querer e poder
mais do que sou?


Uma hora meu eu 
quer ser mais livre,
quer voar, mas não pode.


Quer transportar-se
para o alto da montanha,
sem dar os passos por entre as pedras.

Querendo ser mais
experimento barreiras,
cadeias, cordas,
impotências e carências.

Eis que ainda sou uma massa
habitado por migalhas de infinito.

De repente, de novo,
experimento-me
curtindo uma expectativa,
uma esperança, ânsia ...
ou saudade...
que me parece não ser minha
que me faz esquecer
que sou humano.
E me faz sentir eterno,
sem ainda ser.

(Nova versão de um texto já publicado
no numero 32 "Desafiados pelo Infinito).


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/05/2016
Atualizado em 26/05/2026

 

 


quarta-feira, 30 de julho de 2014

134.- Cultura do Céu e Cultura da Terra. Reino do Deus Pai.





Os textos do Heipo, 
publicados neste Blog Heipo’s World 
procuram, a todo instante, 
confrontar as duas culturas: 
a cultura da Terra e a cultura do Céu.

Não nos iludamos. 
Não nascemos 
para permanecer Terráqueos.

Cultivemos a esperança 
ou de uma nova Terra ou de um Céu, 
se existe, ou de um Céu 
que devemos construir.

Colocamos frequentemente os textos 
mostrando como a superficialidade e a rotina 
levam ao comportamento ateísta. 

A superfície e a repetição 
anestesiam a consciência.

A consciência que não se questiona 
não se aprofunda.

Para perceber a realidade do Deus Criador, 
a Cultura do Céu, cada pessoa, 
cada um faz ou fará questionamentos 
e observações cada vez mais profundas.

Partirá daquilo que é, 
olhando-se, vendo-se e percebendo-se 
como obra prima, 
como imagem e semelhança do Deus Criador, 
dotado ou capacitado 
de atributos ou competências 
próprias do Deus Criador: 
capacidade de amar, de gerar, 
de pensar, de avaliar, de decidir, 
de transformar, de compreender, 
de perdoar.

Ninguém, que se conheça profundamente, 
poderá dizer que é obra de si mesmo. 

Não foi você que se fez.

Você nasceu quase pronto.

Você é uma obra quase perfeita.

Deus, o teu Criador, 
o que dependia dele, 
Ele fez perfeito.

Agora depende de você 
dar o retoque final, 
e encaminhar-se 
para o acabamento 
desta obra de arte, 
ainda inacabada.

Foste criado quase perfeito.  
Apenas alguns poucos retoques  
poderá transformar você 
num ser imortal ou eterno.

És humano, ainda, mas carregas, 
como um carimbo de marca d’água, 
a identidade de filho do Deus Criador.

És portanto, filho do Deus dos Céus
e herdeiro de todos os bens que lá existem... 
alguns já disponíveis, aqui e agora.  


Depende agora 
só de você dar continuidade 
neste projeto.

Assim como a casca da semente morre 
para que algo 
que existe dentro da semente brote, 
assim, dentro de cada um de nós 
já existe algo que jamais se extinguirá.

 
Cada um de nós 
é imagem visível 
do Deus Criador Invisível.

 
Pois bem, a cultura 
que respiramos neste mundo 
não leva isso em consideração, 
por isso é uma cultura fechada, 
provocadora de desequilíbrios 
na personalidade.


Originalmente o ser humano 
foi feito para a vastidão do infinito. 


A cultura que respiramos 
está fadada a um destino finalista.

Eis a razão de tantos desequilíbrios 
na personalidade, depressões, 
vazio, pessimismo, drogas, 
desrespeito à vida, violência, 
corrupção, desorientação, 
falta de sentido.


Deixando de viver como filho, 
vive-se como órfão... 
e assume-se todas as consequências 
desta opção consciente ou inconsciente.

 
Deixando de viver 
como administrador do mundo, 
vive-se como escravo do mundo.

Por isso a Igreja, a boa notícia do Evangelho 
fala em conversão, mudança de rumo, 
mudança de direção, 
mudança de dimensão.

A dimensão da abertura, 
de escape, de evolução.


A boa notícia do Reino dos céus 
quer que você descubra 
a semente infinita que foi plantada, 
originalmente em você, 
e tenha condições para brotar, 
crescer e se tornar árvore grande, 
que cresce para cima, 
para a dimensão vertical, 
lá para cima, 
fincando ou aprofundando as raízes 
na profundidade, robustecendo convicções 
de que és potencialmente imortal.

 
A boa notícia do Reino dos céus 
quer que você abra os olhos e perceba 
que existem coisas às quais estamos apegados 
e coisas que nos escravizam, 
oprimem e reduzem 
nosso potencial infinito.

 
A boa notícia do Reino dos céus 
quer que você recupere 
o senhorio absoluto da tua vida, 
retome as rédeas do teu cavalo xucro, 
domesticando-o e redirecionando-o 
para o Caminho, para as Verdades definitivas, 
para Aquele que tem respostas definitivas.

 
O Reino dos céus 
é semelhante a um negociante 
que anda em busca de pérolas preciosas. 
Ao achar uma de grande valor, 
vai, vende tudo o que possui 
e volta apressadamente e a compra.

Assim é, quando se descobre 
o valor infinito 
do Reino dos céus.



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 12/05/2016
Atualizado em 20/03/2026

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