terça-feira, 5 de novembro de 2019

692.- Paz. Bem-vindos, promotores da paz.


Quando abro o FACEBOOK,
a primeira frase, provocativa, é esta:
No que você está pensando?”

Penso sempre
na paz.

Olho e convivo
com pessoas que estão em paz.

Gosto da natureza
porque nela sinto a paz.

Afasto-me, conscientemente,
de toda fonte de conflitos,
discussões, sites,
programas,
noticiários,
que transmitem
insegurança, medo,
divisões, competições
desequilíbrios.

Tudo transmite
energias,
forças,
boas ou ruins.

E tudo contagia.

Escolho, escolherei neste dia,
o que me mantenha em paz,
comigo, com meus amigos
e com o universo.

Sinto-me responsável,
portanto,
desejo contagiar a paz.

Tenho pensando
nos amigos
que continuam dividindo,
em vez de perceberem
que se voltarem o foco
para a questão da união,
da unidade, da paz,
deixariam de desperdiçar energias.

Aproveitariam melhor o seu dia,
envolvidos com projetos de melhoria,
de criação de ambientes agradáveis,
conversas frutuosas,
aproximando pessoas e amigos.

Tenho pensado
na urgência da divulgação
das leis da Física Quântica
que revela a lei da atração,
pela qual atraímos para nós
o tipo de energia que cultivamos.

Não haverá paz em meu íntimo,
em nossa família, se,
o que pensamos,
falamos e divulgamos ou semeamos,
são pensamentos de divisão,
de rancor, de ira, de exclusão.

Como as coisas vão dar certo lá em casa,
se vivemos em conflito,
divididos conosco mesmos?

Se nossos pensamentos
não estiverem sintonizados
com as energias boas,
certamente atrairão energias negativas.

Sem perceber
passamos a viver
em constante clima de tensão interna
e qualquer coisa é um estopim
provocador de discussões.

Questione-se.

Analise a fonte
de onde você retira
as energias
que te dão a matéria prima
para você construir um dia pacífico.

Questione-se sobre o que lê ou escuta.

Pergunte-se e sinta
o que está fervendo dentro de você.

Só existem duas fontes:
a da paz
e a da tensão.

De onde retira o combustível
que alimenta teus pensamentos?

É possível ser pacífico(a).

É desagradável,
para muita gente próxima,
relacionar-se
com promotor ou promotora
de eventos pessimistas,
profeta ou profetisa
de más notícias.

Tenho pensado
nos meus parentes e amigos
que ainda não perceberam
que são tiranizados pelo ego,
desconhecido,
que reside nas suas críticas e opiniões.

Quando o combate vira a ordem do dia,
a tendência é ter pouca paz.

A luta autorizada
pelo Cristianismo
é pela defesa e promoção da paz.

Somos tão influenciados
uns pelos outros
que convém uma reflexão
sobre o tipo de contágio
que estou sendo vítima
ou que tipo de contágio
estou espalhando
ou contaminando.

Tenho pensado
na falta de conhecimento sobre o ego,
desequilibrado,
que tiraniza as pessoas
com pouco ou nenhum conhecimento
sobre a busca da paz,
pessoal, em primeiro lugar.

Quem não está em paz 
consigo mesmo(a),
precisa estar criando conflitos,
fora de si mesmo,
para ter alimento
para desperdiçar as energias negativas
que residem dentro dele(a).

É tão fácil perceber
as razões das nossas insatisfações.

Basta se perguntar
onde estamos buscando
o sentido da vida?

O que é que dá mais prazer
para os momentos mais fortes do dia a dia?

Muitos de nós,
por falta de silêncio,
de autoexame,
possivelmente,
estamos dando alimento para o ego,
que precisa estar envolvido com conflitos.

Seria muito diferente,
se buscássemos alimentos
para a tão faminta paz,
no íntimo de nós mesmos.

As energias,
frutos da sua tempestade,
podem ser promovidas
para criação de ambientes
de paz e harmonia.

Tenho pensando
nas pessoas que não perceberam ainda
que são as atitudes amorosas
que mudarão o rumo da história,
para melhor,
comigo,
com os membros da minha família,
com as pessoas do condomínio,
com a população mundial.  

Tenho pensado
no sofrimento inútil
de muitas pessoas teimosas,
que carregam em seus pensamentos,
todos os dias, postura negativa
de olhar para os outros,
para os acontecimentos,
para a vida,
e só lhes sobra a alternativa
de lamentar, criticar
e, com isso,
estragam todo um belo dia
que poderiam transformar
a vida de outras pessoas,
com comentários positivos
ou de bondade e beleza.

Tenho pensado neste clima ruim,
no qual convivemos por teimosia,
por falta de uma visão global da vida.

Procurei pesquisar
os motivos que levam as pessoas
a escolherem
decidida e convictamente,
a permanecer
no lado de quem está na plateia,
só assistindo, criticando a peça,
e não se percebe que está,
indiretamente,
criticando ou se posicionando
contra si mesmo(a)
sua inércia,
sua irresponsabilidade
ou ignorância de si mesmo(a).

A crítica só é autorizada
para aquele ou aquela
que tem soluções para apresentar.

A primeira crítica
é para si mesmo,
como ator e construtor
do clima que criei ou crio
para mim mesmo.

O primeiro ato
de responsabilidade pessoal
é começar construindo a paz
dentro do seu próprio universo.

Quando não estamos nos sentindo bem,
sem paz,
onde formos,
onde quer que estejamos,
para onde viajarmos,
o inferno estará presente.

Tenho pensado
que toda e qualquer atitude
de oposição, contrariedade ou crítica,
revela, em primeiro lugar,
desconhecimento
da sua própria natureza humana.

Revela falta de reflexão mais profunda,
que lhe permitiria ver-se,
igual, a todos os outros,
nesta mesma caminhada.

Falta-lhe perceber
a mesma origem
e a mesma finalidade,
a participação igual,
de todos,
nas mesmas responsabilidades
de ajuda mútua
a que estamos sujeitos
aqui na terra.

Tenho pensado
em que grau de profundidade
o mal se instala
na personalidade de uma pessoa
a ponto de não lhe dar oportunidade
para enxergar luzes, esperanças e saídas.

Tenho pensado
nas pessoas que não vivem em paz,
porque não querem
ser chamados e reconhecidos(as)
como filhos do Deus Amor.


“Felizes
os que promovem a paz,
porque serão chamados
filhos do Deus altíssimo”.
Mateus 5,9.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Criado em 20/09/2011
Atualizado em 05/11/2019

domingo, 3 de novembro de 2019

691.- Espírito Santo. O terceiro Deus, desconhecido.




Existe um Deus desconhecido,

caminhando entre nós,

fazendo parte da nossa vida,

e está escrito,

que Ele está morando

em nossa casa.



E que estamos demorando

em percebê-lo, reconhecê-lo,

fazer amizade e parceria

com Ele.



Hoje, nosso objetivo,

será o de buscar,

não um maior conhecimento racional,

teórico, teológico

sobre o Deus Espírito Santo.



O que mais necessitamos

é conviver com o Deus invisível

que habita em nós.



O dom

do Espírito Santo

que nos habita

é o maior dom

que recebemos em vida.



Procurá-lo,

descobri-lo,

vivenciar, dialogar,

conviver convictamente com Ele

é o próximo passo que cada cristão

vai ter de dar

nesta caminhada evolutiva

de transformação.



Se não conseguimos ainda

deslanchar como cristãos

é porque desconhecíamos

que o Espírito em nós habita

e que Ele

é aquele

que vai auxiliar-nos

nesta evolução.



Este é o grande desafio

provocador,

do momento histórico

que estamos vivendo.



“Na hora da sua despedida,

o Jesus Cristo histórico, disse:



É de vosso interesse que eu parta,

pois, se eu não for, o Espírito Santo

não virá a vós”.

João 16,7



Toda a nossa reflexão

parte da pergunta:

até quando a Igreja institucionalizada

nos privará

do conhecimento

e da ação

do Espírito Santo

em nossa vida

de cristãos.



“Vem a hora, e é agora,

em que os verdadeiros adoradores,

adorarão o Pai em espírito e verdade,

pois tais são os adoradores que o Pai procura.

Deus é espírito

e aqueles que o adoram,

devem adorá-lo

em espírito e verdade”.

João 4,23-24.





Pierre Teilhard de Chardin 1881-1955, sacerdote, cientista e místico jesuita escreveu: “... desde o momento em que o Deus criou o mundo, tudo e todos os elementos são criaturas sagradas e consagradas.  Desde o momento em que o Jesus Cristo histórico encarnou em nossa carne, toda matéria, é sagrado. O mundo é um altar. Toda pessoa é sacerdote. A vida é um ofertório. Viver é ofertar-se, doar-se, pois todos somos úteis uns aos outros, por isso, vivemos todos como irmãos, na presença do Pai invisível".



A Igreja institucionalizada

ainda não liberou o conhecimento

ou as vias de acesso

ao Deus Espírito Santo.



Esse discernimento

é importante

para mostrar

como é necessário buscar,

planejar o acesso

ao Espírito Santo.



Quais são os obstáculos a superar?

– O Ativismo, a rotina,

a superficialidade,

o escrúpulo religioso,

o apego às crenças

aprendidas no passado;

a pedagogia do pecado,

medo das reações

dos cristãos conservadores

e tradicionalistas;

a insegurança

diante da novidade;

os receios de responsabilidades,

a exigências de conversão;

a correção

dos nossos hábitos e vícios

que nos mantém

no padrão dos fariseus

e hipócritas.



Quais são os meios a aperfeiçoar?

– O Silêncio,

contemplação,

meditação,

estar a sós,

com o Espírito Santo,

escutá-lo,

apreender dele,

estudos em grupo,

partilhar experiências,

formação de grupos

ou pequenas fraternidades,

como no início

da história do Cristianismo.





Ou o Deus vive dentro de nós

e permitimos sua expressão,

ou vive fora de nós

e não sintonizamos com Ele.  



Ou tentamos escutá-lo

e deixá-lo expressar-se

ou seremos servos inúteis.





“O Espírito da verdade,

que o mundo não pode receber,

porque não o vê,

nem o conhece;

vós o conheceis,

porque Ele vive convosco

e está dentro de vós.




Não é o Deus visível

que alimenta nossa fé.



É o Deus invisível,

que reside em nosso íntimo,

desconhecido,

descuidado,

não cultivado

pelo receio

de exigências

mais radicais

e profundas.



O Deus Espírito Santo

é o Deus da Criatividade.

Cria ou renova todas as coisas.



Toda ação criativa

nasce de dentro de nós,

da imaginação,

das ideias,

das intuições,

da vontade incontrolável

de encontrar soluções

para as questões

mais profundas

da nossa humanidade.



Se somos criativos

é porque o Deus Criador

nos habita.



Acomodar-se,

não é o padrão comportamental

dos cristãos.



O cristão alerta,

sente-se Igreja,

faz a leitura da realidade,

e percebe a falta de renovação,

de criação,

iniciativas de transformações.



Compromete-se

com uma regra de vida,

de estar sempre criando

ambiente alegre,

onde os frutos do Espírito Santo

estejam presentes:

amor, alegria, paz,

paciência, delicadeza,

confiança nos outros,

mansidão, domínio de si.



O Espírito Santo como fonte de Energia.

É usina geradora de força,

de esperança, de fé,

entusiasmo,

vibração pelo existir.



O que nos falta como humanos

e como cristãos

é essa convicção,

reconhecer que em nosso interior

existe uma fonte da vida,

que não somos nós,

é o Espírito Santo.



Sentir que somos gerados,

produzidos por Ele,

por uma turbina

que produz corrente elétrica,

sem parar.



Somos como uma flor e,

dentro de nós está essa raiz

que nos faz florescer

com sua seiva.



É o Espírito

que dá vida.





“Não sabeis que o vosso corpo

é templo do Espírito Santo?”.

1 Cor 6,19,


“Vós, contudo,

não estais debaixo

do domínio da matéria,

mas do Espírito,

se é que de fato

o Espírito do Deus

habita em vós”.




Todos os místicos,

os santos, os sacerdotes,

religiosos, monges e monjas,

teólogos e pregadores de retiros,

querem ter experiências divinas,

desejam tanto

que chegam a falar

em experiência de Deus.



E querem ensinar,

sem terem feito tal experiência.



E não aprendem nunca

porque querem buscar

este conhecimento teórico,

em cima de regras,

teorias,

relação de princípios,

tratados,

desenvolvidos por pessoas humanas,

desde o tempo

em que a escrita foi inventada.



        E são raras,

raríssimas,

as experiências humanas

com interface ou interação

com uma pessoa divina.



Nenhuma experiência

será bem-sucedida

se não nascer

de dentro do templo da própria pessoa,

do sacrário, do íntimo mais íntimo,

onde o Espírito Santo nos habita.



Mais uma arte

ainda nos falta conquistar:

a da serena convivência

com o Deus Espírito Santo

que nos habita.



Nenhum ser humano

se sente sozinho,

mesmo não existindo ninguém

perto dele.



Se não houvesse

a presença do Deus Espírito Santo

na própria pessoa,

a experiência mais radical

que acompanharia cada um,

seria a do desespero,

daquilo que os filósofos chamam

de niilismo,

a experiência do nada,

do vazio,

da absoluta falta de sentido,

e da descrença absoluta.



O Deus Trino é comunitário.



E, partindo do pouco que conhecemos

sobre o Ser do Deus,

o Deus criador,

ao criar algo,

algo dele começa a fazer parte da obra,

como uma assinatura,

uma característica,

da sua pessoa.



O Ser

e o poder do Criador

se estendem e se incorporam

nas suas obras.



O poeta Ralph Waldo Emerson

conseguiu escutar

o suave sopro do vento, e,

traduzindo, escreveu:

Para os poetas,

os filósofos,

os santos,

tudo é fraterno e sagrado,

todos os acontecimentos são úteis,

todo os dias são santos,

todos os homens são divinos”.



Somos obras

das mãos do Arquiteto,
Engenheiro,

Poeta,

Compositor,

Artista por excelência,

do Deus da vida,

do sopro vital,

do Espírito Santo.



Criaturas idealizadas,

criadas pelo Criador,

somos reflexos,

imagem e semelhança

com o nosso Deus-Artista-Pai.



Somos desde já,

um templo, um sacrário,

onde algo do nosso Criador

já está em cada um de nós.



Recentemente,

21 outubro 2019,

publiquei no blog Heipo’s World,

um texto sobre a arte e a religião.



Na raiz,

a arte é religiosa,

pois nos religa ao transcendente.

https://heiposworld.blogspot.com/2019/10/686-arte-atrai-cativa-deixa-saudades-e.html



No interior das Igrejas,

no mundo inteiro,

existem muitas obras

de arte.



Dentro de cada um de nós,

existe também uma obra de arte,

um sacrário especial,

um ateliê

onde reside o Artista Espírito Santo,

criativo.



“Se alguém me ama,

obedecerá à minha Palavra;

e meu Pai o amará,

e nós viremos até ele

e faremos nele

nosso lar ou nossa morada.




“E se o espírito

aquele que ressuscitou

o Jesus Cristo dentre os mortos

habita em vós,

aquele que ressuscitou

o Cristo Jesus dentre os mortos

dará vida também

a vossos corpos mortais,

mediante o seu Espírito

que habita em vós”.

Romanos 8,11.



“Não sabeis

que sois um templo de Deus

e que o Espírito de Deus

habita em vós?

Pois o templo de Deus

é santo e esse templo sois vós”.

1 Cor 3,16-17



“Aquele que se une ao Senhor,

constitui com Ele um só espírito”.

1 Cor 6,17



“Porque todos os filhos

do Deus Pai

se deixam conduzir

pelo Espírito Santo.

Porque não recebestes

o espírito de escravidão,

para outra vez estardes com medo,

mas recebestes o espírito de adoção,

pelo qual clamamos ‘abba’,

Paizinho querido,

ou pai amado.

Romanos 8,14-17.



Como é que um filho

se relaciona com seu paizinho?



Com quais comportamentos,

atitudes e palavras?



Próximo ou distante?



Conversando continuamente com Ele?



Sim,

vivendo permanentemente

em sua presença e companhia.  



Viver

com o Espírito Santo

é um viver

na liberdade

dos filhos do Deus Eterno.



Este texto necessita de depoimentos e testemunhos de pessoas que sintonizem com essa visão. Aguardo seu contato, comentários e sugestões. eneaspb@gmail.com



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado em 03/11/2019