quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

970.- 30 DE FEVEREIRO


 

Ué? – Tá perdido no tempo?

 

Não existe dia 30 de fevereiro.

 

- Existe sim, fora do tempo.

 

Nós estamos acostumados

a pensar dentro do tempo.

 

             Desejo forçar uma reflexão para lá,

                    para fora do tempo.

 

A referência

para qualquer posicionamento ou conclusão

é o lugar onde estamos,

o mundo ou o Planeta em que vivemos,

a cultura que respiramos.

 

Estamos dentro de uma cultura

onde o relógio foi inventado 

(aqui no tempo)

como uma ferramenta

para colocar o tempo

dentro de conceitos.

 

O tempo só existe como conceito.

 

E, naturalmente, pensamos,

tudo acontece dentro do tempo.

 

Não conseguimos pensar fora daquilo

que conhecemos como tempo.

 

Esse é um tipo de pensamento

apequenado,

subordinado a este mundo,

a este Planeta Terra.

 

Mas o planeta Terra não é o mundo.

É apenas uma pequeníssima parte do Universo.

 

Como vivemos no mundo,

estamos absorvidos pela cultura do mundo,

e pensamos de acordo com as regras do mundo,

e aqui, neste mundinho,

o tempo é o fator de referência.

 

Você diz: ‘não tenho tempo para nada’,

Ou ‘ah! Se eu tivesse tempo’.

 

Vivemos subordinados e escravizados

a partir do conceito de tempo.

 

No tempo, nosso pensar é relativo.

No tempo nosso modo de viver é imperfeito.

Na ETERNIDADE encontra-se a perfeição.

 

Se pensamos fora do tempo,

estamos colocando a ETERNIDADE

como referência maior, como um farol

que orienta nosso pensar, refletir e dialogar.

 

Se pensarmos a partir da ETERNIDADE

dialogaremos e, daqui um pouco,

conseguiremos tirar algumas conclusões.

 

Para sairmos do tempo,

necessitaremos ativar

uma capacidade que nos habita

que pode ser lembrada como consciência,

como espírito ou como alma.

 

São estas três (unidade) qualidades divinas,

acopladas à nossa natureza humana

que nos possibilita perceber

o que é estar no tempo

e o que é essa possibilidade

de pensar fora do tempo.

 

Fisicamente,

não conseguiremos avançar nessa reflexão.

 

Com a consciência,

com o espírito ou com a alma,

evoluiremos e conseguiremos sair daqui,

deste mundinho.

 

Pois bem, até aqui, essa necessária introdução.

 

Não podemos subir ou sair deste mundinho,

sem essas qualidades que admitimos existir

em cada um de nós:

a consciência,

o espírito ou a alma.

 

- Sair daqui, sem sair daqui.

É possível?

 

Não vamos nos perder.

 

Leia de novo o título: 30 de fevereiro.

 

Você disse que não existe esta data.

 

Sim, não existe em nosso calendário,

aqui da Terra, inventado por nós.  

 

Mas, faço outra pergunta?

– Não existe ETERNIDADE?

 

Você sabia que este nosso planeta Terra

está localizada geograficamente

na Galáxia Via Láctea,

viajando pelo universo infinito

numa velocidade inimaginável,

junto com um número incalculável

de outras galáxias?

 

Quando se conhece um pouco

sobre a ciência da Astronomia,

começa-se a pensar

com um pensamento maior,

mais amplo,

mais completo,

mais humilde e fraterno.

 

E começamos a perceber o quão frágeis,

pequenos e dependentes somos.

 

Estamos todos juntos numa nave espacial

que se chama Planeta Terra,

viajando pelo Universo Infinito,

que é eterno.

 

Quando nos percebemos

como simples viajantes,

como consciência, espírito ou alma,

olhamos pela janela da nave e percebemos

que já estamos viajando

dentro da ETERNIDADE.

 

E aí desabam todos os nossos preconceitos

raciais, religiosos, sociais e políticos,

criados no tempo

em que estivermos

somente aqui na Terra.

 

E aí renasce um novo conceito,

o conceito da dignidade

da pessoa humana

feita à Imagem e Semelhança

com nosso Paisinho do Céu,

que criou todas as pessoas

para viver com Ele,

na ETERNIDADE.

 

“O tempo

é a imagem móvel

da ETERNIDADE imóvel”.

Platão.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado e pub no BLOG

e no FACE em 07/02/2025.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

969.- Doçura e amargura

 

Há diferenças, entre o doce e o amargo?

 

- Sim, muita diferença.

- Principalmente no sabor.

- E mais ainda na convivência.

 

O sabor doce

é gostoso de engolir.

e até de conservar no paladar por mais tempo.

 

O gosto do doce

é suave e agradável.

 

O amargo

amarga a língua e o paladar,

e até provoca reações de desgosto

e desejos, que o gosto ruim passe logo.

 

A doçura agrada,

sem nada dizer.

ou agrada muito,

quando se manifesta.

 

A doçura

suaviza os momentos de tensão.

 

No comportamento,

o amargor,

o mau-humor,

revela ausência do bom espirito.

 

O amargor fecha-se,

rumina lamentações.

Acha defeitos.

 

A doçura revela

a presença do Espírito Santo.

 

O espírito doce compreende,

silencia, reflete ... e reza.

 

O comportamento amargo

traz nuvens

sobre a claridade do Sol.

 

As atitudes do comportamento

recheados de doçura

perfuma, clareia e alegra

qualquer ambiente.

 

A doçura

cria uma atmosfera legal no ambiente.

 

O amargor

provoca ondas

de densidade negativa.

 

A doçura

força a abertura do sorriso.

 

O amargor

franze a testa tensa, fechada.

 

       Você é o doce do meu dia.

       Você não é o amargor na minha noite.  

 

Mas ... às vezes chove forte,

trovoadas, relâmpagos, faíscas.

 

Mas ... lá vamos nós,

açucarados,

provocar o milagre

para que o vento cesse,

os raios e trovoadas desapareçam

e as ondas do mar se acalmem.

 

Adocicados,

tomamos a iniciativa

da doçura,

e perguntamos,

‘onde ou como te feri?’

 

Olhos molhados,

olhar ainda murcho,

a introspeção, a consciência,

começam a se posicionar,

e os motivos

aparecem mentalmente,

não mais no ego,

mas no coração.

 

E o amargo

se transforma lentamente em doçura.

 

A doçura no diálogo

possui o dom de criar o milagre

da tempestade se dissolver na calmaria.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

criado em 24/02/2025.

Publicado no Blog e no FACE em 24/02/2025

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

968.- Leia, porque quem lê, está se lendo.



O pulmão precisa do ar para respirar.

O cérebro precisa de leitura para funcionar.

 

Imaginem-se num grande auditório,

sentados, esperando o início

de uma apresentação teatral.

 

No palco está apenas uma mesa

com uma porção de livros empilhados.

 

Livros sobre todos os assuntos,

capas coloridas, cores reluzentes.

 

Mais uma peça a ser apresentada

por artistas anônimos, autores desconhecidos.


As luzes se apagam. 


O diretor técnico direciona o facho das luzes

sobre uma montanha de livro sobre uma mesa

bem no meio do palco.

 

Tudo ao redor está escuro.

 

No palco, silêncio,

sem nenhum personagem aparente.

 

Atrás das cortinas

estão dois personagens,

que não aparecem, mas estão ali.  

 

Talvez sejam seres espirituais,

soprando inspiração

para que o pessoal da plateia

comece a permitir

que pensamentos brotem em sua cabeça,

corram pelas veias, impulsionados

pela alta pressão do coração,

e desemboquem na força de vontade,

ativando o desejo de mudanças.

 

E, antes que a peça teatral comece,

você tem tempo suficiente para perguntar-se,

por que ler? – Não é perda de tempo?

 

Lembre-se: atrás das cortinas do palco

existem dois personagens soprando,

sugerindo argumentos:

um que incentiva a leitura

e o outro, que quase não se manifesta,

porque não tem argumentos

sobre por que não ler.

 

Começa o primeiro personagem,

invisível, oculto, por trás das cortinas,

respondendo à pergunta

que ainda não floresceu nos lábios,

mas já está na mente,

na alma do expectador:

Por que ler?

 

     O título da peça é ‘Leia’.

 

     Simplesmente leia.

 

Alguns amigos teus

já assistiram essa peça antes.

E uns disseram que cada ato

demora um pouco.

 

Outros confirmaram

que não demora nada,

porque ler é viajar,

é conhecer o mundo externo

e o universo interno,

sem sair da cadeira.

 

Mas, ninguém que tenha assistido a peça LEIA,

se arrependeu de a ter assistido.

 

No fundo, as mensagens

que transparecem o todo tempo

são essas que vou contar para vocês.

 

       Leia, porque o ser humano

ainda não pode dizer:

‘cheguei na fronteira,

no limite; não há mais para onde ir’.

 

      Leia, porque o ser humano

é capaz de evoluir constantemente,

sem nunca alcançar

a perfeição aqui na terra.

 

      Leia, porque somos seres vivos

pensantes e atuantes.

 

      Leia, porque alguns vivem,

simplesmente vivendo.

Outros vivem apaixonadamente,

curtindo tudo, com todas as energias disponíveis.

 

       Leia, porque muitas pessoas perdem tempo

procurando fora dos livros,

coisas que não satisfazem sua alma.

 

       Leia, porque muitas pessoas

se envolvem com todas as coisas

que encontram pelo caminho

e esquecem a sua própria essência,

e o que lhes é fundamental.

 

       Leia, porque muitos procuram,

mas não sabem o que necessitam.

Outros procuram atalhos,

apegando-se a eles,

desistindo da busca

por novos horizontes.

 

      Leia, porque

cada ser humano vive no tempo,

fazendo a história acontecer.

 

      Leia, porque

alguns passam a vida

buscando altos ideais.

 

      Leia, porque

alguns, como mendigos, buscadores,

encontram perolas preciosas

nos livros que folheiam.

 

      Leia, porque lendo, descobrem

capacidades ainda desconhecidas

fervilhando dentro de cada um de nós.

 

      Leia, porque lendo,

descobrimos capacidades superiores

que ajudam a superar as dificuldades

que aparecem à nossa frente.

 

      Leia, porque lendo, descobrimos

que sementes de eternidade

estão plantadas no espírito

de cada ser humano.

 

     Leia, porque lendo,

algumas pessoas descobrem,

que não são apenas humanas,

mas também, divinas.

 

      Leia, porque, lendo, descobrimos

que opomos resistências aos limites.

Não gostamos de limites.

 

      Leia, porque, lendo, estamos

procurando saídas.

 

      Leia, porque lendo, estamos

procurando explicações.

 

      Leia, porque lendo,

percebemos que existe

algo a completar,

a buscar, nas outras dimensões. 

 

      Leia, porque lendo,

vamos descobrindo e aceitando

a existência de uma dimensão invisível

e energética que nos envolve.

 

Lendo, vamos decifrando os caminhos

para entrar na próxima dimensão invisível.

 

Não há como continuar ignorando

este campo da existência, e lendo,

descobrimos que nós, os expectadores,

somos personagens destinados para o céu infinito.

 

       Leia, porque lendo,

há todo um processo

de conversão a ser feito,

para aprender essa ciência nova

que está escondida

por dentro e detrás,

das aparências.

 

      Leia, porque lendo,

você vai encontrar atalhos

e ferramentas espirituais

para as futuras buscas definitivas,

evitando desgastes desnecessários.

 

     Leia, porque lendo,

     você vai se questionar,

     e perguntar-se se acredita nessas verdades,

     e, certamente, tomará a decisão

     de recomeçar a ler,

     porque quem lê,

     está se lendo

     e se conhecendo

     a si mesmo.

 

Aqueles livros que estão ali, no centro do palco,

sob a mesa, estão disponíveis, a todo momento.  

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 14/02/2025.

Publicado no Blog e no FACE em 14/02/2025 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

967.- Vazios ... de tudo, mas, com capacidades para encher.


 

Nascemos assim,

pelados por fora

e vazios por dentro.

 

Crescendo por fora,

vamos nos vestindo,

e trocando de roupas,

comprando sapatos,

cada vez maiores.

 

Por dentro,

aprendendo,

assimilando,

cargas afetivas,

depois, conhecimentos,

educação, valores ...

 

Nos tempos de infância,

nos sentimos cheios,

plenos de alegria,

bom humor, diversão,

brincadeiras.

Equilíbrio.

 

Na adolescência,

meio-cheios, meio-vazios,

desequilíbrios

entre egoísmo e altruísmo,

questionamentos,

resistências,

desobediências,

afrontas, conflitos, ...

enfim, justificamos a busca da afirmação de si.

 

Na idade adulta,

não só divisões, discussões,

mas, ajustes, escolhas,

decisões, renúncias.

 

O preço da maturidade

é pago com a moeda

chamada esforços.

 

A consciência

em constante processo evolutivo

percebe-se sempre no meio de escolhas.

 

Escolhendo algo,

sabemos que estamos escolhendo junto,

as consequências de tais escolhas.

 

Na idade madura, adulta, da velhice,

percebemos que fomos enchendo

o vazio que havia dentro,

com as escolhas que fizemos

das coisas boas,

que continham valores.

 

Ninguém é vazio. Ninguém está vazio.

 

Todo vazio

é capaz de transbordar, de vazar.

 

Todo ser humano nasce vazio.

 

Todo ser humano

tem a capacidade de preencher o vazio

que há no outro e de preencher o nosso próprio vazio

com as palavras, os exemplos, os testemunhos

e o comportamentos dos outros.

 

Se eu não me ocupar em preencher

o vazio que há no outro,

ele não transbordará,

e não devolverá para mim

os valores, os ingredientes

com os quais estou tentando preenchê-lo.

 

Se o outro está vazio, eu, você,

nós é que teremos de preenchê-lo.

 

É assim que funciona:

Eu olho para ele, amo-o com meu olhar,

com minhas intenções, com meus sentimentos,

com minhas cargas afetivas, com meus elogios,

com minha presença, meu ser fraterno.

 

É um ato de dar caridade,

bondade, capacidades divinas.

 

E ele ou ela, recebendo,

vai se enchendo,

vai se sentindo valorizada,

amada, dignificada

e com isso se plenificará

e, logo, logo, devolverá

o que começa a vazar,

a transbordar.

 

Porque ninguém dá o que não tem.

 

E ninguém dará o que não recebe.

 

Então contribua, enchendo vazios.

 

Dê amor, atenção, carinho,

ouvidos, olhares, ... dê de si,

para que o outro se sinta transbordante

e te devolva o que mereces receber.  

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado publicado no BLOG e no FACE

em 11/02/2025.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

966.- Fotógrafo e a fotografia.

 

O que aparece

e o que não aparece na fotografia.

 

Nas fotografias, aparecem os humanos.

 

Aparecem as pessoas e seus problemas,

seus conflitos, suas tristezas,

amarguras, feridas,

dores e sofrimentos,

expectativas e esperanças.

 

Mas também, aparecem

suas festas e alegrias.

 

Não aparece o fotógrafo.

 

Não estamos falando de self.

 

Queremos nos referir ao fotógrafo.

 

O que aparece nas fotos?

Aparecem as roupas, a fisionomia,

as aparências das pessoas.

 

O que não aparece nas fotos?

Não aparecem os problemas, as angústias

que cada um carrega dentro de si,

invisível para quem olha a fotografia.

 

Não aparecem

as boas intenções,

os bons pensamentos,

a ações de graças,

as orações de gratidão,

os sentimentos e emoções que brotam

dos relacionamentos agradáveis

com nossos parentes e amigos.

 

E nós, no automático,

estamos quase sempre

nos relacionando com as pessoas,

baseados na aparência,

naquilo que vemos.

 

Dificilmente entramos

em contato com alguém

procurando ler

o que está se passando

em seu íntimo.

 

Se assim fosse,

a primeira atitude

diante de alguém

seria uns minutos de silêncio,

numa tentativa

de ler ou sentir

o seu universo interior.

 

Depois deste breve instante de silêncio,

contemplando quem está na nossa frente,

surge o sentimento de simpatia,

e logo em seguida,

nasce o nobre sentimento da empatia,

que nos transporta lá para dentro da pessoa

com quem estamos frente a frente,

intercambiando riquezas.

 

E, dentro

do imenso universo que habitamos,

um Fotógrafo registra

tudo em sua ‘maquina’

misericordiosa.

 

De cara, Ele, o Fotógrafo Eterno,

olha-nos por dentro,

em cada situação,

em cada momento da vida.

 

Ele é O Fotógrafo.

 

Com sua objetiva de bondade,

só vê o coração, o íntimo,

a alma de cada um.

 

Em cada encontro que acontece

há em cada um de nós,

um sonho, uma expectativa escondida,

que deseja tornar-se visível e conhecida.

 

Em cada encontro verdadeiro

que acontece entre nós,

deveria nascer e brotar

uma usina de energias benéficas

que transformasse o espírito e a alma

daquele com quem nos relacionamos.

 

Cada ser humano

é uma fonte inesgotável

de bondade, de carinho,

de ternura, de amor.

 

É isso o que esperamos

receber e doar

em nossos encontros,

aos olhos do Fotógrafo. 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado e pub no BLOG

e no FACE em 07/02/2025