sexta-feira, 29 de março de 2019

624.- Originais. Já não somos mais tão originais.



 
É nosso dever
construir e revelar soluções,
e não ficar apenas lamentando
as deficiências e desequilíbrios
que nos afetam.


Somos originais,
e únicos.


Nascemos
para ser artista.


Nascemos originais
e não nos deixaram continuar
expressando nosso eu profundo.


Fomos nos transformando,
adaptando-nos à sociedade,
e perdendo-nos,
usando máscaras,
imitando os outros.


Perdemos a criatividade,
e a iniciativa.

Podaram-nos.

Massificaram-nos.


Insatisfeitos
 procuramos ainda,
nas angustias, nas dúvidas,
e indecisões, com medo
de entrar nas profundezas,
e encontrar o eu 
que ainda
não sou.


Talvez seja essa a hora
de deixar o artista escondido
perder a vergonha
e ousar revelar-se
decididamente.


Se já não vibramos mais 
com a vida, 
procuremos as razões,
que a façam vibrar,
novamente.


Unamos
a razão e o coração,
a alma e o espírito,
a criatividade  
e a boa vontade
e os ideais necessários,
para que o coração
volte bater depressa,
fazendo o sangue ferver,
mais rápido.


Se 
existem músicas que gostamos,
paisagens e lugares que amamos,
pessoas equilibradas e de bom humor.

Se 
o silêncio
nos devolve nosso eu.

Se 
tudo isso nos faz bem,
demoremos
um pouco mais,
junto com eles,
pois são eles que perdemos.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 29/03/2019

quarta-feira, 27 de março de 2019

623.- Escrevo, para quem? Escrevo para aquele que escolhe as consequências.




Se escrevo para os vivos,
reagem como mortos.

Se escrevo textos sobre a morte
ou para os mortos,
criticam, opõem resistências
e se afastam.

Dentro do pacote da vida
vem de tudo,
alegrias e tristezas,
sucessos e fracassos,
dificuldades e conforto.

Na natureza,
primavera, verão,
outono, inverno,
tempo bom e tempestades,
sol e chuva.
Dias e noites.

Lá fora,
no mundo,
não temos como controlar
o clima
e os conflitos.

Mas, na minha casa,
quem administra o clima
que queremos,
da harmonia e da paz,
somos nós,
os donos da casa. 

O clima externo
insiste entrar.

E quando escolhemos
o “deixe que entre’,
somos absorvidos
pelas notícias
de tragédias,
prisões,
escândalos,
corrupções
e violência.

E escolhemos
permanecer ali,
diante da deusa negra,
assistindo, com terror,
o que tanto detestamos,
nos deixando influenciar,
anestesiados.

Não há arte ali,
nenhuma arte,
nem terapias,
e nem,
remédios.

E depois,
as consequências,
mal humor,
desânimo,
tristeza. 

Somos deveras inteligentes,
e percebemos de onde vem
o mal que não sabemos
digerir ...
e continuamos,
teimosamente,
nesse mundo fechado.

E deixamos de lado,
a educação,
formação
para o bem
para a beleza,
para o bom das artes,
que mais nos convém.


Quem escolhe algo,
ruim ou bom,
feio ou belo,
escolhe também,
as consequências.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 27/03/2019

segunda-feira, 25 de março de 2019

622.- Arte. Onde a arte se faz necessária



É no relacionamento humano
que a arte é necessária.

Cada um de nós
é um charme,
uma atração,
um show.

A forma de expressá-los
recebe contínuos aperfeiçoamentos
em direção à arte. 

A arte
é revelada
pelas
expressões
e palavras,
demonstrando
que temos coração
e inteligência,
empatia
e simpatia,
educação
e fineza.   

Quando agimos
estamos revelando arte,
e o artista
que somos.

Aí de nós,
se, em casa
não formos um show
para nosso cônjuge,
filhos ou netos.

Se, em casa,
não houver
humor,
dos bons,
iremos sim,
sofrer das consequências
do que nos falta.  

Lá em casa,
tem um lugarzinho,
do afeto,
e do carinho,
onde todos se encontram,
no ninho

do aconchego.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 26/03/2019

domingo, 24 de março de 2019

620.- Arte. Faça parte deste time



Por que insistir
no tema da arte?

Todas as artes
são ações e obras,
bem-feitas,
belas,
carregadas
de valores.

É algo
que está acima de nós,
algo bem feito,
que causa admiração.

Fruto de pesquisas,
estudos,
correções,
e aperfeiçoamentos.

Toda arte,
tem seu autor.

No universo,
a multiplicidade de elementos,
a harmonia dos movimentos,
as cores do anoitecer,
a ordem conhecida,
o dia e a noite,
obras todas
do Artista,
nosso Pai.

Na Terra,
os homens e mulheres,
representantes do Grande Artista,
por imagem e semelhança,
somos capazes de produzir
obras de arte.

Todos nós,
somos membros
de uma grande orquestra,
a humanidade,
em vias
de aperfeiçoamento.

Nem todos temos ainda,
essa visão responsável
pela harmonia,
pela afinação
das vozes,
e ações
de paz.

Subindo um pouco acima,
vamos enxergar
que há muito a ser feito.

As artes são referências,
do que nos falta
alcançar.

Seja ousado,
decida-se a dedicar
parte do seu tempo livre
em pesquisar artes
e você conhecerá
algumas partes
desconhecidas,
do artista
que está dormindo
dentro de ti.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 24/03/2019

sábado, 23 de março de 2019

619.- Arte. Falta arte em nossos encontros.


As nossas insuficiências,

nossas fragilidades,
as imperfeições reinantes,
transparecem,
quando,
terminado um encontro,
dizemos tchau,
e voltamos vazios,
como chegamos.

Não levamos nada
para dar,
para expor
ao amigo
que vinha
em busca de valores
a apreciar.

Fica sim,
uma sensação
de que poderia ter sido diferente,
nosso intercâmbio artístico.

Depois, no silêncio,
nos perguntamos
que material está estocado
em nosso ateliê
do espírito,
e da alma?

Falta arte
em nossos encontros.

O que levamos,
e deixamos transparecer?
- A superficialidade
na qual estamos estacionados.

E nosso coração
fica no seco,
na sede e na fome
das artes escondidas,
no espaço descolorido,
da alma involuída.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 23/03/2019

quinta-feira, 21 de março de 2019

618.- Arte de ser artista.



Carregamos em nosso íntimo
as características próprias
dos grandes artistas:


Existem os artistas,
das mãos,
pintores,
escultores.


Existem os artistas,
das palavras,
poetas,
e profetas.


Existem os artistas,
do coração,
compaixão
e misericórdia
do afeto,
das carícias,
do carinho
e da ternura,
alma pura,
em evolução.


Executar artes,
comportar-se,
artisticamente,
é difícil para alguns,
fácil para outros.


É trabalhoso,
doído,
tirar lascas do mármore,
e do coração,
e dar forma de beleza,
provocando
espanto
e admiração.


Num estilo de vida
escolhido,
e planejado,
a partir
dos valores das artes,
transparece uma diferença,
conscientemente escolhida
e fundamentada,
em valores
e ideais atraentes,
componentes,
de esforços
e dificuldades. 


Cada um de nós
quer queira, quer não,
na alegria ou na dor,
é artista,
escultor.


A forma
de nos relacionarmos
com os outros
revelam a escultura interna
na qual estamos empenhados
e cuja obra
só terminará
quando partirmos
desta terra.


O nosso trabalho,
como escultor,
se dá na parte interna,
mas é na parte visível,
na externa
 que aparece
como manifestação
da riqueza
dos valores
da interioridade.



As obras de arte,
de dentro,
estão na fase
de aperfeiçoamento,
retoques na alma,
afinações na sensibilidade,
ciência
das carências,
e do que de melhor temos
nesta parte.


Nossas obras de arte,
inacabadas,
tem pressa,
querem sair,
desfilar,
provocar admiração
e aplausos,
nas passarelas da vida.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 21/03/2019