construir e revelar soluções,
e não ficar apenas lamentando
as deficiências e desequilíbrios
que nos afetam.
Somos
originais,
e únicos.
Nascemos
para ser artista.
Nascemos originais
e não nos deixaram continuar
expressando nosso eu profundo.
Fomos nos transformando,
adaptando-nos à sociedade,
e perdendo-nos,
usando máscaras,
imitando os outros.
Perdemos a criatividade,
e a iniciativa.
Podaram-nos.
Massificaram-nos.
Insatisfeitos
procuramos
ainda,
nas angustias, nas dúvidas,
e indecisões, com medo
de entrar nas profundezas,
e encontrar o eu
que ainda
não sou.
Talvez seja essa a hora
de deixar o artista escondido
perder a vergonha
e ousar revelar-se
decididamente.
Se já não vibramos mais
com a vida,
procuremos as razões,
que a façam vibrar,
novamente.
Unamos
a razão e o coração,
a alma e o espírito,
a criatividade
e a boa vontade
e os ideais necessários,
para que o coração
volte bater depressa,
fazendo o sangue ferver,
mais rápido.
Se
existem músicas que gostamos,
paisagens e lugares que amamos,
pessoas equilibradas e de bom humor.
Se
o silêncio
nos devolve nosso eu.
Se
tudo isso nos faz bem,
demoremos
um pouco mais,
junto com eles,
pois são eles que perdemos.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 29/03/2019





