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A compreensão
é melhor
e mais
fidedigna
quando se olha
de cima,
quando se vê
mais longe,
quando o maior
é referência
para explicar
o menor.
O todo
explica as
partes.
As partes,
não explicam o
todo.
Não é o ser
humano
que se explica
a si mesmo.
Não é o ser
humano
que serve de
referência
para se
entender
o universo.
É o que há
de melhor,
e maior,
o que já é
perfeito,
no ser humano,
que explica,
o que somos,
ou para o quê
fomos
projetados.
Somos
compostos
de espírito e
matéria,
por isso, é a
partir do maior
em qualidades
e capacidades
que se explica
o menor
em termos de
durabilidade
e
competências.
É o que já
temos de eterno
que explica o
que
é efêmero ou
passageiro.
É a partir da
vida
que se entende
a morte.
É a partir da
vida eterna
que se entende
a vida terrena.
É a partir da eternidade
que se entende
o que acontece
no tempo.
Não é a
criatura,
mas o Criador,
o Todo,
que é a
referência
e explica tudo
o mais.
Não são
aqueles
que estão
subordinados
à lei do tempo
que tem
autoridade,
para falar de
eternidade.
Nem eu.
Mas me atrevo.
Acesse o blog
e continue lendo,
se desejas
ardentemente,
imortalizar-se.
https://heiposworld.blogspot.com/2020/06/quem-sera-o-melhor-educador-o-tempo-ou.html
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Estamos no tempo.
Sabemos o que é o tempo.
Contamos os segundos, minutos,
horas, dias e anos.
Temos a sensação
de que ele está
sob o nosso controle.
Mas,
o tempo escapa
por entre nossos dedos.
E não se deixa definir.
Não conseguimos segurá-lo
e mantê-lo,
pois é inesgotável.
Nem parece
ser tempo.
Até parece
que o tempo
já é também,
eterno, ou é o outro nome,
que damos para este tempo,
indefinível.
Sabemos o que é o tempo,
mas não sabemos defini-lo,
nem como controlá-lo.
Você sabe o que é o tempo,
mas consegue dar
uma definição
para ele?
Você tem todo o tempo possível,
e vive dizendo que não tem tempo.
Tentemos então olhar
para o tempo
sob o ponto de vista
da eternidade.
Talvez melhore nossa visão.
É a eternidade
que responde às perguntas
e às verdades que procuramos.
É a eternidade que já
já está aqui,
escondida, camuflada,
naquilo que chamamos tempo.
Vislumbramos a eternidade
já presente,
pela continuidade do passado,
se fazendo presente,
convergindo, integrando,
unificando tudo.
No tempo,
ambiciono
e sonho
estar na eternidade.
Na eternidade,
volto meus olhos para o tempo,
com gratidão,
por ter-me dado
a oportunidade
de sonhar
em ser eterno.
Há uma potência,
uma seiva
que percorre nossas veias espirituais,
que vem lá da eternidade,
que nasce lá das profundezas,
da zona silenciosa,
imperturbável,
da alma.
Nascemos de um projeto sério.
Vivemos para um projeto importante:
construir a eternidade no tempo.
Ganhamos a vida e o tempo
para colocar em prática
um projeto
que dure
para sempre.
Alguns se acomodam
nas teias da superficialidade,
no tempo que voa,
nos dias que passam.
Outros,
vão longe,
explorando,
decifrando mistérios,
interpretando códigos,
descobrindo senhas,
escalando montanhas
ou mergulhando fundo
nos rios e mares da vida.
A tendência
do ser humano
é manter-se nas malhas
da superficialidade,
acostumar-se,
na maciota da rotina,
a resistir, não avançar,
para as águas mais profundas.
Se formos apenas humanos,
viveremos a partir do passado.
Na condição de humanos,
já meio divinos,
desejamos viver no futuro.
Na condição de humanos
e divinos,
queremos antecipar,
viver já da maneira ideal,
os segundos, os minutos, as horas,
os dias, as semanas, meses e anos,
vivendo o momento presente,
como eternidade,
sem apegos ao passado
e sem expectativas
com o futuro.
Só se vive
no momento presente.
Sempre é agora.
Esta é a sensação
de se viver na eternidade.
Quem sou eu
na minha infância inocente?
Sou um ser humano,
com potencial espiritual,
que olha para cima,
aberto ao ilimitado.
Sou imagem e semelhança
do meu Pai, o Cientista,
o Criador da Terra e do Céu,
que tudo cria, por amor,
para ser eterno.
Prefiro ser um iludido
e viver nesta esperança
a sofrer numa triste vida
sem saída para a imortalidade.
Vivenciamos
a dimensão humana
e terráquea,
naturalmente.
Despercebidamente,
dentro da dimensão terráquea,
existe uma semente,
germinando um ser,
projetado para ser eterno.
A insatisfação existencial,
a experiência que fazemos
da não-completude,
provam esta tese.
Desde a infância
até a idade avançada,
não aparecem rugas na alma
daquele que cultiva
sementes de eternidade.
Embarcar nessa aventura,
sem fim,
buscar o que nos falta,
eis o que espicha
e projeta a natureza humana
para fora de si.
Não ficar por aqui,
e morrer na praia.
Ir lá,
onde estão os nutrientes
de eternidade.
Se morremos neste mundo,
não será talvez
porque ainda não estamos
no mundo certo?
Neste mundo,
vemos efeitos,
não a causa.
A causa é a vida.
A vida é referência.
Então, a vida deve mesmo,
ser eterna.
O efeito
é a morte.
Então, se esta vida é frágil,
a morte acontecerá,
somente
na natureza humana,
que se acomodar, desistir.
E se os verdadeiros fundamentos
são invisíveis?
E se há uma dimensão invisível,
e nossos olhos não conseguem ver?
O que vemos é passageiro
e passa rápido demais,
e desgasta, e morre.
Se a dimensão real
é invisível,
eterna e imutável,
estamos sim, ainda,
num lugar impróprio.
O universo infinito
é preenchido
por uma substância invisível
chamada espírito.
Então, com estes argumentos,
estamos chegando lá,
na vida espiritual,
na vida eterna.
Existem momentos
de profundo silêncio,
pleno de espiritualidade,
em que sentimos dentro de nós
uma fresta que deixa escapar,
o que é para nós,
indefinível.
Minha alma
é insaciável,
por ser infinita.
É esta sensibilidade
que convém cultivar:
eternizar-se o quanto antes,
cultivando o que de eterno
já sentimos existir em nós,
nesse existir no tempo.
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Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 26/06/2020
eneaspb@gmail.com
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