segunda-feira, 31 de outubro de 2016

360.- Emoção. É muito mais gostoso ser apaixonado do que inteligente.




Nós, humanos,

vivemos a experiência da unidade.



Somos corpo, espírito, alma, 
razão, pensamentos, 
sentimentos e emoções.



Como pensamos com a razão,
nos dirigimos preferencialmente
pela racionalidade.



Acontece que, além da razão,
também temos sentimentos
e emoções.



       Vamos tentar neste texto separar virtualmente estas duas potencialidades que nos identificam como humanos, e procurar perceber como a vida se enriquece quando damos preferência e somos envolvidos pelas emoções.



Como é gostoso o sentimento

que experimentamos

quando dizemos

que estamos apaixonados

ou amãexonados.

Todo o nosso corpo está envolvido

nesta atitude, nesta situação.



Diferente é pensar e falar

sobre qualquer coisa

sem o envolvimento dos sentimentos

ou das emoções.

Parece que só a cabeça

é que está presente.



Quando a racionalidade se expressa,

apenas por uma via

ela é comunicada

somente  pela palavra.



A chamada, a beliscada
é para perceber
como é fácil vivermos
apenas no mundo das palavras,
no mundo dos conceitos e preconceitos,
no mundo das avaliações, 
comparações, críticas e julgamentos, 
sem nenhuma conotação sentimental.



Quantas vezes já escutamos esta frase:

“Aquela pessoa não tem coração”.

Traduzimos assim:

“É um desumano.

Parece que não tem sentimentos,

não sente nada”.



O que distingue nossa nobreza,

valorizando nossa humanidade,

são as emoções.



São as palavras e atitudes

carregadas de sentimentos,

de delicadeza, suavidade,

ternura, carinho.



As emoções,

os sentimentos

é que mostram

o que de melhor existe

no ser humano.



Perceba, por exemplo,
quando você está 
emocionalmente ativado 
pela alegria,
quantas manifestações ocorrem
em nosso corpo: o sorriso na face,
o brilho no olhar,
o rosto festivo,
os gestos lentos e graciosos,
um poder sedutor irresistível,
e as palavras ... desnecessárias.



Não é tanto a inteligência,
é a bondade que nos comove.



Não é o inteligente que atrai;
é o bondoso que agrada.



Agradou, tem preferência.



Tem preferência
porque responde mais
às nossas expectativas.



Somos portanto,
muito mais emotivos do que racionais.



Ou, pelo mais,
quando nos comunicamos
através de emoções e ou sentimentos, 
somos mais completos.



Dizemos mais
e completamos mais.



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 31/10/2016




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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

359.- Obediência.. A porta de entrada do mal, das angústias e sofrimentos em nossa vida é a desobediência.


A nossa história cristã,

é uma história da salvação.

 

Aprendemos que foi a partir

de um ato de desobediência

do Adão e da Eva

que o tal de ‘pecado original’

entrou na nossa história.

 

O marco inicial da entrada da dor,

do sofrimento e das dificuldades

na vida dos humanos

foi a desobediência.

 

Obedecer

supõe consciência esclarecida

e exige maturidade.

 

Se a desobediência

causou um mal federal,

a obediência tem o poder de consertar.

 

Vamos tentar neste texto trazer alguns elementos que possam ajudar-nos a entender como a desobediência realmente atrapalha, desorganiza, desestrutura, confunde e engana, e como a obediência, mesmo que seja, à primeira vista algo difícil, é o que resulta em segurança e tranquilidade na vida das pessoas.

 

São três leis

que estão relacionadas

com a obediência

ou a desobediência.

 

1)            Podemos obedecer ou desobedecer

às Leis do Deus Pai, leis do criador;

 

2)           Podemos obedecer ou desobedecer

às Leis da Natureza física ou ecológica;

 

3)            Podemos obedecer ou desobedecer

às Leis Humanas, leis morais,

leis da convivência humana.

 

A religião,

com características de profundidade

e verticalidade,

ajuda a dar os primeiros passos,

com luzes,

ao colocar a Lei Máxima

da vida humana,

em conhecer e amar

o Deus Pai

acima de todas as coisas.

 

Diante do nosso Deus e Pai,

obedecemos

vivendo como filhos.

 

Sugere em empenhar neste projeto,

todas as suas capacidades,  

todas as forças da tua alma,

todo empenho possível

nos recursos da pesquisa

e do conhecimento.

 

Diante do mundo ou da ecologia,

obedecemos administrando a Natureza

como se administra um jardim,

com cuidado, atenção, respeito.  

 

Diante da Natureza

obedecemos

vivendo como administradores.

 

A ecologia profunda

ensina-nos as leis complementares

da sobrevivência e aperfeiçoamento

no relacionamento

com as pessoas,

a amar o próximo

como a nós mesmos.

 

Diante de toda e qualquer pessoa

obedecemos

vivendo como irmãos.

 

A obediência

fortifica-nos para resistirmos

às inclinações, sugestões

 ou tendências para o mal.

 

Qualquer tipo de desobediência

provoca consequências

que desequilibram

todo o sistema trinitário:

Deus – Natureza – Homem.

 

O mal

sempre se apresenta,

aparentemente,

como bem.

 

O mal

se veste de bem,

é malicioso, enganador.

 

O bem que o mal sugere

é a maior das enganações.

 

Há lobos

disfarçados de ovelhas.

 

Aqueles que não frequentaram

as aulas da disciplina e da obediência

cairão facilmente nas redes

armadas pelos espertos e exploradores

das energias não controladas.

 

Somente aqueles que aprenderam

a obedecer

são livres e fortes

para fortalecerem-se

cada vez mais.

 

As desobediências

são levadas a termo

porque não fomos suficientemente

esclarecidos sobre as consequências

das escolhas ilusórias.

 

Se se cai nas malhas do mal

uma vez,

é por ignorância.

 

Se se cai nas malhas do mal,

outras vezes,

reconheçamos nossa fragilidade

em lutar contra ele.

 

Se se cai nas malhas do mal

repetidas vezes, já se tornou vício,

hábito maléfico, com consequências

desequilibrantes e danosas.

 

Muitas vezes

estamos suficientemente conscientes

de que tal escolha, ilegal,

não é a melhor escolha,

mas não encontramos

forças armazenadas

para resistir.

 

Resistir

supõe a existência de forças internas

que foram acumuladas

por pequenas vitórias,

aquisição de conhecimento,

criação de convicções.

Algumas vezes, sozinhos,

Refletimos e analisamos

nosso comportamento incoerente,

comparamos com outras pessoas equilibradas

e decidimos mudar de atitudes e hábitos.

 

Outras vezes precisaremos de ajuda,

para dar os primeiros passos,

porque nem sempre

estaremos com a visão limpa,

sem névoas de confusões mentais.

 

Se obedecer, serás livre.

Se não obedecer, serás escravo.

Só o escravo desobedece.

 

Quem aprendeu a obedecer

às leis externas

saberá comandar-se.

 

O humilde obedece,

e acerta.

 

O orgulhoso não obedece

e quase sempre erra.

 

A pessoa mais inútil na face da terra

é aquela que não aprendeu a obedecer.

Não acerta nunca. 

 

As grandes religiões

e ordens religiosas,

as macro sociedades,

grupos e corporações

só se mantém sólidas

porque são fundadas

sobre a base da obediência.


Foi a desobediência 

que causou o mal federal, 

internacional e interestelar.

 

A desobediência 

fez com que a desordem 

entrasse no mundo,

e causasse todas as formas 

de desequilíbrios 

que experimentamos. 

 

Desobediência humana

ao projeto divino. 


E aí estamos nós,

enfrentando 

as consequências,

por desobedecer o nosso Pai

o conselho para vivermos como irmãos. 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 26/10/2016

eneaspb@gmail.com

 

Leia outros textos:

http://heiposworld.blogspot.com.br

http://poesiashumasedivinasblog.blogspot.com.br

 

Publicado no blog Heipo World em 26/10/2016.

Atualizada em 24/07/20


terça-feira, 25 de outubro de 2016

358.- Dança. Vem dançar uma dança nova, mística.




Copiei o texto abaixo há muito tempo atrás, quando eu ainda dançava sem parar.



Não me lembro o nome do autor. Sei que é de um irmão meu que não vai dançar de bravo se o copio.



Transcrevo, com alguns enxertos meus.



Não transcrevo só para mim, mas principalmente para você.



Por isso, gostaria que você o lesse, 
e viesse para o salão, dançar.





És convidado a dançar.



Aceitas meu convite?



Então, dance.



Dance de alegria.



Dance como alguém

que atende um pedido.



I



Há dança.

Sempre e em toda parte.



Só alguns homens sérios

não gostam de dançar.



Muitos santos

não souberam resistir

tão grande foi o impulso

para dançar.



O Rei Davi dançou

na frente da Arca;

Teresa com suas castanholas

também dançou.

São João da Cruz

com o menino Jesus no colo

dançou tudo que pode.



Francisco de Assis

na frente do Papa

exibiu com muita humildade

a harmonia existente

entre seu interior

e os passos cheios de leveza

e elegância.



A alegria destes amigos do Deus Pai

era grande demais.



O ritmo dos seus corações palpitantes, 
impetuosos demais.



Tinham de dançar

para balançar

e deixar escapar de dentro de si,

energias de contentamento,

esparramar

de dentro para fora

a energia concentrada

dentro do coração.



Se não dançassem, explodiriam.



Dançar era uma necessidade.



II.



E nós.

Ah!  Senhor,

Se fôssemos perdidos de amor por Ti,

não haveria mais resistências em nós.



Atraídos e fascinados,

arrebatados por teu amor,

seríamos forçados a levantar-nos

para colocar nossos passos,

hesitantes e ansiosos,

no ritmo dos teus.



III



Creio que muitas vezes

ficas como aquelas mulheres

no salão, sentadas,

esperando ansiosamente,

serem convidadas para dançar.



Os homens sérios,

sérios demais,

nem prestam atenção

à música.



Sérios querendo te encontrar

ou te conhecer por estudos,

por exercícios espirituais.



Querem te encontrar

como pessoas sensatas

e seguras.



Não foi por isso, Senhor,

que suscitastes esses outros bailarinos

que, cheios de alegria,

dançavam contigo sua vida?



IV



Um bom parceiro

não sabe para onde a dança o leva.

mas segue de maneira ágil

e não de pernas duras e rijas.



Não pergunta como é o passo,

mas cada passo ele faz

em prolongamento do vosso.



V



Por quê de todo jeito

querer avançar?



Quem dança bem,

roda até no mesmo lugar.



Vai para a esquerda.

Vai para a direita.

Faz parada

e desliza às vezes

em lugar de dar passos.



Errada seria se a música

não levasse tudo à harmonia.



VI



Mas nós esquecemos tantas vezes

a música do Espírito,

que marca a festa do amor.



Fazemos da nossa vida

um exercício.



Não enxergamos

que em teus braços

a vida se dança,

na confiança

do ritmo ditado por TI.



VII



A vida é cinzenta e monótona

para aqueles

que ficam esperando

o convite para dançar.



Mas não aparece ninguém

para  convidar.



Somos tímidos e sem jeito.



Convida-nos de novo, Senhor.



Manda mais alguns mensageiros

convidar-nos.



Talvez não estejamos

com vestes apropriadas

ou não tenhamos a fé

no ritmo da dança

ou não tenhamos percebido

a festa que a vida  é.



Mas como percebemos

a harmonia  e o ritmo?



Como entramos nesta dança?



Preparai mensageiros músicos

e artistas para nos convencerem.



VIII



Vem Senhor

e nos convida de novo.



Estamos dispostos

a dançar contigo,

no calor e no frio,

a dança do trabalho

e a dança da rotina.



Não ficamos ranzinzas

quando a música está em bemol;

não desistimos

quando o ritmo é cansativo.



Nem deixamos saber aos outros

quando nos pisam nos calos.



Não acontece isso

em todas as danças?



IX

Senhor,

ensina-nos o lugar

nessa dança

neste namoro sem jeito

e imperfeito entre nós  e vós.



Faça-nos sentir

as dissonâncias que produzimos.



Aceita nossos passos errados.



Afina-nos o ouvido

para não destoarmos

a orquestra da esperança.



Aceita-nos a fazer parte

da orquestra

para tocarmos

a sinfonia serena

da eternidade que surge.



Queremos fazer parte

da tua equipe de artistas,

de dançarinos na terra,

dando shows,

provocando aplausos.



X

Ajuda-nos Senhor,

cada novo dia

a vestir nossa humanidade

qual vestido de baile

tal como gostas ver em nós.



Faz que vivamos a vida

não como um jogo de xadrez,

onde tudo é calculado,

não como um racha extenuante,

nem como um problema intrigante,

ou um quebra-cabeça complicado,

mas como uma festa infindável

onde o encontro contigo

se renova cada vez

como uma dança

nos braços das tuas graças

na onda musical do teu amor.



Senhor,

vem e convida-me

para a dança.



Mesmo que não demonstremos

querer dançar.



Cativa-nos com vosso charme,

com vosso mistério.



Envolve-nos

com vosso olhar amoroso.



Transporta-nos

para as nuvens,

como acontece na dança

com o par amado.



Leva-nos para o grande salão

da tua morada eterna.



Nem que não queiramos.



Queremos contigo dançar

uma música eterna.



Amém. Aleluia.





Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 25/10/2016




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