Ao
usar as faculdades mentais naturais,
pensamos,
raciocinamos,
imaginamos
e argumentamos,
e
muito pouco nos alegramos,
e
muitas vezes,
nos
entristecemos.
Ao
contemplar,
damos
oportunidade
para
o espírito se manifestar
e encher-se de alegria.
A
contemplação
é
algo maior,
mais
nobre,
mais
espiritual
ultrapassando
o campo
dos
conceitos
e
preconceitos.
Contemplar,
é
admirar,
sem
querer entender
ou
dar explicações,
e
sem querer nada,
além
da curtição.
Contemplar
é
ficar mudo,
em
silêncio,
quietinho,
diante
da grandeza
e
dos mistérios
da
criação.
Contemplar
faz
bem porque
olhamos,
sem
questionar,
sem
querer dissecar,
definir
e explicar.
Contemplar
é
muito simples.
É
só admirar.
Admirar
é
deixar-se encantar,
deixar-se
levar
pelo
espírito livre.
Quando
digo que te admiro,
estou
concentrado
apenas
no que você revela de especial,
e
que desperta em mim,
sentimentos
de nobreza,
gratidão
e bem-estar.
A
admiração
e
a contemplação
não
acionam avaliações
nem
julgamentos.
Admira
quem
está à espera
de
boas surpresas,
e
elas acontecem,
porque
estão por aí.
No
mundo espiritual,
a
contemplação
é
muito mais eficiente
do
que o uso
das
faculdades mentais.
É
da natureza humana,
teimar,
querer entender
a
dimensão espiritual.
É
do espírito divino,
a
capacidade de contemplar.
Basta-nos
um aprendizado:
aprender
a contemplar.
Contemplar
é
ver e relacionar
todas
as realidades,
todas
as criaturas,
em
relação ao Criador.
Contemplar
é
ver
que
Ele
fez
bem-feita
todas
as coisas.
A
partir deste ponto de vista,
a
admiração se promove
para
contemplação.
Então
tudo é sagrado,
motivo
de respeito e adoração
nada
é profano ou mundano,
maléfico,
feio ou desajeitado.
Então
tudo o que vemos,
tocamos
e ouvimos
funcionam
como água benta,
a
purificar-nos,
e
levantarmos os olhos,
para
os céus.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 30/07/2019



