domingo, 31 de janeiro de 2016

271.- Unidade. Buscarei a unidade e encontrarei a paz.



Todas as coisas são bipolares em estrutura, tanto em modo ativo ou passivo. Ser mais é estar unido a um maior número de elementos ou unir-se ativamente a um maior numero de outros unos. Pierre Teilhard de Chardin

Um espírito uno habita em nós.

Cada um de nós é uno, e faz esta experiência.

Sou na minha essência e substancia um ser espiritual.

Não sou um ser material.

Se eu fosse um ser essencialmente material, minhas tendências seriam para a rigidez, para a dureza, para a petrificação.

Muitas vezes me sinto dividido em múltiplos pensamentos e desejos.

A unidade entra em crise e provoca-me insistindo que meu eu todo se empenhe de novo pela unificação do meu ser.

Há uma ciência ainda em andamento, necessitando de aperfeiçoamentos: a ciência da integração destas forças e potencias que residem dentro do ser humano, material e espiritual que cada um de nós experimenta. 


Esta experiência me desgasta. 


Sinto uma necessidade íntima, muito íntima, de estar em paz, em harmonia, comigo mesmo, com os outros, com o universo, e com o Criador do Céu e da terra. 


Mas sinto e faço a experiência da divisão, de estar como que, no meio de um cabo de guerra, sendo puxado ou empurrado para várias direções antagônicas. 


Esta experiência me faz mal, pois me desgasta. 


Não é o ideal sentir-se dividido, como se fosse duas personalidades. 


Não, não quero ser dualista, não é esse o meu ideal ou o destino meu. 


Sinto que não é para o inferno que fui criado. 


Quero sonhar com o total desenvolvimento das minhas capacidades. 


Tenho como meta buscar a unidade existencial, porém, vejo como necessário primeiro separá-los, estudá-los para depois unificá-los. 


O que aqui está escrito é pouco e quase nada. 


Que sirva de motivação para você continuar procurando pistas e talvez encontre a porta para o Shangri-lá, o paraíso perdido nos horizontes infinitos de possibilidades que temos. 


Basta ter sede, fome, iniciativa e consciência que cada um de nós é um espírito vivo, por ora, encarnado, mas uma potência de unificação e de perfeição. 


Os filósofos, os teólogos e os cientistas dizem que onde existe potencialmente ativo o princípio de unidade é possível levar a cabo a perfeição. 

 

Tantas e tantas vezes já fizemos as duas experiências: a de unidade e a da divisão.

 

Quando nos sentimos unos, a experiência é de satisfação, plenitude, harmonizados com tudo e com todos. A calma brota de dentro e colore de branco o ambiente onde nos encontramos. O clima fica gostoso. Viramos anjos.

 

E quando fazemos a experiência da divisão sentimos angústias e desgastes. A pele fica vermelha. Os nervos ficam a flor da pele e nos irritamos com facilidade. O clima fica mais para relâmpagos e trovões, cinzento e pesado. Não gostamos. Ninguém fica por perto: pode até ser perigoso. Viramos bicho.  

 

 O que nos leva a sentir a divisão e o mal estar dentro de nós? – Você sabe. Então evite. É uma experiência infernal.

 

Não se une com divididos. União de vários divididos é desordem, forças esparramadas.

 

O que nos leva a sentir a unidade, a paz e sentimentos de plenitude? – Você sabe. Então procure. Procure experiências celestiais.

 

A união de pessoas unas, completas, geram ideais fortes, eternos. Una-se a elas.

 O grande desafio para os cientistas cristãos é o de empenhar-se na pesquisa da unidade do universo, na unidade de si mesmo como pessoa humana e na unidade do Deus Pai, uno e Trino.


Na unidade do universo, na unidade da pessoa e na unidade da personalidade do Jesus Cristo estão escondidas, ainda, à espera das revelações que anteciparão o futuro, as fórmulas da perfeição e da finalização da história da terra e dos humanos.
 
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 31/01/2016.
eneaspb@gmail.com



 

270.- Heipo. Manifestações da personalidade do Heipo.



 

O viver, o sentir, o saborear, o degustar, o admirar, o contemplar, adorar, confiar, esperar, crer, amar, dançar, cantar, pular, correr, subir nas árvores, são manifestações do ser humano que está vivo e em movimento.

 

Correr de terno social, andar na chuva, dar risadas à vontade, jogar, brincar, pescar, assobiar imitando os pássaros, brincar com o cachorro, admirar os peixes no aquário, são manifestações do ser humano que tem alma e que por isso, se sente feliz.

 

Por isso contagia e desperta inveja.

 

São expressões externas dos valores internos, valores permanentes, essenciais, gratuitos, escolhidos a dedo, cultivados na horta do fundo de casa.

 

Todas estas atitudes e comportamentos estão na esfera do ser da personalidade do Heipo.

 

O Heipo sonha em não deixar sem presença e sem amparo e sem motivação, a sua própria pessoa e as pessoas que estão caminhando pertinho, ao lado.

 

De que adianta sentir-se realizado se ao olhar para o lado, nos lares dos nossos irmãos, a felicidade ainda não palpita?

 

Estes questionamentos e estas qualidades estão na raiz e na essência da razão de existir.

 

É aqui que o Heipo se manifesta ou quer ardentemente manifestar-se.

 

Se não está ainda ativo, talvez esteja dormindo ou semiacordado, ou talvez sonhando, mas deseja libertar-se, sair da atrofia, do cômodo conforto da inércia.

 

O Heipo acorda,

renasce,

na sensibilidade,

na tomada de consciência

deste elemento coexistente

no coração da

própria vida:

o dom da Vida
 foi dado a todos.

 

 

É esta a realidade,

 é este o dom que ilumina

o chão onde pisamos.

 

Não é isto que procuramos:

dar sentido ao caminhar

e à vida que somos?

 

 

Ativar a vida.

Fazer a vida vibrar.

 

Talvez a complicação ou confusão ou emaranhado de coisas em que estamos submergidos esteja atrapalhando a visão daquilo que é invisível.
 

O que queremos, de fato, verdadeiramente é dar expressão à nossa alma, revelar o filho do eterno que está guardado, dormindo dentro de nós.

 

Talvez a simplicidade já se foi.

Talvez a espontaneidade não esteja mais por perto.

Talvez o espírito de infância dormiu e não acordou mais ...
 

Talvez o Heipo dê um jeito em tudo isso.

 

Talvez a solução seja simplificar e escolher o que resta e que alimente esta alma de algo mais concreto e comprometedor.

 

É a unificação da nossa materialidade no espiritual, pela aceitação dos princípios e valores da espiritualidade que estamos procurando enraizar.

 

Enxertar a seiva do espiritual nos ramos da nossa vida humana é o desafio que o Heipo está procurando impor-se como filosofia de vida.

 
Deixando de lado a procura e a conquista das qualidades do Heipo, muitos de nós fomos atrás da aparência, das máscaras do fingimento e das etiquetas. 


Nas esquinas da vida, sentimos sem norte e sem sul. Para que lado vamos?


Diante de tantas atrações, desprezamos os valores do Heipo e nos apegamos aos convites das propagandas. 


E daí encontramos

as ilusões,

as decepções,

a mentira pela promessa

de que alcançamos bens.

 


Bens fracos,

não resistentes

às batalhas da vida.

 

Complete a sua maquiagem, colocando um sorriso nos teus lábios e um brilho no teu olhar. 


As inteligências trabalham

para aperfeiçoar o que é imperfeito. 


É dever e responsabilidade da humanidade, aperfeiçoar e terminar a obra do Universo. 


O mundo é um jardim no qual somos os administradores e jardineiros. 


É nossa a responsabilidade de embelezar e terminar a obra iniciada pelo nosso Pai no início da criação. 


Já se passaram milhões de anos. E temos tempo ainda pela frente para dar continuidade neste processo evolutivo.

 

O Heipo não é da família dos preguiçosos,

dos desmotivados, dos desgraçados,

isto é, dos sem graça.

 

É da família

dos que acham graça de tudo

ou de quase tudo.

 

Achar graça

é ler a vida no caderno de caligrafia

e linhas do caderno de música,

e nas estrofes da poesia,

e lá onde reside o bom humor,

e as verdades que libertam e aliviam.

 

Interprete o teu verdadeiro papel

com a originalidade

que o Heipo sugere.

 

Darás shows fantásticos,

pois estarás vivendo,

e interpretando já,

um personagem do futuro,

divinizado.

 

É de fato, filho(a) do Pai dos céus.

O Pai que comunicou promessas

de eternidade para seus filhos.

 

Nosso Pai é um ser Substantivo. Substantivo Próprio. Substantivo Pessoal. Não é abstrato, nem teoria.  Ele é o supremo Cientista e o mais perfeito Artista. O mais perfeito Pai.

 

Vamos, Heipo.

Vamos andando,

com charme, entusiasmo e vibração,

pois que já é vencedor,

mesmo não estando segurando

e levantando troféus,

mesmo não sendo aplaudido

pelos outros teus irmãos.

Mas estás sob o olhar

e a proteção do Paizão dos céus.

 

Na vida, percebemos algumas pessoas diferentes. São ou foram alunos do Heipo, pois, desde que a gente possa sorrir, desde que cada um de nós ande, mexa-se, movimente-se e gesticule; desde que cada um de nós esteja e sinta-se vivo e creia e invista na vida, e admire-se da riqueza da sua interioridade, e admire toda a harmonia da multidão de elementos externos, já estamos em poder de uma alma, da alma do Heipo.

 

Desde o momento em que cada um de nós semeie e cultive a semente da bondade no jardim ou na horta da própria casa, no trabalho e nas ruas da vida, colheremos mais tarde os frutos e faremos render os talentos da nossa personalidade.

 

Este dom, esta qualidade, este Heipo é pouco conhecido, ou melhor, pouco cultivado, pouco alimentado, por isso talvez esteja enfraquecido. Mas ele pode, de novo, ser alimentado, crescer e entrosar-se na nossa vida.

 

Na horta da vida, os pepinos, as abóboras e os abacaxis crescem mais rapidamente e nem precisam de cuidados especiais.

 

Pepino é um alimento de difícil digestão. Os pepinos são as preocupações inúteis da nossa vida.

 

Os abacaxis são frutos das decisões tomadas pela escolha dos atalhos despersonalizantes, que como erva daninha, sufoca o Heipo.

 

Na horta da nossa vida, reclamamos que poucos moranguinhos produzimos. Dá muito trabalho cultivá-los. Mas é ótima sobremesa.

 


O Heipo é o moranguinho da nossa vida.

 

Nós experimentamos em nossa própria vida que somos corpo e alma, matéria e espírito.
 
A ambição do Heipo é harmonizar estas potencialidades, unificando e vivenciando, com arte, o que de melhor existe em nós, como capacidades latentes, possíveis de serem realizadas.

 

O Heipo deseja amar, porque encontrou no amor, a essência da vida.
 
É na prática deste princípio que se encontram as leis da superação da nossa humanidade em direção à maneira de ser definitiva como herdeiros dos céus.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 31/01/2016

269.- Eternidade. És uma alma imortal e te destinas à eternidade.





 “És uma alma imortal

e te encaminhas para coisas

cada vez mais grandiosas

e elevadas”.

(Ramacharate ou Yoga Ramacháraca

é um conjunto de ensinamentos

sobre a filosofia Yogue  Oriental).

 

 

Não é a morte que deve ocupar

ou despertar preocupações.

 

É a alma da vida,

é a vida da alma,

a questão.

 

Não convém

ser desconhecido

de nós mesmos.

 

Fomos chamados à vida.

Estamos jogando

no time principal, dos vivos.

 

Temos de fazer gols

e dar shows.

 

Se alguém perguntar algo

temos que dar as respostas certas.

 

Queremos revelar a riqueza

do mundo espiritual,

quase comparando

com a pobreza

das riquezas materiais.

 

És uma alma imortal

e te encaminhas para coisas

cada vez mais grandiosas e elevadas.


O pensamento acima pertence

à cultura oriental.

 

O povo oriental caracteriza-se

pelo cultivo da sabedoria espiritual,

muito, muito mais do que nós,

ocidentais, atraídos mais

pela cultura material.

 

Sabemos que quando pensamos

e raciocinamos, estamos usando

a faculdade natural da razão,

localizada no cérebro.

 

Quando queremos falar

sobre espírito, fé, alma, eternidade,

quase todos nós encontramos dificuldades.

 

É difícil enfrentar estas questões,

por serem profundas e diferentes

das questões rotineiras e superficiais.


E são difíceis e profundas

porque não estamos familiarizados

com a verdade,

de que somos ainda

muito superficiais.


A cultura do oriente

é milenar.

 

A cultura do povo ocidental

é nova, ainda rebelde,

na fase da adolescência.

 

A nossa característica ocidental

é mais de desconhecimento,

do que de rejeição.

 

Até admiramos os orientais,

mas a meditação, ioga, silêncio,

não se encaixam em nossas preferencias.

 

Mas não vamos desistir.


Não é próprio do ser humano desistir

diante de situações complicadas.


O que existe fora de nós

provoca ou sugere

ações internas de reflexão

e busca de explicações,

atitudes próprias do ser inteligente,

que tenta ler o que há dentro das coisas.

 

Por mais que nos esforcemos,

continuaremos com sede e insatisfeitos,

porque não vamos lá

onde está a fonte da água pura.

 

Dentro das coisas estão escondidas,

as fórmulas, as senhas,

que o Criador usou para criá-las.


É nossa tarefa

procurar decifrar as

senhas ou códigos divino.


E, bem lá no fundo,

lá até onde sonhamos chegar,

estão escondidos os traços

da nossa hereditariedade eterna

e da personalidade do nosso Pai.

 

Há um caminho a percorrer,

e o preço a pagar.

 

É um caminho de purificação,

buscando a fonte da pureza.

 

No caminho, esvaziar-se,

descartar o lixo e o luxo.

 

Subidas, descidas,

perseverança

na procura silenciosa

da sintonia fina.

 

Atenção com os olhares,

com a audição,

decifrando no barulho,

as vozes do espírito santo.

 

Direcionando a sensibilidade

para a percepção e discernimento

dos valores permanentes.

 

E entre tantas atrações,

convites e distrações,

escolher claridade,

luzes verdadeiras.

 

E neste caminho,

fazer parceria com o silêncio

para encontrar nobreza no andar,

coragem e força para agir.

 

E assim, unificados e espiritualizados,

alcancemos a eternidade.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 11/11/2016.

eneaspb@gmail.com

 

Publicado no Blog Heipo World em 31/01/2016 atualizado e publicado no Facebook em 11/11/2016. Atualizado e republicado no FACE em 14/06/2024.

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