domingo, 31 de janeiro de 2016

270.- Heipo. Manifestações da personalidade do Heipo.



 

O viver, o sentir, o saborear, o degustar, o admirar, o contemplar, adorar, confiar, esperar, crer, amar, dançar, cantar, pular, correr, subir nas árvores, são manifestações do ser humano que está vivo e em movimento.

 

Correr de terno social, andar na chuva, dar risadas à vontade, jogar, brincar, pescar, assobiar imitando os pássaros, brincar com o cachorro, admirar os peixes no aquário, são manifestações do ser humano que tem alma e que por isso, se sente feliz.

 

Por isso contagia e desperta inveja.

 

São expressões externas dos valores internos, valores permanentes, essenciais, gratuitos, escolhidos a dedo, cultivados na horta do fundo de casa.

 

Todas estas atitudes e comportamentos estão na esfera do ser da personalidade do Heipo.

 

O Heipo sonha em não deixar sem presença e sem amparo e sem motivação, a sua própria pessoa e as pessoas que estão caminhando pertinho, ao lado.

 

De que adianta sentir-se realizado se ao olhar para o lado, nos lares dos nossos irmãos, a felicidade ainda não palpita?

 

Estes questionamentos e estas qualidades estão na raiz e na essência da razão de existir.

 

É aqui que o Heipo se manifesta ou quer ardentemente manifestar-se.

 

Se não está ainda ativo, talvez esteja dormindo ou semiacordado, ou talvez sonhando, mas deseja libertar-se, sair da atrofia, do cômodo conforto da inércia.

 

O Heipo acorda,

renasce,

na sensibilidade,

na tomada de consciência

deste elemento coexistente

no coração da

própria vida:

o dom da Vida
 foi dado a todos.

 

 

É esta a realidade,

 é este o dom que ilumina

o chão onde pisamos.

 

Não é isto que procuramos:

dar sentido ao caminhar

e à vida que somos?

 

 

Ativar a vida.

Fazer a vida vibrar.

 

Talvez a complicação ou confusão ou emaranhado de coisas em que estamos submergidos esteja atrapalhando a visão daquilo que é invisível.
 

O que queremos, de fato, verdadeiramente é dar expressão à nossa alma, revelar o filho do eterno que está guardado, dormindo dentro de nós.

 

Talvez a simplicidade já se foi.

Talvez a espontaneidade não esteja mais por perto.

Talvez o espírito de infância dormiu e não acordou mais ...
 

Talvez o Heipo dê um jeito em tudo isso.

 

Talvez a solução seja simplificar e escolher o que resta e que alimente esta alma de algo mais concreto e comprometedor.

 

É a unificação da nossa materialidade no espiritual, pela aceitação dos princípios e valores da espiritualidade que estamos procurando enraizar.

 

Enxertar a seiva do espiritual nos ramos da nossa vida humana é o desafio que o Heipo está procurando impor-se como filosofia de vida.

 
Deixando de lado a procura e a conquista das qualidades do Heipo, muitos de nós fomos atrás da aparência, das máscaras do fingimento e das etiquetas. 


Nas esquinas da vida, sentimos sem norte e sem sul. Para que lado vamos?


Diante de tantas atrações, desprezamos os valores do Heipo e nos apegamos aos convites das propagandas. 


E daí encontramos

as ilusões,

as decepções,

a mentira pela promessa

de que alcançamos bens.

 


Bens fracos,

não resistentes

às batalhas da vida.

 

Complete a sua maquiagem, colocando um sorriso nos teus lábios e um brilho no teu olhar. 


As inteligências trabalham

para aperfeiçoar o que é imperfeito. 


É dever e responsabilidade da humanidade, aperfeiçoar e terminar a obra do Universo. 


O mundo é um jardim no qual somos os administradores e jardineiros. 


É nossa a responsabilidade de embelezar e terminar a obra iniciada pelo nosso Pai no início da criação. 


Já se passaram milhões de anos. E temos tempo ainda pela frente para dar continuidade neste processo evolutivo.

 

O Heipo não é da família dos preguiçosos,

dos desmotivados, dos desgraçados,

isto é, dos sem graça.

 

É da família

dos que acham graça de tudo

ou de quase tudo.

 

Achar graça

é ler a vida no caderno de caligrafia

e linhas do caderno de música,

e nas estrofes da poesia,

e lá onde reside o bom humor,

e as verdades que libertam e aliviam.

 

Interprete o teu verdadeiro papel

com a originalidade

que o Heipo sugere.

 

Darás shows fantásticos,

pois estarás vivendo,

e interpretando já,

um personagem do futuro,

divinizado.

 

É de fato, filho(a) do Pai dos céus.

O Pai que comunicou promessas

de eternidade para seus filhos.

 

Nosso Pai é um ser Substantivo. Substantivo Próprio. Substantivo Pessoal. Não é abstrato, nem teoria.  Ele é o supremo Cientista e o mais perfeito Artista. O mais perfeito Pai.

 

Vamos, Heipo.

Vamos andando,

com charme, entusiasmo e vibração,

pois que já é vencedor,

mesmo não estando segurando

e levantando troféus,

mesmo não sendo aplaudido

pelos outros teus irmãos.

Mas estás sob o olhar

e a proteção do Paizão dos céus.

 

Na vida, percebemos algumas pessoas diferentes. São ou foram alunos do Heipo, pois, desde que a gente possa sorrir, desde que cada um de nós ande, mexa-se, movimente-se e gesticule; desde que cada um de nós esteja e sinta-se vivo e creia e invista na vida, e admire-se da riqueza da sua interioridade, e admire toda a harmonia da multidão de elementos externos, já estamos em poder de uma alma, da alma do Heipo.

 

Desde o momento em que cada um de nós semeie e cultive a semente da bondade no jardim ou na horta da própria casa, no trabalho e nas ruas da vida, colheremos mais tarde os frutos e faremos render os talentos da nossa personalidade.

 

Este dom, esta qualidade, este Heipo é pouco conhecido, ou melhor, pouco cultivado, pouco alimentado, por isso talvez esteja enfraquecido. Mas ele pode, de novo, ser alimentado, crescer e entrosar-se na nossa vida.

 

Na horta da vida, os pepinos, as abóboras e os abacaxis crescem mais rapidamente e nem precisam de cuidados especiais.

 

Pepino é um alimento de difícil digestão. Os pepinos são as preocupações inúteis da nossa vida.

 

Os abacaxis são frutos das decisões tomadas pela escolha dos atalhos despersonalizantes, que como erva daninha, sufoca o Heipo.

 

Na horta da nossa vida, reclamamos que poucos moranguinhos produzimos. Dá muito trabalho cultivá-los. Mas é ótima sobremesa.

 


O Heipo é o moranguinho da nossa vida.

 

Nós experimentamos em nossa própria vida que somos corpo e alma, matéria e espírito.
 
A ambição do Heipo é harmonizar estas potencialidades, unificando e vivenciando, com arte, o que de melhor existe em nós, como capacidades latentes, possíveis de serem realizadas.

 

O Heipo deseja amar, porque encontrou no amor, a essência da vida.
 
É na prática deste princípio que se encontram as leis da superação da nossa humanidade em direção à maneira de ser definitiva como herdeiros dos céus.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 31/01/2016

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