O
viver, o sentir, o saborear, o degustar, o admirar, o contemplar, adorar,
confiar, esperar, crer, amar, dançar, cantar, pular, correr, subir nas árvores,
são manifestações do ser humano que está vivo e em movimento.
Correr
de terno social, andar na chuva, dar risadas à vontade, jogar, brincar, pescar,
assobiar imitando os pássaros, brincar com o cachorro, admirar os peixes no
aquário, são manifestações do ser humano que tem alma e que por isso, se sente
feliz.
Por
isso contagia e desperta inveja.
São
expressões externas dos valores internos, valores permanentes, essenciais, gratuitos,
escolhidos a dedo, cultivados na horta do fundo de casa.
Todas
estas atitudes e comportamentos estão na esfera do ser da personalidade do Heipo.
O
Heipo sonha em não deixar sem presença e sem amparo e sem motivação, a sua
própria pessoa e as pessoas que estão caminhando pertinho, ao lado.
De que
adianta sentir-se realizado se ao olhar para o lado, nos lares dos nossos
irmãos, a felicidade ainda não palpita?
Estes
questionamentos e estas qualidades estão na raiz e na essência da razão de
existir.
É aqui
que o Heipo se manifesta ou quer ardentemente manifestar-se.
Se não
está ainda ativo, talvez esteja dormindo ou semiacordado, ou talvez sonhando,
mas deseja libertar-se, sair da atrofia, do cômodo conforto da inércia.
O Heipo acorda,
renasce,
na sensibilidade,
na tomada de consciência
deste elemento coexistente
no coração da
própria vida:
o dom da Vida
foi dado a todos.
É esta a realidade,
é este o dom que ilumina
o chão onde pisamos.
Não é isto que procuramos:
dar sentido ao caminhar
e à vida que somos?
Ativar a vida.
Fazer a vida vibrar.
Talvez
a complicação ou confusão ou emaranhado de coisas em que estamos submergidos
esteja atrapalhando a visão daquilo que é invisível.
O que
queremos, de fato, verdadeiramente é dar expressão à nossa alma, revelar o
filho do eterno que está guardado, dormindo dentro de nós.
Talvez
a simplicidade já se foi.
Talvez
a espontaneidade não esteja mais por perto.
Talvez
o espírito de infância dormiu e não acordou mais ...
Talvez
o Heipo dê um jeito em tudo isso.
Talvez
a solução seja simplificar e escolher o que resta e que alimente esta alma de
algo mais concreto e comprometedor.
É a
unificação da nossa materialidade no espiritual, pela aceitação dos princípios
e valores da espiritualidade que estamos procurando enraizar.
Enxertar
a seiva do espiritual nos ramos da nossa vida humana é o desafio que o Heipo
está procurando impor-se como filosofia de vida.
Deixando de lado a procura e a conquista das qualidades do Heipo, muitos de nós fomos atrás da aparência, das máscaras do fingimento e das etiquetas.
Nas esquinas da vida, sentimos sem norte e sem sul. Para que lado vamos?
Diante de tantas atrações, desprezamos os valores do Heipo e nos apegamos aos convites das propagandas.
E daí encontramos
as ilusões,
as decepções,
a mentira pela promessa
de que alcançamos bens.
Bens fracos,
não resistentes
às batalhas da vida.
Complete
a sua maquiagem, colocando um sorriso nos teus lábios e um brilho no teu
olhar.
As inteligências trabalham
para aperfeiçoar o que é imperfeito.
É dever e responsabilidade da humanidade, aperfeiçoar e terminar a obra do Universo.
O mundo é um jardim no qual somos os administradores e jardineiros.
É nossa a responsabilidade de embelezar e terminar a obra iniciada pelo nosso Pai no início da criação.
Já se passaram milhões de anos. E temos tempo ainda pela frente para dar continuidade neste processo evolutivo.
O Heipo não é da família dos preguiçosos,
dos desmotivados, dos desgraçados,
isto é, dos sem graça.
É da família
dos que acham graça de tudo
ou de quase tudo.
Achar graça
é ler a vida no caderno de caligrafia
e linhas do caderno de música,
e nas estrofes da poesia,
e lá onde reside o bom humor,
e as verdades que libertam e aliviam.
Interprete o teu verdadeiro papel
com a originalidade
que o Heipo sugere.
Darás shows fantásticos,
pois estarás vivendo,
e interpretando já,
um personagem do futuro,
divinizado.
É de fato, filho(a) do Pai dos céus.
O Pai que comunicou promessas
de eternidade para seus filhos.
Nosso
Pai é um ser Substantivo. Substantivo Próprio. Substantivo Pessoal. Não é
abstrato, nem teoria. Ele é o supremo Cientista e o mais perfeito
Artista. O mais perfeito Pai.
Vamos, Heipo.
Vamos andando,
com charme, entusiasmo e vibração,
pois que já é vencedor,
mesmo não estando segurando
e levantando troféus,
mesmo não sendo aplaudido
pelos outros teus irmãos.
Mas estás sob o olhar
e a proteção do Paizão dos céus.
Na
vida, percebemos algumas pessoas diferentes. São ou foram alunos do Heipo, pois,
desde que a gente possa sorrir, desde que cada um de nós ande, mexa-se,
movimente-se e gesticule; desde que cada um de nós esteja e sinta-se vivo e
creia e invista na vida, e admire-se da riqueza da sua interioridade, e admire
toda a harmonia da multidão de elementos externos, já estamos em poder de uma
alma, da alma do Heipo.
Desde
o momento em que cada um de nós semeie e cultive a semente da bondade no jardim
ou na horta da própria casa, no trabalho e nas ruas da vida, colheremos mais
tarde os frutos e faremos render os talentos da nossa personalidade.
Este
dom, esta qualidade, este Heipo é pouco conhecido, ou melhor, pouco cultivado,
pouco alimentado, por isso talvez esteja enfraquecido. Mas ele pode, de novo,
ser alimentado, crescer e entrosar-se na nossa vida.
Na
horta da vida, os pepinos, as abóboras e os abacaxis crescem mais rapidamente e
nem precisam de cuidados especiais.
Pepino
é um alimento de difícil digestão. Os pepinos são as preocupações inúteis da
nossa vida.
Os
abacaxis são frutos das decisões tomadas pela escolha dos atalhos
despersonalizantes, que como erva daninha, sufoca o Heipo.
Na
horta da nossa vida, reclamamos que poucos moranguinhos produzimos. Dá muito
trabalho cultivá-los. Mas é ótima sobremesa.
O Heipo é o moranguinho
da nossa vida.
Nós
experimentamos em nossa própria vida que somos corpo e alma, matéria e
espírito.
A ambição do Heipo é harmonizar estas potencialidades, unificando e
vivenciando, com arte, o que de melhor existe em nós, como capacidades
latentes, possíveis de serem realizadas.
O Heipo
deseja amar, porque encontrou no amor, a essência da vida.
É na prática deste
princípio que se encontram as leis da superação da nossa humanidade em direção
à maneira de ser definitiva como herdeiros dos céus.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 31/01/2016
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