sábado, 30 de janeiro de 2016

266.- Alma. O mundo tem alma?




A pessoa humana

é uma potência

porque é possuidora

do espírito e da alma.



Dentro da alma

e na alma amadurece

cresce e evolui

um jeito todo novo de ser.



Somos uma potência,

sim, pela capacidade espiritual

e pela alma que nos habita.



Temos consciência

de que somos um eu,

que sou um espírito ou uma alma.



Eu 
estou neste mundo.


Vivo. Respirando.


Consciente.


Sei disso.


Experimento isso.



Eu tenho o poder

de afirmar:

Eu sou.

Eu sou eu.



       Esta minha capacidade

de me reconhecer

como um ente,

um ser,

me diz que tenho alma.




Sou consciente

da vida

que há em mim.




Sou um ser vivo,

por isso ouso dizer:

tenho uma alma.

Sou uma alma.



Ocupo-me

e invisto nesta realidade.



É diferente dizer:

não sou uma alma.

Não sei o que é alma.

Não sei dizer se tenho alma.

Não sei o que é isso.

Não sei experimentar

nem perceber o que seja.



O mundo

no qual estamos vivendo

está sendo construído,

está sempre em evolução.



Porém, não deixamos de olhar

que este mundo

também está sendo explorado

e deformado, poluído

e talvez até mesmo, destruído.




E agora, aparece a pergunta:

será que o mundo tem alma?




E se o mundo tem alma

e está em situação de risco,

a pessoa humana

não está também

com a sua alma

entrando

num processo de contaminação

ou até mesmo de extinção?



Se tiver,

estamos cometendo um crime coletivo,

estamos cometendo assassinato,

pois que o mundo tem movimento

e está vivo.



É um ser vivo,

pois está cheio de vegetais vivos,

animais vivos, pessoas vivas.



Tem até água viva.



Mas, a água está ficando suja.

A água que tomamos.

A água com a qual tomamos banho.



O mar e o espaço

já estão com muito lixo.


O ar está contaminado. 

O ar que respiramos

e nos mantém vivos

está nos envenenando.



A terra

está perdendo

seus nutrientes.



Muitas aves e animais

estão desaparecendo.



Sentimos

nas catástrofes

sinais e avisos

deste desequilíbrio.



Mas é a pessoa humana

a responsável por estes desequilíbrios.



E agora, cabe mais uma pergunta:

é o mundo que deixou sua alma esfriar

ou morrer?

Ou é a pessoa humana,

que já sem alma,

ou vivendo como se não a tem,

está se suicidando?




Se o mundo tem alma,

onde está a alma do mundo?



Não tem lógica nenhuma

dizer que o mundo tem alma.



Mas vamos refletir um pouco mais.




A primeira impressão que temos

nos faz dizer:

o mundo tem alma sim,

mas não está se manifestando.



Se o mundo não tem alma,

não é mundo.


Se não tem alma,

não vive.


Sem alma

o mundo é uma coisa bruta.


Se o mundo não tem alma,

nós, que vivemos dentro dele,

acabamos por extensão,

nos comportando

como se não tivéssemos alma.




Este mundo,

este planeta Terra

tem que ter alma.




O mundo

é um ser vivo.


Se for vivo, tem alma.




Nada vive sem alma,

respondemos.



Se este mundo tem alma,

onde está a palpitar?



Não vemos a alma.



Ela é de uma substância invisível.



Mas, se é invisível,

vemos as manifestações.



Onde vemos as manifestações do mundo

que revelem que ele tem alma?


Talvez tivesse.



Será que este mundo

no qual vivemos

tinha alma?



Se teve perdeu-a.

Se a perdeu, onde,

como,

porque e quando

foi perdida?




Como o ar

que faz falta

provoca a morte,

a falta da alma

provoca a morte do mundo.



 Nem que tenhamos que morrer,

empenhemo-nos

em devolver a alma ao mundo.



Sonhemos fazer reviver

o coração deste mundo

que já teve grandes momentos

porque tinha grande alma.




Este mundo

precisa de novo

erguer os braços para os céus.



É de lá

que podem vir germens e sementes

de almas novas.



É do céu que virá esta qualidade,

esta marca da misericórdia,

da sensibilidade

diante dos problemas

desta humanidade

acampada na terra,

sedenta de pão,

carente da justiça dos irmãos.



Mais do que uma alma histórica

é de uma alma proativa,

ousada

que se exponha

gritando

pela busca dos problemas

que tem solução.




Uma nova alma revigorada,

para o mundo de hoje,

tem que nascer

ou teremos que recriá-la.



A frieza,

a apatia,

a indiferença é tanta

que já nos acostumamos

com as estatísticas dos mortos

provocados pela fome, pela guerra,

pelo suicídio, assaltos,

pelo descaso com a saúde,

e principalmente, com a educação

e pelo ideal da fraternidade universal.



Esta na cara

que o mundo tem alma,

e está sofrendo as consequências

da falta da alma

das pessoas

que estão dentro do mundo.




Então,

teremos que ir atrás

de mais alguns textos

que nos ajudem a recuperar

a vitalidade da alma.



Segue no próximo texto.





Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 10/11/2016




Leia outros textos:





Nenhum comentário:

Postar um comentário