segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

261.- Olhar. Alo compadre e comadre que cuida dos meus olhos.

Alô compadre, alô comadre, bom dia, boa semana, bom mês, bom ano.


Como vai? Tudo bem com você?


Podemos conversar? Você tem tempo para me escutar (ler)?
 
Hoje quero conversar com você que cuida da minha vista, que cuida da vista dos outros.
 

Gostaria de valorizar esta sua profissão, pois você colabora muito, muito mesmo para muita gente poder visualizar melhor as belezas da vida.

 
Como gosto de enxergar bem, principalmente aquilo que atrai, aquilo que é belo, aquilo que é bonito ou bonita.
 
Como valorizo a profissão dos cuidadores dos olhos.
 
O próprio Jesus Cristo curou muitos cegos na sua época, e Ele disse também: “Quem não ama sua irmã ou seu irmão a quem vê, não poderá amar o Deus Pai que não vê”.
 
Eu quero amar a irmã e o irmão que vejo. E, parece-me que quanto melhor eu ver, tanto mais amarei, pois verei com maior clareza, maior nitidez, os detalhes, os traços de beleza, a forma, as curvas, as atrações das obras de arte.
 
É uma gostosura mesmo, a gente poder ver. Ver bem.
 
Que espetáculo, que grande dom.
 
Quantas belezas.
 
Como é extraordinário a gente existir e poder ver quantas criaturas diferentes existem, quantas cores, valores.
 
Que beleza a gente existir e perceber que tem olhos e poder ver tudo ... quase tudo... ver perto, ver longe. Fechar os olhos, memorizar, abrir os olhos, e ver de novo, tanto e quanto quiser ver, aquilo ou aqueles ou aquelas que gostamos de ver.
 
Que bom também a gente ter pernas para andar e ir atrás das paisagens ambulantes que, harmoniosamente intercalam passos balanceados, harmoniosos, charmosos.
 
Como é bom apoderar-se com os olhos, pairar acima com o olhar, olhar de frente, e discursar mentalmente aquilo que palavras não dizem: encantar-se.
 
Como é bom participar das cores e tons, entrar no palco dos vivos e belos.
 
Como e gratificante fazer parte deste universo todo que expõe nas vitrines da vida, as pessoas, a natureza, cores, tamanhos, modelos.
 

Como é bom ter olhos e sentir a importância deles bem na frente, em nossa testa, facilitando o andar e disponibilizando a visualização do movimento e da vida.
 
Como os olhos são úteis.
 
Como é bom ter olhos perfeitos e assim poder ser útil.
 
Como é gostoso saber que você é perfeita(o), porque tens olhos ativos, atentos, percebendo tantas e tantas obras de arte onde direciona teu olhar.
 
Como é bom contribuir com a vida dos olhos, para a vida.
 
Como é grande o gesto e a profissão de quem se coloca a serviço dos olhos da humanidade.
 
Eu quero ver bem. Quero que você, profissional dos olhos, cuide bem dos meus olhos e dos olhos dos outros meus irmãos e amigos.
 
Quero ver vida no rosto das pessoas.

         Quero ver brilho nos teus olhos,

suavidade em seu olhar.

Quero ver teu rosto completo

        onde o olhar, a simpatia,

a serenidade

estejam estampados

             expressando alegria.

Quero ver em ti
                      um panorama de pureza
         e elegância.
 

Quero ver sorrisos encantadores,

ternura, afeto e atenção.

 

Quero ver em ti

e em todas as mulheres,

obras de arte

executadas pelo supremo Artista,

Criador de tudo o que é belo,

nos céus e na Terra.

 

Para que eu possa olhar bem, preciso ter bons olhos.

 

Tendo bons olhos posso olhar, e, olhando, posso agradecer porque tenho olhos.

 

É para isso que quero usar meus olhos:

para ver valores,

valores de perto e de longe.

Ver onde meus pés pisam

e ver as estrelas lá longe,

no céu, a piscar para mim.

 

Sinto-me grato aos cuidadores dos meus olhos, aos meus pais e ao meu Deus Criador, pelos meus olhos e pela consciência que tenho de todos estes valores sem os quais não adiantaria ter olhos.

 

Quero usar meus olhos para admirar, para agradecer e garimpar valores.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 07/06/2016.

 
 

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