quarta-feira, 29 de junho de 2016

310.- Família. Ninguém se sentirá completo sem uma família completa.




  Por família entenda-se 
uma mulher, um homem, 
e um ou uns filhos. 

Os parentes mais próximos 
também fazem parte da família. 
Alegram-se ou entristecem-se. 
Vibram com as vitórias 
e sofrem com os sofrimentos 
dos filhos, filhas, genros ou noras.

Você, mulher, sozinha, é incompleta.

Você, homem, sozinho, é incompleto.

Uma família é composta por duas, 
três ou mais pessoas.

Uma família iniciada 
jamais deverá ser desfeita, 
porque se for, alguém crescerá imperfeitamente.

Alguém que veio de uma família imperfeita
sonha com uma família perfeita.

Alguém que veio de uma família perfeita
não deve, jamais, 
repetir erros de famílias desfeitas.

Não importa se a família é oficial, 
casada na Igreja, documentada em cartórios.

Família é natural. 
É a vida de duas ou mais pessoas juntas, 
independente de registros ou documentos.

Família é a base da sociedade. 
É a maneira natural dos humanos 
crescerem e viverem em clima de felicidade, 
de harmonia, de convivência alegre, 
clima ideal para o equilíbrio 
e desenvolvimento da personalidade dos filhos.

O mundo externo, algumas pessoas 
que não fazem parte da família, 
podem influenciar a solidez 
e a permanência da família, 
por ser infeliz ou por não ter tido 
a felicidade de ter uma família completa. 
Por vingança inconsciente, 
pode interferir no desmoronamento da família.

Não permita que o teu egoísmo, 
teu individualismo tome rumos diferentes 
da natureza do ser humano: 
viver em família.

Não permita que o teu egocentrismo escolha, 
por conforto, por comodismo, 
por interferência de terceiros, 
por pressões da sociedade, 
por pressões de pessoas desequilibradas 
e desajustadas socialmente, te influenciem.

Tome por exemplo os seus pais, 
se o casamento deles perdura até hoje.

Não se espelhe nos exemplos 
de outros membros da tua grande família, 
caracterizada pelo sobrenome, 
que tiveram a infelicidade 
de romperem alianças, r
omperem compromissos pessoais e sociais.

Se quiser, analise a situação e condição de vida de pessoas próximas, separadas e avalie como está a estrutura desta família ou como estão os filhos destes casais. Não há unidade. Não há alegria viva quando acontecem encontros festivos. Há sim, frustrações, sofrimentos. Sentem-se partidos por dentro, infelizes, com sorrisos falsos em seus rostos. Não há brilho no olhar ...

Não há alegria completa 
fora da estrutura familiar.

Mesmo que um dos dois tenha cometido atos de infidelidades, sem analisar as razões que possam justificar ou não tais rompimentos de fidelidade, seja quem for, merece ser perdoado.

Este processo de perdão pode ser lento e doloroso, mas deve ser enfrentado com dignidade, com determinação, com o objetivo de ajudar a recuperar a integridade.

Só o perdão traduzido em atitudes de entrega, de não julgamento, de não rejeição poderá reatar, refazer a unidade da família.

Veja os exemplos dos casamentos que perduram. Procure dialogar com seus pais, tios, primos, parentes e amigos próximos, como eles tem superado as constantes dificuldades e ainda continuam juntos, cada vez mais fortes, mais auxiliares um do outro do que críticos.

Não são defeitos que devemos procurar nos outros, mas juntos, devemos procurar superar e aperfeiçoar as atitudes de VIDA A DOIS. Não são dois egoísmos a serem cultivados. São duas vidas que devem ser construídas numa única vida.

Quando acontece ou quando se define, se escolhe viver juntos, não são mais princípios egoísticos que devem prevalecer. Não é mais o que eu gosto de fazer que deve ser buscado, mais sim, o que nós precisamos pensar, buscar e fazer para vivermos bem, como sócios, na construção e manutenção da nossa família.

É muito fácil destruir uma família. Amargas são as consequências para todos os membros da família, principalmente para os filhos, os mais vulneráveis.

Filhos de famílias desestruturadas tenderão, mais tarde, a trilhar os mesmos caminhos dos pais separados, a não ser que alguém tome consciência e decida mudar os rumos da história, fazendo o heroico esforço de manter a todo custo, a base familiar, condição de normalidade para o ser humano crescer equilibrado, respeitando e cultivando os valores da unidade, da harmonia e da paz.

Eneas Paulo Budel Bogucheski

29/06/2016

eneaspb@gmail.com 41 98854 5166

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

309.- Comunicação. Avaliando os meios de comunicação.


 

Vamos fazer uma análise crítica sobre os pontos positivos e negativos dos meios de comunicação que temos em nossas mãos a todo instante.

 

A televisão entrou dentro da nossa casa, da cozinha, quarto, sala, banheiro, área de lazer, churrasqueira.

 

       A televisão trouxe o mundo e o imundo para dentro da nossa casa e dos nossos aposentos.

 

A televisão era considerada a Deusa cinzenta. Hoje está mais sofisticada, é a Deusa Colorida.

 

       A ela prestamos culto o dia todo e quase a noite toda.

 

Todas as classes sociais possuem televisão. Uma ou várias televisões.

 

Não sabemos mais viver sem TV.

 

E está quase sempre ligada, mesmo que estejamos fazendo outras coisas.

 

Não importa o conteúdo.

 

O barulho é necessário.

 

O barulho despersonaliza.

 

O silêncio é necessário para a pessoa estar consciente e alerta, refletindo, pensando e tomando decisões.

 

Se a pessoa não tem tempo para ficar só, em silêncio, está sendo absorvida, tomada, engolida pela avalanche de comunicação na qual estamos envolvidos.

 

Poderíamos perguntar se o nosso pensamento não está ficando igual ao de todos os outros?

 

Não conversamos sobre os mesmos assuntos, todos os dias, dependendo das noticias que estão sendo veiculadas?

 

Se sim, então nosso pensamento está sendo controlado ou está sendo canalizado para tal foco.

 

Estamos ou não estamos sendo manipulados?

 

Não é mais a minha visão de mundo. É a nossa visão de mundo que nos faz iguais. 

 

Nós pensamos o que todo mundo pensa.

 

E você começa a me criticar, pois não concorda com o que estou dizendo. Não se precipite. Aguarde para fazer um julgamento mais completo, daqui um pouco.

 

Nossa natureza mental não é científica. Ela é natural. É a-crítica, isto é, não consegue avaliar o que está por detrás das propagandas e dos programas.

 

A maioria da população não conhece quase nada sobre ideologia, sobre manipulação, sobre exploração, sobre consumismo, sobre egoísmo, egocentrismo, individualismo, cobiça, ganância, vaidade, ânsia de poder...

 

Os especialistas sobre meios de comunicação estudam forças, equilíbrios e desequilíbrios da pessoa humana. Por exemplo, nas propagandas, as imagens e as falas das mensagens procuram despertar nas pessoas, nos consumidores, o instinto de poder, a vaidade, o orgulho ...

 

Um grande numero de propagandas são feitas em um volume mais alto, gritado, e rápido, com fundo musical escolhido. O barulho impede-nos de racionar. O acúmulo de ruído também nos impede de raciocinar. E o mundo de hoje é barulhento, planejado propositalmente.

 

A avalanche de comunicações prontas nos tornam preguiçosos para pensar e para reagir.

 

A televisão é a maior fábrica de pessoas passivas.

 

O conforto nos transforma em preguiçosos para pensar e para agir. O que vemos e assistimos passivamente na TV são criações, esforços de criadores, de pensadores. Nós somos apenas consumidores. Para nós, é cansativo pensar. Eles, então, alcançam sucesso na vida. Nós ficamos com o imerecido repouso, como consumidores passivos.

 

 Observe como você gosta de assistir TV: espichado, esparramado confortavelmente no seu sofá ou na sua cama.

 

Pergunto: você prefere assistir TV ou ler um livro?

 

Ler um livro sugere um local mais quieto. Ler um livro sugere ir até à Livraria, Biblioteca ou prateleira da tua casa. Ler um livro faz você pensar, fazer associações, avaliar, criticar. Ih!... mexe com o bicho preguiça. Desisto!

 

E, diante da Tv, tenho opções. Posso assistir um Documentário Histórico para atualizar-me e continuar evoluindo ou qualquer outro tipo de programa, para passar o tempo, distrair-me ou divertir-me.

 

E a Internet, Computadores, Celulares?

 

São usados muito mais como aparelhos de informação do que de formação. 

 

Aceleraram a vida... Nós, mais idosos não conseguimos mais acompanhar todas as mudanças e transformações que estão ocorrendo.

 

Navegamos com estas ferramentas, mas raramente mergulhamos nas profundezas.

 

 

Internet. Até que ponto a Internet é usada como ferramenta de produtividade, de aquisição de conhecimento?

 

Computador. Interessante perguntar-se porque colocam a Lixeira bem visível, na página de rosto do Computador, na área de trabalho? – Mais interessante deve ser a resposta: para colocar no lixo tudo o que não for relacionada à atividade fim deste instrumento de trabalho, de pesquisa, de aperfeiçoamento.  

 

Celulares. Os celulares aproximaram e distanciaram as pessoas, umas das outras. Aproximaram as mais distantes. Distanciaram as mais próximas.

 

 

 

Alguém falou, alguém escreveu que ‘TI’ não significa somente ‘Tecnologia da Informação’, mas também, ‘Truques de Informações’. Interprete ‘truques’ como manipulações escravizantes, inventadas, planejadas para ocupar o tempo, tirar o tempo das pessoas para que não sejam mais donas de si mesmas.

 

De que adianta ter todas estas novas ferramentas se nos mantém em estado de subdesenvolvimento pessoal e personal? Se nos acomodam? Se nos escravizam? Se nos deixam sem tempo para planejarmos nosso futuro?

 

Somos animais racionais ou animais manipuláveis?

 

Fomos feitos para a estagnação ou para a evolução?

 

De nada nos serve ferramentas novas se forem usadas somente para manter-nos no presente.

 

Ferramentas novas devem abrir portas para o futuro.

 

Estamos tão acostumados e tão absorvidos com as ferramentas novas que nem nos preocupamos com o nosso próprio futuro.

 

Pergunte-se e confirme esta verdade.

 

Estamos sim, no presente.

 

Voltar para o passado é impossível e desnecessário.

 

Viajar ou construir o futuro é possível e é necessário, não dormindo, mas acordados, com a mão no leme da nave, em equipe.

 

Existem leis ou normas proibindo olhar para mais além?

 

Existem leis ou normas incentivando olhar para mais além?

 

Então somos livres para escolher o que nos convém.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 24/06/2016

eneaspb@gmail.com

 

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308.- Evolução. Etapas do crescimento evolutivo.




Funciona mais ou menos assim:
você nasce dependente,
totalmente dependente
dos teus pais.

       Vai crescendo em altura
e conhecimentos.

Vai conquistando
o primeiro grau,
   segundo degrau ...

Ainda dependente do pai e da mãe.

Raras exceções acontecem,
antecipando fases, quando o pai e a mãe
não tem condições de proporcionar estes graus
e a conquistas destes conhecimentos básicos
para a vida.

       Entra para a Universidade
e ao mesmo tempo
para a escola
das dificuldade da vida.


Ainda aqui,
muitos pais e mães
custeiam a aquisição de conhecimentos
e o domínio de alguma profissão aos seus filhos.

Nesta etapa,
grande parte de jovens
e alguns adultos,
já conquistaram independência.

Não dependem mais de ninguém.

       Muitos, muitos ainda,
só conseguem crescer ou evoluir,
após o casamento,
obedecendo ao princípio agregador
ou a Lei: “Deixarás pai e mãe
e se unirá a uma outra pessoa
e os dois serão uma só empresa”.

       A conquista no mercado de trabalho
exige conhecimentos.

A concorrência
para a conquista de uma vaga
no mundo do trabalho, cada vez mais exigente,
seleciona aqueles que possuem no curriculum vitae,
mais alguns graus ou degraus de especialização,
mestrado e doutorado.

E o que vemos? Qual leitura fazemos?

Todo ser humano vem crescendo,
sendo preparado
apenas para ser uma peça
ou uma ferramenta de trabalho.

É preparado
para ser profissional, funcional.

       E agora trago à reflexão o seguinte:
       Somos pessoas humanas
e não ferramentas desumanas.

       A concorrência
nos leva a considerar os outros,
como inimigos.

   No mundo do trabalho,
trabalhamos sós ou em equipe.

       Não deixamos nunca de ser pessoas.

Não deixamos nunca de viver em família.

Não deixamos nunca de ter amor,
consideração, respeito
pelos membros da nossa família
e por nossos parentes próximos,
ou colegas de trabalho.

Vejam como o mundo do trabalho
despersonaliza e desvirtua as pessoas.

Avalie-se.
Faça esta leitura externa.

Perceba
como a cultura do mundo do trabalho
influencia nossa personalidade,
a ponto da nossa consciência
pressionar a ir para o trabalho
mesmo quando uma pessoa familiar
está precisando de ajuda.

Colocamos em primeiro lugar a empresa,
o trabalho, o emprego, em prejuízo
da nossa gostosa e necessária
convivência familiar.


Isso tudo é consequência
do valor que damos ao dinheiro.

A cultura ocidental é materialista
e sofremos as consequências.

Não fomos formados
para os valores da convivência fraterna.

Fomos sim, deformados.
Estamos sendo sim, usados.
E não temos como nos defender.

A lei do egoísmo e do individualismo
se impuseram sutilmente
em nossa cultura ocidental
e nem percebemos
e nem questionamos
que possa ser diferente.

Faltam-nos argumentos
que justifiquem formas diferentes
de comportamentos fraternos,
solidários, de ajuda, de serviço gratuito.

Estamos bem, materialmente.
Estamos mal, humanamente.

Desconhecemos
o princípio de que “é dando gratuitamente
que se recebe gratuitamente”.

Desconhecemos
a lei básica da realização humana
que é sentir-se útil, sem esperar recompensas.

Desconhecemos ou ignoramos
a regra básica
do ‘amar ao próximo
como a nós mesmos’.

Que tipo de formação tivemos?
– Aquela que nos foi imposta pela sociedade.


O tipo de formação
e educação familiar
não teve forças para impor-se,
e hoje sofremos as consequências,
passivamente,
porque nos acostumamos
com as coisas do mundo
devorador de consciências.

Hoje assistimos à passividade.

Não temos forças
nem para raciocinar
nem para argumentar
com as forças da propaganda,
forças dos meios de comunicação,
alienantes.

As corporações
que dominam os meios de comunicação
fazem de nós o que querem
e nem sequer percebemos,
porque não escolhemos
o tipo de educação
que deveríamos ter adotado,
desde a adolescência, até a juventude.

Deem diversão para os jovens
e será fácil enchê-los de drogas
e explora-los.

Deem pão, circo, futebol e samba
para os adultos
e não teremos questionadores.


Que tipo de formação
você está tendo hoje?

O que você lê?
O que você assiste?
Você escolhe os livros
que você quer ler?


Tudo o que os poderosos planejaram
você comeu e bebeu.

E acabou envolvido
só com as coisas daqui,
dos limites e das fronteiras
da Terra.

Você participa
de algum grupo de estudos?

Você sabe para onde está indo?
Você nasceu dependente
dos teus pais.

Você deixou a casa dos teus pais
e se tornou independente.

Você não continuou adquirindo conhecimentos
e foi caindo nas malhas do mundo horizontal.

E se deixou domar
e ficar de novo, dependente.

E está quase acabando.

Você nasce dependente,
totalmente dependente dos teus pais,
e se não despertar a sua consciência,
se não adquirir maturidade humana e cristã,
acabará seus dias em total dependência.

Procure ajuda e orientação
para deslanchar rumo à maturidade
e independência das forças alienantes
e escravizantes que existem no mundo.

Leia os livros do escritor Eckhart Tolle e transforme-se numa pessoa capaz de acordar a sua consciência, percebendo os níveis de evolução que faltam para sermos úteis neste mundo.
Hoje, quem desconhece o conteúdo dos livros do escritor Eckhart Tolle está estacionado no mundo horizontal, não percebe a profundidade, as razões e finalidades da vida, enfim, é um alienado, pronto para ser enterrado.  


Eneas Paulo Budel Bogucheski.

Atualizado em 17/10/2016.

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