quarta-feira, 15 de junho de 2016

305.- Arte de ver, de admirar. Tudo é esplêndido, maravilhoso, espetacular.




Quando olhamos
para a Natureza toda:
ar, agua, florestas, pássaros e animais,
tudo funcionamento como orquestra afinada, 
produzindo, em perfeita harmonia,
o clima bom e possível para a vida eclodir
e evoluir.

 
Quando olhamos
para a grandiosidade do mar
e a sua obediência
em se manter
dentro dos seus limites,
possibilitando vida e alimento
para a humanidade.


Quando olhamos
para as Pessoas de todas as nações,
para a quantidade das pessoas na Terra,
mais numerosas
do que os grãos de areia do mar,
vivendo a partir das riquezas
que a Terra e o mar produzem.

 
Quando olhamos
para a Unidade
e a Organização do Universo,
a função dos Planetas e da Lua,
a influência da Lua na Terra,
nos sentimos importantes,
beneficiados pelas condições de vida
que aqui, nesta Terrinha,
neste pequeno Planeta temos,
em total condições de evoluir
em direção à perfeição.



Quando olhamos
para a imensidão das distancias
entre as estrelas,
quando olhamos
para a quantidade de Galáxias,
ficamos assustados e nos perguntamos:


Quem somos nós
frente a este Universo infinito?


Enxergamos e refletimos
sobre nossa pequenez
e nosso potencial.


Enxergamos e refletimos
sobre nossas função dentro do universo.


Somos como um grão de areia.


Somos como um grão de areia,
conscientes.


Diante do pequeno,
nos sentimos grandes.


Diante da grandiosidade do universo,
não nos sentimos pequenos.


Esquisito!


Diante dos fatos acima,
 o expectador pode ter
ou uma ou outra atitude:

 
A primeira atitude
é de quem olha,
e vê tudo,
com a maior naturalidade do mundo,
sem se comover,
sem se perguntar,
sem se questionar,
sem se importar.


Outra atitude
é a de quem reconhece
o Criador deste Universo todo,
como o Deus Pai, engenheiro do bem,
planejador do melhor,
doando tudo
para a administração das pessoas
dentro dos critérios e fundamentos
que Ele próprio revelou
ou continua revelando.


Nosso papel
de filhos e herdeiros dos bens Dele,
é agir como cientistas,
procurando decifrar os códigos
que Ele escreveu em cada elemento
que há na face da Terra
e dentro do Universo Infinito.


A partir dessa perspectiva,
como admirador
ou como amado e seduzido,
me ponho a bendizer e louvar,
criando hinos e poesias,
orações e declarações:


Que a Terra inteira,
toda Natureza visível,
nos reunamos
com a imensidade dos anjos invisíveis,
e exclamemos juntos: 

Quanta honra!
Quantas bênçãos!



Quem somos nós
para merecer tão grandes
e benéficos presentes!


Não, não é em nós
que devemos focar
o facho de luz
do palco da vida.


É Nele,
no Deus Criador,
Deus Pai,
Deus Trindade Amoroso.


Tu és Perfeito
no que fazes.


Tu tens propósito eternos
nas vossas ações.


Tu és Verdade Absoluta!


Em Ti podemos confiar,
acreditar no que fazes,
no que nos prometes
e no que nos dás.



Diante de Ti
não podemos ter medo;
não devemos ter receios.


Vossa natureza é assim,
exuberante,
explodindo revelações
da vossa infinita bondade.


Tu és assim, bondoso.


Tu es assim: Esplêndido,
maravilhoso, espetacular.


Tu és assim,
humildemente escondido.


Tu és assim,
revela-se, escondendo-se.


Tu és assim:
Impõe-se suavemente.

 
Tu és assim, grande,
camuflado nas coisas simples,
pequenas, mas bem feitas,
             para durar para sempre.

 
Só podes ser Tu,
Deus dos vivos.


Parece que existe em nós
alguma coisa
que nos identifica como deuses.


Este sentimento se fortalece
quando reconhecemos que somos,
na Terra, a espécie mais perfeita,
mais evoluída.


Basta olhar
e trazer para dentro
o que vemos fora.


Olhar, acolher,
refletir e concluir
que Tu és
imagem e semelhança
de tudo o que esperamos de Bom,
para nós e para nosso mundo.


Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 15/06/2016.

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