Funciona mais
ou menos assim:
você nasce dependente,
totalmente dependente
dos teus pais.
Vai crescendo
em altura
e conhecimentos.
Vai
conquistando
o primeiro grau,
segundo degrau ...
Ainda
dependente do pai e da
mãe.
Raras
exceções acontecem,
antecipando
fases, quando o pai
e a mãe
não tem
condições de
proporcionar estes graus
e a
conquistas destes conhecimentos básicos
para a vida.
Entra para a
Universidade
e ao mesmo tempo
para a escola
das dificuldade da vida.
Ainda aqui,
muitos pais
e mães
custeiam a
aquisição de conhecimentos
e o domínio
de alguma profissão aos seus filhos.
Nesta etapa,
grande parte
de jovens
e alguns
adultos,
já
conquistaram independência.
Não dependem
mais de ninguém.
Muitos, muitos
ainda,
só conseguem crescer ou evoluir,
após o casamento,
obedecendo ao princípio agregador
ou a Lei: “Deixarás pai e mãe
e se unirá a uma outra pessoa
e os dois serão uma só empresa”.
A conquista no mercado de trabalho
exige conhecimentos.
A concorrência
para a conquista de uma vaga
no mundo do trabalho, cada vez mais exigente,
seleciona aqueles que possuem no curriculum vitae,
mais alguns graus ou degraus de especialização,
mestrado e doutorado.
E o que vemos? Qual leitura fazemos?
Todo ser
humano vem crescendo,
sendo preparado
apenas para ser uma peça
ou uma ferramenta de trabalho.
É preparado
para ser profissional, funcional.
E agora trago
à reflexão o seguinte:
Somos pessoas
humanas
e não ferramentas desumanas.
A concorrência
nos leva a considerar os outros,
como inimigos.
No mundo do
trabalho,
trabalhamos sós ou em equipe.
Não deixamos
nunca de ser pessoas.
Não deixamos nunca de viver em família.
Não deixamos nunca de ter amor,
consideração, respeito
pelos membros da nossa família
e por nossos parentes próximos,
ou colegas de trabalho.
Vejam como o
mundo do trabalho
despersonaliza e desvirtua as pessoas.
Avalie-se.
Faça esta
leitura externa.
Perceba
como a
cultura do mundo do trabalho
influencia
nossa personalidade,
a ponto da
nossa consciência
pressionar a
ir para o trabalho
mesmo quando
uma pessoa familiar
está
precisando de ajuda.
Colocamos em
primeiro lugar a empresa,
o trabalho,
o emprego, em prejuízo
da nossa
gostosa e necessária
convivência
familiar.
Isso tudo é
consequência
do valor que
damos ao dinheiro.
A cultura
ocidental é
materialista
e sofremos
as consequências.
Não fomos
formados
para os
valores da convivência fraterna.
Fomos sim,
deformados.
Estamos
sendo sim, usados.
E não temos
como nos defender.
A lei do
egoísmo e do individualismo
se impuseram
sutilmente
em nossa
cultura ocidental
e nem
percebemos
e nem
questionamos
que possa
ser diferente.
Faltam-nos
argumentos
que
justifiquem formas diferentes
de
comportamentos fraternos,
solidários,
de ajuda, de serviço gratuito.
Estamos bem,
materialmente.
Estamos mal,
humanamente.
Desconhecemos
o princípio
de que “é dando gratuitamente
que se
recebe gratuitamente”.
Desconhecemos
a lei básica
da realização humana
que é
sentir-se útil, sem esperar recompensas.
Desconhecemos
ou ignoramos
a regra
básica
do ‘amar ao
próximo
como a nós
mesmos’.
Que tipo de
formação tivemos?
– Aquela que
nos foi imposta pela sociedade.
O tipo de
formação
e educação
familiar
não teve
forças para impor-se,
e hoje sofremos
as consequências,
passivamente,
porque nos
acostumamos
com as
coisas do mundo
devorador de
consciências.
Hoje
assistimos à passividade.
Não temos
forças
nem para
raciocinar
nem para
argumentar
com as
forças da propaganda,
forças dos
meios de comunicação,
alienantes.
As
corporações
que dominam
os meios de comunicação
fazem de nós
o que querem
e nem sequer
percebemos,
porque não
escolhemos
o tipo de
educação
que
deveríamos ter adotado,
desde a
adolescência, até a juventude.
Deem
diversão para os jovens
e será fácil
enchê-los de drogas
e
explora-los.
Deem pão,
circo, futebol e samba
para os
adultos
e não
teremos questionadores.
Que tipo de
formação
você está
tendo hoje?
O que você
lê?
O que você
assiste?
Você escolhe
os livros
que você
quer ler?
Tudo o que
os poderosos planejaram
você comeu e
bebeu.
E acabou
envolvido
só com as
coisas daqui,
dos limites
e das fronteiras
da Terra.
Você
participa
de algum
grupo de estudos?
Você sabe
para onde está indo?
Você nasceu
dependente
dos teus
pais.
Você deixou
a casa dos teus pais
e se tornou
independente.
Você não
continuou adquirindo conhecimentos
e foi caindo
nas malhas do mundo horizontal.
E se deixou
domar
e ficar de
novo, dependente.
E está quase
acabando.
Você nasce
dependente,
totalmente
dependente dos teus pais,
e se não
despertar a sua consciência,
se não
adquirir maturidade humana e cristã,
acabará seus
dias em total dependência.
Procure
ajuda e orientação
para
deslanchar rumo à maturidade
e
independência das forças alienantes
e
escravizantes que existem no mundo.
Leia os livros do escritor Eckhart Tolle e transforme-se
numa pessoa capaz de acordar a sua consciência, percebendo os níveis de
evolução que faltam para sermos úteis neste mundo.
Hoje, quem desconhece o conteúdo dos livros do
escritor Eckhart Tolle está estacionado no mundo horizontal, não percebe a
profundidade, as razões e finalidades da vida, enfim, é um alienado, pronto para
ser enterrado.
Eneas Paulo Budel Bogucheski.
Atualizado em 17/10/2016.
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