sexta-feira, 10 de junho de 2016

302.- Fé. O campo da fé é desafio, provocação e respostas aos que duvidam.


 

A dificuldade em falar e escrever sobre a fé transparece na Carta do São Paulo aos Hebreus:

 

A fé é uma posse antecipada do que se espera; um meio de demonstrar as realidades que não se vêem” Hebreus 11.

 

No rodapé da Bíblia de Jerusalém consta uma observação complementar sobre esta afirmação, onde se lê:    

 

A fé é totalmente orientada para o futuro e liga-se somente ao invisível”. 

 

 

A mesma nota afirma ainda que

 

 

“... a fé é um conhecimento seguro sobre as realidades celestes”.

 




Você que tem Bíblia em casa, procure ler todo o Capítulo 11 e 12 da Carta aos Hebreus, que fala sobre a fé. 

 

 

Se você encontra dificuldade para se relacionar com o tema e a realidade da fé, não deixe de ler.  
 
 

 

 

Não deixe de ler, se você acha que não tem fé.  Você se surpreenderá ao conhecer as razões que te afastam de algumas verdades que não tivemos ainda a oportunidade de conhecer.

 

 

Você nunca terá fé se não se relacionar com as realidades que se referem à fé.

 

 

Não perda esta oportunidade colocada aqui, na sua frente, para você ler.

 

 

É na bíblia onde buscamos os exemplos de pessoas que foram provocadas e desafiadas pela força destas duas letras: fé.

 

 

Todo conteúdo da Bíblia são temas relacionadas com a fé.

 

 

Você se lerá, nas linhas e entrelinhas da Bíblica.

 

 

É para você que foram escritas.

 

 

Todo ser humano chamado à Vida, tem que ver se há algo sobre si mesmo, na Bíblia, abrindo as portas para além da morte.

 

 

Transcrevemos algumas linhas da Epístola aos Hebreus, com a intenção de alicerçar nossos próximos passos: 

 

 

A fé é um modo de já possuir o que se espera, isto é, um meio de conhecer as realidades que não se veem”.

 

 

“A fé é a posse antecipada e conhecimento seguro das realidades celestes”.

 

 

O Capítulo 11 da Epístola aos Hebreus contém os fundamentos da nossa fé.

 

 

Leia e medite. Depois, sinta-se desafiado e entre por este caminho.

 

 

Para que o tema que estamos estudando tenha credibilidade e peso científico, inclui alguns pensamentos do sacerdote e cientista Pierre Teilhard de Chardin, a respeito da sua visão sobre a fé.

 

 

Veja como a fé é importante dentro da linha mestra da história, que é a evolução.

 

 

No Livro do escritor J L Poersch: Evolução e Antropologia no espaço e no tempo, síntese do pensamento do sacerdote e cientista Pierre Teilhard de Chardin, encontramos nas páginas 202 e 203 o seguinte conteúdo:

 

 

Uma fé estática ou passiva passará pelo processo de crescimento até tornar-se dinâmica”.

 

 

A fé no nosso Pai Criador, no Cristo, na ressurreição Dele e da nossa,  e na vida eterna já não é apenas uma sutil expectativa e um repouso na esperança, mas deve se transformar num vigoroso apelo para a ação, para o progresso e o desenvolvimento, para que aconteça o mundo que deve ser construído por nós, filhos do Eterno.

 

Desde que possuímos todos os dons recebidos do nosso Pai, pela lógica, Ele não nos dará de mãos beijadas os bens que herdamos ou herdaremos, mas deverá ser conquistado pelo esforço inteligente e generoso das gerações humanas através dos tempos”.

 

“A fé infunde novas energias no seio da humanidade para que prossiga, sempre mais longe, na busca da verdade e na criação do mundo, até alcançar a plenitude divina universal”. 

 

“O Cristianismo é a religião da evolução por ser a mais audaciosa das crenças pela doutrina da ressurreição”.

 

“É nela que se reflete a plenitude divina e universal do espírito e da matéria, inspirando e estimulando as pessoas humanas a colocarem seus esforços em função da conquista desse objetivo supremo”.

 

“Em face disso, a verdadeira fé cristã na ressurreição é aquela que encampa, no pensamento e na ação, todos os conhecimentos científicos e técnicos da evolução como instrumentos para implantar, progressivamente, a imagem divina no mundo e preparar o triunfo definitivo, para que venha o reino do nosso Pai até junto de nós”.

 

 

Será nas linhas da palavra escrita, na Bíblia, nos Evangelhos e nos documentos da igreja católica, principalmente, e em segunda fonte, nos testemunhos de vida daqueles que viveram e morreram, defendendo e confirmando, que a fé não é literatura ou invenção das religiões.

 

                           

Não só nas linhas, mas também nas entrelinhas é que lemos mensagens.

 

 

Ler por dentro.

 

Decifrar sinais.

 

Escutar o silêncio.

 

Admitir a existência de milagres.

 

Acreditar em milagres.

 

Entender de milagres.

 

Decifrar milagres.

 

Entrar dentro dos milagres.

 

Aceitar a realidade

que milagres acontecem

com cada um de nós.

 

 

Convém adquirir a sensibilidade, perceber, e conviver com tudo aquilo que está no campo da fé, que já foi revelado e que já está envolvido dentro do campo do conhecível e do acampo admitível.  

 

 

Inicialmente desconfiar,

e depois admitir, que o que não vemos

é outro mundo que existe realmente,

em outra dimensão,

não mais visível,

mas ainda invisível,

na qual teremos que entrar

por não termos outra opção,

e não sermos, mais tarde,

decepcionados.

 

 

É nesta trilha

que estamos caminhando.

 

 

Estamos iniciando os primeiros passos numa outra ordem de leitura e interpretações.

 

 

Mas não se descartam as outras experiências já conquistadas.

 

 

E aqui,

nesta outra dimensão,

neste nível acima,

não temos a segurança

nem a certeza como auxiliares.

 

A certeza existe,

do risco calculado,

na esperança

de não ser decepcionado.

 

 

Queremos colocar como base e fundamento dessas novas linhas a resposta carregada de responsabilidade e não fuga ou omissão.

 

 

Aceitamos o compromisso de conhecer e aprofundar mais a realidade espiritual na qual estamos envolvidos. 

 

 

Ignorar esta realidade é fuga.

 

 

Mais do que fuga

é atitude de infantilismo.

 

 

Infantilismo

é atitude

de quem não quer aceitar

as condições da maturidade.

 

 

Não querer amadurecer

é desistir dos caminhos

que apresentarão dificuldades.

 

 

É somente através da fé

que vamos poder transpor

as barreiras que o mundo visível impõe.

 

 

Além do que é visível,

existe a dimensão do invisível.

 

 

Tentarmos enxergar o invisível

é um desafio e uma aventura.

 

 

Mas é uma conquista.

 

 

Exige um preço

e tomadas de decisões,

comprometedoras.

 

 

Outros conseguiram.

 

 

A fé

é a mais difícil

de todas as aventuras

para o ser humano.

 

 

Por ser a mais difícil,

ela é a base

sustentadora dos humanos

que a cultivam e a possuem.

 

 

Talvez esta ferramenta seja a base,

a construção e  a sustentação do edifício

do mundo sobrenatural,

enxertado no mundo natural.

 

 

Por ser a fé

uma realidade difícil de assimilar

pelo tradicional meio da razão,

não há como não começar por ela.

 

 

 

Se a própria razão

não nos convencer

de entrar por este túnel,

seremos loucos

ou desprovidos da normalidade.

 

 

De qualquer forma,

a fé é ativada pelo processo racional.

 

 

Não há dúvidas

de que vai aparecer a dúvida.

 

 

A dúvida

vai expor argumento

e sugerir obstáculos e desistência.

 

 

Daí, a nossa capacidade racional vai acionar algo que exige um pouco mais da nossa própria racionalidade, solicitando agregar os elementos da decisão, da força de vontade, da persistência, da dedicação, e até da teimosia.

 

 

É difícil

a convivência familiar e íntima

com a fé.

 

 

A convivência com a fé

sempre vai ter este sabor

de não contentamento.

 

 

Mas será o alimento

que fortalece

os fracos,

os humildes,

os impotentes

e os persistentes.

 

 

Estaremos caminhando num campo muito delicado, difícil, diferente, teimoso, ousado e por vezes, atrevido.

 

 

Indecisões virão.

 

 

A vontade de desistir

vai ser constante.

 

 

Tudo vai tentar fazer você desistir, por falta de apoio para os seus pés e para sua cabeça.

 

 

Mas não é um caminho sem volta.

 

 

Não é uma utopia ou uma ilusão.

 

 

Não é ficção.

 

 

Não é literatura.

 

 

Não é história para crianças ou pessoas destituídas de maturidade.

 

 

Não é mentira.

 

 

Não é irreal.

 

 

Pessoas normais estarão trilhando este caminho, envolvidos na maior de todas as aventuras que o ser humano possa envolver-se.

 

 

Veremos muitos exemplos de pessoas que empenharam suas vidas nesta aventura e não morreram fracassadas.

 

 

Pelo contrário, foram pessoas normais, ou foram heróis, mártires ou santos.

 

 

No dia a dia agimos quase sempre fundamentados em atitudes pensadas e refletidas.

 

 

Esta nova aventura,

se aceita,

torna-se

uma situação de sucesso;

 

se recusada,

transformar-se-á

na desventura

do fracasso existencial.

 

 

A teimosia, a persistência ou a loucura em buscar a convivência com as ramificações da fé vai trazer consequências naturalmente humanas e sobrenaturalmente, experiências situadas no extracampo do natural.

 

 

Mas não deixaremos

o chão da vida.

 

 

Custe o que te custar, procure, pesquise, cave, persiga, vá atrás da fé.

 

 

Busque-a e cultive-a, para não viver na superfície e no vazio existencial.

 

 

É difícil sim, mas outros já trilharam este desafio, e venceram.

 

 

É a aventura que nos falta, como seres humanos.

 

 

É o nível da existência que está faltando para completá-lo. 

 

 

A dimensão humana

é o ponto de partida

para a dimensão divina.

 

 

 

Uma provocação vem

na direção de cada ser humano:

aceitar a verdade sobre a fé.

 

 

Esta provocação impõe obrigação,

exigindo respostas.

 

 

Você, inconscientemente,

oporá resistências.

 

 

Haverá luta interna.

 

 

Jamais deixará de abrandar-se.

 

 

Ela poderá ficar sufocada,

mas estará sempre viva,

mesmo que fraca,

assim como nós,

assim como a vida.

 

 

Não fomos criados

para estacionar

no meio da viagem.

 

 

Estar no campo da vida

é estar no campo da fé.

 

 

Ou você aceita esta realidade da fé

ou você será um morto-vivo.

 

 

Quem está vivo, certamente fez milhares de perguntas a si mesmo e a tantos outros professores, autoridades ou pessoas, sobre o sentido da vida.

 

 

E se fosse só a vida, sem os acessórios das lutas, sofrimentos, vitórias e glórias e a morte, mas não é só isso.

 

 

 Nem todas as respostas foram respondidas.

 

 

Perguntas permanecem latejando.

 

 

As realidades relativas à fé

continuam provocando,

esperando respostas

e envolvimento de quem está vivo.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 10/06/2016

eneaspb@gmail.com

 

Leia outros textos:

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http://poesiashumasedivinasblog.blogspot.com.br

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