A
sabedoria
não
se consegue
de
uma hora para outra.
Não
se consegue comprar
um
pacote de sabedoria
a
qualquer preço.
Não
se consegue absorver
toda
a sabedoria,
sentado
no colo do nono ou da nona,
num
final de semana.
Tens
que ler, prestar atenção,
fazer
silêncio, ouvir, dominar-se,
e
escalar a montanha.
Essa
primeira parte
é
apenas teoria, placas indicativas,
setas,
mapa, conselhos do alpinista
que
percorreu este caminho,
por
muitos anos.
A
segunda parte,
a prática, caberá
a você,
que decidiu responder ao convite
para
subir a montanha da sabedoria.
Seja para quem for, que idade tiver,
há um ideal a ser conquistado:
conviver com a sabedoria.
Para conquistar algo
teremos de enfrentar tudo o que
estiver
entre o ponto de partida e o ponto de chegada,
e neste meio de campo estão as lições da sabedoria.
Para aqueles que aceitaram o convite
para participar desta aventura,
não é apenas um caminhar em linha reta.
Estaremos envolvidos numa subida, numa escalada.
E, para escalar, são necessárias
ferramentas apropriadas,
estratégias, planejamento, revisões,
picaretas, pinos, martelo, cordas,
paciência, prudência, descanso,
retomada e teimosa perseverança.
Antes de iniciar a escalada,
sente-se, pegue um papel e uma caneta
e escreva o que você terá de levar,
considerando dois itens de importância:
- Primeiro:
o que realmente
é indispensável, vital,
aquilo que é de extrema importância,
de tal forma que sem esses materiais,
ferramentas ou capacidades,
não conseguiremos conquistar
o ideal definido.
- Em segundo lugar,
escreva o que pode ser dispensado,
por ser supérfluo, ou será apenas
um peso na mochila.
Uma coisa é certa:
na caminhada e durante a escalada,
enfrentaremos vários obstáculos
que deverão ser superados,
para chegarmos ao alto.
Não vai ser fácil.
Exigirá a aplicação
de todas as capacidades.
Subindo, escalando,
vão se revelando a força que temos,
energias escondidas, a serem disponibilizadas,
nos momentos oportunos.
Assim como na vida,
teremos altos e baixos,
a rotina, subidas, descidas,
e terrenos planos, compondo a paisagem
por onde passaremos.
Nosso objetivo
é a conquista da Sabedoria.
Conquistá-la,
pois que que ainda
não subimos quase nada, ainda está longe
da nossa vista, pois que ainda somos jovens,
dominados por instintos e por princípios de prazer,
de egocentrismo, do individualismo e autossuficiência.
Em consequência
da nossa imaturidade,
não conquistamos ainda,
os valores da prudência,
do bom senso, da partilha,
indispensáveis para viver a vida
da maneira mais correta possível,
mais eficaz, sem perda de energias,
sem desistências e desânimos.
O barro, a natureza humana,
a matéria prima da qual é feito
nosso corpo material, exige que procedamos
os movimentos dos pés, lentamente, passo a passo.
Dentro desse frágil
vaso de barro, cabem os princípios,
a educação, os valores da sabedoria,
que lentamente vamos acumulando,
à medida que vamos caminhando,
subindo e descendo, vencendo e perdendo,
mas sempre aprendendo.
Ninguém que seja prudente
vai aventurar-se sozinho
nessa escalada.
Não estamos competindo
com os outros.
Pessoas que vão amadurecendo
fazem parcerias, montam times,
treinam-se como equipes, fundam fraternidades,
agrupam-se, e unem-se em torno de ideais comuns.
Somos pessoas criadas
para viver em sociedade,
necessitamos de princípios de vida,
fundamentais para o relacionamento humano.
Como devo formular a pergunta:
Quais são os princípios
que me orientará para a consecução
dos meus objetivos?
Ou a pergunta
deverá ser montada assim:
Quais são os princípios
que nos orientarão
para a consecução
dos nossos objetivos?
Num time, numa equipe,
na sociedade prevalecem
os objetivos maiores, comuns a todos nós.
A montanha da Sabedoria,
espera ansiosamente,
ser cortejada por jovens determinados.
Continuemos a escalada.
No trajeto,
em um determinado ponto,
já dentro da mata, fora da civilização,
paramos para descansar.
Para a conquista da Sabedoria,
saber ouvir é algo muito importante.
Existe um ouvir
que é normal, rotineiro,
que não provoca nenhuma reação
no ouvinte.
Ouvimos o líder pedir
para caminharmos em silêncio,
prestando atenção com o olhar,
com o ouvido, com a sensibilidade toda,
a tudo o que acontece no caminho.
A sabedoria do ouvir
é algo que se conquista.
O outro fará um conceito melhor
de ti se você o ouve com todo o seu ser.
Outra ferramenta tão importante
na conquista da sabedoria é o silêncio.
Quanta riqueza,
quantos valores descobertos
conquistados pela observação,
pelo ouvido e pelo silêncio.
Sem a companhia
do silêncio, nos esvaziamos
da nossa identidade pessoal.
Com a companhia do silêncio
descobrimos o que nos é mais sagrado:
o próprio ser, a posse de si mesmo,
a consciência desperta,
o nobre sentimento
de que EU SOU EU.
Quando não faço silêncio,
os outros usam e abusam de mim
porque deixo de ser
dono de mim mesmo.
Outra ferramenta
na conquista da sabedoria
é o domínio de si mesmo.
E, quem não se domina
é dominado pelos outros.
Quem não se dirige
é dirigido pelos outros.
Quem não se planeja
é planejado pelos outros.
Quem não se vira
é virado pelos outros.
Quem não se interioriza,
não faz silêncio,
perde-se a si mesmo,
vira um estranho,
deixa de viver e vira boneco
nas mãos e nos planejamentos
dos outros.
Aquele que não tem domínio sobre si mesmo,
não sabe o momento de fazer silêncio
está sempre fugindo de si mesmo,
sempre em busca de barulho e afazeres.
Aquele que não sabe escutar seu
interior,
os reclamos da falta de sabedoria,
não dá importância para si mesmo
por isso, não acha tempo
para organizar a bagunça
que está dentro de si.
Quem não tem domínio sobre si mesmo,
não tem ideal definido, não sabe onde vai
nem onde deveria estar.
E aí vem a angustia,
a falta de sentido na vida,
e o vazio interior a ser preenchido por comida,
engolida, sem degustação de nenhum sabor.
Engole-se as frustrações,
sem degustar os valores dos sabores
do paladar e do andar.
Mas chegou a
oportunidade.
Você aqui está, recebendo
em mãos
as ferramentas
necessárias
para começar ou
recomeçar a sua vida
com as ferramentas
que a sabedoria te dará.
O líder, professores, ou as pessoas
com mais experiência de vida,
vão auxiliando aqueles que
demonstrarem dificuldades,
proporcionando reflexões
para cada um perceber
a distância que existe
entre a parte teórica
com a prática,
e que a conquista de ideais
só é possível com o investimento
e aplicação de valores da personalidade.
Qualquer conquista é sempre custosa,
porém, quando se atinge o ideal,
a alegria é compensadora.
A visão externa, longínqua,
fruto da conquista
da Montanha da Sabedoria,
proporciona a visão gratificante
do caminho percorrido.
Lá de cima,
curtindo a alegria da conquista,
agora valorizada
pela ajuda direta ou indireta
de tantas pessoas
que nos ajudaram
para até ali chegarmos.
Assim vai ser na vida toda.
Sempre necessitaremos
da ajuda dos outros.
A experiência da escalada
servirá para ensinar
que qualquer que sejam
nossos ideais, todos eles
serão sinônimos
de serviço.
Cada profissão
é uma categoria profissional
de ajuda às outras profissões
ou outros profissionais.
Em que profissão
me sentirei mais útil e,
por extensão, mais realizado
como pessoa humana?
A resposta ao sentido da vida
será dada a quem aprender a ser útil,
através da escolha de uma profissão,
caminho para a realização pessoal.
Finalizamos esta primeira parte
pedindo para você sentar-se,
reler o texto todo,
pegar uma caneta, e anotar
quais foram as ferramentas
ou valores importantes,
que você tem levado
em sua vida até agora.
E se quiser
mais alguma ajuda
ou esclarecimentos
ou aprofundamentos,
entre em contato comigo.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 28/07/2017
eneaspb@gmail.com
Publicado
no blog Heipo World
e
no FACE em 28/07/2017.
Atualizado
em 19/02/2024.