sexta-feira, 21 de julho de 2017

411.- Jesus e Francisco de Assis. Dois ricos se fizeram pobres e gastaram a herança divina, em vida.




Dois ricos

viveram como pobres.

 

Dois pobres

viveram como ricos.

 

Dois ricos se fizeram pobres

e gastaram a herança divina,

em vida, aqui na Terra.

 

Um, veio de fora do mundo,

era rico e se fez pobre.

 

Com sua pobreza

fez algo tão extraordinário

que dividiu o tempo,

  antes Dele e depois Dele:

foi o Jesus Cristo.

 

Lá pelos anos 1182,

nasceu o outro,

também filho de pai rico,

também se fez pobre,

casou-se com a dama pobreza

e disse que era o homem mais livre

e mais rico da terra.

Foi o Francisco de Assis.

 

Francisco

vivia na Terra

como filho do dono do mundo.

 

Chamava tudo e todos de irmãos:

irmão vento, irmão sol, irmã lua,

irmã água,

irmão lobo,

irmã minhoca,

irmã cotovia.

 

O mundo era a sua casa,

Os ricos e pobres, seus irmãos,

as florestas, o jardim da sua casa.

 

Engraçado, muito esquisito,

ser pobre e feliz.

 

Ao comunicar tanta alegria,

alegria pura,

muitos contagiaram-se,

e formaram uma grande fraternidade

de irmãos e irmãs, a família Franciscana.

 

E vive-se assim:

Que cada um cuide do seu irmão

ou da sua irmã e os ame

como uma mãe ama

e cuida do seu filho”.

 

Com esta família,

e em casa, cada um se sente

como filho da imensidade,

possuidor do tempo e do espaço,

filho do Dono do mundo,

com poder de herdeiro

do Céu e da Terra.

 

Dois pobres, professores,

Mestres e sábios.

 

Que valor é este, que tipo de dinheiro

se compra a paz, a harmonia,

a doçura, a ternura,

a liberdade?

 

É como filho e irmão

que se faz a experiência

da gratuidade?

 

Como não deixar brotar

o entusiasmo

quando a prima Vera

vem visitar-nos?

 

Tudo é bom e bonito.

 

Viver é um presente,

uma herança, um privilégio.

 

Existe coisa melhor,

do que acordar

e se vestir

de paz?

 

A serenidade

lá do alto da montanha

desce e se instala,

aqui por perto.

 

A montanha chama, atrai,

tem algo de misterioso,

uma casa do caminho,

quase toca o céu.

 

O Silêncio mora lá.

Escuto, sem voz.

 

Com sensibilidade,

moeda disponível,

tudo é graça, gratuidade.

 

Ser rica, de repente,

pode ser a enfermeira,

que tem o poder de fazer curativos

e aliviar a dor.

 

Não é majestoso servir?

 

Ser rico não é talvez,

encher-se do Deus,

“Meu Deus e meu Tudo”?

 

As coisas que estão fora,

ou no banco, nos enriquecem?

 

Rico é quem está cheio

dos dons divinos

e esparrama-os por aí,

gastando heranças eternas,

antecipadamente.

 

Estilo de vida de rico

é vivido com permanente

sentimento de paz,

de gratidão e doçura.

 

O pobre ou o rico é aquele que passa

o dia inteiro, dizendo: obrigado.

Ignácio Larrañaga.   

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 21/07/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACEBOOK em 21/07/2017

Atualizado em 22/02/2024



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