Dois ricos
viveram como pobres.
Dois pobres
viveram como ricos.
Dois ricos se fizeram
pobres
e gastaram a herança
divina,
em vida, aqui na
Terra.
Um, veio de fora do
mundo,
era rico e se fez
pobre.
Com sua pobreza
fez algo tão
extraordinário
que dividiu o tempo,
antes
Dele e depois Dele:
foi o Jesus Cristo.
Lá pelos anos 1182,
nasceu o outro,
também filho de pai
rico,
também se fez pobre,
casou-se com a dama
pobreza
e disse que era o
homem mais livre
e mais rico da terra.
Foi o Francisco de
Assis.
Francisco
vivia na Terra
como filho do dono do
mundo.
Chamava tudo e todos
de irmãos:
irmão vento, irmão
sol, irmã lua,
irmã água,
irmão lobo,
irmã minhoca,
irmã cotovia.
O mundo era a sua
casa,
Os ricos e pobres,
seus irmãos,
as florestas, o
jardim da sua casa.
Engraçado, muito
esquisito,
ser pobre e feliz.
Ao comunicar tanta
alegria,
alegria pura,
muitos
contagiaram-se,
e formaram uma grande
fraternidade
de irmãos e irmãs, a
família Franciscana.
E vive-se assim:
“Que cada um cuide do seu irmão
ou da sua irmã e os ame
como uma mãe ama
e cuida do seu filho”.
Com esta família,
e em casa, cada um se
sente
como filho da
imensidade,
possuidor do tempo e
do espaço,
filho do Dono do
mundo,
com poder de herdeiro
do Céu e da Terra.
Dois pobres, professores,
Mestres e sábios.
Que valor é este, que
tipo de dinheiro
se compra a paz, a
harmonia,
a doçura, a ternura,
a liberdade?
É como filho e irmão
que se faz a
experiência
da gratuidade?
Como não deixar
brotar
o entusiasmo
quando a prima Vera
vem visitar-nos?
Tudo é bom e bonito.
Viver é um presente,
uma herança, um
privilégio.
Existe coisa melhor,
do que acordar
e se vestir
de paz?
A serenidade
lá do alto da
montanha
desce e se instala,
aqui por perto.
A montanha chama,
atrai,
tem algo de
misterioso,
uma casa do caminho,
quase toca o céu.
O Silêncio mora lá.
Escuto, sem voz.
Com sensibilidade,
moeda disponível,
tudo é graça,
gratuidade.
Ser rica, de repente,
pode ser a
enfermeira,
que tem o poder de
fazer curativos
e aliviar a dor.
Não é majestoso
servir?
Ser rico não é
talvez,
encher-se do Deus,
“Meu Deus e meu
Tudo”?
As coisas que estão
fora,
ou no banco, nos
enriquecem?
Rico é quem está
cheio
dos dons divinos
e esparrama-os por
aí,
gastando heranças
eternas,
antecipadamente.
Estilo de vida de
rico
é vivido com
permanente
sentimento de paz,
de gratidão e doçura.
O
pobre ou o rico é aquele que passa
o
dia inteiro, dizendo: obrigado.
Ignácio Larrañaga.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 21/07/2017
Publicado no Blog Heipo World
e no FACEBOOK em 21/07/2017
Atualizado em 22/02/2024

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