sábado, 22 de julho de 2017

412.- Filhos do dono do mundo, em viagem pelo universo. 412




Todos os viventes

fazemos parte

de um projeto extraterrestre.

 

Somos filhos do dono mundo

e herdeiros dos céus.

 

Estamos em viagem

de estudos e convivência.


Fazemos parte de um projeto extraterrestre

desde o início da História.

 

Obedecendo a uma ordem

do nosso Pai criador:

“Dominai a terra

e tudo o que ela contém”.

 

Estamos investidos de um destino

que faz de cada um de nós, 

viajantes estrangeiros.



Estamos todos juntos,

embarcados num planeta que viaja

a mais de cento e sete mil quilômetros,

 por hora, ao redor do sol,

isto corresponde a mais de dois milhões

de quilômetros por dia,

o que equivale a viajar, no espaço,  

a velocidade de mais 

de vinte quilômetros por segundo.

 

Nós somos viajantes do espaço,

desde o começo da nossa história.

 

A nossa galáxia

gira em torno de um grupo de galáxias

na velocidade de trezentos quilômetros

por segundo.

 

Imagine o tamanho

deste universo.

 

Imagine então a grandeza,

a capacidade, a inteligência,

a sabedoria do Cientista,

 Criador de tudo isto.

 

E nós estamos viajando

no Universo feito por Ele.

 

E temos que tomar conta

deste Universo, como filhos,

filhos do Dono do Mundo.

 

Se ainda não estamos envolvidos

como pilotos, estamos envolvidos

como caronas, estudantes e viajantes.

 

Estamos morando (atualmente)

 no terceiro planeta

dos nove que giram

em torno do sol.

 

O nosso sol

é apenas uma estrela

dentro de outras bilhões

localizadas na nossa galáxia

conhecida por Via - Láctea.

(Me corrijam se estou desatualizado).

 

A nossa Galáxia, a Via Láctea

é uma dentro de outras bilhões

existentes no universo.

 

Nossa terra, esta bolinha,

viaja em torno do sol,

e leva trezentos e sessenta e cinco dias

para completar a volta em torno dele.

 

E esta terrinha

na qual estamos,

gira em torno de si mesma,

fabricando os dias e as noites.

 

E este girar em torno de si mesma

acontece em vinte e quatro horas.

 

Este girar e estas horas

nós nem vemos,

nem percebemos,

mas está acontecendo.

 

De tão grande que é a Terra,

ora estamos por baixo,

ora estamos por cima,

 e nem percebemos.

 

Vocês já pensaram nisso,

no tamanho desta ilha

onde estamos morando,

flutuando, viajando?

 

A organização desta bolinha,

a Terra, é tão perfeita

que o mar não se derrama

e os objetos não caem

e nem ficam circulando no vácuo.

 

Tudo subordinado

e obediente à sabedoria organizacional

do Paizão lá do céu, o supremo Cientista.

 

A nossa curiosidade pode ser satisfeita,

pois temos a capacidade racional,

a ferramenta da pesquisa

e a sede insaciável

da procura por respostas.

 

A que tempo

ou em que idade

nasceram as primeiras curiosidades?

 

As respostas nos convenceram

ou nos domesticaram?

 

Ampliaram o porta-malas

das nossas interrogações ou reduziram?

 

Educaram-nos

ou mantiveram lacunas

sobre o desconhecido?

 

Algumas poucas pessoas

e alguns poucos gênios e cientistas

conseguiram, com esforços próprios,

avançar e administrar a capacidade

de puxar o futuro para o presente.

 

Por quais motivos

 nos esconderam as grandes verdades?

 

Por quais razões

 não nos ensinaram

as leis da sabedoria,

os caminhos da astronomia?

 

Por que não nos disseram,

desde pequenos,

que deveríamos crescer sempre,

sem parar, evoluir,

 constantemente?

 

Será que foram nossos predecessores,

impotentes professores?

 

Será que podemos culpar

os outros?

 

Ou a falha

está em cada um de nós,

 que resiste, que se acomoda,

 na busca do aperfeiçoamento

das ferramentas?

 

Onde perdi

meus laços com o infinito?

 

Onde enterrei

meus tesouros eternos?

 

Quem foi que me perdeu?

 

A curiosidade

força a construção da pergunta

sobre a existência de algo mais.

 

O que é decepcionante,

para o ser humano,

é fazer esforço desordenado,

buscar coisas e respostas enganadoras,

passageiras, fugitivas,  

que o levam à dispersão das energias.

 

Se isso acontecer haverá o cansaço,

o desanimo a frustração,

a desistência.

 

Virá a miopia

e o egoísmo o manterá preso

ao umbigo do mundinho pessoal.

 

Só a verdade última, definitiva,

acalma e liberta o ser humano.

 

Portanto, a lógica a seguir é esta:

colocar-se a caminho das descobertas

dos princípios que conduzam

à posse das verdades definitivas.

 

Quando não sabemos usar bem

as ferramentas que dispomos,

desperdiçamos energias,

e retardamos as conquistas.

 

Quantas verdades escondidas,

ignoradas ou desprezadas,

que poderiam ter provocado decisões

que certamente nos teriam feito

andar por estradas diferentes,

evitando conflitos pessoais,

familiares, profissionais,

e guerras mundiais.

 

Se não cultivarmos

essa macro visão do universo, 

ficaremos estacionados e só enxergaremos

o mundinho do nosso umbigo e brigaremos,

defendendo um pequeno território,

o espaço, o ego e a cabecinha que temos.

 

No dia do nosso nascimento,

embarcamos na nave Terra,

que viaja no espaço infinito,

a velocidades que não conseguimos acompanhar.

 

Ninguém comprou passagem

e nem teve oportunidade

de escolher o destino.

 

Ninguém nos perguntou

nem informou o motivo da viagem:

férias, negócios ou sentido da vida.

 

De qualquer forma,

estamos viajando dentro da nave Terra.

 

E não há como descer,

e nem saberíamos onde.

 

Dentro da nave,

nascemos, crescemos,

estudamos, trabalhamos,

sempre junto com outros passageiros.

 

Mas, resistimos em colocar em ação

os princípios da fraternidade.

Teimamos em aventurar-nos

sozinhos.

 

Não reconhecemos ainda,

que nessa longa viagem

é mais prudente e sábio,

viajarmos unidos, como irmãos,

brincando no fundo do quintal,

da casa do nosso Paizão dos céus.

 

Fazemos parte

de um projeto muito grande.

 

Algo bem maior

do que as coisas pequenas

que aqui vemos

e com as quais estamos envolvidos

e com as quais nos acostumamos.

 

A visão de nós mesmos

é pequena e incompleta.

 

Nossa formação e educação

de quem somos e para que vivemos

é fechada e egoísta, individualista

e reducionista.

 

Mesmo que estejamos de passagem,

convém fazer alguma coisa,

não só nos comportando

como turistas.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 23/07/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 22/07/2017

Atualizado em 22/02/2024.





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