Todos
os viventes
fazemos
parte
de
um projeto extraterrestre.
Somos
filhos do dono mundo
e
herdeiros dos céus.
Estamos
em viagem
de
estudos e convivência.
Fazemos parte de um
projeto extraterrestre
desde o início da
História.
Obedecendo a uma
ordem
do nosso Pai criador:
“Dominai a terra
e tudo o que ela
contém”.
Estamos investidos de
um destino
que faz de cada um de nós,
viajantes estrangeiros.
Estamos todos juntos,
embarcados num
planeta que viaja
a mais de cento e
sete mil quilômetros,
por hora, ao redor do sol,
isto corresponde a
mais de dois milhões
de quilômetros por
dia,
o que equivale a
viajar, no espaço,
a velocidade de mais
de vinte quilômetros por segundo.
Nós somos viajantes
do espaço,
desde o começo da
nossa história.
A nossa galáxia
gira em torno de um
grupo de galáxias
na velocidade de
trezentos quilômetros
por segundo.
Imagine o tamanho
deste universo.
Imagine então a
grandeza,
a capacidade, a
inteligência,
a sabedoria do
Cientista,
Criador de tudo isto.
E nós estamos
viajando
no Universo feito por
Ele.
E temos que tomar
conta
deste Universo, como
filhos,
filhos do Dono do
Mundo.
Se ainda não estamos
envolvidos
como pilotos, estamos
envolvidos
como caronas, estudantes e viajantes.
Estamos morando (atualmente)
no terceiro planeta
dos nove que giram
em torno do sol.
O nosso sol
é apenas uma estrela
dentro de outras
bilhões
localizadas na nossa
galáxia
conhecida por Via -
Láctea.
(Me corrijam se estou
desatualizado).
A nossa Galáxia, a Via
Láctea
é uma dentro de
outras bilhões
existentes no
universo.
Nossa terra, esta
bolinha,
viaja em torno do
sol,
e leva trezentos e
sessenta e cinco dias
para completar a
volta em torno dele.
E esta terrinha
na qual estamos,
gira em torno de si
mesma,
fabricando os dias e
as noites.
E este girar em torno
de si mesma
acontece em vinte e
quatro horas.
Este girar e estas
horas
nós nem vemos,
nem percebemos,
mas está acontecendo.
De tão grande que é a
Terra,
ora estamos por
baixo,
ora estamos por cima,
e nem percebemos.
Vocês já pensaram
nisso,
no tamanho desta ilha
onde estamos morando,
flutuando, viajando?
A organização desta
bolinha,
a Terra, é tão
perfeita
que o mar não se
derrama
e os objetos não caem
e nem ficam
circulando no vácuo.
Tudo subordinado
e obediente à
sabedoria organizacional
do Paizão lá do céu,
o supremo Cientista.
A nossa curiosidade
pode ser satisfeita,
pois temos a
capacidade racional,
a ferramenta da
pesquisa
e a sede insaciável
da procura por
respostas.
A que tempo
ou em que idade
nasceram as primeiras
curiosidades?
As respostas nos
convenceram
ou nos domesticaram?
Ampliaram o
porta-malas
das nossas
interrogações ou reduziram?
Educaram-nos
ou mantiveram lacunas
sobre o desconhecido?
Algumas poucas
pessoas
e alguns poucos
gênios e cientistas
conseguiram, com
esforços próprios,
avançar e administrar
a capacidade
de puxar o futuro para
o presente.
Por quais motivos
nos esconderam as grandes verdades?
Por quais razões
não nos ensinaram
as leis da sabedoria,
os caminhos da
astronomia?
Por que não nos
disseram,
desde pequenos,
que deveríamos
crescer sempre,
sem parar, evoluir,
constantemente?
Será que foram nossos
predecessores,
impotentes
professores?
Será que podemos
culpar
os outros?
Ou a falha
está em cada um de
nós,
que resiste, que se acomoda,
na busca do aperfeiçoamento
das ferramentas?
Onde perdi
meus laços com o
infinito?
Onde enterrei
meus tesouros
eternos?
Quem foi que me perdeu?
A curiosidade
força a construção da
pergunta
sobre a existência de
algo mais.
O que é decepcionante,
para o ser humano,
é fazer esforço
desordenado,
buscar coisas e
respostas enganadoras,
passageiras,
fugitivas,
que o levam à
dispersão das energias.
Se isso acontecer
haverá o cansaço,
o desanimo a
frustração,
a desistência.
Virá a miopia
e o egoísmo o manterá
preso
ao umbigo do mundinho
pessoal.
Só a verdade última,
definitiva,
acalma e liberta o
ser humano.
Portanto, a lógica a
seguir é esta:
colocar-se a caminho
das descobertas
dos princípios que
conduzam
à posse das verdades
definitivas.
Quando não sabemos
usar bem
as ferramentas que dispomos,
desperdiçamos
energias,
e retardamos as
conquistas.
Quantas verdades
escondidas,
ignoradas ou
desprezadas,
que poderiam ter
provocado decisões
que certamente nos
teriam feito
andar por estradas
diferentes,
evitando conflitos
pessoais,
familiares,
profissionais,
e guerras mundiais.
Se não cultivarmos
essa macro visão do
universo,
ficaremos
estacionados e só enxergaremos
o mundinho do nosso
umbigo e brigaremos,
defendendo um pequeno
território,
o espaço, o ego e a
cabecinha que temos.
No dia do nosso
nascimento,
embarcamos na nave Terra,
que viaja no espaço
infinito,
a velocidades que não
conseguimos acompanhar.
Ninguém comprou
passagem
e nem teve
oportunidade
de escolher o
destino.
Ninguém nos perguntou
nem informou o motivo
da viagem:
férias, negócios ou
sentido da vida.
De qualquer forma,
estamos viajando dentro
da nave Terra.
E não há como descer,
e nem saberíamos onde.
Dentro da nave,
nascemos, crescemos,
estudamos,
trabalhamos,
sempre junto com
outros passageiros.
Mas, resistimos em
colocar em ação
os princípios da
fraternidade.
Teimamos em aventurar-nos
sozinhos.
Não reconhecemos
ainda,
que nessa longa
viagem
é mais prudente e
sábio,
viajarmos unidos, como
irmãos,
brincando no fundo do
quintal,
da casa do nosso
Paizão dos céus.
Fazemos parte
de um projeto muito
grande.
Algo bem maior
do que as coisas
pequenas
que aqui vemos
e com as quais estamos
envolvidos
e com as quais nos
acostumamos.
A visão de nós mesmos
é pequena e
incompleta.
Nossa formação e
educação
de quem somos e para
que vivemos
é fechada e egoísta, individualista
e reducionista.
Mesmo que estejamos
de passagem,
convém fazer alguma
coisa,
não só nos
comportando
como turistas.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 23/07/2017
Publicado no Blog Heipo World
e no FACE em 22/07/2017
Atualizado em 22/02/2024.

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