segunda-feira, 6 de abril de 2015

207.- Ciências. Onde as ciências nos levarão?

     



As religiões também acabarão

e serão consideradas, no futuro,

ramos das ciências.

 

Tudo aquilo que conhecemos hoje,

como fenômenos religiosos, ou milagres,

serão promovidos, a seu tempo,

para ciência.

 

Hoje, o que não compreendemos,

e aceitamos como milagres,

mais tarde serão provados

pela ciência.

 

Se considerarmos o Deus Criador

como o Cientista,

o cientista por Excelência,

nós criaturas dele,

imagem e semelhança

da natureza Dele,

chegaremos lá, ressuscitando.

 

Se considerarmos o universo todo,

observando a ordem e a harmonia existente

entre todos os astros,

fora do contexto de caos organizado,
considerando uma inteligência superior,

um Engenheiro Eterno,

ai então deixaremos de ser

observadores religiosos

e seremos promovidos

para alunos atentos

aos ensinamentos do Professor

da única ciência universal.

 

Se olharmos para as pessoas,

para o DNA

de cada uma das diferentes pessoas vivas,

mais de sete bilhões,

quem poderia criar

tamanha perfeição e diversidade,

não sendo um Cientista o seu autor?

 

Como imaginar

que em um único espermatozoide

esteja miniaturizado os órgãos humanos,

cada um funcionando

como se fossem máquinas diferentes

dentro do corpo humano?

 

Como não ficar espantado

conhecendo como funciona o metabolismo

dentro do corpo humano,

tanto masculino como feminino?

 

Não sei o que você anda lendo ultimamente,

mas gostaria de sugerir para a sua leitura,

o escritor Amit Goswami, “A Física da Alma”
publicado no Brasil pela Editora ALEPH,

e “O Médico Quântico”,
publicado pela Editora CULTRIX.

 

Na mesma linha de pensamento

sugiro a leitura e o estudo do livro

“O Tao da Física” do escritor Fritjof Capra,
também da Editora CULTRIX.

 

Estes livros

procuram trazer a novidade

da física quântica em palavras simples, revelando o mundo que estava escondido,

no mundo do muito pequeno,

naquilo que nós chamamos

de mundo invisível, porque não vemos.

 

Onde está aquilo que não vemos,

com as ferramentas certas,

acabamos vendo.


        Onde não sabíamos

que existiam mensagens,

senhas e códigos,

muitos cientistas

conseguiram decifrar verdades

e revela-las.


            Onde havia dúvidas,

           existem certezas.


       Onde, no passado era necessário ter fé,

hoje tornou-se convicção.

 

Mas ainda existem resistências.


Resistências

criadas pelos conceitos e preconceitos

da já fragilizada capacidade mental.


Além da mente,

a consciência está amadurecendo,

mais abrangente, imparcial, não julgadora,
tolerante, buscando a unidade de tudo e de todos.

 

As capacidades racionais

estão aceitando e admitindo

a chegada da liderança

da Consciência maior.

 

No passado

isto era considerado motivo

para ser levado aos processos condenatórios

pela Inquisição.

 

Estes livros citados acima,

e outros do Eckhart Tolle,

estão revelando

que acima da potência mental,

capaz de criar pensamentos,

existe a consciência

que tem um poder maior,

capaz de direcionar

a energia disponível,

pela simples intenção,

para pessoas distantes.


Existe um mundo invisível

a serviço do mundo visível.

 

Existe sim, dificuldades

em aceitar tamanhas mudanças.


Todo nosso continente Ocidental

foi formado pela filosofia materialista

e isso está enraizado, como mármore,

pedra, aço, chumbo e demais materiais densos,
pesados, em nossa maneira de ver e ser.

 

Levará décadas

para que possamos quebrar

e destruir o modelo mental

construído a partir da matéria:

só aceitamos como verdade

o que vemos e tocamos.

 

A cultura oriental

já tem maturidade suficiente

para ser escutada e estudada

como mestre reconhecido.

 

É de lá, do Oriente,

que vem vindo, lentamente,

as revelações livres

de interesses econômicos

e materialistas.

 

Se nos dizem

que vivemos como escravos,

não admitimos.


Mas, se vivemos

de acordo com a cultura ocidental

onde o dinheiro e o mundo material

ocupam nossos interesses mais profundos,

sim, somos escravos,

alienados da nossa natureza infinita.

 

Custa-nos admitir,

mas é por aqui que estão as pistas

para a continuidade

do processo evolutivo nosso,

de seres humanos,

herdeiros dos bens do nosso Deus,

o Cientista por excelência.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 31/05/2016.
 

206.- Ressurreição. Páscoa, ressurreição, o que significa hoje?



       
Páscoa, era, no antigo testamento 
uma festa que comemorava a saída 
ou a volta do exílio do povo hebreu.

O povo hebreu 
vivia escravizado no Egito.

Moisés liderou a saída 
em direção a uma Terra Prometida, 
narrado em 40 capítulos 
no Livro Bíblico do Êxodo (=Saída). 

Havia um líder e milhares de liderados. 

Pela primeira vez, 
ressuscitaram para uma nova vida.

De escravos, tornaram-se livres.

       No início da nossa História 
houve um acontecimento histórico 
conhecido como encarnação 
do Filho do Deus na Terra. 

      Naquele tempo, dois mil anos atrás, 
dividiram a história em duas partes: 
antes do filho do Deus pisar na Terra, 
conhecida na História da Salvação 
como Antigo Testamento, e o Novo Testamento
inaugurado pelo próprio filho do Deus Eterno, 
encarnado na pessoa do judeu Jesus Cristo, 
nascido em Belém.

       O Jesus Cristo nasceu aqui na terra, 
viveu como humano, 
ensinou a maneira ideal de viver 
como filhos do Deus e como irmãos 
uns dos outros, 
mas não foi escutado, 
não foi compreendido, não foi aceito, 
e, por ser diferente do que aqui se vivia, 
foi crucificado e morto.

       Mas Ele se apresentou de fato 
como filho do Deus Criador, 
se apresentou e demonstrou 
que era realmente o Filho do Deus Eterno.

      As obras que Ele fazia provaram quem Ele foi. 

    Ele disse que tinha o poder 
de dar a vida eterna a quem o escutasse, 
o acompanhasse e acreditasse 
quem Ele era e fazia.

       E ... mataram Ele.

Mas Ele ressuscitou. E disse:
 “quem crer em mim, 
mesmo que esteja morto, 
eu o ressuscitarei....

       A ressurreição do Jesus Cristo 
é comemorada hoje, 
na atual festa da Páscoa 
deste hoje que vivemos.

Ele mesmo ressuscitou 
ou foi ressuscitado pelo seu Pai.

       Hoje nós estamos distantes 
daquelas duas realidades 
e não nos tocamos mais 
com aqueles dois acontecimentos históricos.

       Hoje, para muita gente, 
a festa da Páscoa, não diz quase nada.

Sabemos que é o domingo 
em que a Igreja Católica 
comemora a Ressurreição 
do Jesus Cristo.

       Para você, o que significa este dia?

O dia de hoje? Páscoa? Ressurreição?

Como vivenciar conscientemente este dia?

       Talvez estejamos com os olhos vendados, 
e vivendo como escravos 
e não estamos percebendo.

       Talvez a cultura do mundo materializado, 
na qual estamos envolvidos, 
esteja sendo escolhida preferencialmente.

       Talvez demos atenção 
à formação da nossa mente, 
buscando a inteligência, 
criando pensamentos nobres, 
referenciando conceitos ditos verdadeiros, 
criando estratégias de defesa e ataque 
contra tudo aquilo que significa preconceitos.

       Ignorar um fato histórico 
não justifica minhas resistências 
a adesão da fé.

Ignorar um fato histórico 
de tamanha ressonância 
justifica as inquietações 
e pesquisas sobre a Verdade Eterna 
revelada por este acontecimento 
que hoje celebramos. 

       Então, perguntamos 
onde ou com quais argumentos 
a nossa capacidade racional justifica 
a apatia ou indiferença 
diante da pessoa do Jesus Cristo 
e do acontecimento novo, 
a sua ressurreição 
como primeiro acontecimento, 
primeiro modelo, primeira prova 
de que nós também ressuscitaremos.

Não dá para dizer que não nos diz respeito.

       Talvez não esteja no campo da nossa mente, 
imparcial, posicionar-se.

Talvez aqui seja um problema 
de "tomar consciência", 
conscientizar-se 
de que é uma VERDADE inquestionável. 

       Talvez deixamos de formar nossa consciência.

       Sim, agora temos certeza: 
não demos primazia 
na formação da consciência.

       Está faltando amadurecer a consciência.

       Onde a consciência não tem chances de atuar, 
                a superficialidade se impõe facilmente.

E aí vem, como consequência, 
uma série de desequilíbrios, 
desajustes, injustiças, insegurança, 
violência, apatia, indiferenças, descaso.

Pode até deixar-nos um pouco perturbados, 
mas não passa disso. 

       Diante da festa da Páscoa, 
       de hoje, estamos indiferentes.

       No palco da vida 
assistimos poucos romances, 
muitas tragédias e raras comédias.

       Todos estes shows, 
mais do que ativar e despertar nossa consciência 
para o fazer, anestesia-nos no mundo da literatura.


       Não estamos envolvidos. 
        E não nos envolvemos. 

      Não nos sentimos 
participantes do evento VIDA ETERNA. 

                   Não temos interesse em ressuscitar. 
                   Não queremos outra vida.
                   Então, nada nos agrada. 

 Nada mais cativa-nos. 

 Estamos escravizados. 

Estamos anestesiados, 
fora da órbita.

       Mas, se queremos a Ressurreição, 
se temos necessidade da ressurreição, 
este é um projeto. 


       Um projeto de vida 
no qual o engajamento 
tem que ser agora. 


       O Projeto da Ressurreição é evolutivo; 
tens que estar engajado nele, 
envolvido por ele, 
respirando conscientemente 
dentro dele. 

      O Heipo, quer ter sonhos,
      não pesadelos.

O Heipo quer acreditar 
na Ressurreição
e não nas trevas. 


Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 31/05/2016.
Atualizado em 10/04/2026.