segunda-feira, 6 de abril de 2015

206.- Ressurreição. Páscoa, ressurreição, o que significa hoje?



       
Páscoa, era, no antigo testamento 
uma festa que comemorava a saída 
ou a volta do exílio do povo hebreu.

O povo hebreu 
vivia escravizado no Egito.

Moisés liderou a saída 
em direção a uma Terra Prometida, 
narrado em 40 capítulos 
no Livro Bíblico do Êxodo (=Saída). 

Havia um líder e milhares de liderados. 

Pela primeira vez, 
ressuscitaram para uma nova vida.

De escravos, tornaram-se livres.

       No início da nossa História 
houve um acontecimento histórico 
conhecido como encarnação 
do Filho do Deus na Terra. 

      Naquele tempo, dois mil anos atrás, 
dividiram a história em duas partes: 
antes do filho do Deus pisar na Terra, 
conhecida na História da Salvação 
como Antigo Testamento, e o Novo Testamento
inaugurado pelo próprio filho do Deus Eterno, 
encarnado na pessoa do judeu Jesus Cristo, 
nascido em Belém.

       O Jesus Cristo nasceu aqui na terra, 
viveu como humano, 
ensinou a maneira ideal de viver 
como filhos do Deus e como irmãos 
uns dos outros, 
mas não foi escutado, 
não foi compreendido, não foi aceito, 
e, por ser diferente do que aqui se vivia, 
foi crucificado e morto.

       Mas Ele se apresentou de fato 
como filho do Deus Criador, 
se apresentou e demonstrou 
que era realmente o Filho do Deus Eterno.

      As obras que Ele fazia provaram quem Ele foi. 

    Ele disse que tinha o poder 
de dar a vida eterna a quem o escutasse, 
o acompanhasse e acreditasse 
quem Ele era e fazia.

       E ... mataram Ele.

Mas Ele ressuscitou. E disse:
 “quem crer em mim, 
mesmo que esteja morto, 
eu o ressuscitarei....

       A ressurreição do Jesus Cristo 
é comemorada hoje, 
na atual festa da Páscoa 
deste hoje que vivemos.

Ele mesmo ressuscitou 
ou foi ressuscitado pelo seu Pai.

       Hoje nós estamos distantes 
daquelas duas realidades 
e não nos tocamos mais 
com aqueles dois acontecimentos históricos.

       Hoje, para muita gente, 
a festa da Páscoa, não diz quase nada.

Sabemos que é o domingo 
em que a Igreja Católica 
comemora a Ressurreição 
do Jesus Cristo.

       Para você, o que significa este dia?

O dia de hoje? Páscoa? Ressurreição?

Como vivenciar conscientemente este dia?

       Talvez estejamos com os olhos vendados, 
e vivendo como escravos 
e não estamos percebendo.

       Talvez a cultura do mundo materializado, 
na qual estamos envolvidos, 
esteja sendo escolhida preferencialmente.

       Talvez demos atenção 
à formação da nossa mente, 
buscando a inteligência, 
criando pensamentos nobres, 
referenciando conceitos ditos verdadeiros, 
criando estratégias de defesa e ataque 
contra tudo aquilo que significa preconceitos.

       Ignorar um fato histórico 
não justifica minhas resistências 
a adesão da fé.

Ignorar um fato histórico 
de tamanha ressonância 
justifica as inquietações 
e pesquisas sobre a Verdade Eterna 
revelada por este acontecimento 
que hoje celebramos. 

       Então, perguntamos 
onde ou com quais argumentos 
a nossa capacidade racional justifica 
a apatia ou indiferença 
diante da pessoa do Jesus Cristo 
e do acontecimento novo, 
a sua ressurreição 
como primeiro acontecimento, 
primeiro modelo, primeira prova 
de que nós também ressuscitaremos.

Não dá para dizer que não nos diz respeito.

       Talvez não esteja no campo da nossa mente, 
imparcial, posicionar-se.

Talvez aqui seja um problema 
de "tomar consciência", 
conscientizar-se 
de que é uma VERDADE inquestionável. 

       Talvez deixamos de formar nossa consciência.

       Sim, agora temos certeza: 
não demos primazia 
na formação da consciência.

       Está faltando amadurecer a consciência.

       Onde a consciência não tem chances de atuar, 
                a superficialidade se impõe facilmente.

E aí vem, como consequência, 
uma série de desequilíbrios, 
desajustes, injustiças, insegurança, 
violência, apatia, indiferenças, descaso.

Pode até deixar-nos um pouco perturbados, 
mas não passa disso. 

       Diante da festa da Páscoa, 
       de hoje, estamos indiferentes.

       No palco da vida 
assistimos poucos romances, 
muitas tragédias e raras comédias.

       Todos estes shows, 
mais do que ativar e despertar nossa consciência 
para o fazer, anestesia-nos no mundo da literatura.


       Não estamos envolvidos. 
        E não nos envolvemos. 

      Não nos sentimos 
participantes do evento VIDA ETERNA. 

                   Não temos interesse em ressuscitar. 
                   Não queremos outra vida.
                   Então, nada nos agrada. 

 Nada mais cativa-nos. 

 Estamos escravizados. 

Estamos anestesiados, 
fora da órbita.

       Mas, se queremos a Ressurreição, 
se temos necessidade da ressurreição, 
este é um projeto. 


       Um projeto de vida 
no qual o engajamento 
tem que ser agora. 


       O Projeto da Ressurreição é evolutivo; 
tens que estar engajado nele, 
envolvido por ele, 
respirando conscientemente 
dentro dele. 

      O Heipo, quer ter sonhos,
      não pesadelos.

O Heipo quer acreditar 
na Ressurreição
e não nas trevas. 


Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 31/05/2016.
Atualizado em 10/04/2026.
 
 

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