uma festa que
comemorava a saída
ou a volta do exílio do povo hebreu.
Moisés
liderou a saída
em direção a uma Terra Prometida,
narrado em 40 capítulos
no
Livro Bíblico do Êxodo (=Saída).
Havia um líder e milhares de
liderados.
Pela primeira vez,
ressuscitaram para
uma nova vida.
De escravos, tornaram-se livres.
No início da
nossa História
houve um acontecimento histórico
conhecido como encarnação
do
Filho do Deus na Terra.
Naquele tempo, dois mil anos atrás,
dividiram a história
em duas partes:
antes do filho do Deus pisar na Terra,
conhecida na História da
Salvação
como Antigo Testamento, e o Novo Testamento
inaugurado pelo próprio
filho do Deus Eterno,
encarnado na pessoa do judeu Jesus Cristo,
nascido em
Belém.
O Jesus Cristo
nasceu aqui na terra,
viveu como humano,
ensinou a maneira ideal de viver
como
filhos do Deus e como irmãos
uns dos outros,
mas não foi escutado,
não foi compreendido, não foi aceito,
e, por ser diferente do que aqui se vivia,
foi crucificado e
morto.
Mas Ele se
apresentou de fato
como filho do Deus Criador,
se apresentou e demonstrou
que
era realmente o Filho do Deus Eterno.
As obras que Ele fazia provaram quem Ele foi.
Ele disse que tinha o poder
de dar a vida eterna a quem o
escutasse,
o acompanhasse e acreditasse
quem Ele era e fazia.
E ... mataram
Ele.
Mas Ele ressuscitou. E disse:
“quem crer em mim,
mesmo que esteja morto,
eu o ressuscitarei...” .
A ressurreição
do Jesus Cristo
é comemorada hoje,
na atual festa da Páscoa
deste hoje que
vivemos.
Ele mesmo
ressuscitou
ou foi ressuscitado pelo seu Pai.
Hoje nós
estamos distantes
daquelas duas realidades
e não nos tocamos mais
com aqueles
dois acontecimentos históricos.
Hoje, para muita gente,
a festa da Páscoa, não diz quase nada.
Sabemos que é o
domingo
em que a Igreja Católica
comemora a Ressurreição
do Jesus Cristo.
Para você, o
que significa este dia?
O dia de hoje?
Páscoa? Ressurreição?
Como vivenciar
conscientemente este dia?
Talvez
estejamos com os olhos vendados,
e vivendo como escravos
e não estamos
percebendo.
Talvez a
cultura do mundo materializado,
na qual estamos envolvidos,
esteja sendo
escolhida preferencialmente.
Talvez demos
atenção
à formação da nossa mente,
buscando a inteligência,
criando pensamentos
nobres,
referenciando conceitos ditos verdadeiros,
criando estratégias de
defesa e ataque
contra tudo aquilo que significa preconceitos.
Ignorar um fato histórico
não justifica minhas
resistências
a adesão da fé.
Ignorar um fato
histórico
de tamanha ressonância
justifica as inquietações
e pesquisas sobre a
Verdade Eterna
revelada por este acontecimento
que hoje celebramos.
Então, perguntamos
onde ou com quais argumentos
a
nossa capacidade racional justifica
a apatia ou indiferença
diante da pessoa do
Jesus Cristo
e do acontecimento novo,
a sua ressurreição
como primeiro
acontecimento,
primeiro modelo, primeira prova
de que nós também
ressuscitaremos.
Não dá para dizer
que não nos diz respeito.
Talvez não esteja no campo da nossa mente,
imparcial, posicionar-se.
Talvez aqui seja
um problema
de "tomar consciência",
conscientizar-se
de que é uma
VERDADE inquestionável.
Talvez
deixamos de formar nossa consciência.
Sim, agora
temos certeza:
não demos primazia
na formação da consciência.
Está faltando
amadurecer a consciência.
Onde a
consciência não tem chances de atuar,
a superficialidade se impõe facilmente.
E aí vem, como
consequência,
uma série de desequilíbrios,
desajustes, injustiças, insegurança,
violência, apatia, indiferenças, descaso.
Pode até
deixar-nos um pouco perturbados,
mas não passa disso.
Diante da
festa da Páscoa,
de hoje, estamos indiferentes.
No palco da
vida
assistimos poucos romances,
muitas tragédias e raras comédias.
Todos estes
shows,
mais do que ativar e despertar nossa consciência
para o fazer,
anestesia-nos no mundo da literatura.
Não estamos
envolvidos.
E não nos envolvemos.
Não nos sentimos
participantes do evento VIDA
ETERNA.
Não temos interesse em ressuscitar.
Não queremos outra vida.
Então, nada nos agrada.
Nada mais cativa-nos.
Estamos escravizados.
Estamos anestesiados,
fora da órbita.
Mas, se
queremos a Ressurreição,
se temos necessidade da ressurreição,
este é um
projeto.
Um projeto de vida
no qual o engajamento
tem que ser
agora.
O Projeto da Ressurreição é evolutivo;
tens que
estar engajado nele,
envolvido por ele,
respirando conscientemente
dentro
dele.
O Heipo quer acreditar
na Ressurreição
e não nas trevas.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 31/05/2016.

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