quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

698.- Natal. O Natal, entre meio a outros acontecimentos.




Natal não é uma festa comum.

É uma das mais significativas

e definitivas festas da humanidade.



Até o dia em que o Natal aconteceu,

só tínhamos uma natureza,

a natureza humana mortal,

sem esperanças.



O Natal

é a festa em que nós humanos,

recebemos a segunda natureza,

a natureza divina.



O Filho do Deus eterno

se fez carne e veio morar entre nós,

inaugurando o Reino de Deus no mundo,

enxertando uma segunda
 
e verdadeira natureza imortal, 

eterna, 

para cada um de nós.



Um salvador nasceu entre nós.

Aqueles que acreditarem receberão o poder

de se tornar filhos do Deus Eterno.



Ele, o Jesus que nasce neste Natal

veio e começou a dizer:



Meu pai me mandou aqui

para fundar um Reino Novo,

o Cristianismo.



Eis que vim

para que todos tenham vida

e a tenham em abundância.



Esqueçam tudo

o que dizem as religiões.


Vim para livrar-vos dos jugos,
 
das normas, das regras, da lei.



A partir de agora

eu vou dou um só,

um único e Novo Mandamento:

Amai-vos uns aos outros,

assim como eu vos amo.

Tudo o que fiz e ensinei,

fazei-o vós também

e nisto todos reconhecerão

que sou meus discípulos.



O Cristianismo,

muito mais do que religião,

se tornou, com o Jesus Cristo,

o humanismo redentor,

levado às últimas consequências,

não mais com sacrifícios cruentos,

obediência às leis,

mas agora,

sacrifício pelos outros,

o amor como dom e serviço,

promoção humana,

elevação da dignidade.




O Filho do Deus altíssimo,

nascendo entre nós,

elevou nossa condição humana,

para a condição divina.

Promoveu-nos para imortais.




Eis as razões das festas.


Há motivos para festejar.



Estes dias de dezembro,

são mais um presente de natal

que recebemos,

além de tantos outros,

recebidos ao longo da vida e do ano.



Aprendemos nas aulas de teologia

que o Deus é trino.

Se é trino é família.

Se é família, tem pai,

mãe, filho na história.



Se a família divina vivia no céu,

o Cristianismo ensina

que o filho do Deus Pai Celestial

veio morar na Terra.



Também o Cristianismo ensina

que o Deus Pai

é o Criador do Céu e da Terra,

das coisas visíveis e invisíveis,

e que governa o

o passado e o futuro

como se tudo fosse presente.



Como é que um Deus

pode nascer de uma pessoa humana?



Ora, Deus é Deus,

pode fazer coisas impossíveis,

e pode também preparar a sua própria mãe

para nascer aqui na Terra,

no tempo que quisesse.


É só dentro da dimensão do tempo

que existem os conceitos de passado,

presente e futuro.



Fora do tempo,

tudo é eternidade,

é sempre presente.



Deus, sendo eterno,

vive fora do tempo,

e tem poderes dentro do tempo.



Nós, dentro do tempo

só conseguimos pensar

dentro das referências

e consequências temporais.



Se nós não temos inteligência

para aceitar esta proposição,

cabe-nos apenas duvidar,

ou recusar,

sem nenhum constrangimento

pois que não estamos

ao alcance

de tal posicionamento racional,

por isso, aqui,

entra a questão da fé,

como uma atitude humilde,

de aceitação

dos mistérios incompreensíveis.



Não é porque não compreendemos

que podemos expressar atitudes de rejeição

ou fazer críticas, sem fundamentos diferentes,

daqueles com os quais estamos acostumados,

como racionalistas

e críticos permanentes.



O tamanho da nossa cultura

é insuficiente,

insuficiente e incapaz

de absorver,

sem esforço ou conversão,  

outras culturas de diferentes nações,

ou de diferentes naturezas,

como por exemplo,

a dimensão espiritual,

na qual estamos absorvidos

e nem nos damos conta,

tamanha a alienação e distanciamento

que a materialidade impõe.



Tudo em nós é materialidade,

Menos as formas de expressão vitais.



Você está vivo,

se expressa e se comunica.



Se você morre,

falece a tua materialidade.



Era pó e ao pó retorna.



O que você fez,

vira história,

somente?



E o que sobra?



Acabou tudo?



Não é muito pouco?



Enquanto você vivia,

e vive,

uma alma,

uma centelha divina,

imortal, imorredoura, te habita.



Cada um de nós

tem ou teve uma origem divina,

de outra natureza.



Então, a entrada do Jesus Cristo,

Filho do Deus eterno,

no nosso mundo,

na nossa carne,

vem trazer boas notícias.



Então é Natal,

motivo de festas.



O que você sabe

sobre a personalidade histórica

do Jesus Cristo,

filho do carpinteiro José,

que viveu na cidade de Belém,

dois mil e poucos anos atrás?



Não te desperta curiosidade?



E se a tua vida tem tudo a ver

com a missão dele aqui na Terra,

você estaria disposto

a conhecer um pouco mais

a biografia dele,

sua origem, mensagem

e promessas?



Então o período do Natal,

a liturgia, as mensagens,

o clima de festas,

as expressões de alegria

podem ser uma primeira resposta.



Se você se abrir,

acreditar na estrela

e fizer do seu coração

um presépio,

receberá o poder

de se tornar

filho(a) do Eterno.



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 25/12/2019

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

696.- Sofrimentos úteis e sofrimentos inúteis



Sim, podem existir sofrimentos úteis.

Digamos que todos os acontecimentos,
fatos ou situações da vida,
carregam mensagens,
ensinamentos
e lições.

Aqueles sofrimentos-professores
ensinaram a não repetirmos
aqueles erros.

Aqueles sofrimentos necessários,
mudanças de hábitos,
dormir cedo,
levantar-se de madrugada,
estudar,
renunciar algo menor por um bem maior,
esforçar-se para superar limites,  
nos ensinaram as regras da perseverança
e a curtição do sucesso.

E sofrimentos inúteis,
ajudam ou atrapalham?

Avalie-se
percebendo
como você carrega nas suas costas,
sofrimentos inúteis,
estresses,
preocupações virtuais,
imaginadas
e que dificilmente acontecem.

Só existe dois sofrimentos reais,
primeiro, aquele que provoca dor
no corpo, e, segundo, aquele
que exige perseverança
para conseguir objetivos
.

Todos os demais sofrimentos,
são inúteis,
criados pela mente,
ou em decorrência
de desconhecermos
quem somos.

Quase todos os sofrimentos
nascem da imaginação.
Não são reais.

Não aprendemos ainda
a domar nossa mente,
refrear os instintos,
morder a língua,
exercer o discernimento
em nossas decisões.

A falta de conhecimento
de si mesmo
nos condiciona a escolher
o que a mídia oferece
nas propagandas.

A falta de conhecimento de si
nos mantém alienados
das nossas capacidades,
das nossas forças,
das energias de superação
e crescimento.

E desconhecemos a fonte própria,
onde estão todas as ferramentas
de crescimento e superação.
nosso íntimo,
a usina criativa,
fabricante exclusiva,
de soluções,
para todas as dificuldades.


As decisões de mudanças
nascem dentro,
como semente,
que explode a casca
para recomeçar a viver.

É claro que existem
preocupações reais,
por exemplo,
dívidas,
contas a pagar,
responsabilidades
na educação dos filhos,
investimento no relacionamento conjugal,
cuidado dos pais idosos,
atenção aos parentes ou amigos
com problemas,
compromissos sociais
assumidos ou a assumir.

A reflexão aqui proposta
é sobre os sofrimentos,
como cargas inúteis,
que podem e devem ser descartados,
desapegados, excluídos e expulsos,
da nossa horta
do fundo do nosso quintal.

Cuidar do bem-estar pessoal,
ter e levar uma vida saudável
supõe desprender-se
de sofrimentos inúteis
ou cargas desnecessárias.

É condição de qualidade de vida,
e de sabedoria,
conduzir a vida
na leveza do bom humor
da gentileza
e do cavalheirismo. 

Buscar a visão da vida
pelo olhar humilde,
perceber os sofrimentos inúteis,
que possam estar atrapalhando
e retardando,
tornando pesados os nossos passos.

Quem sofre,
inutilmente,
faz sofrer os outros
com quem convive.

- Ressentimentos, críticas,
raivas, lamentações, desânimo,
são percebidos pelos outros,
que se sentem contaminados;

- Conflitos não resolvidos,
semeiam conflitividade.

- Descontentes,
semeiam descontentamento,
e mal-estar ambiental.

- Não se aceitar do jeito que se é,
dificulta a aceitação dos outros.

- Desconhecer-se a si mesmo,
ignorar a existência da alma, do espírito
é a maior de todas as fontes de sofrimento.

Alimentamos nosso corpo
e deixamos o espírito morrer de fome,
sem os alimentos que contém
nutrientes capazes de melhorar
nossa vida
e a vida
de quem convive conosco.

Do desconhecimento
de si mesmo nascem
a insegurança
e a ansiedade,
a confusão,
a falta de sentido na vida,
a falta de energia
e de entusiasmo.

A Origem
dos sofrimentos inúteis
está sempre no próprio indivíduo,
e a tendência
é colocar a culpa
sempre nos outros.

Se você não se sente bem,
é em você que reside
este sentimento
indesejável.

Se você continua assim,
é você que se permite
o apego a este sentimento.

A origem
de tantos sofrimentos inúteis
está na pessoa mesma,
nas atitudes egoístas,
nos apegos a coisas
que não devolvem amor e carinho,
está nos pensamentos de inveja,
nas ilusões,
na sede de poder,
nos desejos de fama,
de glória,
de elogios,
está nos ressentimentos,
na falta da necessária paz
consigo mesmo,
na falta de sentido,
na falta de alegria,
no vazio interior.

Desconhecer-se a si mesmo
como fonte de onde se extrai
as motivações e razões de viver,
pode ser um sintoma,
bem legível,
da falta daquilo
que nos é mais essencial,
um Ídolo Perfeito,
no qual espelhar-se
como modelo de perfeição
para consertar a própria vida
a partir de dentro. 



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 17/12/2019