Natal
não é uma festa comum.
É
uma das mais significativas
e
definitivas festas da humanidade.
Até
o dia em que o Natal aconteceu,
só
tínhamos uma natureza,
a
natureza humana mortal,
sem
esperanças.
O
Natal
é
a festa em que nós humanos,
recebemos
a segunda natureza,
a
natureza divina.
O
Filho do Deus eterno
se
fez carne e veio morar entre nós,
inaugurando
o Reino de Deus no mundo,
enxertando
uma segunda
e verdadeira natureza imortal,
eterna,
para cada um de nós.
Um
salvador nasceu entre nós.
Aqueles
que acreditarem receberão o poder
de
se tornar filhos do Deus Eterno.
Ele,
o Jesus que nasce neste Natal
veio
e começou a dizer:
Meu
pai me mandou aqui
para
fundar um Reino Novo,
o
Cristianismo.
Eis
que vim
para
que todos tenham vida
e
a tenham em abundância.
Esqueçam
tudo
o
que dizem as religiões.
Vim para livrar-vos
dos jugos,
das normas, das
regras, da lei.
A
partir de agora
eu
vou dou um só,
um
único e Novo Mandamento:
Amai-vos
uns aos outros,
assim
como eu vos amo.
Tudo
o que fiz e ensinei,
fazei-o
vós também
e
nisto todos reconhecerão
que
sou meus discípulos.
O
Cristianismo,
muito
mais do que religião,
se
tornou, com o Jesus Cristo,
o
humanismo redentor,
levado
às últimas consequências,
não
mais com sacrifícios cruentos,
obediência
às leis,
mas
agora,
sacrifício
pelos outros,
o
amor como dom e serviço,
promoção
humana,
elevação
da dignidade.
O
Filho do Deus altíssimo,
nascendo
entre nós,
elevou
nossa condição humana,
para
a condição divina.
Promoveu-nos
para imortais.
Eis
as razões das festas.
Há
motivos para festejar.
Estes dias de dezembro,
são mais um presente de natal
que recebemos,
além
de tantos outros,
recebidos
ao longo da vida e do ano.
Aprendemos
nas aulas de teologia
que
o Deus
é trino.
Se
é trino é família.
Se
é família, tem pai,
mãe,
filho na história.
Se
a família divina vivia no céu,
o
Cristianismo ensina
que
o filho do Deus Pai Celestial
veio
morar na Terra.
Também o Cristianismo ensina
que o Deus Pai
é o Criador do Céu e da Terra,
das coisas visíveis e invisíveis,
e que governa o
o passado e o futuro
como se tudo fosse presente.
Como é que um Deus
pode nascer de uma pessoa humana?
Ora, Deus é Deus,
pode fazer coisas impossíveis,
e pode também preparar a sua própria mãe
para nascer aqui na Terra,
no tempo que quisesse.
É só dentro da dimensão do tempo
que existem os conceitos de passado,
presente e futuro.
Fora do tempo,
tudo é eternidade,
é sempre presente.
Deus, sendo eterno,
vive fora do tempo,
e tem poderes dentro do tempo.
Nós, dentro do tempo
só conseguimos pensar
dentro das referências
e consequências temporais.
Se nós não temos inteligência
para aceitar esta proposição,
cabe-nos apenas duvidar,
ou recusar,
sem nenhum constrangimento
pois que não estamos
ao alcance
de tal posicionamento racional,
por isso, aqui,
entra a questão da fé,
como uma atitude humilde,
de aceitação
dos mistérios incompreensíveis.
Não é porque não compreendemos
que podemos expressar atitudes de rejeição
ou fazer críticas, sem fundamentos diferentes,
daqueles com os quais estamos acostumados,
como racionalistas
e críticos permanentes.
O tamanho da nossa cultura
é insuficiente,
insuficiente e incapaz
de absorver,
sem esforço ou conversão,
outras culturas de diferentes nações,
ou de diferentes naturezas,
como por exemplo,
a dimensão espiritual,
na qual estamos absorvidos
e nem nos damos conta,
tamanha a alienação e distanciamento
que a materialidade impõe.
Tudo em nós é materialidade,
Menos as formas de expressão vitais.
Você está vivo,
se expressa e se comunica.
Se você morre,
falece a tua materialidade.
Era pó e ao pó retorna.
O que você fez,
vira história,
somente?
E o que sobra?
Acabou tudo?
Não é muito pouco?
Enquanto você vivia,
e vive,
uma alma,
uma centelha divina,
imortal, imorredoura, te habita.
Cada um de nós
tem ou teve uma origem divina,
de outra natureza.
Então, a entrada do Jesus Cristo,
Filho do Deus eterno,
no nosso mundo,
na nossa carne,
vem trazer boas notícias.
Então é Natal,
motivo de festas.
O que você sabe
sobre a personalidade histórica
do Jesus Cristo,
filho do carpinteiro José,
que viveu na cidade de Belém,
dois mil e poucos anos atrás?
Não te desperta curiosidade?
E se a tua vida tem tudo a ver
com a missão dele aqui na Terra,
você estaria disposto
a conhecer um pouco mais
a biografia dele,
sua origem, mensagem
e promessas?
Então o período do Natal,
a liturgia, as mensagens,
o clima de festas,
as expressões de alegria
podem ser uma primeira resposta.
Se
você se abrir,
acreditar
na estrela
e
fizer do seu coração
um
presépio,
receberá
o poder
de
se tornar
filho(a)
do Eterno.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 25/12/2019

