Se você se posiciona
mentalmente
a partir de um ponto
de vista imaterial,
eterno e permanente,
você se observará
como um diretor de
teatro,
a ver-te no palco,
interpretando um
papel de estressado,
preocupado,
desorientado,
procurando
desesperadamente
a sua verdadeira
natureza.
Você está no palco da
vida,
interpretando papéis.
Foi isso o que
aprendemos,
o que nos foi inculcado
pela cultura da
sociedade
na qual estamos
envolvidos.
Porém, a busca pela
originalidade,
nossa verdadeira
natureza
é que deveria nortear
nossas ações.
O ego,
e os vários
sofrimentos inúteis
que ele produz,
não te deixam
perceber
que o que mais
desejas
é a recuperação e o
conhecimento
da sua autêntica
natureza,
sua essência imortal.
O de que mais
necessidade tens,
desde o momento
em que percebes
que algo ainda está
te faltando
é encontrares o teu
verdadeiro SER,
a sua alma
onde está impresso
um selo invisível,
a sua origem divina
e a sua finalidade
eterna.
Quando acontecer
de você conhecer
verdadeiramente
a sua verdadeira natureza,
quem tu és,
a serenidade e a
sabedoria
passarão a ser
as suas companheiras permanentes.
Conquistarás a visão
ampla, lucidez,
transparência da vida
e da morte,
compreenderás as
oscilações
das alegrias e
tristezas,
suportarás os
momentos difíceis,
aceitarás fácil e
igualmente,
críticas, derrotas e
fracassos,
tanto quanto
os elogios,
reconhecimentos
e sucessos.
Desde o momento
em que tomamos
consciência
de que algo em nós já
é absoluto,
permanente e eterno,
tudo o mais se torna
relativo.
Entram em cena a
aceitação,
o desapego, a não-crítica
e a não-violência.
Quando olhamos para
os outros
e para nós mesmos,
parece-nos
que não nos
conhecemos
suficientemente.
Quando tentamos saber
quem somos,
conseguimos ir um
pouquinho só,
abaixo das
aparências,
perto apenas,
da periferia.
Quando conseguimos
entrar um pouquinho
mais
em nosso íntimo,
nos surpreendemos
com nossa capacidade
criativa,
investigando e criando
possibilidades.
Quando conseguimos
ir suficientemente a
fundo de nós mesmos,
percebemos que somos
um poço sem fundo,
imperscrutável, surpreendente e misterioso,
uma parte gostosa de
estar e conviver.
Enquanto não descobrirmos
e dermos a devida
atenção
ao que é permanente e
eterno
em nossa essência,
estaremos sempre
correndo atrás
do que é supérfluo,
entrando em situações
e condições de
desequilíbrios,
sujeitos à depressão,
pela falta de visão
abrangente
e consequente desesperança,
ou falta de sentido.
Descobrindo
tudo o que é
supérfluo,
descartamos o que atrapalha.
Só podemos descartar
o que é supérfluo,
pois a sua data de
validade é rápida.
Compramos, compramos,
consumimos e
consumimos
e vamos gastando a
vida
com inutilidades
e acabamos nos
identificando mais
com o desgaste e o envelhecimento.
E a sede continua,
a busca continua,
as resistências
em entrar pelas
sendas da profundidade
também continuam,
e vivemos assim,
carregando uma carga
insuportável
de sofrimentos
inúteis.
Queremos,
desejamos viver a
vida
de uma forma plena,
porém, não conseguimos,
porque não nos
permitimos subir
para o nível da
aceitação
dos valores do mundo
invisível,
espiritual,
permanentes,
absolutos.
Se não houver
paradas,
silêncio,
meditação,
contemplação,
comparações, leituras
de biografias,
de pessoas diferentes
de nós mesmos,
permaneceremos com os
conceitos
ditados pelo ego
pessoal, umbilical,
colocando-se a si
mesmo
como referência das
verdades,
que não são,
absolutamente,
absolutas.
Só após uma firme
decisão
em entrar pelos caminhos da aceitação,
desapego e não
julgamento
é que estaremos em
condições
de progredir
nas descobertas
daquilo que faz parte
da nossa verdadeira
natureza, eterna.
São os nutrientes
eternos
que alimentam de
sentido nossa vida.
Existem valores
permanentes
que servem de
referência.
Aceitá-los,
buscá-los
e adaptar nossas
escolhas
nesse caminho
é o desafio
para a evolução
a que a natureza divina aguarda
para manifestar-se
visivelmente,
não tanto em teu agir
ou fazer,
mas na sua essência,
no teu SER,
matéria prima,
imagem do Criador.
Por tudo isto
é que sonhamos alçar
voos espirituais.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado
em 09/12/2019

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