Amor é um termo
genérico
para comportamentos
afetivos,
originados primeiramente
no coração,
nos sentimentos,
depois,
na mente amadurecida.
As expressões do ser
humano
que mais agradam
nascem da compaixão,
e por isso se tornam
nutrientes
para o
desenvolvimento equilibrado
de qualquer ser.
Expressões e ações
que nascem da
atenção,
do interesse e da
paixão,
por quem quer que
seja,
tornam-se complemento,
nutrientes curativos
para qualquer falta
ou carência
percebida.
O que um filho
pequenino
não deseja presenciar
são as discussões dos
seus pais.
Onde há discussão,
está faltando
algum ingrediente
afetivo.
Discussão é alimento
para o ego.
Se o ego está ativo,
o amor está inativo.
Qualquer palavra,
atitude falada ou
manifestada,
ausente de carga
afetiva,
desequilibra a
criança,
porque o normal
para o crescimento
de uma criança
é receber amor
e presenciar atitudes
e palavras amorosas.
Permita que o teu Heipo
se manifeste.
Qualquer outro
comportamento
provocará
desequilíbrios
no desenvolvimento
da personalidade da
criança.
O alimento natural
das crianças,
além da comida para
seu corpo,
são os alimentos para
seu espírito,
transmitidas
sobretudo
com atitudes
carinhosas,
afetivas, palavras
positivas,
olhares de
compreensão,
aceitação, ternura e
afeto.
Também para os
adultos,
qualquer tipo de
comportamento
que não esteja
baseado no amor,
ações amorosas,
afetivas e carinhosas,
desequilibram
aquilo que deve ser
o transcorrer e o viver,
transpirando suavidade,
leveza, compreensão,
tolerância e
incentivos.
Tudo se torna fácil
quando as atitudes
são azeitadas,
lubrificadas com gestos
carinhosos
e afetivos.
O normal
e o ideal da vida
é viver dentro do
clima de amor.
AS discussões,
brigas, conflitos dos pais,
na frente ou ausentes
da presença dos filhos,
provocam ondas de
energias invisíveis
que bombardeiam o
coração dos filhos.
Estas atitudes magoam,
entristecem,
machucam, riscam,
arranham,
causam feridas no
coração sensível da criança
e vai marcá-lo nas
suas memórias históricas,
provocando traumas
e dificuldades no
relacionamento afetivo
lá na frente, na sua
juventude
quando tentará sua integração
com a sociedade.
Façam juntos um
propósito,
uma regra para a vida
de vocês,
de jamais, em
hipótese alguma,
ser ríspido(a) duro(a),
contrariando ou
discordando
em tom que não esteja
carregado
de carinho e ternura.
Produzam atitudes
carregadas de
respeito e amor,
afeto, sensibilidade
pura de amor puro,
isentas de qualquer
forma de ofensa e dureza.
Nossa vida e a dos
nossos filhos
está em construção.
É um projeto
inacabável.
Necessita de metas,
de objetivos,
de planejamento em
equipe
ou de quem está bem
próximo,
como os pais e avós.
Como pássaros pequenos,
os filhos e netos
estão sempre bebendo
e comendo
das mãos e atitudes
dos pais e avós.
Estejamos sempre
prontos
a dar alimento nas
mãos e na boca
dos nossos filhotinhos.
Eles se alimentam
do que escutam e do
que veem.
Os maiores ídolos dos
filhos e netos
são seus pais e avós.
Que eles, lá na
frente,
tenham orgulho de
nós, pais e avós.
E que nós tenhamos
a consciência
tranquila
de que tudo fizemos
para dar-lhes
nutrientes
e alimentos eternos,
permanentes,
valores duráveis.
Assim, teremos
certeza
de que não terão
crises
por falta de sentido
na vida
ou depressões por
falta de horizontes.
Nossa maior preocupação
de pais e avós
é com a formação de uma
filosofia de vida
aos nossos filhos e
netos,
e não tanto com as
profissões
que terão de escolher
lá na frente.
Uma pessoa
com caráter e
personalidade formada,
onde estiver,
expressará em
primeiro lugar,
o que é, sua natureza,
e depois,
o que sabe fazer.
O fazer
são atos que
manifestam o SER.
Ensine seu filho e
seu neto
a ser alguém, ser
gente,
ser útil aos outros,
não a ter esta ou
aquela profissão.
Formamos nossos
filhos e netos
para viver, não para
fazer.
Não dê coisas
materiais
para seu filho.
Dê sim,
a sua herança espiritual,
em vida, ainda.
Que ele gaste tudo,
já, orgulhosamente,
o que aprendeu de você,
o quanto antes,
para que seu nome
fique inscrito na sua
memória afetiva,
relembrada a todo
momento,
como saudade viva,
a latejar nos passos
e transpirações dos
instantes.
Não seja um pai clássico.
Seja papaizinho
querido.
Ensine as lições no
colo do abraço,
nas batidas do
coração,
na pupila dos olhos.
Ame seu filho,
com olhar carregado
de ternura,
carinhoso.
Que ele se sinta
admirado,
contemplado por um
Deus.
Quanto a vocês, pais,
amem-se.
Traduzam esse amor
com gestos agradáveis,
estimulantes, carinhosos.
Que jamais saia
da boca de cada um de
vocês,
palavras que ofendam
e magoem
o coração que foi
feito para amar.
Não deixem que o ego(racional)
se manifeste pelas
suas razões mentais.
Não deixem que nasçam
conflitos,
discussões, mal
interpretações.
Lembrem-se sempre, os
dois,
que o ego de cada um
quer competir,
impor-se, aparecer,
diminuir o outro,
quer ganhar.
Ganhar o quê?
Se houver conflito,
os dois perdem a paz
e quebram a harmonia.
O ego é o seu maior
inimigo
e mora dentro de cada
um.
Mas também mora
dentro de você,
o Espírito bom, o
Espírito da Paz,
o Espírito Santo
conciliador.
É este que você deve
ouvir
e com Ele, conviver.
Este Espírito
é que deve ser
cultivado pelos dois.
Daqui nasce a
espiritualidade
que dignifica as
pessoas
e dá brilho e sentido
ao viver em família.
A partir daqui
passamos a admirar um
ao outro,
a cultivar o que
temos de bom, a elogiar,
a promover VIDA, como
valor permanente.
Lembrem-se sempre,
os membros da
família,
de que o ponto de
partida
para cada situação
indesejável,
é a busca de soluções
para alcançar
de novo, a paz
desejável.
Não importa mais o
problema,
que já está no passado.
Não se coça a ferida
com unhas sujas.
Importa sim, a
solução
para este momento
presente,
o retorno à paz, à
harmonia,
o convívio no clima
de amor.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado
em 14/11/2019
Atualizado
em 11/12/2019

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