quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

695.- Família. Casais. Pitacos açucarados ao casal, pais e avós.




Amor é um termo genérico

para comportamentos afetivos,

originados primeiramente no coração,

nos sentimentos, depois,

na mente amadurecida.



As expressões do ser humano

que mais agradam

nascem da compaixão,

e por isso se tornam nutrientes

para o desenvolvimento equilibrado

de qualquer ser.



Expressões e ações

que nascem da atenção,

do interesse e da paixão,

por quem quer que seja,

tornam-se complemento,

nutrientes curativos

para qualquer falta

ou carência percebida.



O que um filho pequenino

não deseja presenciar

são as discussões dos seus pais.



Onde há discussão,

está faltando

algum ingrediente afetivo.



Discussão é alimento para o ego.

Se o ego está ativo,

o amor está inativo.



Qualquer palavra,

atitude falada ou manifestada,

ausente de carga afetiva,

desequilibra a criança,

porque o normal

para o crescimento

de uma criança

é receber amor

e presenciar atitudes

e palavras amorosas.


Permita que o teu Heipo
se manifeste.
 


Qualquer outro comportamento

provocará desequilíbrios

no desenvolvimento

da personalidade da criança.



O alimento natural das crianças,

além da comida para seu corpo,

são os alimentos para seu espírito,

transmitidas sobretudo

com atitudes carinhosas,

afetivas, palavras positivas,

olhares de compreensão,

aceitação, ternura e afeto.



Também para os adultos,

qualquer tipo de comportamento

que não esteja baseado no amor,

ações amorosas,

afetivas e carinhosas,

desequilibram

aquilo que deve ser

o transcorrer e o viver,

transpirando suavidade,

leveza, compreensão,

tolerância e incentivos.



Tudo se torna fácil

quando as atitudes são azeitadas,

lubrificadas com gestos carinhosos

e afetivos.



O normal

e o ideal da vida

é viver dentro do clima de amor.



AS discussões, brigas, conflitos dos pais,

na frente ou ausentes da presença dos filhos,

provocam ondas de energias invisíveis

que bombardeiam o coração dos filhos.



Estas atitudes magoam,

entristecem,

machucam, riscam, arranham,

causam feridas no coração sensível da criança

e vai marcá-lo nas suas memórias históricas,

provocando traumas

e dificuldades no relacionamento afetivo

lá na frente, na sua juventude

quando tentará sua integração

com a sociedade.



Façam juntos um propósito,

uma regra para a vida de vocês,

de jamais, em hipótese alguma,

ser ríspido(a) duro(a),

contrariando ou discordando

em tom que não esteja carregado

de carinho e ternura.



Produzam atitudes

carregadas de respeito e amor,

afeto, sensibilidade pura de amor puro,

isentas de qualquer forma de ofensa e dureza.



Nossa vida e a dos nossos filhos

está em construção.



É um projeto inacabável.



Necessita de metas, de objetivos,

de planejamento em equipe

ou de quem está bem próximo,

como os pais e avós.



Como pássaros pequenos,

os filhos e netos

estão sempre bebendo e comendo

das mãos e atitudes dos pais e avós.



Estejamos sempre prontos

a dar alimento nas mãos e na boca

dos nossos filhotinhos.

Eles se alimentam

do que escutam e do que veem.



Os maiores ídolos dos filhos e netos

são seus pais e avós.



Que eles, lá na frente,

tenham orgulho de nós, pais e avós.

E que nós tenhamos

a consciência tranquila

de que tudo fizemos

para dar-lhes nutrientes

e alimentos eternos, permanentes,

valores duráveis.



Assim, teremos certeza

de que não terão crises

por falta de sentido na vida

ou depressões por falta de horizontes.



Nossa maior preocupação de pais e avós

é com a formação de uma filosofia de vida

aos nossos filhos e netos,

e não tanto com as profissões

que terão de escolher lá na frente.



Uma pessoa

com caráter e personalidade formada,

onde estiver,

expressará em primeiro lugar,

o que é, sua natureza,

e depois,

o que sabe fazer.



O fazer

são atos que manifestam o SER.



Ensine seu filho e seu neto

a ser alguém, ser gente,

ser útil aos outros,

não a ter esta ou aquela profissão.



Formamos nossos filhos e netos

para viver, não para fazer.



Não dê coisas materiais

para seu filho.

Dê sim,

a sua herança espiritual,

em vida, ainda.



Que ele gaste tudo,

já, orgulhosamente,

o que aprendeu de você,

o quanto antes,

para que seu nome

fique inscrito na sua memória afetiva,

relembrada a todo momento,

como saudade viva,

a latejar nos passos

e transpirações dos instantes.



Não seja um pai clássico.

Seja papaizinho querido.



Ensine as lições no colo do abraço,

nas batidas do coração,

na pupila dos olhos.



Ame seu filho,

com olhar carregado de ternura,

carinhoso.



Que ele se sinta admirado,

contemplado por um Deus.



Quanto a vocês, pais,

amem-se.



Traduzam esse amor

com gestos agradáveis,

estimulantes, carinhosos.



Que jamais saia

da boca de cada um de vocês,

palavras que ofendam e magoem

o coração que foi feito para amar.



Não deixem que o ego(racional)

se manifeste pelas suas razões mentais.



Não deixem que nasçam conflitos,

discussões, mal interpretações.



Lembrem-se sempre, os dois,

que o ego de cada um quer competir,

impor-se, aparecer,

diminuir o outro, quer ganhar.



Ganhar o quê?

Se houver conflito,

os dois perdem a paz

e quebram a harmonia.



O ego é o seu maior inimigo

e mora dentro de cada um.



Mas também mora dentro de você,

o Espírito bom, o Espírito da Paz,

o Espírito Santo conciliador.



É este que você deve ouvir

e com Ele, conviver.



Este Espírito

é que deve ser cultivado pelos dois.



Daqui nasce a espiritualidade

que dignifica as pessoas

e dá brilho e sentido

ao viver em família.



A partir daqui

passamos a admirar um ao outro,

a cultivar o que temos de bom, a elogiar,

a promover VIDA, como valor permanente.



Lembrem-se sempre,

os membros da família,

de que o ponto de partida

para cada situação indesejável,

é a busca de soluções para alcançar

de novo, a paz desejável.



Não importa mais o problema,

que já está no passado.

Não se coça a ferida

com unhas sujas.



Importa sim, a solução

para este momento presente,

o retorno à paz, à harmonia,

o convívio no clima de amor.





Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado em 14/11/2019

Atualizado em 11/12/2019

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