domingo, 8 de dezembro de 2019

693.- Alma. Sou a inteligência da alma.




Quem sou?

Sou

alguém que pergunta,

que observa,

que sente,

que vou ...



Vou ... apertado,

dentro de um ovo,

esperneando,

querendo quebrar a casca,

sair para um mundo novo.



Definido

como uma pessoa ‘limitada’

por uma cultura do mundo,

fechada.



Não, não é essa minha visão,

minha essência.



Sou alguém

que me procuro.



Sou uma essência absoluta,

incompreensível,

algo sem definição humana.



Sou o conhecimento não racional,

não localizável, dentro de mim.



Sou uma vontade livre, leve,

dentro de um corpo,

em movimento.



Sou como o vento, livre, solto.

Venho, não sei de que direção.

Vou, não sei para onde.



Ninguém me encerra

dentro de definições mentais.

Escapo, ultrapasso.



O que se move em mim,

é temporário, definível,

previsível.



Sou alma invisível.



Sou

o imóvel,

dentro daquilo que se move,

absoluto, no mundo relativo.



Sou

a sensação de vida,

unidade ampla,

de movimento.



Sou

o invisível

dentro do visível.



Sou

uma forma de expressão,

da alma invisível.



Não sou

a areia,

não sou

o sal,

não sou

a água,

não sou

a onda,

nem a espuma branca.



Sou o mar,

que se aproxima,

 abraça,

e irmana

todas as terras,

continentes e nações. 


Sou a inteligencia da alma. 



Sou

a consciência eterna,

viajando,

de passagem,

de carona,

no Heipo-Eneas.


Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado em 07/12/2019

Atualizado em 08/12/2019

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