quinta-feira, 30 de novembro de 2017

443.- Educação. Mudança de mentalidade e direção.


A educação e a deseducação

está disponível para todos.

 

É uma questão de escolha inteligente

optar pela educação, através do esforço,

para conquistar valores maiores e melhores.

 

A educação é um bem,

um tipo de patrimônio espiritual,

pessoal e universal.

 

Nos referimos à educação

personalizante,

aquela que nos educa

e nos prepara para ser alguém,

ser pessoa humana, capaz de evoluir,

melhorar, e contribuir

para que o mundo seja

cada vez melhor.

 

Através da educação

melhoramos, evoluímos,

facilitamos nossa vida

e a vida de todos aqueles

que conosco convivem.

 

Nascemos necessitando de aprendizado.

Aprendemos a andar.

Aprendemos a pensar.

Aprendemos a falar.

Aprendemos a conviver.

Aprendemos a criar ferramentas,

equipamentos, carros, aviões,

naves espaciais.

 

Estaremos sempre a caminho,

aperfeiçoando,

transformando em arte,

nosso ser e agir.

 

Sempre é possível fazer melhor,

alegrar, colorir, embelezar

o ambiente, as pessoas.

 

Nossos pais nos educam.

 

Nossos professores

ensinam disciplinas

que nos ajudam

e ajudarão a fazer,

mas não nos ensinam

a ser alguém melhor.

 

Ser alguém importante,

estimado, respeitado,

com dignidade

e valor infinito,

é tarefa pessoal.

 

Estudamos para nos educar,

para aperfeiçoar nosso ser e nosso agir.

 

Escolhemos uma profissão,

através do esforço, disciplina

e educação profissionalizante.

 

Depois de educados

trabalhamos, servimos,

percebemos que somos úteis

e nos tornamos alguém.

 

O trabalho

responde a uma necessidade

básica do ser humano

para encontrar o sentido da vida.

 

Escolhemos alguém

para quem viver.

 

Escolhemos o amor

como jeitão especial de ser,

em suas manifestações

de carinho, ternura, diálogo afetivo,

tolerância e ajuda mutua.

 

Vivendo,

enchemos de recheios

os momentos, o tempo,

com aquilo que mais gostamos:

os bons pensamentos

os bons sentimentos,

as alegrias e os amores.

 

Poucas pessoas percebem

que mudam

que evoluem,

que melhoram,

quando mudam seus pensamentos

e depois, suas atitudes,

trocam hábitos ruins por hábitos bons,

deixam de ser agressivos

e se tornam carinhosos e afetivos.

 

Poucas pessoas

evoluem a olhos vistos.

 

A maioria das pessoas

acham que nasceram assim

carregadas de defeitos

e assim vão morrer.

 

Nem acham que sejam defeitos,

mas teimam em dizer que é

“meu caráter”,

“meu jeito de ser”,

e que mudar seria uma violentação

da sua própria natureza.

 

Estes, são fechados

em seu próprio mundinho,

não se abrem

para o mundo exterior,

não percebem

as nobres diferenças

nas pessoas

que modificaram

suas maneiras de ser e agir,

para melhor.

 

Estes, que melhoraram,

suavizam a vida

de tanta gente,

ajudam a promover melhorias,

alegram o ambiente em que vivem.

 

Estamos vivendo uma época

da história onde todos nos expomos,

revelando quem somos.

 

Alguns ainda são teimosos,

pessimistas, lamurientos,

tristes, egoístas, pesados,

como barra de gelo,

nas costas das pessoas

com quem convivem.

 

Outros são como blusas,

leves, gostosas,

aquecendo os ombros

das pessoas com quem

compartilham o tempo,

que se eterniza.

 

Muitas pessoas

se tornaram melhores

nestes últimos anos,

beneficiadas que fomos

pela facilidade

e acesso às informações,

às mensagens de formação

e motivações.

 

O que nos leva

a querer viver

num mundo melhor?

 

É a experiência de paz,

a boa convivência,

a solidariedade,

a fraternidade.

 

Somos mais inteligentes,

mais educados

a ponto de escolher

o que faz bem e evitar

o que atrapalha,

dificulta e inferniza

a vida das pessoas.

 

Hoje, a aquisição

dos bens imateriais

é mais rápida

do que o tempo que levamos

para a aquisição

dos bens materiais.

 

Podemos nos tornar sábios

dentro de poucos meses.

 

Podemos nos transformar

em pessoas mais humanas,

sensíveis, tolerantes, solidárias,

a partir deste momento.

 

Qualquer porta se abre

a quem for bondoso,

simpático, pronto para ajudar,

rápido para elogiar, compreender,

e acompanhar quem está precisando de algo.

 

E não há quem não esteja

precisando de algo,

em cada momento.

 

O mais sábio dos filósofos

da antiguidade descobriu

que todo o conhecimento

tem a sua origem no conhecimento

de si mesmo.

 

Este ser,

objeto de estudo,

que sou eu,

que é cada um de nós,

está bem perto

da escola, que é a própria vida.

 

Ninguém de nós

consegue faltar às aulas

que são dadas dentro da sala

do nosso próprio ser.

 

A cada momento,

cada hora do dia,

estamos expostos,

mostrando quem somos

através do nosso comportamento,

da nossa fala,

revelando quem somos,

ensinando,

através das nossas atitudes,

boas ou ruins,

ou aprendendo

através da escuta,

da observação,

da reflexão.

 

Após dez mil anos de cultura,

poderíamos sintetizar,

o que é importante conhecer,

arriscando dizer,

que apenas dois conhecimentos

são necessários,

conhecer o que é o Ego

e como ele nos ajuda

ou nos atrapalha,

e o que é a Consciência,

e como desenvolvê-la.

 

Este aprendizado

acaba sendo um só,

que é o conhecimento

de si mesmo.

 

Quem sou eu?

 

Quem sou eu,

neste mundo?

 

Estou no mundo,

vivendo aqui,

neste lugar da Terra,

neste tempo histórico.

 

Tomo consciência

de mim mesmo

como alguém que vive,

que está no mundo.

 

E para que serve o mundo,

senão para que eu,

você e as pessoas

vivamos nele, procurando,

estudando, aperfeiçoando,

melhorando cada vez mais

tornando este mundo

 cada vez mais perfeito,

criando mais condições

de nos dar mais saúde,

mais tempo, mais vida?

 

Então, percebeu

como é indispensável

educar-se, conhecer,

aprender e evoluir?

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 30/11/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 30/11/2017.

Atualizado em 31/01/2024.

sábado, 25 de novembro de 2017

442.- Apaixonar-se. Como é gostoso apaixonar-se.



Dentro do nosso corpo

temos uma cabeça que pensa,

mas quem se apaixona é o coração.

 

É ele que esquenta,

que bate depressa,

sente, emociona-se

e se apaixona.

 

Estava a andar

 pelas estradas da vida,

pensativo,

prestando atenção

nos pensamentos.

 

Levantei a cabeça,

e percebi

uma menina,

que olhava para mim.

 

Pô! Que olhar!

 

Silencioso,

profundo, longo.

Longo e esticado.

 

Assustado,

meio dormindo

ou meio acordando,

recuperando a respiração,

veio mais um sorriso,

 suave, sem voz,

desmontando-me de vez,

nocauteando minhas resistências.

 

As pernas fraquejaram,

pedindo apoio,

um chão firme

para sustentar-me em pé.

 

Ah! O que é isso que me acontece?

 

Minha cabeça

não entende certas coisas.

Meu coração sim,

sente, esquenta, gosta

e quase se arrebenta.

 

Com quais olhos te vejo?

São os de dentro do peito.

 

Este seu olhar

seu sorriso feminino

é um convite

que recebo sem jeito.

 

Esse seu charme encantador

faz renascer dentro de mim

atitudes infantis,

maluquices sem freios.

 

Como me sinto?

Enfeitiçado, encantado,

fora de controle,

prisioneiro seu.

 

Esse seu charme, seu jeitinho de ser,

mostra o tamanho do meu coração,

capaz de sentir, de amar,

e querer te fazer feliz.

 

Tenha pena de mim.

Não estraçalhe meu coração.

 

Aguentarei?

 

Me manterei vivo

por mais tempo?

 

Não me importo.

Quero me ligar a esse seu jeito,

que dilata meu peito,

arrebenta minhas costelas,

faz vibrar todo meu ser.

 

Desfaz

minhas incertezas.

 

Apaga

meu passado.

 

Projeta luz

ao meu futuro,

que já sonho nosso.

 

Esse seu charme,

você toda, inteira,

vestida de mulher, feminina,

silenciosa, armada de olhar e sorriso,

ternura e suavidade, chega de mansinho

e se instala em meus sonhos.

 

Fecho meus olhos

e numa tela florida te vejo.

 

Abro os olhos

e para onde olho,

lá está você

seguindo meus passos

com seu meigo olhar silencioso.

 

Como és forte, mulher.

Tomaste conta da minha vida.

Não consigo mais tirar-te

da minha cabeça.

 

Você não sai mais

do meu coração.

 

Deixei de existir.

 

É você que agora existe em mim.

Você é a razão do meu pensar,

o pulsar do meu coração.

 

 Meu coração visitado,

habitado por você,

já bate descompassado,

me faz andar meio bem desajeitado.

 

Você veio preencher a vaga

ainda aberta, de companheira,

das batidas do meu coração.

 

Foi lá,

no encontro dos nossos olhares

que um sonho começou

a se tornar realidade.

 

Surgiu o diálogo:

as portas do teu mundinho,

abriram as portas do mundinho meu.

E daí nasceu uma nova história:

o mundo do tu e eu.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 25/11/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no blog Heipo World

e no FACEBOOK em 25/11/2017.

Atualizado em 31/01/2024.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

441.- Verdade. Procuramos a última verdade que sacie essa sede infinita.



Quero encontrar

um campo limpo e livre

onde eu possa plantar

uma espécie de semente

que cresça rápido, dê alimento

e sacie todos nós, sedentos de plenitude.

 

Vejo-me como alguém

no meio de tantos outros

procurando algo, ou Alguém,

que não sabemos o que ou quem seja.

 

Estamos todos absorvidos

por tantos afazeres

que não nos permitem

olhar para cima, nas alturas

ou para baixo, na profundidade.

 

Onde está a última verdade,

aquela que satisfaça,

que nos sacie

de uma vez por todas

com a certeza?

 

Todos nós vivemos

porque comemos

um tipo de alimento

que os mortos também comeram.

 

Alimentamo-nos o tempo todo.

 

Nunca nos cansamos

de comer e beber,

e mesmo assim morremos,

cada um no seu tempo.

 

Lemos um livro atrás do outro,

insaciáveis por novidades,

que envelhecem rapidamente.

 

Não paramos nunca,

de procurar e devorar

o que ingerimos em nossa boca

e o que entra em nossa cabeça.

 

Como indigentes,

permanentes,

mendigamos

algo que seja definitivo

e nos complete,

para sempre.

 

Estamos sempre

com fome e com sede,

ansiosos por mais e mais sabores,

romances, professores e saberes.

 

Olhando para cima,

para o Universo cósmico,

um grito sai das minhas entranhas:

 

Grande Universo Cósmico,

não nos deixe passando fome,

sede, frio e sem respostas,

dentro deste infinito insaciável

que sou eu dentro de mim.

 

Que o nada

não nos deixe assim,

perdidos, desorientados.

 

Que não seja vazia

a última palavra.

 

Que a depressão

não seja

a última experiência.

 

Que as estrelas

possam nos orientar,

indicando-nos

onde fica o céu.

 

Procuramos

a última verdade

que seja a certeza libertadora.


Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 23/11/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 23/11/2017.

Atualizado em 02/02/2024.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

440.- Eu, na UTI. Sou uma pessoa ocidentalizada.


Nasci aqui,

no lado de cá,

no Ocidente,

no mundo dos negócios,

do trabalho, do estresse.

 

Fui formado para trabalhar,

ganhar, ter dinheiro, ter fama,

comprar, gastar, consumir.  

 

Nasci, cresci e me deformaram

para ter alguma coisa.

 

Sou ferramenta.

Sou objeto manipulável.

Sou mercadoria.

Sou consumidor.

 

Estou constantemente doente,

inquieto, ansioso,

levado pela correnteza,

vivendo como estrangeiro,

fora do meu mundo,

meu eu profundo, verdadeiro.

 

Estou sempre na periferia,

desviado do centro,

das energias boas.

 

Não tenho referências,

onde me agarrar

ou quem me socorrer.

 

Entro nos esquemas

de planejamento

dos detentores do poder.

 

Eles têm poder sobre mim.

 

E eu permito,

sem resistências,

sem argumentos,

porque não me conheço,

não conheço minhas forças

e desprezo minhas fraquezas.

 

Sinto-me com dificuldade

para estar em paz

e viver em harmonia

comigo mesmo.

 

Há muita pressão

em meu inconsciente.

 

Existe pressão coletiva,

germinada do pensamento cultural

do Ocidente.

 

O meu íntimo,

minha profundidade,

meu eu verdadeiro

está muito distante

da minha posição,

do meu status original.

 

“Quem eu sou

saúde com tristeza

aquele que eu deveria ser”,

disse o poeta.

 

Há uma enorme dificuldade

de comunicação dentro de mim,

comigo mesmo.

 

Quem eu sou, meu eu original,

luta desesperadamente

com o falso eu, criado depois,

pela cultura exploradora

dos eus sem raízes,

sem referências,

sem Pai e sem irmãos.

 

Sou fácil

de ser manipulado.

 

Sou um inconsciente

utilizado pelos outros.

 

Quando dou conta de mim,

já estou envolvido

pelas propagandas,

pelos eventos programados

para me explorarem.

 

Percebo a estratégia deles

em me envolverem

em distrações e barulhos.

 

Não me dão chances

para ficar em silêncio

e tomar conta da vida que sou,

e que não parece minha.

 

Sinto-me um estranho

de mim mesmo.

 

Mas sou eficiente.

 

Estou sempre trabalhando.

 

Sou produtivo.

 

Trabalho

mais de oito horas por dia.

 

Sempre com pressa,

como barata tonta,

fugindo de mim mesmo.

 

 Não sou dono

de mim mesmo.

 

Não tenho tempo

para cuidar

da minha vida.

 

 

Sinto-me como coisa, objeto,

como uma ferramenta

destinada a fazer.

 

Estou sempre

fazendo alguma coisa.

 

Esqueci

o que é ser,

quem sou eu.

 

Não me sinto,

sendo.

 

Não consigo dizer

para mim mesmo:

Eu sou.

 

Sou apenas

ferramenta.

 

Sou apenas

mercadoria.

 

Sou apenas

objeto submergido

na cultura deles, não na minha.

 

Não tenho tempo

para pensar.

 

Não sei mais

o que é refletir,

pensar em mim,

dirigir meu próprio ser.

 

Só ajo como reagente.

Reajo.

 

Não tomo

minhas próprias decisões.

 

Estou

anestesiado.

 

Estou

no mundo do feitiço.

 

Vivemos enfeitiçados,

sob o efeito de drogas e anestésicos

contra a consciência.

 

Somos manipulados.

 

Estamos nas mãos

dos poderosos.

 

Desconhecemos nosso próprio poder.

E não nos dão chances

para descobri-los

e aperfeiçoá-los.

 

Porque a cultura materialista

É contrária à cultura do espírito.

 

Porque a cultura materialista, do mundo

não foi planejada para a personalização

das pessoas, mas sim para a massificação.

 

A cultura Ocidental

valoriza a cabeça, a mente,

os pensamentos, ações, realizações.

 

Não valoriza a meditação, o silêncio,

as condições para estar só

para avaliar-se e tomar conta

de si mesmo.

 

Quem está no comando

quer nos manter na ignorância,

principalmente, sobre você mesmo,

sua natureza, sua essência,

sua origem e sua finalidade

não querem que você descubra

o sentido da sua vida.

 

Somos alienados

dos valores existenciais.

 

Estamos vivendo

como se estivéssemos na UTI,

imobilizados, entubados,

semimortos, inconscientes.

 

A cultura Oriental

valoriza o coração, a reflexão,

o silêncio, a paz, a serenidade,

a posse de si mesmo.

 

Quem é livre,

quer libertar.

 

Quem possui sabedoria,

quer ensinar.

 

Se há uma cultura

a ser cultivada,

para que nos mantenhamos

livres e sábios:

é a cultura oriental.

 

Conscientemente,

buscarei a paz,

a serenidade,

viverei agora,

um momento atrás do outro,

sentindo, degustando, vivendo.

 

Conheci a cultura dos orientais,

lendo, pesquisando, estudando,

comparando.

 

Depois de comparar,

escolhi:

 

Deixar o caminho da ignorância

sobre mim mesmo,

e escalar a conquista da sabedoria.

 

Abandonar

as condições

de inquietude

e submeter-me

às exigências da paz.

 

Dar mais importância

aos meus anseios,

de realização.

 

Voltando à vida.

 

 Tenho de volta

minha consciência.

 

Recobrei os sentidos.

 

Agora, com essa tomada de consciência

recupero a vida, o meu destino.

 

Saí da UTI.

 

Estou recebendo ALTA da UTI.

 

*Quando escrevo,

e me coloco na primeira pessoa,

estou me identificando com cada ser humano.

O que eu penso, sinto, faço e escrevo,

sou eu e sou você envolvidos nessas situações.

 

Se você não se encontra neste contexto,

parabéns, você é perfeito, dono da sua vida,

consciente, tomador de sábias decisões.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 22/11/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no blog Heipo’s World

e no FACE em 22/11/2017.

Atualizado em 02/02/2024.