quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

203.- Jesus Cristo. Encontro com o Jesus Cristo na montanha.




Informaram-me

que o Jesus Cristo

era o Bom Pastor

e que Ele estava

no alto da Montanha do Matulon,

perto de Tijucas do Sul.

 

Você toma a decisão e vai para lá.

 

Ele está lá em cima,

no alto da montanha,

exercendo a profissão de um Bom Pastor.

 

Não tão alto nem tão longe

que você não consiga chegar.

 

Basta o esforço

de decidir-se e colocar-se a caminho.

 

Chegando lá, vê Ele de longe,

rodeado de ovelhas. Só vê ovelhas.

 

Não vê nenhuma pessoa.

Mas você nem se importa com isso.

 

Sabe que Ele está lá.

 

Chegando perto Dele você pergunta:

Onde estão as outras pessoas?

Porque só vejo ovelhas

e eu não sou ovelha”.

 

Aí Ele te responde:

Você não queria um encontro comigo?

 

Então o encontro está para acontecer

somente entre eu e você.

 

Sim, você não é ovelha.

 

Você é minha imagem e semelhança,

por isso me encontrou.

 

Agora sente-se

e vamos nos conhecer melhor.

 
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Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com 41 98854 5166

Atualizado em 31/05/2016.
 
 


202.- Jesus Cristo. Encontro com o Jesus Cristo na casa lotada de gente..



Você deseja um encontro,

custe o que custar,

mas um encontro

que seja realmente extraordinário.

 

Você ouviu dizer

que Ele estará na casa

de alguma pessoa comum,

num dos bairros da cidade,

não lá na Catedral.

 

Então você se alegra.

 

E decide: Vou para lá.

 

E se põe a caminho.

 

Lá chegando,

não consegue nem chegar perto

da porta da casa, de tão cheio de gente.

 

Você mal consegue ouvir a voz dele,

beneficiada pelo silêncio

que há em volta da casa,

nos ouvintes atentos.

 

Mas não quero só ouvir a voz Dele.

 

Eu quero tocar nele e se possível,

sentar-me em seu colo acolhedor.

 

É hoje

e tem que ser agora.

 

Ele está aqui, tão perto.

 

Se não for agora

nunca mais terei outra chance.

 

Tão perto

e o acesso, tão difícil.

 

Tão perto

e tão parcos recursos de aproximação.

 

Olhando em volta

percebe uma casa de dois pavimentos,

com as portas abertas.

 

Você vai entrando lentamente,

chamando ‘ô de casa’ ...

e nada. Ninguém responde.

 

Não há ninguém

dentro da casa.

 

Acho que foram até a vizinha

onde Ele está

e esqueceram de fechar a porta

da própria casa.

 
Isto não tem importância agora.

 

Você raciocina assim:

a porta está aberta

e vou entrar

e subir até a parte superior da casa

e vou dar um jeito de pular

até o telhado da casa onde Ele está.

 

Neste momento

você nem pensa

se tem condições físicas,

ou o que os outros vão pensar.

 

Se estas preocupações

forem mais fortes

do que a vontade

de encontrar-se com Ele,

não conseguirás mesmo,

pois estão se sobrepondo

sobre a sua vontade,

as resistências do ego,

as sugestões do ego,

o conhecimento das tuas limitações.

 

Então você não dá ouvidos

às tuas resistências

e vai até o pavimento superior

e vê a distância que separa

uma casa da outra.

 

Neste momento,

ninguém será suficientemente prudente preocupando-se com segurança pessoal,

nem fechando a casa.

 

E aventura um salto,

que felizmente dá certo.

 

Lá estava você,

já na parte superior da casa

onde Ele está.

 

Você se encontra no sótão.

Veio por cima.

 

Agora tinha que descer

e ir até onde Ele estava,

na sala, no centro da casa.

 

Mas a escada estava tomada pelas pessoas, sentadas, espremidas umas às outras,

não havendo espaço para a circulação,

nem para o gato da casa.

 

Ainda não conseguia ver

como Ele era.

 

Só a sua voz

soava em seus ouvidos

como o som mais gostoso

que ouviu até hoje.

 

Finalmente encontrei

aquele com quem sempre sonhei

encontrar-me.

 

Superei todas as dificuldades,

preconceitos, censura pessoal

e limitações encontradas em muitas pessoas

que viviam perto dEle.

 

Você está ali,

apenas alguns passos,

difíceis passos,

antes de sentar-se.

 

Sentar-me onde?

Não tem nenhuma cadeira livre,

nem espaço.

 

Aí você estremece.

 

Houve ele chamar-te:

 

Ei menino(a), desça estas escadas.

 

Venha até aqui.

 

Como? Você pergunta.

 

“Ei pessoal, abram caminho para ele(a).

Eu vi o esforço

que ele(a) fez para chegar até aqui”.

 

Venha.

 

Sente-se no meu colo

e escute o que tenho a dizer a todos:

O meu Reino

é conquistado na base da força de vontade

por aqueles que vencem-se a si mesmos,

por aqueles que fazem violência

contra seu comodismo, seu egoísmo,

seu orgulho e resistências,

e superam todas as dificuldades

para encontrar-me”.

 

Venha,

você merece-Me.

 

Você encontrou

o que sempre procurou.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado em 31/05/2016. 
 




 







201.- Jesus Cristo. Encontros com o Jesus Cristo na sela da prisão



Você está fazendo

a pior das experiências

que o ser humano pode suportar.

 

Você está dentro de uma cela,

prisioneiro(a), junto com muitas pessoas.

 

A cela é pequena,

tão pequena e tão cheia de pessoas,

todas presas, querendo, desejando a liberdade.

 

O mundo egoísta

é um pequeno mundo.

 

Mas a cela está tão cheia

que não há espaço

nem para sentar e descansar.

 

Se sentar ou agachar-se

acabará sendo pisoteado(a).

 

Cada um quer acomodar-se

da melhor maneira

e os outros que se virem.

 

 

Você está vivendo

uma situação desumana,

abandonada por todos os teus amigos,

sem esperanças.

 

E o que é pior,

nem os teus amigos sabem como ajudar-te.

 

Muitos

estão na mesma situação que você.

 

E você não vê a luz do sol

há vários dias.

 

Não tem se alimentado bem.

 

Não há alegria em sua alma,

nem esperanças, por enquanto.

 

E o pior de tudo

é que você se acha inocente.

 

Não sabe o porquê

de estar aqui, preso(a).

 

Tem mil perguntas

e não sabe a quem perguntar,

e quem responde, não te satisfaz.

 

Que será que eu fiz de errado

que não tenho a oportunidade de saber?

 

Se não fiz nada de errado,

por que estou aqui nesta escuridão?

 

Não sei em que parte

do Universo estou!

 

Você olha em volta e vê

que todos estão

com o mesmo ponto de interrogação

na cabeça, visível, porém, mudos.

 

Muitos já desistiram

de falar ou de gritar.

 

Não adianta gritar.

 

Não adianta chamar

por quem que seja.

 

Quem administra esta prisão

parece nem estar aí.

 

Os funcionários

responsáveis pela administração da prisão, parece que tiveram seus ouvidos lacrados

ou danificados,

pois que passam ao lado

e nem percebem

que há alguém falando

ou gritando alguma coisa.

 

São indiferentes.

São apáticos.

 

Os teus problemas

não são os problemas deles.

 

Estão também dentro do mundo fechado.

 

São livres,

mas trabalham dentro de prisões.

 

Também não se sentem livres.

 

Também gostariam de trabalhar

em ambientes claros,

com muito vento e luz abundante.

 

Com ruas, estradas,

montanhas para correr e brincar. 

 

Também eles sonham

com um tipo de liberdade aberta,

sem fronteiras.

 

A noite ainda está feita,

tarda para ser desfeita.

 

Com os olhos cansados, vejo a claridade

se impondo lentamente

sobre a noite.

 

O 'Dia' vem vindo.

 

Ops, hoje vai acontecer o encontro.

 

De repente você vê aproximando-se,

olhando-te fixamente, o Jesus Cristo,

com uma chave na mão.

 

Você nunca esteve próximo Dele,

 mas sabe que é Ele, caminhando pelo corredor, com uma baita chave, reluzindo.

 

Puxa vida,

olho em volta e percebo

que só eu O vejo,

pois os outros

estão com os olhos

e atenção fixas

em outras coisas.

 

Ele vem vindo.

 

E, tomo consciência

que somente eu percebo Ele ali,

vindo em minha direção.

 

Com a chave na mão,

olha para mim e me chama pelo nome.

 

Venha, venha para fora.

 

Agora estou aqui.

 

Quer passar a eternidade comigo?

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 31/05/2016.