quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

202.- Jesus Cristo. Encontro com o Jesus Cristo na casa lotada de gente..



Você deseja um encontro,

custe o que custar,

mas um encontro

que seja realmente extraordinário.

 

Você ouviu dizer

que Ele estará na casa

de alguma pessoa comum,

num dos bairros da cidade,

não lá na Catedral.

 

Então você se alegra.

 

E decide: Vou para lá.

 

E se põe a caminho.

 

Lá chegando,

não consegue nem chegar perto

da porta da casa, de tão cheio de gente.

 

Você mal consegue ouvir a voz dele,

beneficiada pelo silêncio

que há em volta da casa,

nos ouvintes atentos.

 

Mas não quero só ouvir a voz Dele.

 

Eu quero tocar nele e se possível,

sentar-me em seu colo acolhedor.

 

É hoje

e tem que ser agora.

 

Ele está aqui, tão perto.

 

Se não for agora

nunca mais terei outra chance.

 

Tão perto

e o acesso, tão difícil.

 

Tão perto

e tão parcos recursos de aproximação.

 

Olhando em volta

percebe uma casa de dois pavimentos,

com as portas abertas.

 

Você vai entrando lentamente,

chamando ‘ô de casa’ ...

e nada. Ninguém responde.

 

Não há ninguém

dentro da casa.

 

Acho que foram até a vizinha

onde Ele está

e esqueceram de fechar a porta

da própria casa.

 
Isto não tem importância agora.

 

Você raciocina assim:

a porta está aberta

e vou entrar

e subir até a parte superior da casa

e vou dar um jeito de pular

até o telhado da casa onde Ele está.

 

Neste momento

você nem pensa

se tem condições físicas,

ou o que os outros vão pensar.

 

Se estas preocupações

forem mais fortes

do que a vontade

de encontrar-se com Ele,

não conseguirás mesmo,

pois estão se sobrepondo

sobre a sua vontade,

as resistências do ego,

as sugestões do ego,

o conhecimento das tuas limitações.

 

Então você não dá ouvidos

às tuas resistências

e vai até o pavimento superior

e vê a distância que separa

uma casa da outra.

 

Neste momento,

ninguém será suficientemente prudente preocupando-se com segurança pessoal,

nem fechando a casa.

 

E aventura um salto,

que felizmente dá certo.

 

Lá estava você,

já na parte superior da casa

onde Ele está.

 

Você se encontra no sótão.

Veio por cima.

 

Agora tinha que descer

e ir até onde Ele estava,

na sala, no centro da casa.

 

Mas a escada estava tomada pelas pessoas, sentadas, espremidas umas às outras,

não havendo espaço para a circulação,

nem para o gato da casa.

 

Ainda não conseguia ver

como Ele era.

 

Só a sua voz

soava em seus ouvidos

como o som mais gostoso

que ouviu até hoje.

 

Finalmente encontrei

aquele com quem sempre sonhei

encontrar-me.

 

Superei todas as dificuldades,

preconceitos, censura pessoal

e limitações encontradas em muitas pessoas

que viviam perto dEle.

 

Você está ali,

apenas alguns passos,

difíceis passos,

antes de sentar-se.

 

Sentar-me onde?

Não tem nenhuma cadeira livre,

nem espaço.

 

Aí você estremece.

 

Houve ele chamar-te:

 

Ei menino(a), desça estas escadas.

 

Venha até aqui.

 

Como? Você pergunta.

 

“Ei pessoal, abram caminho para ele(a).

Eu vi o esforço

que ele(a) fez para chegar até aqui”.

 

Venha.

 

Sente-se no meu colo

e escute o que tenho a dizer a todos:

O meu Reino

é conquistado na base da força de vontade

por aqueles que vencem-se a si mesmos,

por aqueles que fazem violência

contra seu comodismo, seu egoísmo,

seu orgulho e resistências,

e superam todas as dificuldades

para encontrar-me”.

 

Venha,

você merece-Me.

 

Você encontrou

o que sempre procurou.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado em 31/05/2016. 
 




 







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