Você deseja um
encontro,
custe o que custar,
mas um encontro
que seja realmente
extraordinário.
Você ouviu dizer
que Ele estará na
casa
de alguma pessoa
comum,
num dos bairros da
cidade,
não lá na Catedral.
Então você se alegra.
E decide: Vou para lá.
E se põe a caminho.
Lá chegando,
não consegue nem
chegar perto
da porta da casa, de
tão cheio de gente.
Você mal consegue
ouvir a voz dele,
beneficiada pelo
silêncio
que há em volta da
casa,
nos ouvintes atentos.
Mas não quero só
ouvir a voz Dele.
Eu quero tocar nele e
se possível,
sentar-me em seu colo
acolhedor.
É hoje
e tem que ser agora.
Ele está aqui, tão
perto.
Se não for agora
nunca mais terei
outra chance.
Tão perto
e o acesso, tão
difícil.
Tão perto
e tão parcos recursos
de aproximação.
Olhando em volta
percebe uma casa de
dois pavimentos,
com as portas
abertas.
Você vai entrando
lentamente,
chamando ‘ô de casa’
...
e nada. Ninguém
responde.
Não há ninguém
dentro da casa.
Acho que foram até a
vizinha
onde Ele está
e esqueceram de
fechar a porta
da própria casa.
Isto não tem
importância agora.
Você raciocina assim:
a porta está aberta
e vou entrar
e subir até a parte
superior da casa
e vou dar um jeito de
pular
até o telhado da casa
onde Ele está.
Neste momento
você nem pensa
se tem condições
físicas,
ou o que os outros
vão pensar.
Se estas preocupações
forem mais fortes
do que a vontade
de encontrar-se com
Ele,
não conseguirás
mesmo,
pois estão se
sobrepondo
sobre a sua vontade,
as resistências do
ego,
as sugestões do ego,
o conhecimento das
tuas limitações.
Então você não dá
ouvidos
às tuas resistências
e vai até o pavimento
superior
e vê a distância que
separa
uma casa da outra.
Neste momento,
ninguém será
suficientemente prudente preocupando-se com segurança pessoal,
nem fechando a casa.
E aventura um salto,
que felizmente dá
certo.
Lá estava você,
já na parte superior
da casa
onde Ele está.
Você se encontra no
sótão.
Veio por cima.
Agora tinha que
descer
e ir até onde Ele
estava,
na sala, no centro da
casa.
Mas a escada estava
tomada pelas pessoas, sentadas, espremidas umas às outras,
não havendo espaço
para a circulação,
nem para o gato da
casa.
Ainda não conseguia
ver
como Ele era.
Só a sua voz
soava em seus ouvidos
como o som mais
gostoso
que ouviu até hoje.
Finalmente encontrei
aquele com quem
sempre sonhei
encontrar-me.
Superei todas as
dificuldades,
preconceitos, censura
pessoal
e limitações
encontradas em muitas pessoas
que viviam perto
dEle.
Você está ali,
apenas alguns passos,
difíceis passos,
antes de sentar-se.
Sentar-me onde?
Não tem nenhuma
cadeira livre,
nem espaço.
Aí você estremece.
Houve ele chamar-te:
Ei menino(a), desça
estas escadas.
Venha até aqui.
Como? Você pergunta.
“Ei pessoal, abram
caminho para ele(a).
Eu vi o esforço
que ele(a) fez para
chegar até aqui”.
Venha.
Sente-se no meu colo
e escute o que tenho
a dizer a todos:
“O meu Reino
é conquistado na base
da força de vontade
por aqueles que
vencem-se a si mesmos,
por aqueles que fazem
violência
contra seu comodismo,
seu egoísmo,
seu orgulho e
resistências,
e superam todas as
dificuldades
para encontrar-me”.
Venha,
você merece-Me.
Você encontrou
o que sempre procurou.
Eneas Paulo
Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado
em 31/05/2016.

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