domingo, 21 de janeiro de 2024

885.- Pelo pensar dou asas ao meu olhar.

 

Quando abro os olhos

vejo objetos, pessoas, paisagens.

 

Quando penso,

navego com os olhos fechados.

 

Quando penso

posso continuar vendo objetos,

pessoas e paisagens,

com os olhos fechados.

 

Pensar

é usar a memória (do passado),

a imaginação (do futuro)

e a percepção sensível

do presente.

 

Quando penso

coloco em ação o terceiro olho.

O olho fechado, que enxerga,

continua enxergando,

viajando livremente, explorando,

avaliando, sugerindo, admirando

os detalhes não observados

pelos dois olhos naturais.

 

Meu pensar é livre.

Posso pensar onde estiver.

No caminhar, na presença

ou ausência de pessoas,

no meu quarto, deitado,

levantado, trabalhando,

lendo ou nada fazendo.

Estou sempre pensando,

livremente.

 

Quando observo alguma coisa,

olho-a por todos os lados

e consigo captar muitas qualidades.

A cada vez que olho de novo descubro,

pela atividade de pensar, novas qualidades.

E, posso continuar pensando nela,

com os olhos fechados,

descobrindo mais qualidades.

 

Observe que,

pelo pensamento,

consigo ir além daquela realidade

que estou enxergando,

tocando e sentindo.

 

Cada coisa, cada realidade

tem sua história, sua formação,

sua origem ... bem como ...

carrega junto a sua finalidade.

Todas as coisas que existem

carregam em seu interior uma mensagem

que espera ser descoberta,

lida e interpretada.

 

É o desejo escondido de cada ser,

de cada criatura, de cada ser humano:

ser descoberta e ser amada.

 

Muitas vezes não vemos a sua origem,

sua história, sua finalidade,

mas tão somente sua utilidade.

 

Pensar pode despertar a criatividade.

 

A criatividade descobre outras funções,

outras finalidades, outras mensagens

naquilo que se observa.

 

Com a atenção nesse pensamento

quero chegar naquilo

que chamamos de meditação

e contemplação.

 

Pela arte da meditação

adquirimos a capacidade

de entrar dentro de cada ser,

descobrir seus mistério

e beneficiar-se

de seus segredos.

 

A capacidade de pensar

tem ramais,

aberturas para a continuidade,

para além do que vemos,

tocamos e sentimos.

 

Nossa capacidade racional

pode ser desenvolvida

e aperfeiçoada indefinidamente.

 

Pelo pensar

podemos fazer a experiência

de como podemos ultrapassar nossos limites,

despertar nossos talentos

e descobrir nossos valores.

 

É por isso que sempre motivo meus amigos

e pesquisarem e lerem mais

sobre a arte da meditação.

 

Já escrevi muitos textos  

sobre meditação no meu blog... 

https://heiposworld.blogspot.com/

 


Vá até lá e navegue.

Adquira a arte da meditação.

É grátis edificante e, gratificante.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado e publicado no FACE 

e no blog em 20/01/2024.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

561.- Morte, a mestra da vida.


Nosso objetivo com este texto

é procurar a ‘mestra’ da vida

para ensinar-nos a viver

e a morrer.

 

Pesquisando,

encontrei um livro,

 “A Alma Indomável”,

do escritor Michael A. Singer,

e no capítulo 17, o título:

‘Contemplando a morte’.

 

Contemplar 

é uma atitude

de abertura, 

de aceitação,

de admiração. 

 

Assim como você gosta

de contemplar a natureza,

é sábio e oportuno contemplar a morte

como porta de saída desta vida

e, também, com olhar de esperança,

contemplar a morte

como a porta de entrada

na Vida Eterna.

 

Seguem abaixo,

alguns pensamentos

extraídos do livro

e alguns comentários meus.

 

“Um dos maiores paradoxos cósmicos

é o fato de a morte

ser uma das melhores

mestras da vida”.

  

Quantas lições

Temos a aprender com ela.

 

- Você não é o seu corpo:

a morte lhe mostra isso.

  

- É insignificante

o apego às coisas:

a morte leva tudo.

  

- Homens e mulheres,

ricos e pobres:

a morte

nos torna todos iguais.

  

-Quando as coisas

se tornam difíceis:

pense na morte

e os problemas

se tornarão relativos.

 

-Quando

a notícia da morte de alguém

 chega-nos aos ouvidos:

 percebemos

o nível de superficialidade

 no qual nos deixamos envolver. 

 

Suas queixas,

lamentações

e ressentimentos,

 são importantes mesmo?

  

Reveja quanto tempo

e quanta energia

 dedica

 às suas várias

atividades diárias.

  

A morte pergunta:

O que você está fazendo

com a vida?

  

Digamos que você esteja

levando a vida

sem pensar na morte,

e o Anjo da Morte

apareça e diga:

 

- “Venha, está na hora”.

 

Você responde:

- “Nada disso,

você deveria ter me avisado antes

para que eu decidisse

o que queria fazer

na minha última semana.

Eu deveria ter mais uma semana

para preparar tudo”.

  

– A morte vai responder

mais ou menos assim:

 

- “Eu lhe dei 52 semanas

neste último ano.

E veja todas as outras semanas

que lhe dei.

Por que precisaria

de mais uma?

O que fez com todas elas”?

      

Pessoas iluminadas,

conscientes,

não teriam

nenhuma dificuldade

em responder.

 Nada mudaria dentro delas.

Nenhum pensamento

cruzaria a mente delas.

Se a morte chegasse

daqui a uma hora,

daqui a uma semana

ou daqui um ano,

elas viveriam

exatamente do mesmo jeito

que estão vivendo agora.

Em seu coração

não há uma única coisa

que prefeririam fazer diferente.

Elas vivem intensamente

 e não fazem concessões

nem joguinhos consigo mesmas.

 

A morte muda tudo,

num instante.

Essa é a realidade.

  

Antes que a morte chegue,

queremos viver.

  

O que é que

não nos permite viver,

com toda energia,

envolvimento e degustação?  

 

Existe dentro de nós

uma parte medrosa,

que, pensando sobre a morte,

reduz nosso potencial de vida.

 

Parece que, realmente,

 só experimentamos a vida

 quando estamos vivendo,

conscientemente,

aqui e agora,

no momento presente.

 

Nos outros momentos,

estamos fazendo

a experiência da morte.

 

Não estamos vivendo

quando estamos no automático,

mas sim, experimentando a vida

que acontece, momento a momento.

  

Esperar que aconteçam

experiências especiais,

criadas pela mente,

pelas ilusões,

faz você perder

as experiências simples da vida.

  

A vida existe a bilhões de anos,

distribuída a bilhões de pessoas.

  

A fatia da vida

que cabe a você degustar,

está aí, na sua mão,

neste exato momento. 

  

A vida não é algo fora,

algo que você ganha,

é algo que você experimenta.

 

Não me pergunte

qual é o meu último desejo,

se você percebeu,

sentiu e viu,

que vivi,

sem medo da morte.

  

O que realmente

dá significado à vida

é estar disposto a vivê-la,

 experimentar,

todos os acontecimentos.

  

Se nada sabemos sobre a morte,

desperdiçamos a vida.

 

Se podemos perder a vida,

e ela é um bem precioso,

a morte a valoriza

ainda mais.   

  

E tem mais ainda ...

 

Ninguém nos ensina

a morrer.

  

Não existem cursos

de especialização.

 

Ninguém está preparado

E ninguém é reprovado.

  

Vamos perder o medo,

e com coragem,

frequentar algumas aulas.

  

Primeira aula:

encarar o que é inevitável,

com confiança,

com esperança

como resposta,

complemento,

do que falta,

para completar

a natureza divina

que já existe em nós,

como semente,

potencialmente capaz,

de divinizar-se,

voltar para o Criador.

 

Nascemos e morreremos.

 

A morte é

realidade,

inevitável,

e imprevisível.

Aceite e se conscientize

dessa notícia.

  

Não suportamos viver

só com a metade

da alma.

 

A outra metade

ficou lá,

com o Pai da alma,

o Criador.

  

Essa falta,

é vivida,

como saudade,

aumenta a fome,

pela unidade.

 

Aqui,

somos apenas a metade,

incompletos.

 

A morte,

a mestra da vida,  

revela-nos seu segredo:

o que desejamos profundamente,

nesta e na outra vida,

é plenitude.

 

  

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado em 06/09/2018

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo world e no FACE

em 06/09/2018

Atualizado em 16/01/2024.


537.- Espírito. Tem aqui dentro uma veia espiritual e um sangue eterno.

 

Partimos

de uma constatação

comum a todos nós:

o ser humano é um desconhecido

de si mesmo.

 

Pouco ou muito pouco sabemos

sobre nós mesmos.

 

Tudo o que sabemos

ainda é insuficiente

para apaziguar

milhares de perguntas

sem respostas.

 

Por isso,

ler é ler-se;

estudar é estudar-se;

conhecer é conhecer-se.

 

Somos,

um universo inesgotável,

sem fundo, infinito.

 

Se você acompanha

minhas publicações

pelo blog Heipo’s World

certamente percebeu

nas linhas e entrelinhas,

minha intenção de revelar

a capacidade espiritual das pessoas,

nem sempre vivida

de forma consciente.

 

Se você perguntar,

qual a minha profissão,

eu digo,

que sou profissional

na arte de perceber,

e viver a partir

da dimensão espiritual.

 

É este o foco

das minhas pesquisas,

dos livros que compro,

dos livros que leio,

dos filmes e vídeos que assisto,

das conversas nas quais me envolvo.

 

Foram muitos anos

de leitura, pesquisa, aprendizado,

observações, diálogos

e experiências.

 

E ainda quase nada sei,

por ser a vida e as pessoas,

de natureza múltipla,

e infinitas combinações

e possibilidades.

 

Pode ser que você ainda não vive

a dimensão espiritual

da sua vida,

num nível satisfatório.

Pode ser que você

ainda não tenha encontrado

a sintonia fina, a veia

por onde percorre o ouro,

do teu espírito.

 

Precisa de professores,

orientadores.

 

Existem situações na vida

em que nada responde,

nada preenche

o vazio existencial.

 

E você só entende das coisas

com as quais está envolvido

e habituado.

 

Como você não está acostumado

com as experiências espirituais,

cai no desanimo ou depressão,

por não saber o que fazer.

 

Só quem estuda

pesquisa e vive

a partir da dimensão espiritual

está em condições

de orientar os passos

de quem percebe

que quase nada sabe

e, precisa de ajuda.

 

Pode ser 
que você não viva ainda,

a partir das suas forças internas,

espirituais,

por desconhecer-se

e desconhecê-las.

 

As forças ocultas

das ideologias da cultura

e da sociedade

te abraçam

e te envolvem

facilmente.

 

Pode ser 
que você nunca deu importância

para as suas insatisfações,

as faltas sentidas,

nas zonas profundas,

da sua personalidade.

 

A sociedade

não ensina,

e não sabe ensinar nada,

relacionada aos valores permanentes.

 

E nem quer que você saiba,

porque quer que você seja escravo dela.

 

A sociedade, a cultura secular,

o materialismo existencial

apenas explora suas energias

a favor dela, domesticando-te

e te transformando

em consumidor,

levando-te a desprezar qualquer coisa

que se refira às sedes do seu espirito.

 

Vamos, mova-se

a partir das exigências espirituais.

Ambicione ser eterno.

Deseje a eternidade.

Dê água para seu espírito.

Alimente-o.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 16/01/2024

eneaspb@gmail.com