Nosso objetivo com este texto
é
procurar a ‘mestra’ da vida
para ensinar-nos a viver
e a morrer.
Pesquisando,
encontrei um livro,
“A Alma Indomável”,
do escritor Michael A. Singer,
e no capítulo 17, o título:
‘Contemplando a morte’.
Contemplar
é uma atitude
de abertura,
de aceitação,
de admiração.
Assim como você gosta
de contemplar a natureza,
é sábio e oportuno contemplar a morte
como porta de saída desta vida
e, também, com olhar de esperança,
contemplar a morte
como a porta de entrada
na Vida Eterna.
Seguem abaixo,
alguns pensamentos
extraídos do livro
e alguns comentários meus.
“Um dos
maiores paradoxos cósmicos
é o fato de a
morte
ser uma
das melhores
mestras
da vida”.
Quantas
lições
Temos a
aprender com ela.
- Você
não é o seu corpo:
a morte
lhe mostra isso.
- É
insignificante
o apego
às coisas:
a morte
leva tudo.
- Homens
e mulheres,
ricos e
pobres:
a morte
nos torna
todos iguais.
-Quando
as coisas
se tornam
difíceis:
pense na
morte
e os problemas
se
tornarão relativos.
-Quando
a notícia
da morte de alguém
chega-nos
aos ouvidos:
percebemos
o nível
de superficialidade
no
qual nos deixamos envolver.
Suas
queixas,
lamentações
e
ressentimentos,
são
importantes mesmo?
Reveja quanto
tempo
e quanta
energia
dedica
às
suas várias
atividades
diárias.
A morte
pergunta:
O que
você está fazendo
com a
vida?
Digamos
que você esteja
levando a
vida
sem
pensar na morte,
e o Anjo
da Morte
apareça e
diga:
- “Venha,
está na hora”.
Você
responde:
- “Nada
disso,
você
deveria ter me avisado antes
para que
eu decidisse
o que
queria fazer
na minha
última semana.
Eu
deveria ter mais uma semana
para
preparar tudo”.
– A morte
vai responder
mais ou
menos assim:
- “Eu lhe
dei 52 semanas
neste
último ano.
E veja
todas as outras semanas
que lhe
dei.
Por que
precisaria
de mais
uma?
O que fez
com todas elas”?
Pessoas
iluminadas,
conscientes,
não
teriam
nenhuma
dificuldade
em
responder.
Nada
mudaria dentro delas.
Nenhum
pensamento
cruzaria
a mente delas.
Se a
morte chegasse
daqui a
uma hora,
daqui a
uma semana
ou daqui
um ano,
elas
viveriam
exatamente
do mesmo jeito
que estão
vivendo agora.
Em seu
coração
não há
uma única coisa
que
prefeririam fazer diferente.
Elas
vivem intensamente
e
não fazem concessões
nem
joguinhos consigo mesmas.
A morte
muda tudo,
num
instante.
Essa é a
realidade.
Antes que
a morte chegue,
queremos
viver.
O que é
que
não nos
permite viver,
com toda
energia,
envolvimento
e degustação?
Existe
dentro de nós
uma parte
medrosa,
que,
pensando sobre a morte,
reduz
nosso potencial de vida.
Parece
que, realmente,
só
experimentamos a vida
quando
estamos vivendo,
conscientemente,
aqui e
agora,
no
momento presente.
Nos
outros momentos,
estamos fazendo
a
experiência da morte.
Não
estamos vivendo
quando
estamos no automático,
mas sim,
experimentando a vida
que
acontece, momento a momento.
Esperar
que aconteçam
experiências
especiais,
criadas
pela mente,
pelas
ilusões,
faz você
perder
as
experiências simples da vida.
A vida
existe a bilhões de anos,
distribuída
a bilhões de pessoas.
A fatia
da vida
que cabe
a você degustar,
está aí,
na sua mão,
neste
exato momento.
A vida
não é algo fora,
algo que
você ganha,
é algo que
você experimenta.
Não me
pergunte
qual é o
meu último desejo,
se você
percebeu,
sentiu e
viu,
que vivi,
sem medo
da morte.
O que
realmente
dá
significado à vida
é estar
disposto a vivê-la,
experimentar,
todos os
acontecimentos.
Se nada
sabemos sobre a morte,
desperdiçamos
a vida.
Se
podemos perder a vida,
e ela é
um bem precioso,
a morte a
valoriza
ainda
mais.
E tem
mais ainda ...
Ninguém
nos ensina
a morrer.
Não
existem cursos
de
especialização.
Ninguém
está preparado
E ninguém
é reprovado.
Vamos
perder o medo,
e com coragem,
frequentar
algumas aulas.
Primeira
aula:
encarar o
que é inevitável,
com
confiança,
com
esperança
como
resposta,
complemento,
do que
falta,
para
completar
a
natureza divina
que já
existe em nós,
como
semente,
potencialmente
capaz,
de divinizar-se,
voltar
para o Criador.
Nascemos
e morreremos.
A morte é
realidade,
inevitável,
e imprevisível.
Aceite e
se conscientize
dessa
notícia.
Não
suportamos viver
só com a
metade
da alma.
A outra
metade
ficou lá,
com o Pai
da alma,
o
Criador.
Essa
falta,
é vivida,
como
saudade,
aumenta a
fome,
pela
unidade.
Aqui,
somos
apenas a metade,
incompletos.
A morte,
a mestra
da vida,
revela-nos
seu segredo:
o que desejamos
profundamente,
nesta e
na outra vida,
é plenitude.
Criado em
06/09/2018
Publicado no Blog Heipo world e no FACE
em 06/09/2018
Atualizado em 16/01/2024.

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