terça-feira, 16 de janeiro de 2024

561.- Morte, a mestra da vida.


Nosso objetivo com este texto

é procurar a ‘mestra’ da vida

para ensinar-nos a viver

e a morrer.

 

Pesquisando,

encontrei um livro,

 “A Alma Indomável”,

do escritor Michael A. Singer,

e no capítulo 17, o título:

‘Contemplando a morte’.

 

Contemplar 

é uma atitude

de abertura, 

de aceitação,

de admiração. 

 

Assim como você gosta

de contemplar a natureza,

é sábio e oportuno contemplar a morte

como porta de saída desta vida

e, também, com olhar de esperança,

contemplar a morte

como a porta de entrada

na Vida Eterna.

 

Seguem abaixo,

alguns pensamentos

extraídos do livro

e alguns comentários meus.

 

“Um dos maiores paradoxos cósmicos

é o fato de a morte

ser uma das melhores

mestras da vida”.

  

Quantas lições

Temos a aprender com ela.

 

- Você não é o seu corpo:

a morte lhe mostra isso.

  

- É insignificante

o apego às coisas:

a morte leva tudo.

  

- Homens e mulheres,

ricos e pobres:

a morte

nos torna todos iguais.

  

-Quando as coisas

se tornam difíceis:

pense na morte

e os problemas

se tornarão relativos.

 

-Quando

a notícia da morte de alguém

 chega-nos aos ouvidos:

 percebemos

o nível de superficialidade

 no qual nos deixamos envolver. 

 

Suas queixas,

lamentações

e ressentimentos,

 são importantes mesmo?

  

Reveja quanto tempo

e quanta energia

 dedica

 às suas várias

atividades diárias.

  

A morte pergunta:

O que você está fazendo

com a vida?

  

Digamos que você esteja

levando a vida

sem pensar na morte,

e o Anjo da Morte

apareça e diga:

 

- “Venha, está na hora”.

 

Você responde:

- “Nada disso,

você deveria ter me avisado antes

para que eu decidisse

o que queria fazer

na minha última semana.

Eu deveria ter mais uma semana

para preparar tudo”.

  

– A morte vai responder

mais ou menos assim:

 

- “Eu lhe dei 52 semanas

neste último ano.

E veja todas as outras semanas

que lhe dei.

Por que precisaria

de mais uma?

O que fez com todas elas”?

      

Pessoas iluminadas,

conscientes,

não teriam

nenhuma dificuldade

em responder.

 Nada mudaria dentro delas.

Nenhum pensamento

cruzaria a mente delas.

Se a morte chegasse

daqui a uma hora,

daqui a uma semana

ou daqui um ano,

elas viveriam

exatamente do mesmo jeito

que estão vivendo agora.

Em seu coração

não há uma única coisa

que prefeririam fazer diferente.

Elas vivem intensamente

 e não fazem concessões

nem joguinhos consigo mesmas.

 

A morte muda tudo,

num instante.

Essa é a realidade.

  

Antes que a morte chegue,

queremos viver.

  

O que é que

não nos permite viver,

com toda energia,

envolvimento e degustação?  

 

Existe dentro de nós

uma parte medrosa,

que, pensando sobre a morte,

reduz nosso potencial de vida.

 

Parece que, realmente,

 só experimentamos a vida

 quando estamos vivendo,

conscientemente,

aqui e agora,

no momento presente.

 

Nos outros momentos,

estamos fazendo

a experiência da morte.

 

Não estamos vivendo

quando estamos no automático,

mas sim, experimentando a vida

que acontece, momento a momento.

  

Esperar que aconteçam

experiências especiais,

criadas pela mente,

pelas ilusões,

faz você perder

as experiências simples da vida.

  

A vida existe a bilhões de anos,

distribuída a bilhões de pessoas.

  

A fatia da vida

que cabe a você degustar,

está aí, na sua mão,

neste exato momento. 

  

A vida não é algo fora,

algo que você ganha,

é algo que você experimenta.

 

Não me pergunte

qual é o meu último desejo,

se você percebeu,

sentiu e viu,

que vivi,

sem medo da morte.

  

O que realmente

dá significado à vida

é estar disposto a vivê-la,

 experimentar,

todos os acontecimentos.

  

Se nada sabemos sobre a morte,

desperdiçamos a vida.

 

Se podemos perder a vida,

e ela é um bem precioso,

a morte a valoriza

ainda mais.   

  

E tem mais ainda ...

 

Ninguém nos ensina

a morrer.

  

Não existem cursos

de especialização.

 

Ninguém está preparado

E ninguém é reprovado.

  

Vamos perder o medo,

e com coragem,

frequentar algumas aulas.

  

Primeira aula:

encarar o que é inevitável,

com confiança,

com esperança

como resposta,

complemento,

do que falta,

para completar

a natureza divina

que já existe em nós,

como semente,

potencialmente capaz,

de divinizar-se,

voltar para o Criador.

 

Nascemos e morreremos.

 

A morte é

realidade,

inevitável,

e imprevisível.

Aceite e se conscientize

dessa notícia.

  

Não suportamos viver

só com a metade

da alma.

 

A outra metade

ficou lá,

com o Pai da alma,

o Criador.

  

Essa falta,

é vivida,

como saudade,

aumenta a fome,

pela unidade.

 

Aqui,

somos apenas a metade,

incompletos.

 

A morte,

a mestra da vida,  

revela-nos seu segredo:

o que desejamos profundamente,

nesta e na outra vida,

é plenitude.

 

  

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado em 06/09/2018

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo world e no FACE

em 06/09/2018

Atualizado em 16/01/2024.


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