As formas
de ensino e aprendizagem
que ainda hoje se praticam
nos bancos escolares e
universitários,
esperam promoções, adaptações,
inovações.
A poesia
é um método educativo
que poderia estar disponibilizado
às crianças e estudantes de hoje.
Com poesia
se aprenderia mais
do que com os métodos
tradicionais,
alcançaria a sensibilidade
afetiva.
A poesia é um meio racional
de se chegar mais rápido ao
coração.
O coração é mais atento
à sensibilidade afetiva.
A afetividade responde
com o envolvimento de todo o ser.
A razão é neutra,
imparcial,
indiferente,
nada sente.
Com música,
composições e cantorias,
também se aprenderia mais,
porque cativam mais,
agradam todo ser.
A música
é harmonia das notas,
é expressão de unidade
dentro da diversidade.
A poesia,
e a música,
alçam voos
além das fronteiras
do chão e da razão.
Acordam a alma,
esquentam as emoções
e lançam voos
para as estrelas,
lugar ideal
onde todos desejam ir.
Queremos distância
daquilo que nos enfadonha,
fugimos de tudo aquilo
que se engasga na garganta,
e provoca resistências
em nossa essência.
Mas não sabemos para onde ir,
onde refugira-nos.
A toda hora temos de vedar nossos
olhos,
tampar nossos ouvidos diante de
tudo,
de quase tudo que vem em nossa
direção,
sem permissão, impondo-se sobre
nossa atenção.
Se não me pego pela mão,
se não puxo o freio,
lá vou eu,
ladeira abaixo,
perdendo energias,
frustrando as profundas
aspirações.
Tenho necessidade de alimentos,
nutrientes que alimentem
minha sede de eternidade.
Desejo encontros profundos,
conteúdo fortalecedor,
verdades verdadeiras.
Não me contento com mentiras,
com máscaras, encenações,
produtos vencidos,
fora da validade eterna.
Meu espírito percebe,
analisa o melô da astúcia,
por trás das ofertas baratas.
Consigo distinguir produtos
de primeira linha,
e estes não se compram
sem que se pague
com discernimento
e esforços.
Tenho de exercer pressão,
pisar no freio,
escolher direções.
Se assim é comigo,
também contigo
a ação de pisar nos freios.
Também não posso ficar calado,
se vejo o que muitos não
conseguem ver
que os exploradores só investem
nas descidas.
Eneas Paulo Budel Bogucheski.
Atualizado em 06/01/2024
Publicado no Blog em
06janeiro2024

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