sábado, 6 de janeiro de 2024

650.- Poesia e pé no freio.

 

As formas

de ensino e aprendizagem

que ainda hoje se praticam

nos bancos escolares e universitários,

esperam promoções, adaptações, inovações.

  

A poesia

é um método educativo

que poderia estar disponibilizado

às crianças e estudantes de hoje.

 

Com poesia

se aprenderia mais

do que com os métodos tradicionais,

alcançaria a sensibilidade afetiva.

 

A poesia é um meio racional

de se chegar mais rápido ao coração.

 

O coração é mais atento

à sensibilidade afetiva.

 

A afetividade responde

com o envolvimento de todo o ser.

 

A razão é neutra,

imparcial,

indiferente,

nada sente.

 

Com música,

composições e cantorias,

também se aprenderia mais,

porque cativam mais,

agradam todo ser.

 

A música

é harmonia das notas,

é expressão de unidade

dentro da diversidade. 

 

A poesia,

e a música,

alçam voos

além das fronteiras

do chão e da razão.

 

Acordam a alma,

esquentam as emoções

e lançam voos

para as estrelas,

lugar ideal

onde todos desejam ir.

 

Queremos distância

daquilo que nos enfadonha,

fugimos de tudo aquilo

que se engasga na garganta,

e provoca resistências

em nossa essência.

 

Mas não sabemos para onde ir,

onde refugira-nos.

 

A toda hora temos de vedar nossos olhos,

tampar nossos ouvidos diante de tudo,

de quase tudo que vem em nossa direção,

sem permissão, impondo-se sobre nossa atenção.

 

Se não me pego pela mão,

se não puxo o freio,

lá vou eu,

ladeira abaixo,

perdendo energias,

frustrando as profundas aspirações.

 

Tenho necessidade de alimentos,

nutrientes que alimentem

minha sede de eternidade.

 

Desejo encontros profundos,

conteúdo fortalecedor,

verdades verdadeiras.

 

Não me contento com mentiras,

com máscaras, encenações,

produtos vencidos,

fora da validade eterna.

 

Meu espírito percebe,

analisa o melô da astúcia,

por trás das ofertas baratas.

 

Consigo distinguir produtos

de primeira linha,

e estes não se compram

sem que se pague

com discernimento

e esforços.

 

Tenho de exercer pressão,

pisar no freio,

escolher direções.

 

Se assim é comigo,

também contigo

a ação de pisar nos freios.

 

Também não posso ficar calado,

se vejo o que muitos não conseguem ver

que os exploradores só investem nas descidas.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski.

Atualizado em 06/01/2024

Publicado no Blog em 06janeiro2024

eneaspb@gmail.com

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