domingo, 24 de dezembro de 2023

884.- Natal absoluto e natais relativos.



Estamos na Terra

fazendo experiências relativas à Terra.

 

Na história aconteceu um fato

em que o Filho do Deus Criador

nasceu entre nós.

 

Foi a entrada

de um SER absoluto,

que veio inaugurar

um modelo de vida novo,

e, conviver conosco.

 

Um ser absoluto nasce na Terra

para dar significado absoluto

para tudo o que é relativo

na Terra.

 

Este acontecimento

se chama NATAL.

 

Aqui se desenrolou a história

de um personagem divino,

de um Deus.

 

E este acontecimento produziu em nós,

criaturas, um enxerto relativo,

uma certa semelhança

que nos identifica um pouco

com nosso Criador.

 

Se somos criaturas, somos filhos,

somos imagem e semelhança do nosso Pai.

 

Quando o eterno,

o absoluto vem,

acontece o contágio

das capacidades divinas

nas coisas relativas da Terra.

 

Entra o poder, entra o amor,

entram as virtudes absolutas

no mundo relativo,

transbordando energias,

novidades e esperanças.   

 

No NATAL,

no nascimento do Jesus Cristo

fomos presenteados

com capacidades divinas.

 

Por enquanto,

experimentamo-nos

de maneira incompleta.

 

Vivemos apenas experiências relativas,

incompletas, superficiais.

 

O absoluto

respeita os limites da relatividade.

 

Nunca estamos plenamente contentes.

Nunca experimentamos a completude,

seja qual for a experiência física,

emocional, mental ou espiritual.

 

Não somos perfeitos, ainda.

Se fôssemos, estaríamos fazendo

experiências absoluta, perfeitas.

 

Nossas experiências

são sempre relativas.

 

Não conseguimos vivenciar

o acontecimento natalino

com total alegria e felicidade,

porque a completude

ainda não pode ser experimentada

em nossa natureza humana.

 

Vivemos sempre na véspera de Natal.

 

Até nossas festas, nossas comemorações,

são assim, imperfeitas. (Se fossem perfeitas,

os pobres, nossos irmãos,

estariam em nossas mesas).

 

Não conseguimos ainda fazer,

sentir, ou viver a experiência do NATAL

como algo que seja absolutamente completo.

 

Em todos os NATAIS

fazemos experiências próximas

ao grande NATAL

que acontecerá

quando partirmos desta vida.

 

O NATAL do Jesus Cristo

é pleno, cheio, completo,

pois a natureza divina

adentrou em nossa dimensão terrena

e contagiou ou enxertou

nela a semente de eternidade,

de perfeição.

 

NATAL, de certa forma

é relembrar essa dimensão divina

que nos habita, com sede persistente,

insaciável de uma saudade

da nossa definitiva casa

na eternidade.

 

Vivemos ainda

na dimensão do ainda-não,

da não-completude,

pois sempre sentimos

que está faltando-alguma-coisa.

 

No dia

da nossa morte relativa

deverá acontecer  

o verdadeiro NATALÍCIO,

na dimensão da vida eterna.

 

“Na casa do meu Pai

existem muitas moradas.

Vou preparar-vos um lugar”,

prometeu o Jesus Cristo.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado e publicado em 24/12/2023

eneaspb@gmail.com

 

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https://heiposworld.blogspot.com

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