Dou chances
para que você se
manifeste
como meu amigo,
ou amiga.
Escrevo,
cometo erros
de ortografia,
de gramatica,
excesso de palavras,
e você não me
corrige,
não me avisa, nem me liga.
Não reage.
Não se manifesta.
Fica só.
E me deixa só.
Falo quando não devia
falar,
e você não me
corrige.
Fico zangado,
calo-me
e você não pergunta
porque estou agindo
assim.
Você nem sabe
se estou triste
ou alegre.
Muitas e muitas
vezes,
sou como um palhaço,
de luto,
sofrendo,
mas fiel à intenção,
a preocupação
de te fazer sorrir.
Desesperadamente
preciso sentir
que tenho amigos(as).
A solidão é pesada
demais
para ser carregada
sozinho.
A solidão
é um fardo
para ser carregada
por dois ou mais
amigos
ou por duas ou mais
amigas.
Estamos tão próximos,
e ao mesmo tempo,
tão longe um do
outro.
Estamos vivendo
dentro de um mundo
cada vez mais
fechado,
isolado,
afastado uns dos
outros.
Isso não é bom.
É veneno.
A multidão
esvazia nossa personalidade,
força-nos a fugir,
afasta-nos
ou esconde-nos,
sufocando,
prejudicando
nossa essência.
Somos gente, pessoas
vivas.
É o relacionamento
com as outras pessoas
que nos revelam que
estamos vivos.
É o contato com
outras pessoas
que reagem ao nosso
olhar,
às nossas perguntas,
à nossa necessidade
de convivência,
que animam nossa
fragilidade,
despertam motivações
e nos testemunham
razões para viver.
E não percebemos.
Estamos mais
individualistas,
egoístas, fechados,
quase mortos,
enterrados em nosso
mundinho.
Cada vez mais
rodeados de gente.
Cada vez menos, de
pessoas.
Estamos deixando de
ser solidários.
Preferimos ser
solitários.
Menos contato
com os vivos,
com as coisas vivas.
Se não despertamos
Da anestesia,
Do sonolência,
morreremos logo,
enterrados, sem
perceber.
Despertar,
sair ao encontro do
resto do mundo,
ou de quem vem ao
nosso encontro.
O mundo vem até nós,
mas não o mundo vivo.
Coisas mortas não
reagem
e não provocam
reações.
Quantas pessoas
não se aproximam mais
de nós
porque estamos
mostrando
que estamos fechados.
Olham para nós e
nos vêm fechados,
fechadas, apáticos,
indiferentes,
sem reação,
sem vida.
Envolva-se.
Saia do casulo.
Venha para fora.
Deixe de prestar
culto
à deusa Televisão.
Cultive suas amizades.
Faça amizades novas.
Visite os amigos.
Mande e-mail.
Mostre que está
vivo(a)
Marque encontros.
Vá ao parque com
eles.
Caminhe com eles.
Reunam-se com os
antigos amigos,
num café, numa
pizzaria, num bar,
num restaurante, numa aventura,
numa pousada no fim
de semana.
E conversem sobre
assuntos importantes,
não sobre remédios,
doenças, limitações,
violências,
desastres, calamidades,
fim do mundo.
Viva.
Expresse vida.
Exercite o que está
vivo dentro de você.
Vá de encontro ao
mundo vivo.
Não espere o mundo morto
vir ao teu encontro.
Amigos, para que servem?
- Para amigar, desinstalar,
- Conviver presencialmente.
- Convidar para sair, passear.
- Conversar, dialogando,
partilhando profundidades
o que és, rica interioridade,
experiências humanas e divina.
Alegre-se com os amigos.
Ainda não estás robotizada(o).
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 30/09/2017
Publicado no Blog Heipo World
e no FACE em 30/09/2017
Atualizado
em 06/02/2024


