sexta-feira, 15 de setembro de 2017

429.- Morte. Vivemos a vida toda aprendendo a viver. Ninguém nos ensina a morrer.





Vivemos a vida toda

tentando aprender a viver.

 

E a vida

nos absorve o tempo todo.

 

Quando a vitalidade vai se indo,

o entusiasmo pela novidade se arrefece,

e as forças desaparecem,  

nos damos conta

de que estamos 

às portas da morte,

sem as chaves,

e não tivemos tempo 

para aprender a morrer.

 

A sabedoria da vida ensina

que deveríamos ver a morte

como a realização do sentido da vida

e como sua meta específica,

em vez de considerá-la apenas

como um término sem sentido”.

Carl Gustav Jung

 

Minha sogra morava conosco.

 

Às vezes percebia ela quietinha,

poucas palavras, isolada, fechada

no mundo das suas lembranças,

com o semblante triste.

 

Aproximei-me

e começamos uma conversa.

 

No que é que a senhora pensa

quando fica calada,

quietinha e pensativa?

 

Aí ela respondeu.

Já estou com noventa e cinco anos.

 

Não vejo mais

nenhuma expectativa

lá para a frente.

 

Agora é só esperar

a hora da minha morte.

 

E completou:

Vivi a vida toda

aprendendo a viver.

Ninguém ainda se preocupou

em ensinar a gente a morrer.

 

Deveríamos ter tanto empenho

em nos preparar para morrer

quanto nos dedicamos

em aprender a viver.

 

Após essa conversa

comecei a me preocupar

com esta triste,

mas verdadeira situação.

 

Quantas pessoas

já estão com idade bem avançada,

só esperando pela última estação

do trem da vida.

 

E percebi

que algumas pessoas idosas

começam a demonstrar

maior tristeza,

maiores momentos

de melancolia, angústia,

depressão e mau humor.

 

E tomei a decisão

de pesquisar sobre a morte.

 

Comprei livros

e comecei a conversar sobre o assunto

com muitas pessoas

com as quais convivo frequentemente.

 

A primeira constatação:

ninguém gosta de falar sobre a morte.

Todos, porém, admitem que vão morrer.

E todos ou quase todos rejeitam,

não aceitam a inevitabilidade

da morte.

 

A segunda constatação:

quase ninguém

tem argumentos ou conhecimento

sobre a morte.

É um assunto

que tão logo comece,

logo termina.

 

O tema da morte

morre antes de alcançar

a maturidade.

 

Terceira constatação:

Não há nenhuma motivação,

nenhuma visão otimista

sobre o problema da morte,

fora da religião.

 

Quarta constatação:

A morte ainda é um mistério

onde poucos se atrevem a desvendá-lo.

 

A lagarta,

que pelo chão se arrasta,

nos seus últimos dias,

ocupa-se, com todas as suas energias

para construir o casulo onde vai morrer.

 

E ela nem sabe,

que depois vai se transformar

em borboleta, que voará livre,

entre flores, luzes e cores.

 

O ponto de partida é a vida.

 

A lógica científica da vida

sabida, conhecida,

é que nascemos para morrer.

Porém resistimos a essa lógica.


Vamos tentar colocar

ordem na casa,

paz no nosso coração

e esperanças na nossa alma.


Para colocar ordem

é necessário,

acabar com a ignorância,

com as dúvida

e com as resistências.

 

Se dermos uma de empresário

e colocarmos

a preparação da morte

como uma meta bem específica,

como a última tarefa

a que cada trabalhador 

deva empenhar

todo seu conhecimento

e toda sua sabedoria,

a lógica da resistência

e das angústias poderão ser eliminadas.

 

Convém definir um objetivo, 

mudar nossa mentalidade, e pensar assim:

A morte não é um final sem sentido;

é nosso último objetivo,

a coroação da nossa vida.

 

Teremos ainda esta capacidade,

guardada, escondida

em nossas ferramentas,

tão desgastas pelo tempo?

 

Dá para quebrar essa lógica,

de ver a morte como um fim,

triste e doloroso,

e transformá-la, visualizá-la

como a última meta a ser alcançada?

 

Até aqui,

não foi uma viagem trágica.

 

Pode ter sido um ótimo romance.

 

E pode ser finalizada

como uma história

com um final feliz. 

 

Dá para viver

este derradeiro momento,

como resultado alcançado,

como fruto pronto e maduro

para a próxima etapa?

 

E com aceitação,

paz, alegria e serenidade?  

 

O Cristianismo

abre e oferece essa possibilidade.

 

O Cristianismo é a porta aberta

por onde entra

a esperança de algo a mais

que existe após a morte.

 

Pesquise e prepare-se para

preencher seus últimos dias

com um empreendimento

que poderá eternizar-te.

 

Leia os Evangelhos do Jesus Cristo

e encontre lá as chaves que te abrirão

as portas do céu e da vida eterna.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 16/09/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 16/09/2017.

Atualizado em 07/02/2024. 


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