quinta-feira, 21 de setembro de 2017

431.- Religião é uma etapa do processo evolutivo.



Vivemos neste planeta Terra,

de passagem, obedecendo

a dinâmica da evolução.

 

Nesta perspectiva,

se não nos abrir,

se não nos interessar

e se não investirmos

nossas capacidades

na religião ou na espiritualidade,

não conseguiremos ultrapassar

a vida material,

e consequentemente,

também não conseguiremos

alcançar o novo nível,

o próximo degrau,

na pirâmide da evolução,

a dimensão da vida espiritual.

 

O ser humano

para ser normal,

tem que estar ligado

com a divindade,

viver como filho,

e não como órfão.

 

O herdeiro

deve estar relacionado,

e envolvido vitalmente,

com o Doador dos bens.

 

Aqui entram as duas dimensões:

a dimensão de profundidade

e a dimensão da verticalidade.

 

Nessa dimensão,

o espírito é a matéria prima.

 

A espiritualidade

não experimenta limites geográficos,

nem desgaste.

 

O infinito

e a imortalidade

são seus componentes permanentes.

 

Se não existissem as religiões,

a literatura toda

estaria escrita na linha do horizonte,

isto é, tudo aconteceria

somente na dimensão horizontal,

terráquea, e tudo acabaria com a morte.

 

As religiões

abrem as portas

para um existir depois

e além da morte.

 

A cultura das religiões

tratam das alturas

e das profundidades,

das origens e finalidades

dos povos ou da pessoa humana.

 

A Igreja,

fazendo a leitura da História,

relata que vivemos

uma História de aperfeiçoamento,

conversão, evolução ou Salvação.

 

Sem a religião (sem a fé)

estaríamos sem esperanças

e seríamos os mais infelizes seres

que existem dentro do universo,

pois que, empobrecidos de expectativas,

não há nada a cultivar.

 

Isso esvazia

e enlouquece o ser humano.

 

Mas, quem somos nós?

 

Até que ponto acreditamos

e investimos esforços,

pesquisas e compromissos

nessa perspectiva,

com a inclusão da fé

em todos os componentes

da dimensão espiritual?

 

A tese

que queremos refletir neste texto

é que percebemos claramente

que existem dois caminhos,

bem distintos.

 

Um caminho

que coloca o indivíduo e o egoísmo

como referencial do comportamento,

e, como consequência,

nos mantém fechados,

com a visão muito curta,

impossibilitando-nos

de olhar para mais longe,

mais alto e mais profundamente.

 

Outro caminho

quer ensinar e demonstrar

que o amor ao próximo,

o serviço gratuito,

a solidariedade,

mesmo com prejuízo pessoal,

é a norma fundamental da evolução

da existência humana,

fator de realização

e desenvolvimento pessoal,

social e mundial.

 

Toda a estrutura

da convivência humana

está montada

em cima da prática do amor

e da justiça,

com a finalidade

da busca da convivência pacífica.

 

Sem este referencial, a desordem,

a confusão, passa a ser o pão

que o diabo amassou.

 

Mas não é só aí:

a construção e a conquista

do reino dos céus,

com todos os bens a ele relacionados,

sublimam e elevam

os conceitos do amor

e a prática da justiça

como ferramentas

a serem ativadas

para a conquista

da herança definitiva.

 

Permanecem, portanto,

dois princípios básicos fundamentais

para o campo humano

e para o campo do divino,

através da vivência

e convivência,

com os padrões

de comportamento,

de filhos do Deus Pai

e irmãos uns dos outros.

 

Se entra a fé no contexto,

abrimos as portas do humano

para o divino,

para a entrada

na dimensão da eternidade.

 

Caso nos fechemos,

com o orgulho

e a rejeição aos valores

que a fé apresenta

como ferramenta,

estaremos nos prejudicando

e escolhendo a morte definitiva,

sem respostas derradeiras.

 

O presente capítulo

levanta algumas constatações

e interrogações.

 

É importante focar a reflexão

nas questões abaixo.

 

E por quê?

 

Primeiro

para nos manter atentos,

alertas e questionadores.

Buscadores de respostas definitivas.

 

Em segundo lugar

para percebermos

como a rotina atrofia nossa visão,

acomodando-nos

e nos mantendo prisioneiros

num mundo sem saída

e sem esperanças.

 

Não estamos vivendo

num mundo acabado,

finalizado,

plenamente evoluído.

 

Continuamos famintos,

mas não reclamamos.

Continuamos com sede,

e persistimos caminhando.

 

Vivemos nesta vida,

em função de um depois.

Mas é no aqui e agora

que devemos começar

a construção daquilo

que sabemos ser o ideal.

 

O depois

pode demorar muito

se pensarmos ‘depois’.

 

E essa aventura

não é uma aventura pessoal.


É um projeto comunitário,

de um povo todo.

 

A evolução continua,

subindo os degraus,

passando de fase,

quando vivemos o espírito,

a espiritualidade

da filiação divina

e da fraternidade entre nós.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 21/09/2017

Publicado no blog Heipo World

e no FACe em 21/09/2017.

Atualizado em 07/02/2024.


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