Vivemos neste planeta Terra,
de passagem, obedecendo
a dinâmica da evolução.
Nesta
perspectiva,
se
não nos abrir,
se
não nos interessar
e
se não investirmos
nossas
capacidades
na
religião ou na espiritualidade,
não
conseguiremos ultrapassar
a
vida material,
e
consequentemente,
também
não conseguiremos
alcançar
o novo nível,
o
próximo degrau,
na
pirâmide da evolução,
a
dimensão da vida espiritual.
O
ser humano
para
ser normal,
tem
que estar ligado
com
a divindade,
viver
como filho,
e
não como órfão.
O
herdeiro
deve
estar relacionado,
e
envolvido vitalmente,
com
o Doador dos bens.
Aqui
entram as duas dimensões:
a
dimensão de profundidade
e
a dimensão da verticalidade.
Nessa
dimensão,
o
espírito é a matéria prima.
A
espiritualidade
não
experimenta limites geográficos,
nem
desgaste.
O
infinito
e
a imortalidade
são
seus componentes permanentes.
Se
não existissem as religiões,
a
literatura toda
estaria
escrita na linha do horizonte,
isto
é, tudo aconteceria
somente
na dimensão horizontal,
terráquea,
e tudo acabaria com a morte.
As
religiões
abrem
as portas
para
um existir depois
e
além da morte.
A
cultura das religiões
tratam
das alturas
e
das profundidades,
das
origens e finalidades
dos
povos ou da pessoa humana.
A
Igreja,
fazendo
a leitura da História,
relata
que vivemos
uma
História de aperfeiçoamento,
conversão,
evolução ou Salvação.
Sem
a religião (sem a fé)
estaríamos
sem esperanças
e
seríamos os mais infelizes seres
que
existem dentro do universo,
pois
que, empobrecidos de expectativas,
não
há nada a cultivar.
Isso
esvazia
e
enlouquece o ser humano.
Mas,
quem somos nós?
Até
que ponto acreditamos
e
investimos esforços,
pesquisas
e compromissos
nessa
perspectiva,
com
a inclusão da fé
em
todos os componentes
da
dimensão espiritual?
A
tese
que
queremos refletir neste texto
é
que percebemos claramente
que
existem dois caminhos,
bem
distintos.
Um
caminho
que
coloca o indivíduo e o egoísmo
como
referencial do comportamento,
e,
como consequência,
nos
mantém fechados,
com
a visão muito curta,
impossibilitando-nos
de
olhar para mais longe,
mais
alto e mais profundamente.
Outro
caminho
quer
ensinar e demonstrar
que
o amor ao próximo,
o
serviço gratuito,
a
solidariedade,
mesmo
com prejuízo pessoal,
é
a norma fundamental da evolução
da
existência humana,
fator
de realização
e
desenvolvimento pessoal,
social
e mundial.
Toda
a estrutura
da
convivência humana
está
montada
em
cima da prática do amor
e
da justiça,
com
a finalidade
da
busca da convivência pacífica.
Sem
este referencial, a desordem,
a
confusão, passa a ser o pão
que
o diabo amassou.
Mas
não é só aí:
a
construção e a conquista
do
reino dos céus,
com
todos os bens a ele relacionados,
sublimam
e elevam
os
conceitos do amor
e
a prática da justiça
como
ferramentas
a
serem ativadas
para
a conquista
da
herança definitiva.
Permanecem,
portanto,
dois
princípios básicos fundamentais
para
o campo humano
e
para o campo do divino,
através
da vivência
e
convivência,
com
os padrões
de
comportamento,
de
filhos do Deus Pai
e
irmãos uns dos outros.
Se
entra a fé no contexto,
abrimos
as portas do humano
para
o divino,
para
a entrada
na
dimensão da eternidade.
Caso
nos fechemos,
com
o orgulho
e
a rejeição aos valores
que
a fé apresenta
como
ferramenta,
estaremos
nos prejudicando
e
escolhendo a morte definitiva,
sem
respostas derradeiras.
O
presente capítulo
levanta
algumas constatações
e
interrogações.
É
importante focar a reflexão
nas
questões abaixo.
E
por quê?
Primeiro
para
nos manter atentos,
alertas
e questionadores.
Buscadores
de respostas definitivas.
Em
segundo lugar
para
percebermos
como
a rotina atrofia nossa visão,
acomodando-nos
e
nos mantendo prisioneiros
num
mundo sem saída
e
sem esperanças.
Não
estamos vivendo
num
mundo acabado,
finalizado,
plenamente
evoluído.
Continuamos
famintos,
mas
não reclamamos.
Continuamos
com sede,
e
persistimos caminhando.
Vivemos
nesta vida,
em
função de um depois.
Mas
é no aqui e agora
que
devemos começar
a
construção daquilo
que
sabemos ser o ideal.
O
depois
pode
demorar muito
se
pensarmos ‘depois’.
E
essa aventura
não
é uma aventura pessoal.
É um projeto comunitário,
de
um povo todo.
A
evolução continua,
subindo
os degraus,
passando
de fase,
quando
vivemos o espírito,
a
espiritualidade
da
filiação divina
e
da fraternidade entre nós.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 21/09/2017
Publicado
no blog Heipo World
e
no FACe em 21/09/2017.
Atualizado em 07/02/2024.

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