A alma
é mais bem entendida
dentro do contexto,
em que ela se exprime,
dentro do infinito.
Através desta pista
conseguimos fazer
experiências
com a nossa própria
alma, infinita.
Aqui no chão, na
Terra,
meu corpo pesa
e me puxa para baixo,
e a alma se espreme,
e dentro dos limites,
geme.
Só quando nos revestimos
com a alma, conseguimos
adquirir
a leveza em nosso ser
e levantar voos
que nos fazem
experimentar
que somos mais, do
que sabemos
ou pensamos que
somos.
Há outros aeroportos
nos quais poderemos
explorar
se acoplarmos a alma
alada.
Aqui me sinto maior,
esticado, ampliado, dilatado,
infinito, nem sinto
meu corpo,
sinto mais minha alma
como profundeza,
amplidão,
de mim mesmo.
A sede que sou,
é por algo ou Alguém,
maior do que me
experimento,
talvez seja a alma
que vive em mim.
Quem sente sede é meu
espírito insaciável,
que nada o contenta
aqui, na Terra.
Meu corpo espiritual tem
alma,
que só está bem, quando
se sente
parte, fazendo parte,
antenado, com o
universo.
A alma não tem sede,
tem saudades do
infinito,
gosta das alturas,
dos espaços sem fim,
além do que os olhos conseguem
ver.
Lá em cima
sinto minha alma,
extasiar-se, expandir-se
com desejos insaciáveis,
de imortalidade.
Aqui, fechado, sem
alma,
sofro carências, com
as sedes,
do meu corpo, e me
acabo.
E me canso,
rejeitando a certeza
da morte.
O céu,
lá em cima,
solicita a abertura
da alma para dar acabamento,
finalizações ao
projeto inicial.
Minha alma quer
mudanças,
chega de andanças, deseja
de novo,
ligar-se, com raízes,
na eternidade,
de onde vim, para
onde volto.
Tem que ter um porto,
um ponto de saída
e um lugar gostoso,
de chegada.
No chão,
não está a origem
se é lá de cima
que a saudade bate.
É lá que me sinto
bem,
sem ainda lá estar.
É lá que está a
resposta
que meu ser inteiro
quer encontrar,
e que aqui, meu corpo,
não dá esperanças,
de que vai serenar.
Mas é com este corpo
que quero ir navegar,
quando minha alma
criar asas e para lá
voar.
Sinto que há
afinidade
em nossas almas,
irradiação de energias,
aproximação de
ideais,
desejos de fraterna
intimidade,
ânsias de
complementação.
A alma
é como um carro-forte
que necessita
aprendizado
na arte de dirigir.
Você a tem,
todos temos.
É o dinamismo,
a vida, ainda
confusa,
rebelde,
desobediente,
como jovem adolescente,
aquela força bruta,
qual arte inativa,
a espera da técnica,
da sábia administração.
A alma
não é de natureza
mental.
Ela auxilia a sentir.
Não sei (saber) nada
sobre minha alma.
Sinto (sentimento) que
tenho,
e que sou alma, almado.
Só sou
verdadeiramente humano,
quando ponho a alma a
funcionar.
É a alma que sente,
que se enamora,
que reage
sensivelmente,
quando se encontra
com outra pessoa,
amiga, querida
ou quase esquecida.
A alma
quer que a sua vida
seja emocionante,
e que não seja fria
e indiferente.
A alma, nossa alma
se manifesta com
emoções,
com sentimentos,
com cuidadosa e
carinhosa atenção,
com excesso de afetividade,
e comprometida criatividade
amorosa.
É a alma que nos
desperta
para a curiosidade
sobre a vida,
leva-nos a tomar decisões
para superar
dificuldades,
motiva-nos para vencer
a rotina,
e assim, cria todas
as condições
para abrir-nos para o
novo.
Gostaria
de sugerir
a
leitura de dois livros:
·
A
Física da Alma
Amit
Goswami.
Editora
Aleph.
·
A
Alma, seu segredo e sua força.
Anselmo
Grun e Wunibald Muller.
Editora
Vozes.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 04/09/2017
426.
Publicado no Blog Heipo World
e
no FACE em 04/09/2017
Atualizado
em 09/02/2024.

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