terça-feira, 31 de outubro de 2017

437.- Retiro. Os retiros são os bombeiros que nos salvam dos afogamentos.



Poucas pessoas

dão importância aos retiros,

porém,

aqueles que já participaram

de algum,

nunca mais perdem oportunidade

para lá estarem, de novo, de novo. 

 

Fazer retiro é retirar-se,

ir para um lugar diferente

daquele rotineiro.

 

Fazer retiro

é escolher parar.

Descer do trem automático.

 

Escolher avaliar-se,

rever a caminhada,

escolher o que deixar,

perceber o que é importante e essencial

para viver a vida conscientemente.

 

A agitação, a ansiedade,

nos aliena de nós mesmos.

 

A serenidade sim, acalma,

nos mantém em casa,

sãos e sabiamente posicionados.

 

Quem faz retiro

toma consciência

de que é necessário

tomar a decisão de parar,

por conta, para não ter

que parar num hospital

ou no cemitério.

 

Quem faz retiro

percebe que é necessário parar,

e, se não parar,

não saberá mais conduzir a sua vida,

com as mãos no volante

e o pé no freio.

 

A rotina

exerce a função da anestesia.

 

A repetição

vai afrouxando a atenção

e a concentração

e vai enfraquecendo nossos ideais.

 

Lentamente

vamos perdendo a sensibilidade

para aquilo que realmente é importante.

 

Tudo, tudo o que existe

fora de nós,

exerce força e atração,

para tirar de nós,

as energias, as forças

que armazenamos aqui dentro.

 

É com as nossas próprias forças

que agimos, pensamos

e decidimos.

 

E essa força,

essa energia que temos,

tem que estar disponível

para quando precisarmos.

 

Não podemos ficar doentes.

Não podemos ficar estressados.

Não podemos criar clima de tensão

para nós, nem para os outros.

 

Não podemos ficar sem paz,

sem energia, fracos e desanimados.

 

Convém estar atentos

para não desperdiçar energias.

 

Convém manter as baterias

sempre em ótimas condições

de uso.

 

Então temos sim, que parar,

dar descanso ao motor.

 

Fazer retiro é terapêutico.

É dar valor à serenidade,

é dar valor ao equilíbrio.

É sentir-se bem.

Disposto(a). Vivo(a).

 

Eu tenho que sentir 

que EU SOU,

alguém inteiro,

capaz e eficiente.

 

Sou alguém quando

estou dentro de mim,

quando me conheço,

quando me sinto unificado,

e em paz comigo mesmo.

 

Não posso sentir-me

explorado, sugado, usado.

 

Não estou bem

se estou confuso,

ansioso e fraco.  

 

O trabalho, os eventos,

os compromissos,

as pessoas não podem

usar-me, de tal forma

que me desgastem

ou me prejudiquem.

 

Por isso, preciso parar,

fazer retiro,

e avaliar se ainda estou inteiro,

dono das minhas decisões,

do meu tempo da vida.

 

Se está faltando dinamismo,

motivações, alegria

e bom humor,

e sobrando irritação,

agressividade,

e raiva, está na hora de parar.

 

A luz vermelha

está indicando,

falta de combustível.

 

Se cada pessoa é capaz,

de ser cada vez mais forte,

mais consciente, mais evoluído,

necessita descobrir onde está a fonte

das energias que necessita.

 

Para o corpo dá-se comida.

 

Para a mente dá-se conhecimento.

 

E para o espírito, o que temos dado?

- Retiros.

- Reencontro consigo mesmo.

- Silêncio.

- Condições para a paz.

- Condições para a reposição das energias.

 

Se somos insatisfeitos,

mesmo comendo bem,

mesmo possuindo muito conhecimento,

se não alimentarmos o espírito

com aquilo que lhe é próprio,

não estamos absorvendo os nutrientes vitais.

 

A consequência é a anemia,

apatia diante da vida.

 

Perceba como é importante

participar de retiros.

 

Retirar-se.

Retomar-se.

Reposicionar-se.

Redirecionar-se.

Recompor-se.

Unificar-se.

 

Leve-se a sério.

Não se permita

perder-se pelo caminho.

Programe ou agende um retiro.

 

Anote.

Tenho me empenhado nestes últimos anos

em montar e conduzir retiros

para até dez pessoas de cada vez,

seguindo mais ou menos

os assuntos focados superficialmente,

neste pequeno texto, e, adaptado conforme

as necessidades dos participantes. 

Você escolhe a data

e eu vou montando o grupo.

Quando completa dez pessoas,

fecho o grupo.

Começa sexta-feira à noite

e encerra domingo ao meio-dia.

O local onde é realizado o Retiro

está distante 40 quilômetros de Curitiba.

Levar roupa de cama e de higiene pessoal.

Nada mais.

Maiores detalhes,

entre em contato via e-mail:

eneaspb@gmail.com

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 31/10/2017.

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACEBOOK em 31/10/2017.

Desmembrado e

atualizado em 05/02/2024 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

436.- Cativar. Deixe-se cativar, completando o que falta.


Cativar

é despertar na outra pessoa

a capacidade de amar.

 

Cativar

é atrair a outra pessoa

para um nível

de sentimento e admiração,

benéfico para o cativador,

e para a pessoa cativada.

 

Cada pessoa humana

possui a capacidade

de cativar.

 

Cada pessoa humana

é potencialmente capaz

de ser cativada por outra.

 

Cativar

é despertar a nobreza

que há na outra pessoa.

 

Cativa,

quem olha admirando.

 

Cativa

quem é amável.

 

Cativa,

quem ama.

 

Não existe nada mais nobre

no ser humano

que a capacidade de amar o outro,

a outra, a natureza, os animais,

paisagens e obras de arte.

 

Ama

quem desperta em si pensamentos

e sentimentos de admiração,

de envolvimento

com aquilo que lhe cativa.

 

Cativa-me a beleza,

Cativa-me a ternura,

cativa-me a presença simples,

calada.

 

Cativa-me

a espontaneidade.

 

Cativa-me

o teu olhar que

pousa demoradamente

em minha pessoa,

e passa, e vira-se,

seguindo ainda

meus passos.

 

E me sinto bem,

quase voando,

no chão das nuvens.

 

É diferente

o sentimento da raiva.

É diferente, a sensação,

do medo e da insegurança.

 

Cativar e ser cativada,

 amar e ser amado.

 

Vivemos a vida

com passos pesados,

cabeça cheia,

de más notícias,

e nos percebemos

apressados,

nervosos,

angustiados,

inseguros e

medrosos.

 

Isso é mal, é veneno,

causa de envelhecimento,

desânimo e doenças.

 

Afaste-se

das fontes negativas

de energias.

 

O remédio está aqui,

no cativar e ser cativado.

 

Se a apatia e a indiferença

são suas companheiras,

estás contaminado(a),

e adoentado.

 

Se as lamentações e críticas

são suas companheiras,

está demonstrando

que está de mal

com a vida.

 

O remédio está aqui,

no cativar e ser cativado.

 

Pare.

Faça silêncio.

Contemple.

 

Você é capaz de cativar, atrair,

trazer para perto de ti,

o que há de bom,

lá no outro,

que se aproxima e te trás

os ingredientes do verbo cativar.

 

Paz,

harmonia,

serenidade,

sentimentos bons,

complementando,

o que faz falta.

 

Cativar

é fazer falta

quando não está presente.

 

Cativar

é completar,

estar bem próximo,

íntimo(a), entrelaçado(a).

 

Cativar

é dar-se a conhecer,

revelar seu primeiro nome,

ainda incompleto, sem sobrenome.

 

Cativar

é deixar um pouco de mistério,

a ser descoberto,

lentamente,

a vida toda.

 

E em todo encontro,

ativar o encanto,

que cativa

e ativa,

o que falta

e o que completa.

 

Não é agradável

apenas passar

um ao lado do outro.

 

Cada um, cada uma

é um amigo ou amiga

com possibilidades

de aperfeiçoar

nossas capacidades

de cativar e sermos cativados.

 

Podemos nos tornar amigos(as),

mais próximos, mais íntimos,

cativando, encantando-nos,

aperfeiçoando

uns aos outros. 

 

É possível

que você se torne

mais importante

para mim

e eu para você.

 

E seremos mais felizes

com a responsabilidade

de cultivar mais uma rosa

no jardim da nossa vida.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 20/10/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 20/10/2017.

Atualizado em 06/02/2024.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

435.- Tempo presente. Não deixe que roubem seu presente.


Nada é tão importante

como o dia de hoje

se me ocupo, no tempo,

com a eternidade.

 

Do tempo somos escravos

se falamos:

“Não tenho tempo

para mais nada”.

 

Porém, a sabedoria ensina

a fazer do tempo

nosso parceiro.

 

Gostaríamos de ter

assimilado e enraizado,

em nossa consciência,

alguns princípios fundamentais

para viver a vida com sabedoria.

 

Gostaríamos de ter aprendido

a excelência na arte

do aproveitamento do tempo.

 

Não sei qual é o mistério

que há dentro da vida,

que nos afasta,

da sabedoria,

de viver, a vida,

com plenitude.

 

O tempo está envolvido

nesta resposta.

 

O tempo

é algo que precisa ser conhecido,

o que é, para que serve,

se pode ajudar ou prejudicar.

 

Só não posso viver

ignorando que o tempo

pode estar me matando,

ou me eternizando.

 

Gostaríamos

de fazer tanta coisa,

e nos sentimos frustrados

porque fazemos tão pouco.

 

O tempo é a matéria-prima

com a qual aperfeiçoamos

a arte de viver.

 

Quando temos tempo,

nos sentimos tranquilos.

 

Quando nos apressamos,

ficamos agitados, tensos,

e vivemos estes momentos

como quem está fugindo da vida.

 

Só quando andamos devagar,

é que temos a agradável sensação

de estar vivendo.

 

(Vá percebendo, enquanto lês,

onde estamos errando).

 

A todo momento

nossos pensamentos

nos roubam o momento presente

fazendo-nos lembrar de fatos passados

ou imaginar situações no futuro.

 

Não sabemos mais viver

o momento presente.

Isso não é bom.

 

Tudo nos rouba

o tempo.

 

Ou tudo nos rouba

a sensação de viver.

 

Sentimos que o tempo,

está aí, mas não conta,

quando paramos com tudo,

e não fazemos nada.

 

Quando apenas somos,

e sentimos que estamos vivos,

o tempo não conta. 

 

Eu, espírito observador,

pego o tempo

      em minhas mãos,

                     e administro minha vida,

            e ao mesmo tem

           sou o objeto corporal

          que recebe

                as influências do tempo.

 

O presente

é a parte do tempo

que é companheiro, colaborador,

e anda conosco como oportunidade.

 

O que nos causa maior dano

é o tempo passado,

se ele se apresentar

à nossa memória

como arrependimento.

 

O Tempo

também pode se apresentar

como fonte de energia,

se ele se apresentar

à nossa memória

com os acontecimentos felizes

e escolhas bem-feitas, lá no passado.

 

O que pode nos desgastar

e até destruir

é o tempo futuro,

se ele se apresentar disfarçado

como preocupação, ansiedade ou pressão.

 

Tanto o passado,

como o futuro,

nos tiram do presente,

onde a vida acontece.

 

O tempo futuro

ainda não veio para o presente,

mas ele se antecipa,

e vem antes, em nossa mente,

na nossa imaginação

e promove tensão,

preocupação, ansiedade,

mesmo antes de chegar.

 

Eis aí a fonte do envelhecimento:

deixar-se viver no futuro,

nos roubando

o presente.

 

O momento presente, o agora,

é a única realidade

sobre a qual temos poder,

de ser, estar e de permanecer

em paz, serenamente.  

 

Quando estamos conectados

com o tempo,

estamos ligados ao passado

ou ao futuro.

 

E a única maneira

de não ser escravo do tempo,

de não cair na sua armadilha,

é viver o momento presente.

 

O momento presente

é a eternidade,

já disponível,

para cada um de nós.

 

Se soubermos senti-la e vivenciá-la,

viveremos com satisfação,

experimentando plenitude.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 12/10/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 12/10/2017.

Atualizado em 06/02/2024.