como
o dia de hoje
se
me ocupo, no tempo,
com
a eternidade.
Do
tempo somos escravos
se
falamos:
“Não
tenho tempo
para
mais nada”.
Porém,
a sabedoria ensina
a
fazer do tempo
nosso
parceiro.
Gostaríamos de ter
assimilado e
enraizado,
em nossa consciência,
alguns princípios
fundamentais
para viver a vida com
sabedoria.
Gostaríamos de ter
aprendido
a excelência na arte
do aproveitamento do
tempo.
Não sei qual é o
mistério
que há dentro da vida,
que nos afasta,
da sabedoria,
de viver, a vida,
com plenitude.
O tempo está
envolvido
nesta resposta.
O tempo
é algo que precisa
ser conhecido,
o que é, para que
serve,
se pode ajudar ou
prejudicar.
Só não posso viver
ignorando que o tempo
pode estar me
matando,
ou me eternizando.
Gostaríamos
de fazer tanta coisa,
e nos sentimos
frustrados
porque fazemos tão
pouco.
O tempo é a
matéria-prima
com a qual aperfeiçoamos
a arte de viver.
Quando temos tempo,
nos sentimos
tranquilos.
Quando nos
apressamos,
ficamos agitados,
tensos,
e vivemos estes
momentos
como quem está
fugindo da vida.
Só quando andamos devagar,
é que temos a
agradável sensação
de estar vivendo.
(Vá percebendo,
enquanto lês,
onde estamos
errando).
A todo momento
nossos pensamentos
nos roubam o momento
presente
fazendo-nos lembrar
de fatos passados
ou imaginar situações
no futuro.
Não sabemos mais
viver
o momento presente.
Isso não é bom.
Tudo nos rouba
o tempo.
Ou tudo nos rouba
a sensação de viver.
Sentimos que o tempo,
está aí, mas não
conta,
quando paramos com
tudo,
e não fazemos nada.
Quando apenas somos,
e sentimos que
estamos vivos,
o tempo não
conta.
Eu,
espírito observador,
pego o tempo
em
minhas mãos,
e administro minha vida,
e ao mesmo tem
sou o objeto corporal
que recebe
as influências do tempo.
O presente
é a parte do tempo
que é companheiro,
colaborador,
e anda conosco como
oportunidade.
O que nos causa maior
dano
é o tempo passado,
se ele se apresentar
à nossa memória
como arrependimento.
O Tempo
também pode se
apresentar
como fonte de
energia,
se ele se apresentar
à nossa memória
com os acontecimentos
felizes
e escolhas bem-feitas,
lá no passado.
O que pode nos
desgastar
e até destruir
é o tempo futuro,
se ele se apresentar
disfarçado
como preocupação, ansiedade
ou pressão.
Tanto o passado,
como o futuro,
nos tiram do
presente,
onde a vida acontece.
O tempo futuro
ainda não veio para o
presente,
mas ele se antecipa,
e vem antes, em nossa
mente,
na nossa imaginação
e promove tensão,
preocupação,
ansiedade,
mesmo antes de
chegar.
Eis aí a fonte do
envelhecimento:
deixar-se viver no
futuro,
nos roubando
o presente.
O momento presente, o
agora,
é a única realidade
sobre a qual temos
poder,
de ser, estar e de
permanecer
em paz, serenamente.
Quando estamos
conectados
com o tempo,
estamos ligados ao
passado
ou ao futuro.
E a única maneira
de não ser escravo do
tempo,
de não cair na sua
armadilha,
é viver o momento
presente.
O momento presente
é a eternidade,
já disponível,
para cada um de nós.
Se soubermos senti-la
e vivenciá-la,
viveremos com
satisfação,
experimentando
plenitude.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 12/10/2017
Publicado no Blog Heipo World
e no FACE em 12/10/2017.
Atualizado em 06/02/2024.

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