quinta-feira, 24 de setembro de 2015

249.- Graças divinas. Ajuda divina como ferramenta auxiliar.



Chegamos até aqui, conquistando as chaves que abriram as diversas portas que foram surgindo no nosso caminho evolutivo.



         Nada nos foi capaz de deter.



         Será que viemos sozinhos,
                  sem nenhuma ajuda?



          Será que fomos ajudados, sem pedir ajuda?

      

   Para as causas e projetos humanos, temos em mãos todas as ferramentas necessárias.



   Para causas e projetos maiores, superiores às nossas capacidades, precisamos de ajuda.



Nesta perspectiva teremos que aceitar e admitir um elemento divino no nosso meio: a ajuda externa.  



Se considerarmos em primeiro lugar, a fragilidade do ser humano, nossos pobres recursos naturais, acrescidos das resistências, não teremos êxito em aventurar-nos nas dimensões mais elevadas da vida.



Se considerarmos, em segundo lugar, que foi revelado que somos filhos do Deus Criador, Imagem e semelhança com Ele, e que já recebemos alguns atributos divinos em vida, e que somos os herdeiros do reino dos céus, então aceitaremos ajuda.


          A graça é uma ferramenta divina, doada gratuitamente para as pessoas que se sentem incapazes de superar os limites da natureza humana e abrem-se para uma alternativa superior, difícil, mas não impossível, de assimilar elementos de uma cultura vertical, religada ao nosso Criador.



A graça também é a ajuda externa que recebemos, sem protocolos e requerimentos. 


         A graça é a capacidade recebida para abrir-se e captar os valores divinos que ativam as forças sobrenaturais, ainda escondidas ou dormindo no espaço da humanidade. 


          Existe no ser humano a potencialidade capaz de nos levar além de nós mesmos. 



Santo Tomás de Aquino* estudou e encontrou respostas para estas questões, elaborando dois princípios teológicos: 


            “A graça supõe a natureza e a aperfeiçoa” e “a graça supera a natureza”.


               Com estes dois princípios, alegremo-nos, pois a nossa natureza humana é capaz de ser aperfeiçoada, primeiro, com a colaboração de todo nosso esforço, e segundo, contando com a ajuda externa.


        A graça é toda ajuda divina que favorece o aperfeiçoamento do que é humano em nós e ainda, ativa as energias de filhos do Deus Criador.  

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 06/06/2016


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248.- Fé. A chave da fé. A chave que abre a porta do mundo invisível.






Quantas e tantas vezes me questiono sobre o que escrever.


Escrever sobre filosofia de vida?


Escrever sobre o aqui e o agora?


Sobre o amor que dá brilho e emoções, 
sobre o medo que nos limita 
e impede nossa evolução, 
sobre a arte 
do relacionamento humano?


Então decido: 
não é o que as pessoas querem ler, 
mas sim sobre o que as pessoas 
necessitam ler e conhecer 
que deve ser o objeto 
dos meus escritos.


       Então olho para as pessoas 
e vejo-as agitadas, ansiosas, 
procurando as respostas definitivas, 
sobre o sentido e o significado da vida.


       Então decido escrever mais uma vez 
sobre a fé.


É de fé que as pessoas precisam nesta vida.


       Quantos problemas não existiriam na vida das pessoas caso tivessem fé.


Fé em si mesmas. 
Fé nas pessoas. 
Fé no Deus Criador, 
no Jesus Cristo Redentor, 
na História que vivemos.


    Mais uma chave necessitamos.

A quinta chave, que abre a quinta porta é feita de material eterno. Essa também não é uma chave de ferro, de material terrestre.  


Uma chave diferente, chamada fé.


Para ver,
ler ou decifrar o mundo invisível,
só há, por enquanto,
uma ferramenta disponível:
a fé.


Mas ela é tão estranha,
e tão sem utilidade
no tempo que estamos.


Apenas sabemos
que existe
porque se fala sobre ela.



Mas não lhe damos importância nenhuma.

Nem à fé e nem a tudo aquilo que a ela se refere.

Não estamos familiarizados com essa ferramenta.


É uma chave, não de ferro. 
Mas é uma chave invisível, 
que abre portas.


Lidar com esta chave
vai nos levar por caminhos
     onde acaba o terreno
onde colocamos nossos
pés com segurança.


No campo do visível,
nossos olhos
são de extrema importância.


Aqui, no caminho da fé
vai faltar chão para pisar.


Mas, já que viemos até aqui,
não podemos parar.


Vamos entrar
num campo diferente,
num nível acima. 

É uma ousadia racional.

É uma tarefa bem delicada e difícil.


Tentaremos nos inserir
no grande mistério
que contém estas duas pequenas letras.


Mas antes e junto com a capacidade racional, temos que lidar com a fé, que está aí, juntinho, pertinho, porém, menos usada e com a qual encontramos maiores dificuldades no manuseio.


Por ser mais difícil,
mais nos opomos a exercitá-la. 


Com a fé, as linhas da lógica racional, no princípio, serão de pouca serventia.


Colocar em movimento a fé é uma experiência igual à que sentimos quando adquirimos um novo equipamento, mais moderno, mais sofisticado, que exige, muitas vezes, a leitura do manual de funcionamento.


Alguns aspectos novos deverão ser agregados ou devem ser incorporados na dimensão da fé.


Em primeiro lugar a aceitação da realidade da incompetência no uso e administração desta ferramenta. 


Diante daquilo que não conhecemos, dizemos que estamos diante de um mistério.


Essa condição vem revelar que vamos precisar de uma grande dose de humildade, pois que, nesta dimensão somos mais parecidos com os analfabetos.


O campo das ciências
é o campo das certezas.



O campo da fé
é o campo das ‘incertezas’.



O campo da fé é o caminho,
o último e novo caminho.



Se não entrarmos por ali,
aí sim, ficaremos por aqui.


É verdadeiramente uma escalada,
uma subida. 


A consequência produzirá calos,
feridas, sede, insegurança
e todos os ingredientes
próprios dos andarilhos.


Como a chave da racionalidade
pode ajudar a ler a fé?


Não só nas linhas,
mas também nas entrelinhas
se leem mensagens.


Ler por dentro.


Decifrar sinais.


Escutar o silêncio.



Admitir a existência de milagres.

Acreditar em milagres.

Entender de milagres.

Decifrar milagres.

Entrar dentro dos milagres. 


Aceitar a realidade
que milagres acontecem
com cada um de nós.


Inicialmente desconfiar
e depois admitir
que o que não vemos
é um outro mundo
que existe realmente,
em outra dimensão,
não mais visível,
mas agora invisível,
na qual teremos que entrar
por não termos outra opção.


Na Bíblia, no Novo Testamento, procure a Epístola de São Paulo aos Hebreus. Lá você conseguirá as respostas e o manual de orientação de como aprender a usar a chave da fé.



Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 14/11/2016







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247.- A quarta chave. A chave que abre a porta da esperança



A esperança

talvez seja uma chave divina
            disponibilizada aos humanos
            para adentrar,
vivo,
na esfera do eterno,
depois da porta da morte.  



As chaves anteriores
 não abriram todas as portas.



Há ainda uma chave
a ser disponibilizada
para aqueles que continuam procurando.



A esperança é,
       por enquanto,
a porta de entrada
para o infinito. 



Parece, até o momento
que é prudente e sábio,
aceitar a chave que abre
a porta da Esperança.


Parece ser
a última alternativa,
a não ser que achemos
que a chave
que abre a porta da racionalidade
seja a última chave científica
da evolução.



Se não tivermos nenhuma esperança
nas coisas infinitas,
estaremos definitivamente trancados
na finitude
da existência humana.



Se há ainda uma porta,
e existe chave para esta porta,
a atitude coerente
é dar mais este passo,
abrir as portas da esperança
nas promessas que foram feitas
por alguém que se apresentou
como Caminho, Verdade e Vida. 


Ainda temos uma alternativa:
Se é a Esperança
a chave que abrirá
a última porta,
a Esperança também
se encontra no campo racional,
como a última alternativa
para que  possa ser dignificada
e continuar a trajetória
da evolução. 



A chave
que abre a porta
para a Esperança
está sendo apresentada
porque foram feitas promessas. 

      Feitas por alguém
que teve a autoridad
de se dizer
"Eu sou a Verdade".


        Se considerarmos
que as promessas
são a razão de ser
das esperanças,
podemos manter ativas
as forças da racionalidade. 


       Ainda podemos sonhar
com respostas definitivas
e criar as condições
para que as promessas
sejam realizadas.

Como? Com fé.
Concluímos que necessitamos 
de mais uma chave. 

A chave da fé, nosso próximo texto. 
 

                      

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 06/06/2016


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246.- Terceira chave. A chave que abre a porta espiritual.





Encontramos ainda
perguntas não respondidas.


As respostas não foram encontradas,
ou não foram aceitas pelo conceito comum.


A chave que abriu a porta da racionalidade
não deu condições (ainda) para que a vida
continue seu caminho até tornar-se eterna.


Há um obstáculo no caminho.

Há uma porta fechada.
A porta da morte
quer ter a definitiva palavra.


Ninguém passa daqui.

E ela se impõe com autoridade.


Nenhum humano,
conseguiu ultrapassar esta porta.


Humanos, profetas e poetas
apresentam-nos respostas
com conceitos envolvendo mistério,
sugerindo o despertar da fé,
fio de navalha
por onde o espírito se move
e dança.


Vida após a morte,
eis o lema e todo o conteúdo
que a chave
que abre a porta do espírito
nos posiciona.


A chave que abre a porta do espírito abre mais duas portas: a porta da esperança 247 e a porta da fé (248) (Próximos textos).


Agora já vemos que
há luz no final do túnel.


Se a chave
que abre a porta da morte não foi encontrada,
a chave que abre a vida do espírito
apresenta uma solução:
haverá ressurreição, vida eterna,
após a passagem pela porta da morte. 


E a resposta sobre a ressurreição
que acontece depois da morte,
mas não elimina ainda a morte,
ainda não nos convence satisfatoriamente,
porque as propostas ou respostas que ouvimos
ainda não são provadas pela ciência
ou pela racionalidade. 


Existe ainda a pergunta
sobre o céu. 


 Já existem respostas,
mas custamos a acreditar. 


  Acreditar
está além do entender
e compreender. 


Acreditar, ter fé
já é da outra dimensão, a espiritual.

Parece que precisamos sim,
de uma nova chave
que abra a porta
do ainda não compreendido,
do ainda não científico,
do ‘ainda não’.


Estamos fazendo a experiência
da capacidade racional
como apresentadora de limites.


Se, com a razão
não conseguimos respostas,
significa que a razão
não é a maior capacidade
do ser humano. 


          Nossa racionalidade é quase perfeita,
   mas ainda não nos leva
   até onde já gostaríamos de estar.


   Colocamos um ponto final no assunto? 


          Deixamos de fazer as perguntas

              Que não temos respostas? 


      Não,
Pois queremos ativar
as células de outras capacidades
ainda escondidas dentro ...
dentro de nós?

Ou dentro do Universo?

Ou fora do universo? 


Ou é um poder divino,
do nosso próprio Pai
que pode ser disponibilizado
desde já,
aos seus filhos,
nós, os herdeiros.


O que mais queremos
e sonhamos encontrar
é a chave
que abre
as portas do céu.


Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com
 
Atualizado em 06/06/2016



245.- Segunda chave: A chave que abre a porta do mundo racional.

 
           Entre todas as capacidades e atividades 
que o ser humano possui condições de desenvolver, 
a mais fácil é a capacidade racional.


Basta-nos a boa vontade.
 
       Temos a capacidade.

Através dessa capacidade 
lidamos com todas as coisas 
que tocamos e experimentamos 
através dos nossos sentidos.
 
E nosso cérebro 
atesta a veracidade através da experiência, 
a qual nos dá a natural sensação 
de segurança e domínio.

 
A capacidade racional 
é inata a todo ser humano.

Sem auxílio e motivação externa, 
ela pode se acomodar, 
mas ela é também capaz 
de ser aperfeiçoada.

 
A aquisição de mais conhecimentos, 
mais culturas, mais línguas, mais viagens, 
ampliam e aperfeiçoam nossas capacidades 
e virtudes humanas.

 
Este fato nos torna, 
essencialmente, mais compreensivos 
e amorosos.
 
A falta de educação e cultura 
nos mantém numa plataforma quase animalesca, 
onde prevalece mais a rudeza, 
o instinto de defesa e a violência.
 
Quanto menos educação e cultura, 
mais apego às armas de defesa e ataque.
 
Mais cultura,
mais educação,
mais longe se vê,
mais ciência se constrói.
 
Instruídos, chegamos a perceber 
nossos laços fraternos universais.
 
Nossa semelhança e igualdade 
de deveres e direitos.
 
Se houver maturidade, 
haverá responsabilidade, 
e solidariedade.
 
 
A Terra toda 
é uma pequena aldeia 
onde todos juntos habitamos como irmãos.
 
Com a chave 
que abre a porta da capacidade racional 
fomos desenvolvendo todas as outras capacidades 
que nos permitiram a conquista 
do conhecimento necessário 
para a aquisição de muitas outras chaves 
que nos abririam outras tantas portas.

 
Sem essa chave da racionalidade e conhecimento
não conseguiríamos atravessar 
a porta da sala da vida; 
estaríamos ainda estacionados 
no conceito de animais, 
instintivos, nascidos para morrer.
 

           Quando usamos a chave 
que abre a porta do conhecimento, 
conhecemos a nós mesmos, identificamos, 
firmamos e externamos nosso próprio ser. 

 
‘Conhece-te a ti mesmo’ 
é o nome da primeira disciplina 
do Curso Vital, 
tarefa de quem possui a chave 
que abre a porta do mundo racional.
 
Mas só nos conhecemos 
quando interagimos uns com os outros, 
partilhando conceitos e experiências, 
ajudando-nos uns aos outros 
com os talentos diferentes que temos, 
justamente para poder ajudar e ser ajudado.
 

       Esta chave 
nos foi dada como ferramenta, 
com a finalidade de uso.
 
É para ser usada,
           senão atrofia e enferruja.
 
 
Por isso a evolução caminha 
com a superação das dificuldades, 
invenções, descobertas, 
aperfeiçoamento das ferramentas 
e qualidade de vida.
 

A chave 
que abre a porta do mundo racional 
foi feita para buscar e conquistar 
tudo aquilo que é necessário 
para a pessoa humana 
exercer sua razão 
de ser e existir.
 
Para buscar soluções, 
acima de tudo.

 
Essa chave não aceita portas fechadas, 
barreiras, fronteiras ou limites.
 
É missão da racionalidade,
buscar as explicações
sobre a origem e finalidade do existir,
superando obstáculos,
ultrapassando limites e fronteiras.
 
Mas a capacidade racional 
também encontra a porta fechada 
da morte.
 
Até agora não conseguiu encontrar 
a chave que vai resolver o problema 
da porta sem chave, a morte. 

 
Os cientistas, os filósofos 
e pensadores materialistas 
ainda não encontraram.
 
Acho que você também não encontrou 
o que a chave da espiritualidade 
já tem disponibilizada.
 
A vida supera obstáculos.
 
A racionalidade ajuda, 
mas ainda não temos 
todas as respostas.
 
É necessário, portanto, mais uma chave.
 
Veremos qual, no próximo texto.
 
 
 
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 06/06/2016
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