quinta-feira, 24 de setembro de 2015

247.- A quarta chave. A chave que abre a porta da esperança



A esperança

talvez seja uma chave divina
            disponibilizada aos humanos
            para adentrar,
vivo,
na esfera do eterno,
depois da porta da morte.  



As chaves anteriores
 não abriram todas as portas.



Há ainda uma chave
a ser disponibilizada
para aqueles que continuam procurando.



A esperança é,
       por enquanto,
a porta de entrada
para o infinito. 



Parece, até o momento
que é prudente e sábio,
aceitar a chave que abre
a porta da Esperança.


Parece ser
a última alternativa,
a não ser que achemos
que a chave
que abre a porta da racionalidade
seja a última chave científica
da evolução.



Se não tivermos nenhuma esperança
nas coisas infinitas,
estaremos definitivamente trancados
na finitude
da existência humana.



Se há ainda uma porta,
e existe chave para esta porta,
a atitude coerente
é dar mais este passo,
abrir as portas da esperança
nas promessas que foram feitas
por alguém que se apresentou
como Caminho, Verdade e Vida. 


Ainda temos uma alternativa:
Se é a Esperança
a chave que abrirá
a última porta,
a Esperança também
se encontra no campo racional,
como a última alternativa
para que  possa ser dignificada
e continuar a trajetória
da evolução. 



A chave
que abre a porta
para a Esperança
está sendo apresentada
porque foram feitas promessas. 

      Feitas por alguém
que teve a autoridad
de se dizer
"Eu sou a Verdade".


        Se considerarmos
que as promessas
são a razão de ser
das esperanças,
podemos manter ativas
as forças da racionalidade. 


       Ainda podemos sonhar
com respostas definitivas
e criar as condições
para que as promessas
sejam realizadas.

Como? Com fé.
Concluímos que necessitamos 
de mais uma chave. 

A chave da fé, nosso próximo texto. 
 

                      

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 06/06/2016


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