quarta-feira, 9 de setembro de 2015

235.- Silêncio ... No vazio do silêncio está a nossa verdadeira identidade


"O Silêncio está tão repleto de sabedoria e de espírito em potência, como o mármore não talhado é rico em escultura". Aldous Leonard Huxley


              Qual é a justificativa que damos para não procuramos o silêncio?

 
– É a dificuldade que enfrentamos em estar a sós conosco mesmos e perceber que não estamos completos nem realizados.

 
E fugimos de nós mesmos,

enganando-nos.

 

Não sabemos ainda

qual é a finalidade do silêncio.

 
Não sabemos também porque  

nascemos num mundo barulhento.

 

Achamos que o barulho,

o reboliço, a agitação é normal.

 

É natural. É e não é.


Convivemos


com estas duas possibilidades:

barulho e silêncio.

 

Na maior parte do dia ou da vida, 

estamos em meio

ao turbilhão das coisas,

avalanches de comunicação,

barulhos, buzinas, apitos,

sirenes, vozes, músicas,

compromissos, trabalho,

estudo, lazer,

encontros com pessoas ...

 

Mas, e com o silêncio?

 

Como é o nosso relacionamento com ele?

 

Uma coisa é certa: 
não sabemos, não aprendemos 
e não valorizamos a convivência com o silêncio.

 

Algumas considerações ou razões:


A cultura do Ocidente é materialista.

 

Procuramos preencher nosso vazio 

com coisas,

e nos perdemos na superficialidade

com os valores ilusórios.

 

A cultura do povo oriental

é mais espiritualista.

 

Procuram preencher os espaços vazios

com o conteúdo bom do silêncio,

e vivem curtindo

a dimensão da profundidade

com seus valores.

 

Viver em meio ao barulho

é mais fácil,

porém, alienante.

 

Viver procurando

e convivendo com o silêncio 

é mais difícil,

mas é enriquecedor.

 

No barulho, agitação,

não pensamos,

não questionamos

e não criamos espaço

para as experiências espirituais,

plenificantes.

 

No silêncio,

encontramos a paz necessária,

a harmonia, o equilíbrio,

a clareza, a ordem.

 

Tudo isso revela

aquilo que de mais precioso

carregamos em nosso próprio ser.

 

Quem não se importa em conhecer

os benefícios do silêncio,

para a sua própria vida,

e eficiência,

nas suas atividades pessoais,

personais e profissionais,

é só meio humano.

 

Não é humano por inteiro,

pois lhe falta a ferramenta,

uma das poucas ferramentas

de desenvolvimento personal e divino.

 

No barulho, na agitação

vivemos apenas a aparência,

a superficialidade,

a parte externa da nossa pessoa.

 


Lá por dentro,

além dos órgãos

que nos mantém vivos,

existe uma parte oca,

a ser preenchida de silêncio.

 

Lá dentro,

a personalidade é feita de essência,

substância, consistência,

força, criatividade,

densidade e profundidade.

 


Fora, aqui fora,

apenas pedaços,

porções de gestos

e atitudes sem peso,

sem destino,

sem respostas.

 

O vazio de dentro

não se enche

com as coisas de fora.

 


Enche-se primeiro,

de silêncio,

onde acontece a meditação,

a reflexão, as comparações

e finalmente, as decisões certas.

 

 

Experiências reais,

profundas

e autenticamente humana,

o sentimento de unidade,

de integração, de totalidade,

o mundo,

o universo todo dentro de você,

são conquistas feitas

através das atitudes

que envolvem o silêncio.

 

 

Não se iluda:

você não está bem vivo,

atento, alerta, consciente, 

se não sabe viver no silêncio,

se não sabe aproveitar

os frutos

que o silêncio proporciona.  

 


Sem o convívio com o silêncio

você não se comanda.

 


Se não sabe conviver

com o silêncio,

você não é dono de si

nem das suas decisões.

 

 

É o silêncio

que lhe dá a Carta de Habilitação

para  dirigir com sabedoria

o leme da sua vida.  

 

 

Jamais farás a experiência do infinito

enquanto não experimentar

os frutos do silêncio,

que produzem a experiência

de alargamento

de toda a sua estrutura humana,

sedenta de silêncio criativo. 

 

 

Para nós, ocidentais, 

o silêncio é um vazio,

um nada,

mas é exatamente o meio,

o caminho para alcançar

e sentir o que é plenitude,

meio ou ferramenta

de enchimento do vazio interior.  

 

 

Estamos acostumados

com a vida na superfície,

pois é onde estamos quase o dia inteiro.


Experimentar

entrar na dimensão da profundidade,

através do silêncio,

é a meta, a decisão correta

para futuros acertos.  

 

 

É através do silêncio

que a consciência de cada um

se posiciona

com a clarividência necessária

diante daquilo que passa

e daquilo que não passa

e é o necessário e puro combustível

para a vida plena.  

 

 

Qual é a maior das convicções

que  temos, como ser humano?

 


Desenvolvemos

a consciência

de que cada um é filho

do Deus do Universo?

 


Sabemos, com convicção,

que cada um 

é uma criatura Dele,

e que não encontraremos

paz e sentido na vida

enquanto não aceitarmos

esta verdade? –

 


Criando condições

para curtir momentos de silêncio,

obteremos estas respostas.

 


Caso continuemos fugindo do silêncio,

estaremos fugindo de nós mesmos, 

fugindo das verdades

que procuramos,

inconscientemente

e que temos medo de encontrar.

 


De acordo com a escolha,

profunda e consciente, 

podemos continuar a viver

como órfão

e com todas as consequências

que a orfandade nos absorve.

 

 

Quem faz a experiência

do silêncio em sua vida,

percebe que ele é tão necessário

quanto o reabastecimento do carro.

 

 

Não anda sem combustível,

só se for para baixo.

 


Reabastecer o tanque

com o silêncio

ou ocasiões de silêncio 

mostra a diferença.

 

Confirme tudo o que está escrito aqui,

começando a fazer a extraordinária

e simples experiência

da conquista deste valor

que está tão próximo

e é tão importante,

tão vital para o viver mais pleno,

mais humano,

mais realizador.

 

Quer uma prova? – Vá até um parque, um lago, uma floresta, uma montanha, vá para uma praia deserta e perceba o que sentes.

 

Faça um RETIRO.

 

Retire-se do barulho, da agitação.

 

Vá para um lugar sossegado... onde houver paz, onde você só escuta o barulho do vento e as batidas do teu coração.

Reconstrua-se, a começar por dentro.

 

“O silêncio está tão repleto de sabedoria e de espírito em potência, como o mármore não talhado é rico em escultura”. Aldous Leonard Huxley.   

 

           Saia correndo daqui e vá até uma livraria mais próxima da sua casa e compre todos os livros que você achar sobre o tema do silêncio.

 


Você encherá tudo o que estiver vazio em sua vida.  

 


É possível um novo recomeço.

 


Não se esqueça de procurar autores místicos, aqueles que trazem um pouquinho do céu para a terra.

 

Faça esta experiência e comente comigo.

 

 

Eneas Paulo Budel Boguecheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 09/09/2015.

Leia outros textos:

http://heiposworld.blogspot.com.br







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