"O Silêncio está tão repleto de sabedoria e de espírito em potência, como o mármore não talhado é rico em escultura". Aldous Leonard Huxley
Qual é a justificativa que damos para não procuramos o silêncio?
–
É a dificuldade que enfrentamos em estar a sós conosco mesmos e perceber que
não estamos completos nem realizados.
E
fugimos de nós mesmos,
enganando-nos.
Não
sabemos ainda
qual
é a finalidade do silêncio.
Não
sabemos também porque
nascemos
num mundo barulhento.
Achamos
que o barulho,
o
reboliço, a agitação é normal.
É
natural. É e não é.
Convivemos
com estas duas possibilidades:
barulho e silêncio.
Na
maior parte do dia ou da vida,
estamos
em meio
ao
turbilhão das coisas,
avalanches
de comunicação,
barulhos,
buzinas, apitos,
sirenes,
vozes, músicas,
compromissos,
trabalho,
estudo,
lazer,
encontros
com pessoas ...
Mas,
e com o silêncio?
Como
é o nosso relacionamento com ele?
Uma coisa é certa:
não sabemos, não aprendemos
e não valorizamos a convivência com o
silêncio.
A cultura do Ocidente é materialista.
Lá por dentro,
Fora, aqui fora,
Enche-se primeiro,
Sem o convívio com o silêncio
Se não sabe conviver
Experimentar
Desenvolvemos
Sabemos, com convicção,
Criando condições
Caso continuemos fugindo do silêncio,
De acordo com a escolha,
Reabastecer o tanque
Você encherá tudo o que estiver vazio em sua vida.
É possível um novo recomeço.
Não se esqueça de procurar autores místicos, aqueles que trazem um pouquinho do céu para a terra.
Eneas Paulo Budel Boguecheski
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 09/09/2015.
Leia outros textos:
http://heiposworld.blogspot.com.br
Algumas
considerações ou razões:
A cultura do Ocidente é materialista.
Procuramos
preencher nosso vazio
com
coisas,
e
nos perdemos na superficialidade
com
os valores ilusórios.
A
cultura do povo oriental
é
mais espiritualista.
Procuram
preencher os espaços vazios
com
o conteúdo bom do silêncio,
e
vivem curtindo
a
dimensão da profundidade
com
seus valores.
Viver
em meio ao barulho
é
mais fácil,
porém,
alienante.
Viver
procurando
e
convivendo com o silêncio
é
mais difícil,
mas
é enriquecedor.
No
barulho, agitação,
não
pensamos,
não
questionamos
e
não criamos espaço
para
as experiências espirituais,
plenificantes.
No
silêncio,
encontramos
a paz necessária,
a
harmonia, o equilíbrio,
a
clareza, a ordem.
Tudo
isso revela
aquilo
que de mais precioso
carregamos
em nosso próprio ser.
Quem
não se importa em conhecer
os
benefícios do silêncio,
para
a sua própria vida,
e
eficiência,
nas
suas atividades pessoais,
personais
e profissionais,
é
só meio humano.
Não
é humano por inteiro,
pois
lhe falta a ferramenta,
uma
das poucas ferramentas
de
desenvolvimento personal e divino.
No
barulho, na agitação
vivemos
apenas a aparência,
a
superficialidade,
a
parte externa da nossa pessoa.
Lá por dentro,
além
dos órgãos
que
nos mantém vivos,
existe
uma parte oca,
a
ser preenchida de silêncio.
Lá
dentro,
a
personalidade é feita de essência,
substância,
consistência,
força,
criatividade,
densidade
e profundidade.
Fora, aqui fora,
apenas
pedaços,
porções
de gestos
e
atitudes sem peso,
sem
destino,
sem
respostas.
O
vazio de dentro
não
se enche
com
as coisas de fora.
Enche-se primeiro,
de
silêncio,
onde
acontece a meditação,
a
reflexão, as comparações
e
finalmente, as decisões certas.
Experiências
reais,
profundas
e
autenticamente humana,
o
sentimento de unidade,
de
integração, de totalidade,
o
mundo,
o
universo todo dentro de você,
são
conquistas feitas
através
das atitudes
que
envolvem o silêncio.
Não
se iluda:
você
não está bem vivo,
atento,
alerta, consciente,
se
não sabe viver no silêncio,
se
não sabe aproveitar
os
frutos
que
o silêncio proporciona.
Sem o convívio com o silêncio
você
não se comanda.
Se não sabe conviver
com
o silêncio,
você
não é dono de si
nem
das suas decisões.
É
o silêncio
que
lhe dá a Carta de Habilitação
para
dirigir com sabedoria
o
leme da sua vida.
Jamais
farás a experiência do infinito
enquanto
não experimentar
os
frutos do silêncio,
que
produzem a experiência
de
alargamento
de
toda a sua estrutura humana,
sedenta
de silêncio criativo.
Para
nós, ocidentais,
o
silêncio é um vazio,
um
nada,
mas
é exatamente o meio,
o
caminho para alcançar
e
sentir o que é plenitude,
meio
ou ferramenta
de
enchimento do vazio interior.
Estamos
acostumados
com
a vida na superfície,
pois
é onde estamos quase o dia inteiro.
Experimentar
entrar
na dimensão da profundidade,
através
do silêncio,
é
a meta, a decisão correta
para
futuros acertos.
É
através do silêncio
que
a consciência de cada um
se
posiciona
com
a clarividência necessária
diante
daquilo que passa
e
daquilo que não passa
e
é o necessário e puro combustível
para
a vida plena.
Qual
é a maior das convicções
que
temos, como ser humano?
Desenvolvemos
a
consciência
de
que cada um é filho
do
Deus do Universo?
Sabemos, com convicção,
que cada
um
é
uma criatura Dele,
e
que não encontraremos
paz
e sentido na vida
enquanto
não aceitarmos
esta
verdade? –
Criando condições
para
curtir momentos de silêncio,
obteremos
estas respostas.
Caso continuemos fugindo do silêncio,
estaremos
fugindo de nós mesmos,
fugindo
das verdades
que
procuramos,
inconscientemente
e que
temos medo de encontrar.
De acordo com a escolha,
profunda
e consciente,
podemos
continuar a viver
como
órfão
e
com todas as consequências
que
a orfandade nos absorve.
Quem faz a
experiência
do
silêncio em sua vida,
percebe
que ele é tão necessário
quanto
o reabastecimento do carro.
Não
anda sem combustível,
só
se for para baixo.
Reabastecer o tanque
com
o silêncio
ou
ocasiões de silêncio
mostra
a diferença.
Confirme
tudo o que está escrito aqui,
começando
a fazer a extraordinária
e
simples experiência
da
conquista deste valor
que
está tão próximo
e
é tão importante,
tão
vital para o viver mais pleno,
mais
humano,
mais
realizador.
Quer uma prova? – Vá até um parque, um lago,
uma floresta, uma montanha, vá para uma praia deserta e perceba o que sentes.
Faça um RETIRO.
Retire-se do barulho, da agitação.
Vá para um lugar sossegado... onde houver
paz, onde você só escuta o barulho do vento e as batidas do teu coração.
Reconstrua-se, a começar por dentro.
“O silêncio está tão repleto de sabedoria e
de espírito em potência, como o mármore não talhado é rico em escultura”. Aldous Leonard
Huxley.
Saia correndo daqui e vá até uma livraria mais próxima da sua casa e compre
todos os livros que você achar sobre o tema do silêncio.
Você encherá tudo o que estiver vazio em sua vida.
É possível um novo recomeço.
Não se esqueça de procurar autores místicos, aqueles que trazem um pouquinho do céu para a terra.
Faça
esta experiência e comente comigo.
Eneas Paulo Budel Boguecheski
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 09/09/2015.
Leia outros textos:
http://heiposworld.blogspot.com.br

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