Certa manhã,
ao acordar
permaneci na cama,
permitindo
que a imaginação
levantasse primeiro.
Aí ela fez aquele alvoroço,
sugerindo que eu tentasse ver
ou ler o invisível.
Puxa vida,
não é má essa minha imaginação,
pois está sugerindo bem aquilo
que está na hora de acontecer.
Ainda deitad, perguntei-me
por onde começar.
Sabemos que a imaginação
é espalhafatosa
e gosta de 'viajar na maionese'.
Procurei segurá-la
dentro dos parâmetros da normalidade,
sugerindo a ela
não fugir do quarto
onde estávamos.
Como aconteceria
este fenômeno?
Em primeiro lugar
tentei perceber-me como estava.
Estava deitado, em paz,
sem nenhuma pressão.
O que eu tinha?
Não tinha nada
a não ser o meu corpo
e a consciência de estar ali,
desperto, vivo, sendo o que sou.
Qual era o meu desejo,
ou o que eu estava imaginando
ser possível acontecer,
algo difícil de acreditar,
porém real, possível?
Tudo o que eu queria
era ver ou ler o invisível.
O que eu tinha?
De novo, não tinha nada em mãos
e nenhum instrumento ou ferramenta.
Aí percebi
que eu estava com o meu corpo,
meu ser inteiro, em perfeita saúde,
paz e harmonia.
Então, a primeira coisa concreta
a ter presente é o meu corpo,
minha estrutura inteira,
tal qual sou.
Esta é a antena
por onde vou tentar captar
aquilo que é totalmente estranho
aos meus olhos, ouvidos, tato, paladar e olfato.
Ver o invisível
deve ser uma operação
que acontece
sem o uso dos cinco sentidos,
ou com o aperfeiçoamento
dos cinco sentidos?
É, então não vai dar,
pois nada fazemos, nada aprendemos,
nada sentimos, nada intuímos
sem o nosso corpo
e os sentidos
que em nós existem.
Mas existem outros sentidos?
Outros meios de captação,
de interpretação,
outros meios,
talvez desconhecidos?
Não esqueçamos
que somos compostos
por duas naturezas:
a humana, limitada;
e a divina, sem limites.
Não somos filhos
só da terra.
Não somos apenas terráqueos.
Somos ou fazemos a experiência
de corpo espiritualizado.
É com base neste princípio do espírito
que nos habita
ou com a ajuda
da consciência espiritual
que iremos dar
os primeiros passos.
É a consciência
de que somos também seres espirituais
que força-nos a buscar
o desenvolvimento
desta capacidade latente, faminta,
sedenta de respostas definitivas.
Será que temos condições
de entrar nesta dimensão?
Vamos aventurar
mais um passinho?
Topas entrar
nesta aventura?
Então, vamos dar os primeiros passos,
em cima do fio da navalha.
Sugestão: Leia algum livro do cientista físico
Dr Amit Goswami sobre física quântica,
em linguagem bem acessível.
Muito do que não conseguimos ver,
não vemos porque é muito pequeno.
O mundo do muito pequeno existe.
Basta usarmos as ferramentas apropriadas,
o microscópio, por exemplo,
para que a certeza científica apareça
e as dúvidas desapareçam.
A física quântica é física, material.
Ocupa-se em ler e entender
todos aqueles elementos físicos
que comandam toda nossa vida,
invisivelmente, antes,
mas agora, visivelmente.
Aquilo que era invisível,
até pouco tempo, com os estudos,
pesquisas e experiências
da Física Quântica,
aparecem e se revelam
como matéria e energia
que move o mundo,
e que proporcionam a lenta
e evolutiva agregação,
unificação dos elementos
que fazem o mundo
estar em movimento.
Seja curioso.
Saia do teu mundinho visível.
Leia alguma coisa sobre Física Quântica
e perceba quantas portas fechadas existiam
e que foram recentemente abertas.
Veja como é curiosa a notícia
de que nós não enxergávamos
aquilo que é muito pequeno,
e que, com a ajuda do microscópio,
descobrimos um mundo visível,
ampliado,
que aumentou muito
a nossa compreensão
de nós mesmos e do mundo.
Com o microscópio
conseguimos ver
o que antes era invisível.
Não era invisível, não.
Apenas não conseguíamos enxergar
nem ver,
nem acreditar
porque não tínhamos
as ferramentas apropriadas.
Então, mudemos nosso pensamento
e acreditemos,
aceitemos a tese e a ciência,
de que conseguimos sim,
ver o invisível.
E não vai demorar muito,
com o uso da física quântica,
a mística quântica vai desvendar
muitos mistérios invisíveis.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 08/04/2017
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