quarta-feira, 23 de setembro de 2015

243.- Invisível. E agora, o que mais desejamos é ler a realidade invisível.



Certa manhã,
ao acordar
permaneci na cama,
permitindo
que a imaginação
levantasse primeiro.
 


Aí ela fez aquele alvoroço,
sugerindo que eu tentasse ver
ou ler o invisível.


Puxa vida,
não é má essa minha imaginação,
pois está sugerindo bem aquilo
que está na hora de acontecer.
 

Ainda deitad, perguntei-me
por onde começar.



Sabemos que a imaginação
é espalhafatosa
e gosta de 'viajar na maionese'.



Procurei segurá-la
dentro dos parâmetros da normalidade,
sugerindo a ela
não fugir do quarto
onde estávamos.


Como aconteceria
este fenômeno?



Em primeiro lugar

tentei perceber-me como estava.

Estava deitado, em paz,

sem nenhuma pressão.



O que eu tinha?

Não tinha nada

a não ser o meu corpo

e a consciência de estar ali,

desperto, vivo, sendo o que sou.



Qual era o meu desejo,

ou o que eu estava imaginando

ser possível acontecer,

algo difícil de acreditar,

porém real, possível?



Tudo o que eu queria

era ver ou ler o invisível.



O que eu tinha?

De novo, não tinha nada em mãos

e nenhum instrumento ou ferramenta.



Aí percebi

que eu estava com o meu corpo,

meu ser inteiro, em perfeita saúde,

paz e harmonia.



Então, a primeira coisa concreta

a ter presente é o meu corpo,

minha estrutura inteira,

tal qual sou.



Esta é a antena

por onde vou tentar captar

aquilo que é totalmente estranho

aos meus olhos, ouvidos, tato, paladar e olfato.

 


Ver o invisível

deve ser uma operação

que acontece

sem o uso dos cinco sentidos,

ou com o aperfeiçoamento

dos cinco sentidos?



É, então não vai dar,

pois nada fazemos, nada aprendemos,

nada sentimos, nada intuímos

sem o nosso corpo

e os sentidos

que em nós existem.



Mas existem outros sentidos?



Outros meios de captação,

de interpretação,

outros meios,

talvez desconhecidos?



Não esqueçamos

que somos compostos

por duas naturezas:

a humana, limitada;

e a divina, sem limites.

 


Não somos filhos

só da terra.



Não somos apenas terráqueos.



Somos ou fazemos a experiência

de corpo espiritualizado.



É com base neste princípio do espírito

que nos habita

ou com a ajuda

da consciência espiritual

que iremos dar

os primeiros passos.



É a consciência

de que somos também seres espirituais

que força-nos a buscar

o desenvolvimento

desta capacidade latente, faminta,

sedenta de respostas definitivas.



Será que temos condições

de entrar nesta dimensão?



Vamos aventurar

mais um passinho?



Topas entrar

nesta aventura?

 

Então, vamos dar os primeiros passos,

em cima do fio da navalha.

 


 Sugestão: Leia algum livro do cientista físico

Dr Amit Goswami sobre física quântica,

em linguagem bem acessível.



Muito do que não conseguimos ver,

não vemos porque é muito pequeno.

 

O mundo do muito pequeno existe.

Basta usarmos as ferramentas apropriadas,

o microscópio, por exemplo,

para que a certeza científica apareça

e as dúvidas desapareçam.



A física quântica é física, material.

Ocupa-se em ler e entender

todos aqueles elementos físicos

que comandam toda nossa vida,

invisivelmente, antes,

mas agora, visivelmente.



Aquilo que era invisível,

até pouco tempo, com os estudos,

pesquisas e experiências

da Física Quântica,

aparecem e se revelam

como matéria e energia

que move o mundo,

e que proporcionam a lenta

e evolutiva agregação,

unificação dos elementos

que fazem o mundo

estar em movimento.



Seja curioso.

Saia do teu mundinho visível.



Leia alguma coisa sobre Física Quântica

e perceba quantas portas fechadas existiam

e que foram recentemente abertas.



Veja como é curiosa a notícia

de que nós não enxergávamos

aquilo que é muito pequeno,

e que, com a ajuda do microscópio,

descobrimos um mundo visível,

ampliado,

que aumentou muito

a nossa compreensão

de nós mesmos e do mundo.



Com o microscópio

conseguimos ver

o que antes era invisível.



Não era invisível, não.



Apenas não conseguíamos enxergar

nem ver,

nem acreditar

porque não tínhamos

as ferramentas apropriadas.



Então, mudemos nosso pensamento

e acreditemos,

aceitemos a tese e a ciência,

de que conseguimos sim,

ver o invisível.



E não vai demorar muito,

com o uso da física quântica,

a mística quântica vai desvendar

muitos mistérios invisíveis.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 08/04/2017


 

 

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