Quantas e tantas vezes me questiono sobre o
que escrever.
Escrever sobre filosofia de vida?
Escrever sobre o aqui e o agora?
Sobre o amor que dá brilho e emoções,
sobre o
medo que nos limita
e impede nossa evolução,
sobre a arte
do relacionamento
humano?
Então decido:
não é o que as pessoas querem
ler,
mas sim sobre o que as pessoas
necessitam ler e conhecer
que deve ser o
objeto
dos meus escritos.
Então olho para as pessoas
e vejo-as agitadas,
ansiosas,
procurando as respostas definitivas,
sobre o sentido e o significado
da vida.
Então decido escrever mais uma vez
sobre
a fé.
É de fé que as pessoas precisam nesta vida.
Quantos problemas não existiriam na vida
das pessoas caso tivessem fé.
Fé em si mesmas.
Fé nas pessoas.
Fé no Deus
Criador,
no Jesus Cristo Redentor,
na História que vivemos.
Mais uma chave necessitamos.
A quinta chave, que abre a quinta porta é feita de material eterno. Essa também não é uma chave de ferro, de material terrestre.
Uma
chave diferente, chamada fé.
Para
ver,
ler
ou decifrar o
mundo invisível,
só
há, por enquanto,
uma
ferramenta disponível:
a
fé.
Mas ela é tão estranha,
e tão sem utilidade
no tempo que estamos.
Apenas sabemos
que existe
porque se fala sobre ela.
Mas não lhe damos importância nenhuma.
Nem à fé e nem a tudo aquilo que a ela se
refere.
Não estamos familiarizados com essa
ferramenta.
É uma chave, não de ferro.
Mas é uma chave invisível,
que abre portas.
Lidar com esta chave
vai nos levar por caminhos
onde acaba o terreno
onde colocamos nossos
pés com segurança.
No campo do visível,
nossos olhos
são de extrema importância.
Aqui, no caminho da fé
vai faltar chão para pisar.
Mas, já que viemos até aqui,
não podemos parar.
Vamos entrar
num campo diferente,
num nível acima.
É uma ousadia racional.
É uma tarefa bem delicada e difícil.
Tentaremos nos inserir
no grande mistério
que contém estas duas pequenas letras.
Mas antes e junto com a capacidade racional,
temos que lidar com a fé, que está aí, juntinho, pertinho, porém, menos usada e
com a qual encontramos maiores dificuldades no manuseio.
Por ser mais difícil,
mais nos opomos a exercitá-la.
Com a fé, as linhas da lógica racional, no
princípio, serão de pouca serventia.
Colocar em movimento a fé é uma experiência
igual à que sentimos quando adquirimos um novo equipamento, mais moderno, mais
sofisticado, que exige, muitas vezes, a leitura do manual de funcionamento.
Alguns aspectos novos deverão ser agregados
ou devem ser incorporados na dimensão da fé.
Em primeiro lugar a aceitação da realidade da
incompetência no uso e administração desta ferramenta.
Diante daquilo que não conhecemos, dizemos
que estamos diante de um mistério.
Essa condição vem revelar que vamos precisar
de uma grande dose de humildade, pois que, nesta dimensão somos mais parecidos
com os analfabetos.
O campo das ciências
é o campo das certezas.
O campo da fé
é o campo das ‘incertezas’.
O campo da fé é o caminho,
o último e novo caminho.
Se não entrarmos por ali,
aí sim, ficaremos por aqui.
É verdadeiramente uma escalada,
uma subida.
A consequência produzirá calos,
feridas, sede, insegurança
e todos os ingredientes
próprios dos andarilhos.
Como a chave da
racionalidade
pode ajudar a ler a
fé?
Não só nas linhas,
mas também nas
entrelinhas
se leem mensagens.
Ler por dentro.
Decifrar sinais.
Escutar o silêncio.
Admitir a existência de milagres.
Acreditar em milagres.
Entender de milagres.
Decifrar milagres.
Entrar dentro dos milagres.
Aceitar a realidade
que milagres acontecem
com cada um de nós.
Inicialmente desconfiar
e depois admitir
que o que não vemos
é um outro mundo
que existe realmente,
em outra dimensão,
não mais visível,
mas agora invisível,
na qual teremos que entrar
por não termos outra opção.
Na Bíblia, no Novo Testamento, procure a
Epístola de São Paulo aos Hebreus. Lá você conseguirá as respostas e o manual
de orientação de como aprender a usar a chave da fé.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 14/11/2016
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