Quando estamos
abertos,
o coração está
alegre.
Se não estamos bem,
muitas razões
estão atrapalhando.
O coração aberto,
é alegre, radiante,
como o dia.
Motiva,
sente e irradia,
paz e harmonia.
A mente fechada,
é como uma noite,
sem estrelas.
Quanto a mente
está fechada,
o céu não tem sol
nem estrelas.
O céu nem existe.
Se existe, não se
importa.
Quando o coração se
abre,
olhamos para o céu,
e vemos o sol,
seu brilho,
sua luz.
Um dia ensolarado,
é um dia abençoado,
carregado
com todos os
ingredientes
para um coração
expansivo.
Se a mente permanecer
fechada
a vida toda parece
estar toda estragada,
confinada a tristezas,
pessimismos, desilusões.
Diferente o mundo se
apresenta
quando a gente se senta
e espera o coração
abrir-se,
qual flor na
primavera,
deixando-se aquecer
pelo Sol.
O coração se abre
quando acredita,
quando tem fé
e esperanças.
O coração aberto,
visitado pela
alegria,
se concentra nas
luzes,
mais do que nas
sombras.
A mente é indiferente.
fecha-se em seus
conceitos,
limita os passos, não
vai além.
E então,
se percebe
a necessidade
de abrir o coração
para degustar
as coisas boas e
bonitas
da vida.
No coração
habita a
sensibilidade,
para as luzes, para as
cores,
para a bondade e
beleza
dos atores,
amores e amantes
da vida.
De coração aberto
a mente não atrapalha.
Se alguma coisa
atrapalha,
é a mente fechada
para os valores
da beleza,
da bondade
e do bem.
A mente crítica
fecha portas
e janelas
impedindo a
circulação
das boas vibrações,
das energias contagiantes.
O coração aberto,
de tudo se encanta,
o entusiasmo se levanta,
e o corpo não se cansa.
No coração
reside a visão da pureza,
visão transparente,
da profundidade
da realidade.
Como é belo
um coração puro.
Onde se encontra a
beleza
numa pessoa simples?
Não se vê no falar,
mas no jeito de ser.
A mente vai longe,
sim,
mas depois de ir muito
longe,
cede à dúvida,
não acredita
na dimensão do depois,
dos horizontes,
e se fecha.
O coração arrisca,
acolhe, aceita,
acredita,
e se abre.
Até parece que a
mente
é só humana,
e o coração,
sede da alma,
é aconchego
das realidades
divinas.
Os puros de coração
serão leves,
voarão como as folhas
soltas
nos espaços
infinitos.
Aqueles outros,
de mente dupla,
não conseguem
desfazer-se
dos apegos,
dos conceitos e
preconceitos,
pregados no chão,
pesados de ansiedades,
tensões e
preocupações.
Os puros de coração
se largam, soltam-se,
como folhas ao vento,
em atitudes de
contemplação,
admirando o Autor,
por trás das belezas
da criação.
Os de coração abertos
conseguem ver
nas obras do mundo,
os atributos eternos
do próprio Artista.
Coração aberto
vem da pureza
interior,
de uma maneira de ver,
angelical,
por trás dos véus,
vê, o Deus dos céus.
A razão fechada
perde, priva-se,
jejua dos bens
da luz divina.
A razão teimosa,
se torna incapaz
de ver as graças divinas.
A mente fecha.
O coração abre.
A mente
é orgulhosa,
rebelde,
resistente,
e teimosa,
por isso sente,
o Deus,
como um ser ausente.
O coração é humilde,
sincero, reconhecido,
por isso pressente,
o Deus próximo,
amigo.
O coração
só pode ser puro,
se o olhar for limpo,
transparente.
O olhar e o coração
serão tanto mais
puros
se a consciência
estiver limpa,
procurando, a bondade,
a perfeição, imagens completas,
a fonte de todo bem.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
28/08/2020

