sexta-feira, 28 de agosto de 2020

771.- Coração. De coração aberto ...

 


Quando estamos abertos,

o coração está alegre.

 

Se não estamos bem,

muitas razões

estão atrapalhando.

 

O coração aberto,

é alegre, radiante,

como o dia.


Motiva,

sente e irradia,

paz e harmonia.

 

A mente fechada,

é como uma noite,

sem estrelas.


Quanto a mente

está fechada,

o céu não tem sol

nem estrelas.

O céu nem existe.

Se existe, não se importa.

 

Quando o coração se abre,

olhamos para o céu,

e vemos o sol,

seu brilho,

sua luz.

 

Um dia ensolarado,

é um dia abençoado,

carregado

com todos os ingredientes

para um coração expansivo.

 

Se a mente permanecer fechada

a vida toda parece estar toda estragada,

confinada a tristezas, pessimismos, desilusões.

 

Diferente o mundo se apresenta

quando a gente se senta

e espera o coração abrir-se,

qual flor na primavera,

deixando-se aquecer

pelo Sol.

 

O coração se abre

quando acredita,

quando tem fé

e esperanças.

 

O coração aberto,

visitado pela alegria,

se concentra nas luzes,

mais do que nas sombras.

 

A mente é indiferente.

fecha-se em seus conceitos,

limita os passos, não vai além.

 

E então,

se percebe

a necessidade

de abrir o coração

para degustar

as coisas boas e bonitas

da vida.

 

No coração

habita a sensibilidade,

para as luzes, para as cores,

para a bondade e beleza

dos atores,

amores e amantes

da vida.

 

De coração aberto

a mente não atrapalha.

 

Se alguma coisa atrapalha,

é a mente fechada

para os valores

da beleza,

da bondade

e do bem.

 

A mente crítica

fecha portas

e janelas

impedindo a circulação

das boas vibrações,

das energias contagiantes.

 

O coração aberto,

de tudo se encanta,

o entusiasmo se levanta,

e o corpo não se cansa.

 

No coração

reside a visão da pureza,

visão transparente,

da profundidade

da realidade.

 

Como é belo

um coração puro.

 

Onde se encontra a beleza

numa pessoa simples?

 

Não se vê no falar,

mas no jeito de ser.

 

A mente vai longe, sim,

mas depois de ir muito longe,

cede à dúvida,

não acredita

na dimensão do depois,

dos horizontes,

e se fecha.

 

O coração arrisca,

acolhe, aceita,

acredita,

e se abre.

 

Até parece que a mente

é só humana,

e o coração,

sede da alma,

é aconchego

das realidades divinas.

 

Os puros de coração serão leves,

voarão como as folhas soltas

nos espaços infinitos.

 

Aqueles outros,

de mente dupla,

não conseguem desfazer-se

dos apegos,

dos conceitos e preconceitos,

pregados no chão,

pesados de ansiedades,

tensões e preocupações.

 

Os puros de coração

se largam, soltam-se,

como folhas ao vento,

em atitudes de contemplação,

admirando o Autor,

por trás das belezas

da criação.

 

Os de coração abertos

conseguem ver

nas obras do mundo,

os atributos eternos

do próprio Artista.

 

Coração aberto

vem da pureza interior,

de uma maneira de ver,

angelical,

por trás dos véus,

vê, o Deus dos céus.

 

A razão fechada

perde, priva-se,

jejua dos bens

da luz divina.

 

A razão teimosa,

se torna incapaz

de ver as graças divinas.

 

A mente fecha.

O coração abre.

 

A mente

é orgulhosa,

rebelde,

resistente,

e teimosa,

por isso sente,

o Deus,

como um ser ausente.

 

O coração é humilde,

sincero, reconhecido,

por isso pressente,

o Deus próximo,

amigo.

 

O coração

só pode ser puro,

se o olhar for limpo,

transparente.

 

O olhar e o coração

serão tanto mais puros

se a consciência estiver limpa,

procurando, a bondade,

a perfeição, imagens completas,

a fonte de todo bem.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

28/08/2020

eneaspb@gmail.com



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