Estamos na Terra
fazendo
experiências relativas à Terra.
Na
história aconteceu um fato
em
que o Filho do Deus Criador
nasceu
entre nós.
Foi
a entrada
de
um SER absoluto,
que
veio inaugurar
um
modelo de vida novo,
e,
conviver conosco.
Um
ser absoluto nasce na Terra
para
dar significado absoluto
para
tudo o que é relativo
na
Terra.
Este
acontecimento
se
chama NATAL.
Aqui
se desenrolou a história
de
um personagem divino,
de
um Deus.
E
este acontecimento produziu em nós,
criaturas,
um enxerto relativo,
uma
certa semelhança
que
nos identifica um pouco
com
nosso Criador.
Se
somos criaturas, somos filhos,
somos
imagem e semelhança do nosso Pai.
Quando
o eterno,
o
absoluto vem,
acontece
o contágio
das
capacidades divinas
nas
coisas relativas da Terra.
Entra
o poder, entra o amor,
entram
as virtudes absolutas
no
mundo relativo,
transbordando
energias,
novidades
e esperanças.
No
NATAL,
no
nascimento do Jesus Cristo
fomos
presenteados
com
capacidades divinas.
Por
enquanto,
experimentamo-nos
de
maneira incompleta.
Vivemos
apenas experiências relativas,
incompletas,
superficiais.
O
absoluto
respeita
os limites da relatividade.
Nunca
estamos plenamente contentes.
Nunca
experimentamos a completude,
seja
qual for a experiência física,
emocional,
mental ou espiritual.
Não
somos perfeitos, ainda.
Se
fôssemos, estaríamos fazendo
experiências
absoluta, perfeitas.
Nossas
experiências
são
sempre relativas.
Não
conseguimos vivenciar
o
acontecimento natalino
com
total alegria e felicidade,
porque
a completude
ainda
não pode ser experimentada
em
nossa natureza humana.
Vivemos
sempre na véspera de Natal.
Até
nossas festas, nossas comemorações,
são
assim, imperfeitas. (Se fossem perfeitas,
os
pobres, nossos irmãos,
estariam
em nossas mesas).
Não
conseguimos ainda fazer,
sentir,
ou viver a experiência do NATAL
como
algo que seja absolutamente completo.
Em
todos os NATAIS
fazemos
experiências próximas
ao
grande NATAL
que
acontecerá
quando
partirmos desta vida.
O
NATAL do Jesus Cristo
é
pleno, cheio, completo,
pois
a natureza divina
adentrou
em nossa dimensão terrena
e
contagiou ou enxertou
nela
a semente de eternidade,
de
perfeição.
NATAL,
de certa forma
é
relembrar essa dimensão divina
que
nos habita, com sede persistente,
insaciável
de uma saudade
da
nossa definitiva casa
na
eternidade.
Vivemos
ainda
na
dimensão do ainda-não,
da
não-completude,
pois
sempre sentimos
que
está faltando-alguma-coisa.
No
dia
da
nossa morte relativa
deverá
acontecer
o
verdadeiro NATALÍCIO,
na
dimensão da vida eterna.
“Na
casa do meu Pai
existem
muitas moradas.
Vou
preparar-vos um lugar”,
prometeu
o Jesus Cristo.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado
e publicado em 24/12/2023


