segunda-feira, 28 de julho de 2025

1011.- Estamos no mundo, mas não somos do mundo.


 

Seremos atacados, perseguidos,

caluniados, tentados, induzidos

a nos afastarmos do Caminho Verdadeiro.

 

Estamos no mundo

e o mundo quer que vivamos

de acordo com a cultura ateísta do mundo.

 

            Convém nos prepararmos para defender-nos:

 

- Defender-nos da cultura do mundo

que busca o conforto, a acomodação

e o consumismo.

 

- Defendermos da tirania do barulho,

ruídos, propagandas, entretenimentos,

curiosidades, mídias exploradoras das consciências,

avalanches de mensagens no Celular,

jogos, passatempo, e na TV, excesso de notícias sobre violência,

com estratégia de provocar medo

e ódio de partidos ou pessoas diferentes,

e filmes alienadores de consciências.

 

- Defender-nos das estratégias do inimigo,

do demônio, pai da mentira e campeão na prática das divisões.

 

Dividir para enfraquecer, é o lema dos tiranos do poder.

 

Convém conhecer o inimigo para saber como ele age.

 

Convém conhecer as suas estratégias, as suas manipulações.

 

O inimigo é criador de conflitos, das divisões e separações.

 

É especialista em montagem de mentiras e de ilusões.

 

Ele quer te ver afastado da realidade exigente.

 

Ele quer que você viva no mundo virtual. 

 

É pós-graduado em iludir, alienar,

afastar-nos do Caminho certo.

 

Ele é o criador de qualquer atitude de desânimo

que aparece na sua frente. Desconfie.

 

Ele te quer ativo, sempre ocupado com futilidades,

para você não pensar, não ter tempo

para voltar-se para dentro de si mesmo.

 

Quem governa o mundo

é o Príncipe do mundo, o demônio. 

 

Ele tentou o Jesus Cristo.

 

Ele vai te tentar de diversas formas,

procurando desviar-te do rumo certo.

 

Ele te quer analfabeto sobre o espírito e a Alma.

 

Ele vai querer que você se afaste

de qualquer Movimento

ou fraternidade cristã.

 

Ele fará de tudo

para te afastar daquilo que nos é necessário.

 

Ele é o grande concorrente

do Jesus Cristo e do seu Reino.

 

Ele não quer que você tenha o Jesus Cristo

como ídolo e modelo.

 

Se você aceita a proposta dele

você criará ou ficará escravo de ídolos pagãos.  

 

O que fazer?

 

1 – Buscar o silêncio, como única alternativa

 de recuperação da nossa identidade cristã.

 

Para combater o barulho, o ruído, a dispersão,

a curiosidade, o esvaziamento de si, a confusão,

a superficialidade e a alienação de si, ...

o antídoto é o silêncio.

 

Quais são as necessidades básicas do ser humano?

 – O ar, alimento, água, repouso, convívio fraterno.

 

De igual forma, a busca pelo silêncio

se tornou a necessidade básica de sobrevivência,

fator de sucesso espiritual, ou de fracasso existencial.

 

2 – Transcender este mundo.

 

Viver neste mundo com Alma,

com o conhecimento da nossa natureza divina,

dos dons, das forças que o Evangelho revela.

 

Não venceremos este mundo

com as armas deste mundo.

 

3 – Viver no momento presente.

 

Convém ter conhecimento suficiente sobre eternidade.

 

Conhecer o tempo, comparando com a eternidade.

 

A virtude da eternidade é a paciência.

 

O desequilíbrio que o tempo provoca em nós

chama-se pressa e ansiedade.

 

Sempre que você estiver ansioso ou com pressa

você não está vivendo no momento presente.

 

A pressa e a ansiedade provocam desequilíbrios

e perdemos o controle sobre nós mesmos.

 

Só tendo um razoável conhecimento

sobre a Eternidade

conseguimos voltar a ter o domínio

sobre nós mesmos e nossas ações.

 

4 – O cristão vive dentro do shopping da vida.

 

Lá dentro, estratégia do comodismo,

existem duas escadas-rolantes.

 

Uma que sobe, sem esforços.

E outra que desce, sem esforços.

 

O cristão sobe

na escada que está descendo,

pois sua meta é para cima.

 

Vai na contramão do conforto.  

 

Na contramão,

se não der os passos mais rápido

do que as engrenagens,

ficará no mesmo lugar,

ou se parar de dar os passos para cima,

a escada rolante (o mundo)

o devolverá ao chão da vida.

 

Essa comparação é para pensar,

que, para subir contra a correnteza,

há de se colocar esforços conscientes:

disciplina, escolha, determinação.

 

Estes valores levam à evolução.

 

Evolução planejada,

com fidelidade aos princípios

que levam à perfeição

da natureza humana e divina.

 

Quem vencerá o mundo?

- Aquele que fizer violência contra si mesmo,

Isto é, não aceita a mediocridade

e a rotina despersonalizante.  

 

5 – Como o cristão se expõe para o mundo.

Com o conhecimento de si, da Alma,

e da nossa imagem e semelhança

com o Jesus Cristo.

 

6 – Quais são as nossas armas de defesa?

A Fé. (Feliz aquele que crer sem ver)

A Esperança. (Nas promessas divinas). Na Vida Eterna.

A Coragem. (Tende coragem, eu venci o mundo)

A Verdade. (Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida).

A Prudência. (Sede prudentes como as serpentes)

A Sabedoria. No Jesus Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e das ciências).

A Simplicidade. (Sede simples como as pombas).

A Humildade. (Sendo rico se fez pobre).

A Fraternidade. (Somos todos irmãos. Amar o próximo como a si mesmo)

A Compreensão. (Que eu procure mais compreender que ser compreendido).

A Misericórdia. (Quero a misericórdia e não o sacrifício)

A Tolerância. (Perdoai até setenta vezes sete)

A Paciência.

A mansidão.

A Perseverança.

O Discernimento.

O Perdão. (Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam).

 

Voluntariedade, caridade,

doação, serviço gratuito. 

 

Participação na Igreja

e em atividades paroquiais.

 

Serenidade, alegria e bom-humor.

 

Somos da paz.

 

Nossas armas são pacíficas, são divinas,

construtivas e unitivas.

 

Nossas armas não são deste mundo,

mas estão aqui para usarmos e provar

que nós não somos deste mundo.

 

7 – Citações Bíblicas que fundamentam este texto:

 O mundo criado aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos do Deus Pai. Romanos 8,19.

No mundo tereis aflições, mas tende confiança, eu venci o mundo. João 16,33

Se o mundo vos odeia, sabei que antes odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como algo seu, mas porque não sois do mundo e minha escolha vos separou do mundo, o mundo, por isso vos odeia. João 15,18-19

Não ameis o mundo nem o que há no mundo. 1 João 2,15

Quem é o vencedor do mundo senão quem crê que o Jesus Cristo é o filho do Deus Pai. 1 João 5,5

Agora vou para ti e digo isto ao mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Eles não são do mundo como eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu me enviaste ao mundo, também eu os envie ao mundo. João 17,13-18

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com – 41 98854-5166

Criado e pub no BLOG e no FACE em 28/07/2028.

 

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quinta-feira, 24 de julho de 2025

1010.- Alma. Sobre a Alma, quem dá a última resposta, a Terra ou o Céu?


Quando olhamos para uma paisagem,

as cores, luzes e sombras,
as estrelas, o sol, o Céu,
emoções invadem
e preenchem nosso íntimo.

É um contexto, uma mistura
das coisas da Terra e muita arte no Céu.

O corpo
tem seus interesses nas coisas da Terra.

Nossa Alma,
porque tem asas,
volta seu olhar para o Céu.

Entre as linhas, abrem-se espaços,
e nas entrelinhas deciframos mensagens
sentidas em nosso íntimo.

Nas entrelinhas existe um escritor
e em nossa Alma, um tradutor.

Onde está o último horizonte,
o último porto, a última realidade?

Existe uma outra realidade,
maior, superior, mais completa, perfeita,
além dessa, na qual vivemos?

Se tem, essa vida que vivemos,
imperfeita, incompleta,
não é a definitiva.

Se nossas perguntas
não tiverem respostas definitivas,
aqui na Terra,
será o Céu a respondê-las?

Não encontramos realização total,
nem felicidade completa aqui na Terra,
por mais ricos que sejamos.

Nessa viagem experimentamos
momentos de alegria, festas,
danças, vitórias, sucessos,
mas sabemos que mais na frente,
experimentaremos também a ansiedade,
insegurança, angústias, doenças, velhice,
falência múltipla dos órgãos, e a morte.

Diante de tudo isso, brota a pergunta:
o que encontraremos lá na frente?

Qual é, definitivamente,
a última realidade?
Quem terá a última palavra,
definitiva?

É humana, terrena?
- É a Existência visível?

É divina, celestial?
- É a Essência, invisível?

As coisas da Terra
estão misturadas
com as coisas do Céu.

Para o estudo sobre o homem nesta terra
temos a Antropologia, a Sociologia, a Filosofia.
Para o estudo sobre o homem destinado aos Céus
temos a Teologia.

A Alma é uma semente divina
que quer brotar, crescer, desenvolver-se,
tornar-se árvore e subir até o Céu.

Se existe mais uma dimensão,
mais um degrau para evoluir,
mais uma realidade,
que não é essa na qual vivemos,
então, a sabedoria a ser conquistada
estará em montar toda uma estratégia de vida,
tendo por referência a última realidade, a última resposta.

Necessitamos de conhecimento
sobre o destino e sobre a essência do ser humano.

Somos um ser com
essência invisível,
numa existência visível.

A essência, invisível,
é aquela parte que está dentro de nós,
que dá vida à nossa vida externa.

A existência
acontece no mundo visível,
onde estamos, material, concreta,
com constante necessidades
de aperfeiçoamento,
permanente processo de evolução,
auxiliada pelas ciências.

Como essência,
somos originalmente puros,
perfeitos, no espírito que nos habita.

A essência
está encarnada, na natureza humana,
porém, carregamos junto, uma existência,
a maneira incompleta, misturada,
mesclada com luzes e sombras,
alegrias e tristezas.

A essência,
escondida, invisível, infinita,
tem saudades do Céu,
pois teve lá, sua origem.

A essência, espiritual,
invisível, tem elo, ligação,
sente falta, tem sede do Pai afetivo.

É a essência
que deveria ter a primazia,
o comando da nossa vida, por ser perfeita,
imaterial, unificada, por ser, já, eterna.

A essência
já é familiar
com o mundo invisível,
cultiva esperanças,
acredita na eternidade,
já conhece o Deus Eterno, provedor.

A existência materializada, nos segura na Terra.

A existência
tem apegos às coisas visíveis,
inclinações, que, como imã, atraem para a terra.

Na existência,
frágil, sentimos preguiça, cansaço, temores,
tendências à acomodação, resistências, dúvidas,
fraquezas e desequilíbrios.

Felizmente, o que nos mantém
firmes, acreditando na vida,
ajudando-nos na superação
das dúvidas e dos problemas,
é a nossa essência eterna.

Um Espírito Santo nos habita
na zona mais profunda
da nossa personalidade.

Esse é o nome da nossa Essência.

A realidade final, definitiva,
possui características
de permanência, de eternidade.

Aquele que desejo ser,
no mundo existencial,
já sou, na minha essência.

E a essência, é a Alma,
que é e se revela
em nossa existência.

O Céu é a realidade definitiva,
a última explicação, a última palavra
a última meta da evolução.

O que permanece e resiste,
durante ou depois dos temporais,
se não for a Alma, o que será?

O que permanece quando o tempo acaba,
quando tudo vai embora,
e só fica o infinito,
a morada da Alma?

É por estas razões
que nos colocamos a procura da Alma,
para conhecê-la, encontrá-la,
sondar a sua origem
e esperar dela as respostas definitivas.

Se é o Céu o nosso destino,
a Alma é a companhia certa.

Convém a nós, conviver com ela,
apaixonar-nos por ela, e permitir a ela
que nos reconduza à nossa essência
e ao nosso destino final, o Céu.

Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
41 98854-5166


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terça-feira, 22 de julho de 2025

1009.- Alma. A Alma é o passaporte para a última viagem.


 

O que o estamos procurando

que nos complete e nos proporcione a sensação

de que estamos bem vivos?



Estamos procurando nossa Alma.



Estamos procurando nossa originalidade.

Se tivemos um começo, teremos um fim.



Como nascemos num mundo

cuja cultura é materializada,

a Alma, espiritual, invisível e sobrenatural,

nunca foi uma realidade buscada, nem ensinada, 

como produto de primeira necessidade.

 

É, mas sem Alma não saberemos como viver.

 

Sem Alma não saberemos por que estamos aqui.

 

Sem Alma não teremos nenhum futuro,

pois ela é a ferramenta

que nos levará para a eternidade.

 

Quando a gente encontra alguém com Alma,

dá gosto conversar, interagir,

intercambiar os valores da Alma.

 

E como são poucas as pessoas com Alma,

nesse mundo sem Alma.

 

Muita gente nasceu, cresceu e viveu

sem saber a razão pela qual está neste mundo.

 

Passou por um mundo maravilhoso.

 

Conviveu com pessoas maravilhosas.

 

E, sem Alma,

não degustou nada

dos sabores espirituais e sobrenaturais.

 

Mas ainda dá tempo.

 

A Alma começa a ganhar importância

como substância de primeira necessidade

quando começamos a envelhecer.

 

Quando estamos chegando no final da vida

descobrimos que temos uma Alma faminta,

enfraquecida, que deseja, como último desejo,

ser satisfeita nos seus anseios transcendentais.

 

Então, é na velhice

que a Alma se manifesta mais clara e intensamente,

com sede de eternidade, com fome do infinito,

como saudades da Casa do Papai do Céu.

 

Interpretando a fotografia do mundo

as frustrações, ansiedades, fracassos, depressões,

as esperanças e as expectativas ainda não experimentadas,

me motivo a pesquisar e a escrever sobre a Alma.

 

A Alma

é o passaporte para a Eternidade.

 

Sem ela, estacionaremos por aqui

e permaneceremos terráqueos,

subdesenvolvidos.   

 

Estamos procurando

aquilo que nos complete

e nos proporcione a sensação

de que o que mais desejamos

é viver para sempre.

 

Estamos em viagem

para a última e definitiva estação,

a Eternidade.


Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com - 41 98854-5166


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domingo, 20 de julho de 2025

1008.- Alma. É a Alma que pergunta: ‘quem sou?’

 

Aquele que procura conhecer-se a si mesmo,

pergunta-se quem sou?

 

Aos poucos vai se conhecendo.

 

Olhando, observando, perguntando-se,

chegará até o limite do conhecimento humano,

e aí, na beirada, na última fronteira

da sua condição humana,

vai se perguntar: quem sou?

 

Sou alguém que pergunta,

que observa, que sente,

que vai, apertado, dentro de um ovo,

esperneando, querendo quebrar a casca,

sair para um mundo novo.

 

Sou alguém definido

como uma pessoa ‘limitada’

por uma cultura de mundo, fechada.

 

A cultura do mundo formou a nossa cabeça

dizendo que somos uma ferramenta.

 

Com essa ferramenta você será um profissional.

 

Para ser um profissional

você deverá estar preparado

para ser alguém capaz de trabalhar

na profissão que escolher.

 

Essa profissão

te levará a ter boas condições de vida,

para comprar o que precisar para ser alguém.

 

E você compra o que consegue

para te dar uma sensação de segurança,

de tranquilidade e de conforto.

 

E alguns param por aí,

para viver neste mundo,

como todo mundo vive,

como ferramenta.  

 

Mas, possuidor de uma consciência,

você percebe que não é essa

a sua essência.

 

Isso é muito pouco.

Deve ser mais do que só isso.

 

Viver oito horas por dia,

trabalhando como um profissional.

Mas, nas outras dezesseis horas,

quem posso ser?

 

Então, a sua consciência

mais uma vez se pergunta:

Quem sou, além de um profissional?

 

Sou alguém que me procuro,

e me pergunto: “Quem sou?”.

 

Sou o conhecimento não racional,

não localizável, dentro de mim.

 

Sou uma vontade livre, leve,

dentro de um corpo, em movimento.

 

Sou essência absoluta, incompreensível,

algo sem definição humana completa.

 

Sou o invisível dentro do visível.

 

Sou o absoluto, no mundo relativo.

 

Sou como o vento, livre, solto.

 

Sou o imóvel, dentro daquilo que se move.

 

Sou a sensação de vida,

unidade ampla, de movimento.

 

Sou a forma de expressão, da Alma invisível.

 

Venho, não sei de que direção.

 

Vou, não sei para onde.

 

Ninguém me encerra

dentro de definições mentais.

Escapo, ultrapasso.

 

Não sou a areia, não sou o sal,

não sou a água, não sou a onda,

nem a espuma branca.

 

Sou o mar, que abraça e irmana

todas as terras, continentes e nações.

 

Sou a consciência eterna, viajando, de carona,

neste corpo, de passagem, por este mundo.

 

Sou uma Alma eterna

que precisa de alimentos apropriados.

 

Do que a Alma se alimenta?

 

Alimenta-se da bondade,

das belezas da arte,

das perfeições,

das dimensões infinitas.

 

É a Alma que pergunta: Quem sou.

 

E a Alma quer respostas absolutas.

 

É a Alma que pergunta: Para onde vou?

Qual o sentido da vida? Há vida depois da morte?

 

A Alma me convida

a ir mais além,

a conhecer o espírito,

a querer sair daqui

deste mundo apertado,

limitado.

 

A Alma quer fazer experiências de liberdade,

voar pelo infinito, viver para sempre.

 

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Eneas Paulo Budel Bogucheski

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sábado, 19 de julho de 2025

1007.- A Alma vê o lado de dentro das coisas.



O ser humano está equipado 
com uma capacidade especial 
além das capacidades naturais da inteligência.

Essa capacidade extraordinária 

nos remete para além de nós mesmos, 

além das nossas forças conhecidas. 

Ela vai além, e até sai de dentro de nós mesmos 

e viaja por aí, sem freios, sem limites, sem fronteiras.


Nada é impossível para a Alma.


Ela penetra em todas as dimensões, 

visíveis ou invisíveis, materiais ou espirituais, 

no mundo do muito pequeno e no mundo do macro universo, 

na profundidade dos mares e nos espaços infinitos. 


Toda e qualquer realidade pode ser visitada pela nossa Alma. 


Nada lhe escapa, nada fica fora do seu alcance. 

Ela é uma qualidade sobrenatural com a qual estamos equipados. 

 

Qual lado contém mais valores?

O lado de fora ou o lado de dentro?

O que é visível ou o que é invisível?

 

Usando apenas nossos olhos

para tudo o que olhamos,

estamos vendo a periferia, o lado externo,

o lado visível das coisas.

 

Mas todos concordamos

que existe também o lado de dentro,

o mais completo, o mais cheio

de valores e significados.

 

Basta perceber que é lá dentro do ser humano

que está o coração, a pilha, a bateria

que faz o corpo externo funcionar

tão perfeitamente.

 

E, o coração não aparece.

 

Também a Alma não aparece,

mas transparece na fisionomia,

na meiguice, na ternura

e no carinho que as pessoas resplandecem.

 

Olhar para o lado de dentro das pessoas

é o que faz a Alma.

 

Nossos olhos vem o exterior, a aparência.

 

Nossa Alma enxerga o interior,

a Alma das pessoas, a sua dignidade,

seus valores, sua origem e seu destino.

 

Olhando apenas o lado de fora,

permaneceremos com a compreensão parcial,

vendo e analisando somente um lado da realidade.

 

O correto, o sábio, é ver o todo, o exterior e o interior,

o que aparece e o que está escondido,

o que é visível e, se possível, ver o invisível.  

 

O caminho da evolução sugere que sejamos mais sábios

e aprendamos a olhar para o interior,

para o lado de dentro das coisas,

o lado misterioso da vida

que ainda guarda segredos.

 

É o que a Alma faz.

 

A Alma só procura ver
a Alma das coisas

e a Alma dos outros.

 

Para a Alma só interessa ver o bem, a beleza,

a arte, a bondade, as perfeições

que existem em todas as criaturas,

na natureza, nos animais, nas pessoas. 

 

A Alma evolui quando

olha para a interioridade e a profundidade,

para as origens, razões e finalidades

das coisas e das pessoas.

 

As coisas não estão aí por acaso.

Tudo se torna mensagem para a Alma interpretar

e colocar-se na dinâmica da evolução.

 

A Alma por ser de natureza sobrenatural

tem o poder, conhecido ou ainda desconhecido,

de olhar para a dimensão invisível

e aprender a locomover-se nesses degraus superiores

que a evolução propõe para os seres humanos. 

 

Há o mundo visível,

aquilo que enxergamos e definimos,

e há o mundo invisível,

que não enxergamos,

não definimos, mas existe.

 

O mundo visível

está sob o nosso controle

através das nossas capacidades racionais.

 

O mundo invisível, se prepararmos nossa Alma,

poderá capacitar-se a andar e navegar

nas possibilidades que o espírito oferece,

com a ferramenta da fé, que não decepciona.

 

É, portanto,

de fundamental importância,

saber que a Alma,

treinada, desenvolvida,

tem o poder de investigar

o lado de dentro das coisas,

e tudo o que existe lá nas dimensões

(ainda) invisíveis.

 

Parece-nos ser tão importante

usar a Alma por ela oferecer elementos mais completos

para a avaliação e conceituação da parte externa,

e visível, que aparece.

 

A Alma

inata em nós, invisível,

nos permite antever

além de qualquer paisagem.

 

Sim, já somos capazes.

Somos capazes de enxergar

a mensagem que o mundo carrega.

 

Cada coisa é um Sacramento,

um sinal ou um código a ser decifrado.

 

No efêmero que passa,

podemos perceber

o eterno que não passa.

 

No tempo, já conseguimos ler

a mensagem daquilo que é eterno.

 

Tudo o que está ao nosso dispor,

tanto na natureza

como na nossa própria natureza humana,

nossas capacidades e talentos,

são ferramentas disponibilizadas

pelo nosso Pai dos céus, nosso Criador.

 

Você não vê assim?

 

O mundo todo,

a natureza imensa e profunda,

funciona como um vidro transparente

no qual conseguimos ler dentro das coisas,

sinais, literatura, romance e a paixão

de um Pai que ama seus filhos

e lhes entrega um jardim

para ser cultivado.

 

Consegue interpretar 

com este olhar, da Alma?

 

Lá dentro do dentro tem coisa ...

A Alma veio equipada

para nos elevar alguns degraus acima.

 

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Eneas Paulo Budel Bogucheski                    

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Publicado no Blog e no FACE em 19/07/2025

 

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